A ‘coisa’ começou a esquentar. Do pescoço pra baixo, tudo é canela.


Ciro afirma que Serra ‘aparelha’ gestão paulista

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, acusou ontem o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), presidenciável tucano, de aparelhar o Estado para se beneficiar eleitoralmente.

“Serra pegou o Márcio Fortes, um banqueiro do Rio, e o nomeou para dirigir a empresa de eventos de São Paulo. Todo mundo sabe que o Márcio Fortes, na verdade, ajuda a captação de dinheiro na campanha [presidencial]“, disse Ciro, em entrevista à rádio CBN, no Rio.

À Folha Fortes afirmou que Ciro “demonstrou sua ignorância”. Ele disse que não é banqueiro, mas engenheiro. “Não estou tratando de recursos para campanha. já tratei disto no passado, como político do PSDB.”

Ex-secretário e ex-tesoureiro do PSDB, Fortes dirige a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento.

Márcio Fortes está cotado para ser o vice da chapa encabeçada pelo deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) na disputa pelo governo fluminense.

Na entrevista, Ciro Gomes disse que é “remotíssima” a possibilidade de ser candidato à sucessão de Serra e negou que vá se encontrar com o presidente Lula para discutir tal tema. Ele também voltou a dizer que é mais preparado que Dilma para a corrida eleitoral.

João Paulo Gondim/Folha de S.Paulo

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Fazemos qualquer negócio! Não é mesmo?
Os mesmos PSDB e DEM que, através de declarações de seus militantes e de alguns de seus(deles) parlamentares, — ignorando o sentido pacificador da Lei de Anistia — têm adjetivado a candidata do PT, Dilma Roussef, de terrorista, agora, de olho nas eleições, monta palanque, no Rio de Janeiro, com o também terrorista e sequestrador — foi um dos que à época do regime militar participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick —
Fernando Gabeira. Dois pesos e duas medidas?

Porventura terá o a até então execrado Gabeira de apologista da maconha se transformado em uma madre Tereza?
O Editor


Gabeira (PV), candidato de Serra, em aliança DEM, PSDB, PPS. Marina será linha auxiliar demo-tucana?

O PV e o PSDB estão terminando os últimos detalhes para lançar juntos a candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV) a governador do Estado do Rio. Um protocolo está sendo negociado para que não haja problemas com a participação do deputado nos palanques dos candidatos à Presidência José Serra (PSDB), atual governador de São Paulo, e Marina Silva, senadora eleita pelo PV do Acre.

O maior problema, segundo Gabeira, é esta dupla candidatura presidencial. O acordo está sendo desenhado para que nenhum dos candidatos se sinta constrangido. “Tudo está sendo feito para que o acordo final seja anunciado nos próximos dias”, explica Gabeira.

A vereadora Aspásia Camargo (PV-RJ) diz que, no partido, tudo está decidido. Ela agora sairá candidata a senadora e Gabeira a governador. “Aqui no PV estadual vimos que não há problema nesta superposição, desde que seja respeitado o protocolo. O Gabeira quer ser governador e teve resultado muito positivo com a coligação que o apoiou a prefeito”, explica.

No segundo turno de 2008, o deputado perdeu a eleição para prefeito da capital para Eduardo Paes (PMDB) numa disputa acirrada com diferença de apenas 1,6 ponto percentual. Pesquisa feita pelo Datafolha em dezembro mostra que, em uma disputa com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), o deputado fica em terceiro, com 17% dos votos.

Gabeira mostrou-se cauteloso e explicou que só baterá o martelo quando o acordo estiver costurado. No entanto, acredita que isto não será difícil. O deputado também fez questão de afirmar que não sairá candidato a governador se só tiver o apoio do PV. “Não serei candidato só com 30 segundos de televisão”.

A coligação também deve envolver o DEM e o PPS. Para o ex-prefeito Cesar Maia a candidatura já está acertada. “Os quatro partidos darão os candidatos da coligação. Governador do PV, vice e dois senadores do PPS, PSDB e DEM”, afirmou por e-mail.

O governador Aécio Neves (PSDB), que almoçou ontem no Rio com o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, contou que o próprio José Serra tem participado das negociações com Gabeira. Aécio explicou que veio ao Rio para definir as coligações estaduais com o DEM. Ele disse que é necessário definir situações como a do Ceará, onde o senador Tasso Jereissati, principal expoente do PSDB no Estado, não quer enfrentar o atual governador Cid Gomes (PSB), e a do Amazonas onde o partido não tem candidato forte.

