O espaço aéreo de Brasília é vulnerável ao ataque de terroristas, que podem usar um avião para atingir e destruir prédios públicos na capital federal, diz um telegrama secreto da embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Datado de 28 de março do ano passado, o despacho diplomático faz parte do lote de milhares de telegramas obtidos pela organização WikiLeaks (wikileaks.ch).

A Folha é uma das sete publicações no mundo que têm acesso a esse material antes de ele ser divulgado no site.

O então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, fazia comentários sobre a aplicação da Lei do Abate no Brasil.

A legislação é de 1998. Entrou em vigor de maneira plena em 2004, quando foi regulamentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobel relatava aos seus superiores um episódio ocorrido em 12 de março do ano passado, quando um homem roubou um monomotor em Luziânia (GO), cidade a 56 km de Brasília.

O pequeno avião era tripulado só pelo piloto e uma menina de 5 anos, sua filha. Ambos morreram quando o Embraer EMB-712 caiu no estacionamento do maior shopping center de Goiânia.

O interesse dos norte-americanos é sobre como a Força Aérea Brasileira coloca em prática a Lei do Abate.

Para que o piloto de um caça da FAB possa atirar para destruir um avião hostil é necessário passar por vários procedimentos -até uma ordem presidencial.

Tudo funcionou no caso do avião roubado em Luziânia.

Não houve disparos contra o pequeno avião, que foi acompanhado por um Mirage e por um T-27 Tucano, ambos da FAB.

O embaixador Sobel fez um comentário:

“[O caso] Iluminou uma vulnerabilidade para ações com potencial terrorista, dado que a decisão [de atirar] não teria sido tomada a tempo de impedir o piloto se ele tivesse condições de jogar seu avião em um alvo, ou outro prédio, inclusive em Brasília”.

O diplomata norte-americano explica haver uma lacuna na regulamentação da Lei do Abate no Brasil.

A regra detalhada sobre ataque a aviões hostis se refere sobretudo a casos em que há suspeita de transporte de drogas ilícitas “na vasta região Norte do Brasil, e não a potenciais ataques a cidades”.

Sobel conclui que os brasileiros “consideram os seus procedimentos de abate eficazes, mas devem buscar formas de acelerar o processo decisório durante um potencial ataque terrorista”.

Nesse caso de Goiânia, a FAB de fato temeu um possível atentado igual ao 11 de Setembro de 2001, quando aviões foram sequestrados e jogados sobre o World Trade Center, em Nova York, que foi destruído, e o Pentágono, em Washington.

Fernando rodrigues/Folha de S.Paulo

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Celular-transacoes-moveis-mobile-banco-contas-pagamentosTransações móveis superam serviços de localização, busca e navegação no celular entre as 10 aplicações móveis mais usadas, aponta consultoria. Transferências bancárias lideram a lista das dez aplicações móveis que serão mais populares nos próximos três anos, informou a consultoria Gartner na quarta-feira (19/11).

As transações móveis superam, por exemplo, serviços de localização, busca e navegação no celular, aponta a consultoria. O celular já tem sido usando como um meio de bancarização para países em desenvolvimento. “É uma forma de levar serviços financeiros a pessoas que não possuem conta corrente”, afirma Sandy Shen, analista responsável pela área de Dispositivos Móveis e Serviços de Consumo do Gartner.

Os pagamentos móveis (mobile payment ou m-payment) estão em sexto lugar na lista de aplicativos mais populares e serão usados tanto na inclusão de pagamentos eletrônicos nos países em desenvolvimento, como nos países desenvolvidos oferecendo mais uma conveniência, afirma Shen. Este segmento também abre caminho para a tecnologia de pagamento móvel por contato, ou Near Field Communication (NFC), que já está em uso no Japão e vem sendo testada em outros países.

