É compreensível o repúdio da comunidade judaica à visita do presidente do Irã, Ahmadinejad, ao Brasil.

Ahmadinejad prega a aniquilação de Israel, o que é inaceitável.

Sob o comando de Ahmadinejad, o governo do Irã, secretamente para evitar protestos, enforcou uma jovem artista plástica de 23 anos, condenada por um crime, cujas provas periciais indicam que ela não cometeu o crime.

Os judeus, os democratas e os humanistas, têm todo o direito, e o dever, de repudiarem pacificamente, a visita do “himileriano” presidente anti-semita iraniano.

O Brasil é um país democrático, membro da ONU e obedece às normas diplomáticas internacionais. O Presidente do Irã é o chefe de um estado com o qual o Brasil, e mais dezenas de outros países, matêm relações diplomáticas.

O Irã é um estado assassino, sensório, que enforca homossexuais e quaisquer outros dissidentes.

Portanto, não é compreensível que o Brasil receba com deferências exageradas, além das meramente exigidas pela diplomacia, um dirigente incendiário, que nega o holocausto e prega a aniquilação do Estado de Israel, esse, o único país democrático na conturbada região do oriente médio.

O editor

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Crise, que crise?

Gen Bda Eliéser Girão Monteiro Filho
ex comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (Boa Vista – Roraima)
futuro secretário de Segurança de Roraima

Em tempos de crise, diz o ditado popular, é que conhecemos melhor as pessoas.

Pois é: temos ou não uma crise?

No mundo inteiro é quase certo que esta situação é mais do que uma realidade, aliás, triste realidade.

Quais são os fatos?

São perdas de milhares de empregos, falta de produtos manufaturados, falta de alimentos, mau uso do dinheiro público, trazendo reflexos negativos para problemas sociais, políticos, econômicos, militares, enfim em todas as áreas.

Até nas maiores democracias do mundo, exemplos de aproveitamento da situação caótica que o mundo está passando nos mostram que: falar é fácil, fazer é que são elas.

O pagamento de bônus pela e para membros da alta administração de uma empresa de seguros nos Estados Unidos, trouxe revolta aos cidadãos americanos, em função de que esses pagamentos estavam sendo feitos a profissionais que foram responsáveis por prejuízos. E então, como pagar prêmios a quem trabalhou sem competência?

E o pior, em relação à proteção do dinheiro do cidadão, este está entregue à própria sorte. Quem escondeu no colchão não perdeu quase nada. Entretanto, aqueles que confiaram no sistema financeiro internacional e nas autoridades, perderam toda uma vida de economias e sonhos.

É a globalização negativa, mostrando ao mundo que a proteção de seus bens é um fenômeno muitas vezes virtual, muito mais frágil do que em qualquer época do passado.

A confiança do cidadão eleitor, entretanto, está depositada nas autoridades por ele escolhidas, que devem ou deveriam proteger os interesses dos que os escolheram. Pelo menos, assim estão organizadas a quase totalidade das sociedades do mundo.

Aqui no Brasil, quando dos primeiros sintomas da crise, há uns oito meses atrás, autoridades foram à mídia dizer que não haveria tal situação em nosso país; outras que seria apenas uma marolinha. Fica difícil culpar erros de avaliação, mas, também não podemos demonstrar que somos ingênuos. A estrutura de um país é complexa e as informações disponíveis aos dirigentes precisam ser completas e confiáveis.

E aí, como ficamos? Aqueles que ouviram os apelos para que fossem às compras, estão agora correndo riscos de não terem como pagar seus compromissos, simplesmente por terem perdido seus empregos, pela insegurança do mercado e a alta de suas despesas pessoais.

Enfim, estão instaladas a dúvida e o medo. É o ponto de partida para o aparecimento de fatos espetaculares, provocados pelos mesmos dirigentes, na busca do esquecimento dos problemas maiores do país.

Assim, temos observado o acirramento do nacionalismo em países vizinhos, como pretexto para solução da tal crise, mas na verdade para calar as vozes da oposição.