Perguntado se a decisão de não concorrer à Presidência da República era irreversível, Aécio afirmou que “irreversível só a morte”. Ele disse que poderá trazer uma contribuição maior à vitória de Serra trabalhando em Minas: “Estou cada vez mais convencido de que vencer em Minas Gerais é muito importante para o nosso candidato à Presidência da República. E para ajudar nessa vitória em Minas Gerais eu devo estar em Minas Gerais. E, obviamente e eventualmente, em outras partes do país, mas devo centrar o meu esforço em Minas.”

Aécio também explicou o que o impediu de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estarão hoje em Minas para inaugurar obras. Segundo o governador, ele foi comunicado do evento no fim de semana e não teve tempo de modificar sua agenda.

O governador também explicou que não vai se distanciar do presidente. “As pessoas que me conhecem na política sabem que eu não considero alguém meu inimigo ou com ele sou descortês porque está em outro campo político”. E garantiu que, quando o presidente for à Minas e sua agenda permitir, ele o receberá oficialmente e administrativamente como governador do Estado. “Mas os meus compromissos políticos e, acho que isso está absolutamente claro, estão no campo da oposição”.

Paola de Moura/VALOR

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Brasil: da série “só dói quando eu rio”!

Deputado quer jatinho para Congresso

O deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) protocolou na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um pedido para compra de um jato que ficaria à disposição do Congresso Nacional.

A ideia do petebista seria a compra de uma aeronave tipo Legacy – avaliado em cerca de R$ 25 milhões, segundo o deputado – para o transporte de parlamentares integrantes de comissões especiais.

De acordo com o deputado, o dinheiro para a compra do jatinho viria dos descontos dos salários dos parlamentares faltosos.

O requerimento deve ser analisado em fevereiro, quando se encerra o recesso parlamentar.

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Parque dos dinossauros

Só para lembrar: as restrições ao trabalho de sites e blogs contidas na lei eleitoral aprovada na Câmara e que passaram por duas comissões do Senado são inconstitucionais. Que isso não tenha sido levado em conta, bem, o fato informa a que ponto chegamos. Adiante.

Representantes do Senado e da Câmara tentam encontrar uma redação que torne a lei… constitucional! Se o Brasil não fosse triste, seria uma farra.

O que começa mal não pode terminar bem. Quem cuidou da matéria na Câmara? Um deputado do PC do B do Maranhão chamado Flávio Dino. Um Dino no mundo contemporâneo? Como pode? Mas como seria do PC do B se Dino não fosse? O que entende de liberdade um partido que ainda é, imaginem só, stalinista e não reconhece nem as críticas que o ditador Krushev (Santo Deus!) fez ao ditador que o antecedeu?

Ele deu uma declaração aparentemente óbvia, aparentemente inocente. Vejam a candura do comunista:

“É preciso ter uma regra que distinga claramente jornalismo de propaganda política. Não pode ficar sem regra nenhuma porque, aí, se instauraria o vale-tudo na internet”.

É verdade, deputado Dino! Vai que, de liberdade em liberdade, a gente chegue ao mundo contemporâneo, não é mesmo? Quanto vocês querem apostar que Dino está entre aqueles que consideram “jornalismo” as notícias que são boas para ele e seu grupo e mera “propaganda política” as que são ruins? O deputado, aliás, tem um blog — que ninguém lê, coitado! No caso, não é nem jornalismo nem propaganda.

Azeredo

“O Senado está pagando o pato por um assunto que a Câmara aprovou”, observou o relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Pois é, senador… Só que o barulho do seu silêncio sobre aquela porcaria chegou a ser comovente. Não fossem os protestos, o texto teria seguido adiante.

O leitor estará certo se notar certa irritação deste escriba com o assunto. Ter de escrever a respeito, defendendo o óbvio, dá conta do nosso atraso.

blog Reinaldo Azevedo

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O celmaníacos do trânsito que se cuidem. O porrete vai descer pesado em quem for pegue falando ao celular e dirigindo. Vai doer no bolso. Também!