O interesse em serviços de pagamento móvel é crescente em diversos países, incluindo o Brasil, onde os bancos ampliam, por exemplo, a oferta de alertas via mensagens de texto (SMS) a compras, pagamento de faturas de cartão de crédito e ao DDA (Debito Direto Autorizado).

O Banco do Brasil anunciou recentemente que está preparado para oferecer serviços de ‘SMS reverso’, assim que tiver aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), prevista para o final deste ano. O serviço permite ao cliente enviar mensagens para consultar saldos, extratos ou comprar produtos do banco, como seguros, por exemplo.

A questão da segurança é o principal desafio para a ‘bancarização‘ pelo celular, ressalta o Gartner. A transmissão dos dados via redes sem fio adiciona traz um grau de risco a estas operações, em relação aos sistemas de pagamento via cartões e terminais eletrônicos portáteis, analisa Shen.

Entre as aplicações móveis que serão mais ‘quentes’ até 2010 também se destacam serviços de localização – Location-based Services (LBS) – buscas, navegação, monitoramento de saúde, publicidade, mensagens instantâneas e música.

Confira as dez aplicações que serão mais populares no celular:

1) Transferência bancária

2) Serviço de localização (Location-Based Services – LBS)

3) Buscas

4) Navegação na internet

5) Monitoramento de saúde

6) Pagamento móvel

7) Near Field Communication Services (NFC)

8) Publicidade

9) Mensagens instantâneas

10) Música

IDG Now

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O time de respostas a incidentes de segurança dos Estados Unidos (US-CERT) alertou esta semana para a existência de um aplicativo chamado PhoneSnoop. O software, destinado a celulares BlackBerry, permite que um indivíduo mal-intencionado configure o aparelho para, silenciosa e automaticamente, atender chamadas de um número específico em modo viva-voz. Com isso, é possível ligar para o telefone e ouvir todas as conversas que ocorrem próximo ao dono do aparelho.

Altieres Rohr* Especial para o G1

Blackberry aparelho de escuta clandestinaBlackBerry é popular no mercado empresarial norteamericano.

Em outras palavras, após instalar o programa no celular da vítima, basta telefonar para ela. As conversas ambiente poderão ser ouvidas imediatamente.

O programa ainda não está disponível publicamente, mas o autor – que não revela seu nome verdadeiro – disponibilizou um endereço de e-mail para interessados em seu blog. O programa só pode ser instalado por alguém que explore alguma vulnerabilidade ou tenha acesso físico ao BlackBerry.

O alerta do US-CERT sugere aos usuários que apenas façam o download de aplicativos a partir de fontes confiáveis. Também recomenda que os aparelhos sejam protegidos por senha, impedindo que pessoas não-autorizadas instalem programas no celular.

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.

Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

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Navegadores Opera e Firefox recebem correções críticas de segurança
Altieres Rohr* Especial para o G1

Os navegadores web Opera e Firefox foram atualizados para corrigir falhas graves de segurança. O Firefox 3.5.4 elimina pelo menos 11 vulnerabilidades críticas que poderiam permitir a sites de internet instalar vírus no computador da vítima. O Opera 10.1, por sua vez, remove três vulnerabilidades, uma delas considerada “extremamente severa”, que poderiam ter o mesmo impacto.

Navegadores de internet são um alvo comum de criminosos. Como informado na notícia acima, milhões de páginas são alvo de criminosos que injetam códigos capazes de tirar proveito dessas brechas para infectar o sistema do usuário.

A instalação das atualizações é altamente recomendada para se proteger. Ambos os navegadores possuem recursos de atualização automática que devem informar a existência de uma nova versão para download.

Saiba mais >>> Saiba como funcionam os programas antivírus

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.

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Primeiros corpos resgatados vão para o Recife nesta quarta-feira.
Destroços retirados por franceses não serão repassados a brasileiros.

O tenente-brigadeiro Ramon Cardoso afirmou, nesta terça-feira (9), que já foram resgatados 41 corpos de vítimas do acidente com o Airbus da Air France.