No Brasil são decisões que invertem o sentido dos direitos coletivos e individuais que produzem movimentos com finalidades amnésicas, como por exemplo, a concessão de grandes extensões de terras para pequena representatividade nacional. É a volta dos grandes latifundiários.

E tudo sem a consulta ao membro da Federação brasileira, diretamente envolvido, para saber como poderia ou poderá solucionar os problemas decorrentes da decisão do poder central.

Aliás, decisão foi o que faltou desde o início dos problemas naquela região, nos idos dos anos 90, apesar de várias orientações terem sido prestadas aos dirigentes de então, principalmente pelas áreas militar e de inteligência. Infelizmente, a solução veio em dois capítulos, um em 2005 e outro em 2009, com o prenúncio infeliz que dias melhores não virão.

Não nos cabe aqui apresentar mais detalhes sobre como a situação chegou a esse ponto, apenas levantar o interesse para a reflexão. Mesmo considerando que houve uma decisão judicial e que a mesma terá que ser cumprida.

Ou melhor, o assunto é tão complexo que deveríamos admitir nossa incompetência em estudá-lo. Não foi somente uma decisão, foram duas: a primeira do Poder Executivo e a segunda do Supremo Tribunal Federal.

Perguntas simples deveriam ter sido respondidas antes das decisões:

- na ação de retirada dos ditos invasores poderá haver quebra da segurança pública nas cidades?

- haverá reação? Há risco de mortes dentre os que se sentirem prejudicados, exatamente como o ocorrido em Eldorado dos Carajás, no Sul do Estado do Pará?

- como fica a redução na arrecadação dos impostos decorrentes da atividade produtiva de arroz que foi mandada ser destruída?

- como será equacionada a convivência entre índios de mesma etnia que têm pensamentos diferentes em relação à integração com os não índios?

- quem efetivamente irá prover o dia a dia da segurança pública dentro dessa enorme área demarcada? Merece citar que na caso da Raposa Serra do Sol, o Ministério Público Federal de Roraima, enviou recomendação ao governador daquele estado, para que retirasse todos os elementos de policiamento de dentro da terra indígena. Quem fará o cumprimento da manutenção da ordem do STF?

- quem irá garantir que após a ação de retirada, os direitos dos índios serão garantidos, principalmente considerando-se essa diferença de pensamento?

como fica a situação daqueles miscigenados, isto é, daquelas famílias compostas por índios e não índios? Terão que pagar pela ousadia de repetirem os mesmos passos de seus antepassados?

- apesar de ter sido reescrito pelo Supremo Tribunal Federal, que não pode haver impedimento da circulação da Polícia Federal na terra indígena, quem vai garantir que a presença dessas tropas realmente vai passar a ocorrer? Temos que considerar que hoje não há efetivo disponível para cumprir tal decisão e que, em função da negada crise, as contratações de mais pessoal pelo Governo Federal já estão ameaçadas de serem adiadas.

- como proceder para manter a capacidade de produção de arroz do Estado de Roraima, já que os maiores produtores estarão sendo expulsos de suas terras?

Não teria sido melhor prever um prazo para que outras áreas pudessem vir a serem disponibilizadas, evitando-se desemprego ou desabastecimento?

- e em relação aos indígenas proprietários do latifúndio, serão eles orientados a continuar a produção, ou terão a opção simples de abandonar a terra tornada produtiva?

- Finalizando, dizemos que decisão do Supremo tem que ser cumprida, mas que muitas dúvidas ainda pairam, cabendo à Corte Maior do nosso país arcar com a responsabilidade sobre tal ato.

- Cabe-nos ainda uma esperança de que o outro Poder excluído do problema, o Legislativo, decida estudar o ato de garantir os direitos dos representados, e reavaliar a competência sobre os estudos que conduzam à definição sobre as demarcações. E ainda, que o Executivo possa finalmente apresentar uma verdadeira política indígena, integradora e mantenedora das culturas e civilizações que temos em nosso país.