Celular ao volanteCelular ao volante será multa gravíssima.
A deputada Rita Camata não vê com bons olhos esta cena.
Getty Images-Foto: Rubberball

Um grupo de deputados federais deve votar, ainda este ano, mudanças no Código Brasileiro de Trânsito que deixarão estas leis ainda mais duras.

Uma das propostas, de autoria da deputada Rita Camata (PMDB-ES) prevê tornar a infração por uso de celular ao volante gravíssima. Hoje, ela é considerada uma infração média.

Se for aprovada, a mudança elevará o valor da multa por uso de celular ao dirigir para R$191,94. Atualmente, esta multa custa R$ 85,13. Além disso, o motorista que for flagrado nessa situação perderá 7 pontos na carteira e não os atuais 4.

A deputada argumenta que está crescendo o número de acidentes por uso de celular no trânsito. Há casos, por exemplo, de vítimas que batem o carro e atropelam pessoas por tentar enviar SMS enquanto dirigem.

O texto da lei prevê ainda reajustes anuais no valor das multas, repondo as perdas da inflação. O texto ainda precisa ser aprovado pela maioria simples dos deputados.

Na capital paulista, esta lei pode ajudar muito a arrecadação da prefeitura, pois falar ao celular enquanto dirige é a quarta infração mais comum, atrás apenas de desrespeito ao rodízio, furar farol vermelho e estacionar em local proibido.

Felipe Zmoginski/Info OnLine

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A deputada Luiza Erundina, uma paraibana que venceu a dureza e os preconceitos do Brasil rico, não rouba, nunca roubou, nunca acobertou roubalheiras, jamais participou de mutretas. Em sua longa carreira exerceu dezenas de cargos públicos de forma digna, impecável. Está no terceiro mandato de deputada federal, depois de ter sido prefeita de São Paulo.

Tem uma ficha tão limpa que foi rejeitada pelo PT, partido que ajudou a fundar, abrigada hoje no PSB. Jamais se aliou a Judas. É, portanto, uma pessoa comum.

Pois bem, dona Erundina, quando prefeita, publicou um anúncio num jornal para explicar que sua administração não tinha compromisso com uma greve que ocorria na cidade. Por isso foi condenada pela Justiça a pagar R$ 350 mil aos cofres do município. Por um acordo, ela está pagando com 10% mensais dos seus vencimentos e da aposentadoria mixuruca de professora. Levará mais de 30 anos para quitar a divida Terá então pouco mais de 100 anos de idade.

O grande erro de dona Erundina foi o de não se cuidar. Não fez o pé de meia com as comissões e desvios de dinheiro público como muitos – e bota muitos nisso. Não teve a mesma sorte de outros companheiros que saquearam os cofres públicos e estão aí livres, soltos e jamais irão devolver um centavo. Os R$ 350 mil cobrados dela representam uma milésima parte dos mais de US$ 200 milhões que a mesma prefeitura tenta retomar do dr. Paulo Maluf – produto da roubalheira na construção de apenas uma avenida quando ele era prefeito.

É um migalha diante dos quase US 200 milhões roubados pela gang do Juiz Lalau, na construção do TRT de São Paulo, que encheu os bolsos do então senador Luiz Estevão, cassado por corrupção. Não valem nada, comparados ao que levou o companheiro Jáder Barbalho dos incentivos fiscais da SUDAM.

Nenhum deles – e vamos ficar nesses três – devolveu ou vai devolver nada. Mesmo condenados, esperam um julgamento final de última instância, como manda a generosa legislação brasileira. Já dona Erundina, que não róbou- como acentua o companheiro Zé Dirceu – paga o preço alto cobrado aos brasileiros que insistem nessa besteira de honestidade.

Não teve, como os personagens citados, dinheiro para contratar advogados famosos, que facilmente a livrariam de tão ridícula e tênue acusação, que não chega nem a ser um erro administrativo, como considerou o nosso grande líder a farra da companheira Matilde com os cartões corporativos no ministério da igualdade racial. Luiza Erundina, mesmo sendo deputada federal, tem a ficha limpa demais para deixar de ser tratada e julgada como uma pessoa comum.

Rangel Cavalcante/Diário do Nordeste

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Viajantes matinais
Por: Luiz Garcia

Deputados federais são representantes do povo. Isso não é frase feita: eles literalmente agem, ou devem agir, exclusivamente, em nome dos cidadãos. Trata-se de honra e privilégio garantidos a poucos — uma pequena fração da quantidade de políticos que periodicamente disputam um mandato.