Os 16 primeiros corpos resgatados, que já estão em Fernando de Noronha, serão levados de helicóptero para o Recife na tarde de quarta-feira (10). Segundo Cardoso, 25 corpos estão embarcados na Fragata Bosísio, que deixa a área de buscas em direção a Fernando de Noronha.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

As equipes de buscas vão continuar o trabalho durante a noite desta terça-feira, concentradas nas áreas em que foram localizados os corpos. “Todos os barcos que estão na área de buscas têm condições de guardar os corpos encontrados até a chegada de embarcações maiores”, afirmou Cardoso.

Aeronaves e navios franceses trabalham em conjunto com as embarcações brasileiras.

Veja a área onde ocorrem as buscas por destroços e corpos

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“Se o mar estiver forte ou se os ventos estiverem fortes, vão atrapalhar o trabalho de passar os corpos dos barcos para os helicópteros”, disse Cardoso. “São calculados cerca de 40 minutos de operação para que cada helicóptero efetue o resgate dos corpos. Eles têm capacidade para resgatar oito corpos de cada vez.”

Destroços
O oficial afirma que houve ajuda do governo americano apenas durante as buscas por possíveis sobreviventes, no início das operações. “Desconheço ajuda do governo americano”, disse. 

Segundo Cardoso, os destroços encontrados por navios franceses não precisam ser repassados aos militares brasileiros. O Escritório francês de Investigação e Análise (BEA), responsável pelas averiguações sobre a tragédia, vai receber e cuidar de todos os destroços.

Porém, no caso de vítimas, os navios franceses que encontrarem corpos vão enviá-los para perícia no Recife. De acordo com Cardoso, todos os corpos que foram avistados já foram recolhidos.

Na quarta-feira (10), as buscas entrarão na área de Dakar, porque as correntes podem ter levado corpos para a região. “Mas todas as áreas em que estamos fazendo as buscas estão dentro do planejado”, afirmou Cardoso.

 Segundo a Aeronáutica, dois investigadores franceses vão chegar ao país. Não há informações sobre o local onde vão ficar ou as atividades dos investigadores franceses no Brasil. “Se houver necessidade de algum apoio, nós poderemos fornecer. Para que eles não tenham que trazer determinados equipamentos, poderiam ser utilizados aqueles já disponíveis aqui”, afirmou.

Veja a nota oficial da Marinha e da Aeronáutica

 O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que até este momento um total de 41 corpos foi resgatado, sendo que 25 deles encontram-se embarcados na Fragata Bossio.

Os 16 primeiros corpos resgatados, que estão em Fernando de Noronha, serão transportados por uma aeronave Hércules C-130 para a Base Area de Recife nesta quarta-feira, 10 de junho, no período da tarde.

As ações de busca e resgate continuarão durante a noite de hoje, a exemplo do que tem ocorrido, e estarão concentradas nos pontos onde foram localizados os corpos.
O governo Francês solicitou o ingresso, em águas jurisdicionais brasileiras, de dois rebocadores de alto-mar contratados pela França: o Fairmount Expedition e o Fairmount Glacier, que levarão a bordo 40 toneladas de equipamentos para auxílio às buscas dos destroços. Além disso, o Submarino Nuclear Meraude, o Navio de Pesquisa Porquoi Ps e o Navio Anfíbio Mistral, estão seguindo para a área das buscas, em coordenação com o SALVAERO.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA

Fonte: Saiu no Jornal

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Plano do acordo Brasil-França prevê construção do casco do 1.º submarino nuclear brasileiro

O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Mora Neto, informou ontem que o pacote de construção de quatro novos submarinos convencionais (o que inclui um novo estaleiro e uma nova base) e do casco do primeiro submarino nuclear brasileiro vai consumir R$ 17,6 bilhões. Este é o valor do financiamento, previsto no acordo assinado entres os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, que o Brasil negocia na França. O pacote integra o acordo de cooperação militar firmado entre os dois países no ano passado – os submarinos convencionais serão adaptados do modelo francês Scorpène.

