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Mark Strand – Versos na tarde – 20/05/2015

A história toda Mark Strand Como isso foi ter acontecido desse jeito Eu não estou certo, mas você Está sentado perto de mim, Pensando em suas próprias coisas Quando de repente eu vejo Chamas pela janela. Eu te cutuquei e disse, “Aquilo é um incêndio. E além disso, Nós não podemos fazer nada a respeito, […]

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Ana Hatherly – Versos na tarde – 19/05/2018

A verdadeira mão. Ana Hatherly A verdadeira mão que o poeta estende não tem dedos: é um gesto que se perde no próprio acto de dar-se O poeta desaparece na verdade da sua ausência dissolve-se no biombo da escrita O poema é a única a verdadeira mão que o poeta estende E quando o poema é […]

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Florbela Espanca – Versos na tarde – 18/05/2018

Ser poeta Florbela Espanca  Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!   É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá […]

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Antônio Ramos Rosa – Versos na tarde – 17/05/2018

Estou vivo e escrevo o sol. António Ramos Rosa Eu escrevo versos ao meio-dia e a morte ao sol é uma cabeleira que passa em frios frescos sobre a minha cara de vivo Estou vivo e escrevo sol Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam no vazio fresco é porque aboli todas as […]

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Samuel Beckett – Versos na tarde – 16/05/2018

Três poemas de amor Samuel Beckett 1 fosse apenas o desespero da ocasião da descarga de palavreado perguntando se não será melhor abortar que ser estéril as horas tão pesadas depois de te ires embora começarão sempre a arrastar-se cedo de mais as garras agarradas às cegas à cama da fome trazendo à tona os […]

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Luís Miguel Nava – Versos

A pele é o espelho da memória. Luís Miguel Nava Os dedos com que me tocou persistem sob a pele, onde a memória os move. Tacteiam, impolutos. Tantas vezes o suor os traz consigo da memória, que não tenho na pele poro através do qual eles não procurem sair quando transpiro. A pele é o espelho […]

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Bertold Brecht – Versos

Contra os objetivos. Bertold Brecht 1 Quando os que combateram a injustiça Mostram as faces feridas A impaciência dos que estiveram em segurança é Grande. 2 Porque vos queixais? – perguntam eles Combatestes a injustiça! Agora Foi ela que vos venceu: calai-vos pois. 3 Quem combate, dizem eles, tem de saber perder Quem busca a […]

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Rosa Lobato de Faria – Versos na tarde – 09/05/2018

De ti só quero o cheiro dos lilases. Rosa Lobato de Faria De ti só quero o cheiro dos lilases e a sedução das coisas que não dizes De ti só quero os gestos que não fazes e a tua voz de sombras e matizes De ti só quero o riso que não ouço quando […]

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Antônio Gedeão – Versos na tarde – 04/05/2018

Tempo de poesia. Antônio Gedeão Todo o tempo é de poesia Desde a névoa da manhã à névoa do outro dia. Desde a quentura do ventre à frigidez da agonia Todo o tempo é de poesia Entre bombas que deflagram. Corolas que se desdobram. Corpos que em sangue soçobram. Vidas qu’a amar se consagram. Sob […]

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Thiago de Mello – Versos na tarde – 03/05/2018

Véspera Thiago de Mello A véspera já é certeza que se antecipa chegando no gosto do que vai ser. A véspera já aconchega a tua ausência no riso com que sabes receber. Tudo é véspera no amor. No instante em que se inaugura minha carícia em teu peito, ela se sonha descendo, no dorso da […]

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Ricardo Reis – Versos na tarde – 025/05/2018

Mestre, são plácidas Ricardo Reis Mestre, são plácidas Todas as horas Que nós perdemos, Se no perdê-las, Qual numa jarra, Nós pomos flores. Não há tristezas Nem alegrias Na nossa vida. Assim saibamos, Sábios incautos, Não a viver, Mas decorrê-la, Tranquilos, plácidos, Tendo as crianças Por nossas mestras, E os olhos cheios De Natureza… À […]

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Paul Auster – Versos na tarde 01/05/2018

Desaparecimentos Paul Auster De pura solidão, ele recomeça ─ como se fosse a última vez que respirasse, e é por isso agora que pela primeira vez respira para além do alcance do singular. Está vivo, e ele não é senão por isso o que se afoga no insondável poço do seu olho, e o que […]

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