É pena que muitos deles ignorem que o conceito de privilégio existe apenas em relação às condições indispensáveis ao exercício da representação.

Essa ignorância explica, sem justificá-la, a visão do mandato como prêmio concedido pelos eleitores aos políticos que, por alguma razão, fizeram por merecê-lo. O mandato seria uma espécie de emprego público, conquistado como prêmio por bons serviços, reais ou supostos, prestados ou simplesmente prometidos por políticos bem-sucedidos.

Essa premissa — invocada com ou sem ingênua sinceridade — tem explicado variadas iniciativas absurdas já vistas no Congresso. Como a da instituição de aposentadoria para deputados, que por pouco não vingou. Cada cidadão tem o direito de interpretar a absurda confusão entre mandato e emprego como achar melhor. Excesso de cinismo ou extraordinária ingenuidade?

Quem acredita em cinismo pode ter sua opinião reforçada pelo fenômeno dos gazeteiros das quintas-feiras. É a bancada dos apressadinhos: marcam o ponto no plenário de manhã cedo e correm para o aeroporto, garantindo tempo de sobra para cuidar de seus interesses em currais eleitorais.

No momento, a gazeta está suspensa, graças a uma reportagem do GLOBO documentando o fenômeno. O painel que registra a presença dos deputados na casa passou a ser aberto apenas às 9 horas, quando se inicia a sessão do dia. Resultado da estreia do novo sistema, quinta-feira passada: 97 deputados no plenário. Na semana anterior, eram só 11.

De uma semana para outra, o número de viajantes matinais caiu de uns 80 para menos de 30. Além disso, a sessão foi comandada desde o primeiro momento pelo presidente Michel Temer, o que não é comum.

Não se tem notícia ainda de uma moção de aplauso ao jornal por ter revelado o trambique. Deve ser por falta de tempo.

O Globo

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Um aspecto positivo das revelações dos “podres poderes”, principalmente os do Senado de Sarney e cia., é a possibilidade dos Tupiniquins abrirem os olhos. Aqui, no “Absurdistão”, fica a dúvida se o sistema unicameral não seria mais produtivo e enxuto. Moralidade e transparência, — por que atos secretos? — não são vocábulos comezinhos no dicionário dos parlamentares. Desde as descobertas dessas maracutais que Sarney e Heráclito Fortes, só apresentam promessas de correções. Até agora, nada!

As duas casas legislativas do Congresso, são redundantes, dispendiosas e 90% do blá blá blá é improdutivo. E caro!

O Editor

PS. Impressiona o mutismo e o “murismo” de todos os demais senadores. Afinal são solidários ao fazerem denúncias sobre desvios da mesa diretora.


Senado paga gratificação a mais de 100 servidores via ato secreto

Pelo menos R$ 20 milhões foram gastos, nos últimos 6 anos, com benefício validado por Sarney em 2003

O Senado esconde até hoje um ato secreto que criou uma gratificação fantasma nos salários dos funcionários. Pelo menos R$ 20 milhões foram gastos, nos últimos seis anos, com o bônus autorizado pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e os integrantes da Mesa Diretora em setembro de 2003.

A manobra, também investigada por auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) na folha de pagamento da Casa, permite que um servidor de nível médio – chamado de técnico legislativo – indicado para um cargo de chefia receba, além da função comissionada de R$ 2 mil referente ao cargo, o salário de final de carreira de nível superior, como um analista legislativo. Ou seja, salta de patamar de uma hora para outra.

A artimanha é apelidada no Senado de “pulo da FC” – em referência à função comissionada – e vem camuflada no contracheque dos funcionários. O artifício é uma das explicações para a inchada folha de pagamento de R$ 2 bilhões do Senado. Pelo menos 61 chefes de gabinetes de senadores e 54 diretores de secretarias e subsecretarias são beneficiados hoje pela medida, com salários que ultrapassam R$ 20 mil, mais do que os R$ 16,5 mil pagos a um senador.

Aparecem nesse grupo servidores com remuneração acima do teto constitucional de R$ 25,7 mil, que é o salário de ministro do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação de técnicos do TCU que investigam o caso, a gratificação é irregular não só pelo ato secreto como por ir contra a lei, já que, na opinião deles, somente uma decisão do Congresso Nacional pode aumentar salário de funcionários.