Como o Estado informou no domingo, a Força já encontrou na Baía de Sepetiba, no litoral Sul do Rio, o terreno para o novo complexo naval, mas o início da obra depende da liberação do financiamento. Os trabalhos ficarão a cargo de um consórcio formado pela estatal francesa DCNS e a brasileira Odebrecht.

O comandante da Marinha espera que o acordo com o consórcio de bancos estrangeiros liderado pelo francês BNP Paribas, uma das maiores instituições financeiras da Europa, esteja concluído até o dia 7 de setembro, quando Sarkozy voltará ao Brasil para as comemorações da Independência no Ano da França no Brasil.

É o que falta para a validação do convênio e a largada para a construção do submarino nuclear, que poderá sair do estaleiro em 12 anos.

“O acordo estratégico só entra em vigor quando houver dinheiro”, disse o comandante, depois de dar uma palestra num evento da Confederação Nacional de Jovens Empresários na Associação Comercial do Rio.

Apesar de o convênio ter sido assinado em dezembro, ele atribui a demora aos trâmites normais. Ainda estão em discussão detalhes do financiamento, como a forma de pagamento. O Brasil pode ter uma carência de cinco anos para começar a pagar o empréstimo num prazo de 15 anos. “É mais ou menos isso, mas ainda é um dos pontos que estamos discutindo”, afirmou.

O comandante da Marinha também estimou o volume de recursos necessários para concluir os testes do reator nuclear e a finalização da planta industrial que vai completar o ciclo de enriquecimento e conversão do urânio e obtenção do combustível nuclear, tecnologias que a Força já domina.

Segundo Moura Neto, é preciso investir mais R$ 1,04 bilhão nessa vertente do projeto, cerca de R$ 130 milhões por ano, até 2014. Desde 1979, entre atrasos e cortes de verba, o programa nuclear brasileiro já consumiu US$ 1,2 bilhão.

ESTRATÉGIA

Os R$ 17,6 bilhões da construção dos submarinos são apenas parte da conta de R$ 23,4 bilhões que Moura Neto deixará na mesa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, até o próximo dia 29. É quando termina o prazo para que os três comandantes militares entreguem o inventário de projetos para reequipar as Forças Armadas, seguindo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa , traçada em 2008. No caso da Marinha, a cifra citada por Moura Neto estima apenas os investimentos da primeira etapa, entre 2009 e 2014. O plano de reaparelhamento da Marinha listará metas até 2031, como a nacionalização da construção de navios de guerra e o desenvolvimento de um míssil nacional.

Alexandre Rodrigues – Estado de São Paulo

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Avião militar Hércules C-130 com 109 pessoas a bordo atingiu quatro imóveis durante a queda

Pelo menos 97 pessoas morreram na queda de um avião militar nesta terça-feira, 19, com mais de cem pessoas a bordo na ilha indonésia de Java, informou um porta-voz aeroportuário. O aparelho, um Hércules C-130 que decolou de Jacarta, transportava 96 passageiros e 13 tripulantes que participavam de uma missão rotineira de treinamento. Até o momento, não se sabe o que levou a aeronave a perder altura e bater em quatro imóveis antes de aterrissar em um arrozal na província de Java Oriental.

Rustam Pakaya, o chefe do centro de crises do Ministério da Saúde, disse à Reuters por telefone que 97 pessoas foram mortas e 15 feridas, incluindo algumas que estavam no solo.

O comandante Bambang Samoedro, da força área com base perto do local do acidente, afirma que 90 morreram. “Nós identificamos 105 pessoas. Cinco delas sofreram ferimentos leves, 10 ferimentos graves e o resto morreu”, disse Samoedro por telefone.