Por amor ao Brasil e por amor a Roraima, peço a Deus que eu esteja errado.

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Novas tecnologias, novas mídias. Novas humanidades. Como sempre, aliás.
por Daniel Pizza

Choveu. Muito. E ainda chove, pouco. Nada que consiga piorar o caos do trânsito do Rio, que saiu do caos-alegre dos cariocas para o caos-caótico que só vejo em São Paulo em seus piores dias. Túneis fechados são o mínimo. Pior é que todos os carros estavam indo para onde eu queria ir, e havia ido sempre, sem tanta companhia. Perdi o vôo das 21h, que deveria me fazer dormir em casa e estou, às 2h do dia seguinte, esperando — num Galeão vazio de serviços, onde nem água se vende a esta hora — esperando meu novo vôo das 3:25h, que já me disseram que só sairá às 6h, se sair. Mas a última consideração é minha, ninguém me disse. Nem dirá. Desinformação é a norma.

Estranhamente, estou em paz. Combinação do que Padma Samten me fez aprender em alguns poucos encontros, quando tratávamos de coisas sobre as quais não temos nenhum controle (choveu, o avião não pôde voar de X para Y antes e só vai chegar aqui às 5:20h… fazer o quê?), com o sentimento de aprendizado e gratidão por ter participado de um debate na Academia Brasileira de Letras, sobre “O Homem e as Novas Mídias”. O acadêmico Arnaldo Niskier fez a exposição inicial e os comentários foram de Marcos Troyjo, Mônica Dias Pinto e Regina Casé, além de mim mesmo.

Leia mais…

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O desaparelhamento das Forças Armadas não se faz sentir apenas nos equipamentos obsoletos e na falta de treinamento. A política de cinto apertado imposta às três Forças mantém os soldos muito baixos e os militares, ao contrário dos servidores civis, não conseguem pressionar o governo por melhores vencimentos porque não têm direito a um sindicato ou à figura da greve.

Contam, entretanto, com um braço político dentro do Congresso, que trabalha para evitar que até o reajuste salarial, que tem sido regra no governo Lula, seja limado do planejamento financeiro do Executivo para 2009.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) acredita que o reajuste nos soldos esteja garantido. Mas sua principal preocupação é a evasão de profissionais, que deixam as Forças em busca de salários melhores.

- Até 2020, a Marinha deve parar por pura e simples falta de recursos para continuar funcionando, e a Aeronáutica está na mesma situação – adverte o deputado.

No site Portal Militar, foi publicada a tabela base (sem gratificações) dos soldos dos militares dividida por graduação.

A partir do dia 1º de agosto de 2006, o maior posto dos oficiais-generais, incluindo almirante-de-esquadra, general-de-exército e tenente-brigadeiro, ganha R$ 6.156.

Com as gratificações, que incluem cursos, tempo de serviço, pode dobrar o soldo. Um general com 45 anos de serviço pode receber R$ 13 mil.

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Eu costumo falar com amigos que pra mim, “música” possuí uma fonte de criação “esgotável” e que em algum momento, tudo que for criado como novo será parecido ou até mesmo igual a outras obras já existentes e que será cada vez mais difícil inventar algo inédito.

A prova esta justamente na análise dos últmos 12 anos, nunca houve tantas regravações, comprovando de alguma forma que “criar” tá cada vez mais complicado, ficando fácil ser confundido com plágio.

Leia matéria abaixo:

 

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A banda norte-americana Taking Back Sunday acusou os brasileiros do grupo NX Zero de plágio em um chat transmitido por vídeo na internet.

Segundo a banda, o NX Zero teria plagiado a sua música “MakeDamnSure“, do disco “Louder now“, de 2006, em “Daqui pra frente“, do disco “Agora“, lançado em 2008 pela banda brasileira.

“Eles tiram o refrão e cantaram a música em português com a mesma melodia”, diz o grupo norte-americano.