A medida, guardada na Secretaria de Recursos Humanos, foi assinada por Sarney e integrantes da Mesa Diretora em 30 de setembro de 2003. Não é numerada. De acordo com o texto, o servidor efetivo indicado a cargo de chefia “terá a sua remuneração calculada com base no último padrão da tabela de vencimentos fixada para a carreira a que pertencer”. A manobra ocorre porque se entende que técnicos e analistas fazem parte da mesma carreira legislativa.

Contracheque de um servidor técnico, com função chefe de gabinete, obtido pela reportagem confirma que o ato secreto tem sido aplicado, com efeitos financeiros para os cofres públicos. No documento, as rubricas, como vencimento básico e gratificações, têm ao lado a justificativa jurídica, como a lei e o ano. A única sem explicação é o “Vencimento Diferença FC Direção”, que é a diferença entre o salário de um técnico e o de um analista. Nesse caso analisado pelo Estado, o salto foi de 50%: o funcionário recebe R$ 4,1 mil (sem as gratificações) e mais R$ 2,2 mil para chegar ao topo do carreira de nível superior. Somando todos os benefícios, chega perto de R$ 20 mil.

Ontem, a Secretaria de Comunicação Social confirmou ao Estado que o ato nunca saiu da gaveta. “Não foi publicado à época”, disse, por escrito. Para justificar esse pagamento, a secretaria alegou que uma resolução aprovada em 2005 convalidou, de maneira genérica, sem especificar as decisões, todos os atos dos dois anos anteriores. O problema é que não haveria como legalizar algo que nunca foi público. As informações da secretaria foram obtidas com a Diretoria-Geral e a Diretoria de Recursos Humanos.

Em julho, Sarney afirmou que todos os atos secretos haviam sido publicados. Ontem, a Secretaria de Comunicação informou que o senador avaliou que não havia ilegalidade na decisão que beneficiava os funcionários.

A auditoria do TCU avalia, se for comprovada má-fé, pedir o ressarcimento por parte dos servidores dos recursos pagos nos últimos anos. A conclusão da auditoria está prevista para dezembro. O Senado ainda terá prazo para defesa.

No dia 10 de junho, o Estado revelou a existência de mais de 300 atos secretos no Senado e o conteúdo desses boletins. Boa parte dessas medidas foi legalizada pela Diretoria-Geral entre agosto e setembro. O Ministério Público e a Polícia Federal também abriram inquérito para investigar o caso.

Leandro Colon/Estadão

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Brasil: da série “só doi quando eu rio!”

Sua (dele) ex-celência o deputado federal Manato (PDT-ES) teve projeto rejeitado nesta quinta feira, na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara.

A mente brilhante do nobre parlamentar capixaba elaborou um projeto de lei que, acredite, obrigava a todos os noivos plantar dez mudas de árvores para casar.

Achou pouco? Pois tem mais!

Em caso de divórcio a multa, agrícola(?), ecomulta(?), aumentaria para 25 mudas.

Depois os caras dizem que não sabem por que os Tupiniquins não valorizam o trabalho dos parlamentares.

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“Mudei a contragosto (o título eleitoral). Falei que não queria. Isso faz parte de uma estratégia conversada com o presidente Lula. Só estou executando isso. Reafirmo minha disposição de ser candidato à Presidência da República.”
Deputado Ciro Gomes (PSB-CE)

Ciro – candidato a boca de aluguel

Que triste fim escolheu o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para sua própria carreira política.

Duas vezes candidato a presidente da República, ele gostaria de tentar mais uma vez.

Animou-se com recentes pesquisas de intenção de voto que o puseram poucos pontos à frente da ministra Dilma Rousseff, candidata do PT a presidente por imposição de Lula.

Faltou-lhe coragem, porém, para desmanchar o compromisso que assumira com Lula há algum tempo: o de transferir seu título de eleitor do Ceará para São Paulo.

Inventou que a transferência teve a ver com a possibilidade de sua candidatura a presidente ser impugnada já que seu irmão, governador do Ceará, será candidato à reeleição.

Conversa mole.

Lula quer que Ciro concorra à vaga do governador José Serra (PSDB).

Para ganhar?

Não, Lula sabe que Ciro não venceria. E que dificilmente um candidato do PT vencerá.