A televisão indonésia mostrou imagens de uma floresta em chamas no local do acidente, nas proximidades da cidade de Madian, e de onde se via soldados retirando em macas os corpos das vítimas. Segundo os relatos das testemunhas, apenas a parte de trás do avião não ficou totalmente destruída.

Há apenas uma semana, a Força Aérea da Indonésia ordenou a inspeção de toda a sua frota de Hércules C-130 depois de um deles ter de pousar em Papua sem o trem de aterrissagem traseiro.

Sete acidentes aéreos – com um total de 37 mortes – foram registrados nos últimos dois meses na Indonésia, um país no qual a média destes incidentes é de 2,1 por cada milhão de voos. O mais grave deles aconteceu no dia 7 de abril, quando 24 soldados perderam a vida quando o avião no qual viajavam se chocou contra um hangar do aeroporto de Bandung, no oeste de Java.

A Comissão Europeia proibiu em 2007 a todas as companhias aéreas indonésias de sobrevoar seu espaço aéreo, porque descumpriam as normas comunitárias sobre segurança.

do Estadão

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Entidades da sociedade civil, políticos e músicos marcaram para a próxima quinta-feira (14), em São Paulo, uma manifestação contra o projeto de lei que enquadra crimes cometidos pela internet, apelidado de “Lei Azeredo“. Os manifestantes argumentam que o texto coloca em risco a liberdade na rede e o comparam ao AI-5 (Ato Institucional número 5), um dos principais símbolos da ditadura militar no Brasil.

O projeto, aprovado no Senado em julho de 2008 por votação simbólica, tramita na Câmara dos Deputados, mas não tem data para apreciação pelos parlamentares.

A matéria gera críticas de diferentes setores da sociedade civil, por supostamente ter o potencial de promover a criminalização em massa de usuários de internet. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que concebeu o texto aprovado no Senado, nega as acusações.

No total, o projeto cria 13 novos crimes, com penas que variam de um a três anos de prisão na maioria dos casos. O texto considera crime estelionato e falsificação de dados eletrônicos ou documentos; criação ou divulgação de arquivos com material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes; roubo de senhas de usuários do comércio eletrônico; e divulgação de imagens privadas.

“Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na internet, tornar suspeitas as redes P2P [peer-to-peer, que possibilitam a troca de arquivos on-line], impedir a existência de redes abertas e reforçar o DRM [sistema que limita o número de cópias possíveis de um arquivo], o que impedirá o livre uso de aparelhos digitais”, afirma o manifesto que convoca a manifestação, chamada “Ato Contra o AI-5 Digital”, marcada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, às 19h.

Criminalização em massa
Os críticos consideram o texto “amplo e vago”, por abarcar questões como roubo de senhas e dados, a pedofilia e direito autoral em uma lei só. Eles indicam, por exemplo, que a medida dá margem à criminalização de usuários de internet que baixam e trocam arquivos (músicas, textos e vídeos) sem autorização do titular.

Outro ponto de discórdia é o que determina que os provedores tenham de manter, por três anos, os dados de acesso de internet dos clientes, com origem, data e horário. Além disso, um dos artigos determina que essas empresas devem informar às autoridades, de maneira sigilosa, as denúncias que receberem e que tiverem indícios de crime.

“O fato é que o texto tem uma série de imprecisões, criminalizando coisas corriqueiras na internet”, afirma o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos parlamentares que assina o documento e vai participar da manifestação. Ele também diz que a pena é dura demais para alguns crimes e branda com outros.

“Ignorância histórica”

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Empresa cancela cartões de crédito, mas não informa número de atingidos.
Vazamento ocorreu em empresa que processa cartões nos EUA e Canadá.

Uma falha de segurança no sistema da empresa norte-americana Heartland Payment Systems, que administra pagamentos de cartão de crédito – fornecendo máquinas nas quais os pagamentos em cartão são processados -, fez com que a Credicard Citi e o Citibank anunciassem o cancelamento de parte de seus cartões de crédito no Brasil.