Os integrantes do Taking Back Sunday disseram ter descoberto o suposto plágio pelo meio de um fã brasileiro chamado Maurício.

O G1 procurou a assessoria de imprensa do NX Zero no fim da tarde desta quarta-feira (28), mas não conseguiu fazer contato com a banda.

Em uma nota divulgada no site “Zona Punk” nesta quarta, Rick Bonadio, produtor e empresário da banda, disse a possível semelhança entre as músicas é uma coincidência.

“É inevitável que trechos das melodias pareçam umas com as outras em várias partes do mundo”, explicou.

Fonte: G1

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Da série: “cuméquié?”

Relatório divulgado pelo FBI alerta , vejam só, para o perigo do furto de fios de cobre nas terras do grande irmão do norte.

No informe, a turma do “Elliot Ness” afirma que o crime, de tão disseminado nas terras do Bush, pode comprometer a infra-estrutura americana.

Uáu!

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0800-STF

De Elio Gaspari – O Globo

O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, precisa decidir qual é seu lugar no estádio. Ele pode ficar na tribuna de honra, de toga, lendo votos capazes de servir de lição. Pode também vestir as camisas dos times de sua preferência, indo disputar a bola no gramado. Não pode fazer as duas coisas.

Não é próprio que um ministro do Supremo se meta em discussões do cotidiano político, dando entrevistas de salão, ensinando que “não dá para dizer que há imprescritibilidade de um lado [o dos torturadores da ditadura] e não há para o outro [o dos militantes esquerdistas que praticaram crimes de sangue]“.

Ele pode estar coberto de razão, mas ministro do STF não é call center, que responde a consultas imediatas. Nessa batida, vira comentarista jurídico.

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Da série: “opinião dos outros”

Recebo por e-mail e trancrevo

O que distingue o futebol argentino do nosso!

A diferença de qualidade entre o futebol brasileiro e o argentino é abissal nestes dias. Os argentinos tocam a bola como ninguém, sempre com objetividade e jamais porque não sabem o que fazer com ela.

Riquelme, por exemplo, erra um passe longo a cada dois ou três meses. Ronaldinho Gaúcho, em contrapartida, acerta um por ano. O resto do tempo desperdiça com aquela irritante pisadinha na bola, as firulas sem graça e o zero absoluto de aproveitamento.

Zagueiro argentino só da bico como último recurso. De resto, até o goleiro sabe sair jogando com a bola nos pés. Os beques do Brasil vivem dando bico para onde o nariz aponta.

O futebol argentino está hoje a anos-luz do Brasil, como não se cansa de provar o Boca Juniors nestes tempos bicudos em que o nível da Série A do Brasileirão é tenebroso.

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Da série: Opinião dos outros Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi.

Carta aberta ao DIDI

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por ‘algum’ motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é ‘o cara’. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece…

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da ‘minha’ doação, que a ‘minha’ doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…
Eliane Sinhasique – Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?
MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

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Opinião dos outros

No melhor estilo do “bate e não assopra”, o ferino articulista chama a atenção quanto aos riscos de “alimentar corvos”

Do blog Reinaldo Azevêdo

Não alimentei nem alimento corvos. Por isso, se um dia eles me arrancarem os olhos, será em razão de nossa histórica divergência. Fernando Henrique Cardoso nunca disse: “Esqueçam o que eu escrevi”. Foi uma das mentiras-mantras inventadas pelo jornalismo filopetista. Ele nunca disse. Nem eu. Alertei de primeira, de imediato, para as portas do inferno que se abriam quando se dava à Polícia Federal o papel também de polícia social e de costumes, buscando seu lugar no teatrinho da luta de classes. Humilharam Eliana Tranchesi, por exemplo, e muita gente decente achou legal: “Isso mesmo! Agora os ricos também choram!” Era o começo. Só restaria a esperança no fundo da caixa.