Quer Ciro candidato só para infernizar a vida de Serra. Ciro e Serra são desafetos pessoais.

Lula aposta que Ciro poderá subtrair em São Paulo votos de Serra para presidente.

No que depender de Lula, portanto, Ciro será a mais estridente boca de aluguel da próxima eleição.

Ciro sabe disso.

Não quer ser uma boca de aluguel – quer disputar a presidência da República.

Mas acabará cedendo à vontade de Lula.

Assim como o PT paulista, que rejeita Ciro, acabará cedendo também.

Quem dentro do PT tem peito para se opor a Lula?

A cumprir-se o desejo de Lula, Ciro ficará sem mandato a partir de 2011. Sem emprego não ficará caso Dilma se eleja.

do blog do Noblat

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Brasil: da série “o que dá pra rir da prá chorar…”

O ex-PDS, ex-PFL, ex-PMDB, ex-PSDB, ex-PPS, inaugura um novo argumento no embate das ideias: a pedagogia da pancada!

Os Tupiniquins estão ansiosos para assistir um debate entre esse neo-paulista e a histriônica Heloisa Helena. Quem irá sair no braço primeiro? Como será que a ‘doce’ Marina Silva irá se defrontar, no campo das idéias, com esse autêntico representante do machismo nordestino?

Agora vão imaginando aí o ‘nive’ da campanha se o Collor fosse candidato. Quem ficaria, não com aquilo, mas com o olho roxo?

O editor

Ciro mostra com quantos sopapos se constrói a sua nova hegemonia
do blog do Reinaldo Azevedo

O vídeo abaixo contém cenas fortes e não deve ser acessado por crianças. É o deputado Ciro Gomes, do PSB, em ação. Foi visto só 831 vezes até agora. É uma injustiça. Tal desempenho merece maior audiência. Ah, sim: a sigla costuma vir acompanhada do estado. Ciro, agora PSB-SP, parece, cansou-se de ser cearense e decidiu ser paulista. Sua mãe não gostou. Vejam o vídeo.

Como viram, o valentão fazia um comício na cidade cearense de Carnaubal, no ano passado. A candidatura de sua aliada local tinha sido cassada sei lá por quê, e ele estava lá para anunciar o novo postulante. Alguns opositores locais protestavam. Este grande líder nacional, que diz querer criar uma “nova hegemonia moral e intelectual no país” — um de seus companheiros de trajetória é o moralista e intelectual Paulinho, da Força Sindical (o conjunto rima com Polícia Federal) — não se faz de rogado: dá cinco minutos para seus adversários sumirem dali.

Cinco minutos??? Vocês sabem: Ciro tem o mesmo estilo celebrizado por aquele outro almofadinha do coronelismo, o que dizia ter “aquilo roxo”. Achou que cinco minutos depunham contra a sua macheza. Então ele faz o quê? Parte, aparentemente sozinho, para pegar seus adversários no braço e lhes mostrar, com todos os hematomas da teoria, o que vem a ser, na prática, uma “nova hegemonia moral e intelectual”. Ciro atribui este seu conceito ao teórico comunista italiano Antonio Gramsci. Mais ou menos… Assim como a pedagogia da porrada é uma coisa típica de Ciro Gomes, a “nova hegemonia moral e intelectual” destituída de um sentido de classe — que é a coisa de que Gramsci tratou — é puro Ciro Gomes. Essa bobagem, portanto, não pode ser atribuída a Gramsci, mas ao valentão que a gente vê acima.

Muitos de vocês foram importunados na universidade pela semiótica — geralmente, “semi-ótica” por conta da incompetência de “mestres” da área —, mas foram despertados ao menos para a necessidade de analisar o que eles chamam de um “discurso” na sua inteireza, em todas as suas “linguagens”. No caso do vídeo, reparem como Ciro foi se tornando aquilo que estava destinado a ser. Ele já foi uma espécie de “enfant terrible” da política: alguns queriam que dissesse verdades essenciais com seu jeitão briguento e retórica grandiloqüente: uma mistura de Rui Barbosa com Dado Dolabella.

Lembro-me que Caetano Veloso chegou até a elogiar a sua beleza, imaginem… Em defesa do cantor baiano, noto: faz tempo, muito tempo. É que a minha memória é muito boa. À época, se não me engano, o alvo da apreciação foi o pescoço “forte” de Ciro… O tropicalismo sempre teve requebros febris, mas também certa sutileza. Caetano não elogiou o que estava sobre o pescoço, é bom notar. Não que eu me lembre.