A assessoria de imprensa da Credicard Citi explica que estão sujeitos à falha os cartões de crédito que foram processados nas máquinas da Heartland Systems – empresa que atua nos Estados Unidos e no Canadá. A Heartland não explica o período da falha, mas diz que o problema ocorreu em 2008.

A companhia não informa quantos clientes foram atingidos pela falha de segurança – anunciada pela Heartland Systems no último dia 20 de janeiro -, mas afirma que a ação de cancelamento é preventiva.

“O Citi atua de maneira preventiva ao detectar eventuais probabilidades de fraude. (…) A atuação prévia de cancelamento e substituição dos cartões de crédito de alguns clientes foi essencial para inibir a fraude e evitar danos aos portadores”, diz a empresa, em comunicado.

Visa e Mastercard

Mas o problema não está restrito aos cartões da Citi. Em comunicado, a Heartland aconselha os portadores de cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard que usaram suas máquinas no ano de 2008 a procurar os bancos emissores de seus cartões para informações sobre eventuais fraudes.

Aliás, segundo informações divulgadas pela imprensa, o caso Heartland só começou a ser investigado depois de Visa e Mastercard alertarem a companhia sobre transações suspeitas.

Dados comprometidos

Entre os dados que foram comprometidos, de acordo com o comunicado da Heartland, estão o número do cartão, validade e outras informações que constam da tarja magnética.

Em um pequena porcentagem dos casos, diz a empresa, o nome do portador do cartão também pode ter ficado exposto. Segundo a Heartland, os clientes não terão prejuízo financeiro pelas transações não-autoridadas causadas pela falha de sistema.

do G1

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Serviço Secreto dos EUA mostra carro oficial de Obama.

A Limusine que será usada na posse tem blindagem, suprimento de oxigênio e suporta ataque químico

WASHINGTON – As primeiras fotos da nova limusine blindada oficial do presidente Barack Obama foram divulgadas pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos.

Apelidado de “The Beast” (“O Animal”, em tradução livre), o novo Cadillac fará sua estréia em um desfile no dia 20, durante a cerimônia de posse do presidente.

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* Clique para ampliar *
Foto: BBC

O Serviço Secreto americano afirmou que a limusine dará ao novo ocupante o nível mais alto de proteção. Como esperado, o Serviço Secreto não divulgou muito a respeito do carro, mas Nicholas Trotta, diretor-assistente para o Escritório de Operações de Proteção, fez comentários a respeito em uma declaração à imprensa feita pelo órgão.

“Apesar de não podermos discutir muitos dos aprimoramentos de segurança do veículo, posso afirmar que a segurança deste carro e os sistemas de comunicação codificados fazem dele o veículo de proteção tecnologicamente mais avançado do mundo.”

Blindagem e oxigênio

Observadores afirmam que o novo carro deve incluir vidros à prova de balas, blindagem no resto do carro, um suprimento em separado de oxigênio e o interior completamente vedado para proteção contra um ataque químico.

Alguns brincam afirmando que o carro é tão resistente que conseguiria agüentar até o ataque com uma granada-foguete. Seus pneus poderiam continuar funcionando mesmo depois de furados por um tiro. O interior do carro é um segredo muito bem guardado, mas não há dúvidas de que o Cadillac tem os melhores e mais avançados equipamentos.

David Caldwell, porta-voz da General Motors, fabricante do Cadillac, disse à BBC que o carro foi feito de acordo com as especificações que a companhia recebeu do governo federal. “Uma das especificações é que não falamos das especificações”, disse.

Mas Caldwell revelou que o carro foi feito de acordo com o projeto de um Cadillac contemporâneo e iria incluir o interior feito à mão. Quando questionado se este interior incluiria equipamentos como uma base para iPod, por exemplo, Caldwell afirmou que não poderia comentar de forma específica, mas acrescentou que o veículo teria “aparelhos eletrônicos modernos.”