Vão dando comida para os corvos pra ver… Deixem-nos bem robustos. E um dia eles lhes arrancarão os olhos sob o pretexto de lhes dar bicadinhas leves de carinho. Ah, nem digam: sonegadores têm de pagar pelo crime da sonegação; fraudadores da democracia e seus mensalões têm de pagar pela fraude; cobradores de pedágio em negócios com dinheiro público têm de arcar com as conseqüências de seus atos. O que não é possível é fazer o espetáculo seletivo, usando o crime cometido para estimular o rancor e o ressentimento de classe – ou sentimentos escravos outros de ordem ainda mais baixa.

By pass
E foi o que se fez. E foi o que se estimulou. E, infelizmente, com o apoio quase unânime da imprensa. Fico impressionado como as instituições brasileiras – tanto as dos códigos legais como aquelas da chamada sociedade civil – cederam com facilidade à tentação do by pass na ordem legal.

O lema passou a ser este: “Se as leis são velhas, encarquilhadas, lentas, lenientes, então vamos dar à PF o big stick, vamos lhe facultar o fast track, assim ela fará justiça por nós”. Que grande tolice! Que grande asneira!

Ora, quanto tempo demoraria para que a própria imprensa passasse a ser alvo dos corvos que ela ajudou a alimentar? Quanto tempo demoraria para que os incentivadores do grande porrete, do caminho abreviado do estado de direito, se vissem na condição de acusar os “exageros”?

Não por acaso, Márcio Thomaz Bastos, o primeiro chefe desta “nova” velha Polícia Federal, é hoje advogado de Eike Batista, um dos que entraram na mira da polícia justiceira e suas operações de nome pomposamente ridículos. Isso é tão velho, não é? Isso é história dolorosamente repetida em palcos diferentes – e, contra o velho adágio marxiano, nunca como farsa; sempre como tragédia.

Extremo os exemplos para chegar à essência da coisa: vejam o que aconteceu com o regime do Terror na Revolução Francesa; vejam o que aconteceu com os que ajudaram Stálin a promover os Processos de Moscou. As revoluções comem seus filhos – sempre! E os regimes autoritários, formais ou informais, também.

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Brasil: da série “cuméquié?”

Da Coluna Claudio Humberto

PSDB e PT se unem contra quebra de sigilo de políticos

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação de substitutivo do senador Pedro Simon (PMDB-RS) ao projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que suspende o sigilo bancário e fiscal de detentores de mandatos eletivos.

A matéria foi retirada de pauta pelo próprio Simon, que é relator na comissão. Mas jogaram pesado, na pressão contra o projeto, dois supostos adversários: o “coronel” Tasso Jereissati (PSDB) e o petista Aloizio Mercadante (SP).

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Este blog — na dissidência da grande mídia que se rende à propaganda chinesa, escamoteando a absoluta falta de democracia na ditadura chinesa  — , não irá, durante as olimpíadas, divulgar nenhuma notícia positiva sobre o mandarinato comunista na terra que gerou Confúcio.

Enquanto o mundo, nesse exato momento, se deixa anestesiar pela pirotecnia do show de abertura dos jogos olímpicos — mais uma vez o esporte comercial é usado como propaganda de Estado — divulgo a condenação do cyber dissidente chinês Hu Jia, condenado a 3 ANOS E 6 MESES DE PRISÃO.

O crime do jovem libertário, tem 34 anos, como sempre nas ditaduras adjetivado de como “subversivo”, foi criticar o desrespeito aos direitos humanos na China, defender tratamento para pacientes portadores de HIV e se posicionar contra a esterilização forçada de mulheres camponesas.

Zeng Jinyan cyber dissidente China

Zeng Jinyan e Hu Jia cyber dissidentes China

Hu Jia, o da direita, e sua esposa, Zeng Jinyan, esquerda, foram presos em Dezembro passado no apartamento em que moram em Pequim.

Foram considerados “cyberdissidents” por usarem a internet para fazer denúncias contra o regime através de um blog, Boxun.com, evidentemente retirado do ar, pelo “olímpico” regime.

Contra a censura! Sempre!

Antes que Cháves!

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