Machado de Assis — ou o Bentinho de Dom Casmurro — tinha dúvidas se a Capitu da Praia da Glória (a adulta, que ele acusava de adúltera) já estava dentro da menina espevitada da Rua Matacavalos ou se esta havia se transformado naquela em razão de “algum fator incidente”. Não sei… Este Ciro que a gente vê, com este físico típico de um coronel das antigas, com aquela pança arrogante e mandona, que resolve as querelas políticas no braço, já estava dentro daquele Ciro do Caetano? Eu acho que a resposta é positiva, assim como “a fruta está dentro da casca”. Observem que, quando ele parte para resolver o problema na base da velha hegemonia do punho, um segurança — ou coisa assim — corre atrás. Outros certamente havia. A gente sabe como se dá esse tipo de valentia…

Foi a primeira vez que ele pôs em risco a segurança de muita gente ao acirrar os ânimos num comício, em vez de acalmá-los? Não foi, não! Já demonstrou outras vezes como age um verdadeiro machão da nova hegemonia moral e cultural, pouco importa que haja ali uma pequena multidão, crianças inclusive. É que seu sangue é quente, e sua língua, imensa.

A de Gramsci era a hegemonia de classe. A de Ciro pode ser sem classe mesmo. Incapaz de entender o que os comunistas escreveram sobre luta de classes, Ciro se contenta com um arranca-rabo.

Obediente às ordens de Lula, a exemplo dos últimos sete anos, Ciro transferiu seu título para São Paulo, onde pretende inaugurar este novo estilo de fazer política, que poderia ser definido como “Deixa, que eu bato”. Mal posso esperar por cena parecida. Imagino Ciro partindo pra porrada, e Gabriel Chalita atrás, recitando versos de auto-ajuda de destruição de inteligência em massa. Será realmente um momento sublime da política paulista.

Depois disso, já pode ir para o programa A Fazenda. Mas como coadjuvante.

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Lá vem a cambada de viúvas da censura tentar encaixotar fumaça.

Inacreditavelmente a censura parece estar entranhada nos corações ( os têm) e mentes (ocas) dos políticos brasileiros. De qualquer matiz ideológica – as possuem? Trêfegos que são no oportunismo dos conchavos partidários? -, suas, (deles) ex-celências são adeptos do ‘quanto menos esclarecido o eleitor, melhor pra eles’.

Quero saber como esses beócios pretendem impedir que um blog, por exemplo, hospedado na Tailândia, publique matéria favorável ou contrária a qualquer um desses elementos nocivos à democracia.

Será que eles fazem ideia de quantos blogs existem? E quanto aos “zilhões de Twitters, Orkuts, Facebook, My Space, e cia.? Como acham que o TSE vai poder fiscalizar isso tudo?

Essa nefasta tentativa de cercear a liberdade de expressão, começou com um projeto de lei de autoria do abominável Senador Eduardo Azeredo, guardem o nominho dele pra eleições futuras, encalacrado até o pescoço — acaba de ser denunciado em processo no STF pelo ministro Joaquim Barbosa — como o responsável pelo mensalão mineiro do PSDB, e descobridor do inefável Marcos Valério.

Argh!

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves. Ou Sarney?

O editor


Câmara vai restringir liberdade da internet na eleição

Antes mesmo de receberem de volta o texto da reforma eleitoral modificado pelos senadores, os deputados já trabalham, num raro consenso pluripartidário, para recompor a versão original aprovada na Câmara.

O ponto mais polêmico, que trata das restrições ao uso da internet na campanha, sofrerá no máximo uma “leve flexibilização”, como explica um dos envolvidos na engenharia do texto, muito distante da liberação geral aprovada pelos senadores.

Estão fadadas a cair a emenda que proíbe a candidatura dos “fichas sujas” e a que intervém na metodologia dos institutos de pesquisa. Só vão sobreviver as doações ocultas, que agradam a partidos de A a Z.

E se os senadores pressionarem para fazer valer sua versão da reforma eleitoral? “Não vamos nem conversar com eles”, encerra um líder da Câmara.

De Renato Lo Prete/Folha

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