Fonte: BBC Brasil

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Ratoeira para proteger notebook

Sistema de segurança’ usa ratoeira para restringir acesso a notebook
Combinação do antigo com o moderno ainda não passa de um conceito.
Invenção só funciona se não houver mouse conectado ao computador.

Ratoeira para proteger NotebookO sistema de segurança tem como base o touch pad.
Portanto, a invenção só funciona se não houver mouse conectado ao computador.
Foto: Divulgação/Yanko

A idéia com cara de brincadeira pode não sair do papel. Mas o protótipo de uma ratoeira acoplada ao notebook soa interessante para usuários que não gostam de compartilhar seus PCs. A combinação do antigo com o moderno foi criada pelo designer Tino Dobra, diz o site “Yanko”. Ele propõe que a armadilha para ratos seja colocada no touch pad, aquela superfície dos laptops que substitui o mouse. O sistema só funciona se não houver um mouse conectado ao notebook, pois isso elimina a necessidade da superfície sensível ao toque.

do G1

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Para especialista, elevado número de senhas possíveis para abrir o disco rígido de Daniel Dantas torna a tarefa da Polícia Federal quase impossível.

Há cinco meses tentando abrir um disco rígido criptografado apreendido num apartamento do banqueiro Daniel Dantas, a Polícia Federal decidiu pedir ajuda a técnicos do FBI para tentar quebrar a proteção do disco.

Segundo a presidente da SecurStar no Brasil, Alessandra Godói, a criptografia usada no disco rígido de Dantas não é das mais sofisticadas que existem no mercado. Mesmo, assim, se o usuário do HD tiver criado uma senha muito complexa, a tarefa de abrir o computador é quase impossível.

“A chave de 128 bits (usada no HD Dantas) não é das mais complexas. Há casos de discos com estas chaves abertos por meio de técnicas como checar na memória do HD se a senha está ali armazenada. Ou então tentando combinações simples, como a chapa do carro do usuário, seu time de futebol preferido ou outras senhas mais ou menos óbvias. Se o usuário criar uma senha com muitos algarismos, usar sinais como asterisco e números, então, eu digo que é praticamente impossível abrir um HD assim”, diz Alessandra.

“Não vou dizer que é 100% impossível porque não sabemos que tecnologias vão ser inventadas no futuro. Mas, exceto se o usuário criar uma senha óbvia, não há como abrir um HD criptografado, explica a especialista.

Alessandra diz que criptografias do tipo AES256 são mais complexas e permitem tanta variedade de sinais como, por exemplo, um movimento de mouse. “Uma criptografia desse tipo levaria 10 milhões de anos para ser decifrada, mesmo se houvesse 10 mil PCs tentando ininterruptamente descobrir a senha”, afirma Alessandra.

A Polícia Federal sabe das dificuldades e, por isso, analisa pedir à Justiça americana que obrigue a companhia que desenvolveu o software de segurança a fornecer um método para abrir o HD. “Acho muito difícil a PF obter sucesso deste modo. Primeiro, porque as leis americanas protegem fortemente a privacidade. Segundo porque a senha não é criada pela empresa e sim pelo usuário, que o faz na privacidade de seu lar”, analisa Alessandra.

Criptografia sofre restrições no mundo

Segundo Alessandra, o poder das criptografias é tão grande que vários países proíbem usuários comuns de usá-las livremente. “Na França, por exemplo, o máximo que um usuário comum pode usar como criptografia é uma chave de 128 bits. Usar um nível de segurança superior a isto é crime. Só o Estado pode usar recursos mais sofisticados, como chaves do tipo AES256, restritas a informações militares por exemplo”, conta Alessandra.

Na China, o uso de criptografia sem autorização legal pode levar o usuário para a cadeia e até gerar uma condenação à morte, caso as informações criptografadas de modo ilegal sejam consideradas perigosas à soberania e os interesses do Estado chinês.
da Info

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