Ficções do Interlúdio – extrato Fernando Pessoa¹ Sentir a poesia é a maneira figurada de se viver Eu não sinto a poesia não porque não saiba o que ela é Mas porque não posso viver figuradamente E se o conseguisse tinha de seguir outro modo de me acondicionar A condição da poesia é ignorar como […]

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William Henley – Versos na tarde – 20/03/2017

Invictus William Henley Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu – eterno e espesso, A qualquer deus – se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço. Nas garras do destino e seus estragos, Sob os golpes que o acaso atira e acerta, Nunca me lamentei – e ainda trago Minha cabeça […]

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Elizabeth Bishop – Versos na tarde – 13/03/2017

O banho de xampu Elizabeth Bishop ¹ Os liquens – silenciosas explosões nas pedras – crescem e engordam, concêntricas, cinzentas concussões. Têm um encontro marcado com os halos ao redor da lua, embora até o momento nada tenha mudado. E como o céu há de nos dar guardia enquanto isso não se der, você há […]

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Fagundes Varela – Verso na tarde – 06/03/2017

Deixa-me! Fagundes Varela ¹ Quando cansado da vigília insana Declino a fronte num dormir profundo, Por que teu nome vem ferir-me o ouvido, Lembrar-me o tempo que passei no mundo? Por que teu vulto se levanta airoso, Tremente em ânsias de volúpia infinda? E as formas nuas, e ofegante o seio, No meu retiro vens […]

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Pablo Neruda – Versos na tarde – 03/03/2017

Soneto * Pablo Neruda¹ Saberás que não te amo e que te amo posto que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio, o fogo tem uma metade de frio. Eu te amo para começar a amar-te, para recomeçar o infinito e para não deixar de amar-te nunca: por isso […]

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Alice Ruiz – Versos na tarde – 02/03/2017

O poeta me viu Alice Ruiz¹ bastou um olhar e pode ver a mola mestra da aprendiz que sou a escolha que fiz no avesso e apesar da sorte adversa de não pesar de ser feliz poeta é quem vê o que não é de dizer e ainda assim diz ¹Alice Ruiz * Curitiba, PR. […]

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Alba Geir Nuffer Campos¹ Não faz mal que amanheça devagar, as flores não têm pressa nem os frutos: sabem que a vagareza dos minutos adoça mais o outono por chegar. Portanto não faz mal que devagar o dia vença a noite em seus redutos do leste — o que nos cabe é ter enxutos os […]

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Medeea Latour – Versos na tarde – 28/02/2017

Obstáculos Medeea Latour¹ Eis aí como se comportam os muros: o semblante fechado e o rosnar do portão com o dedo apontando os cães medievais comumente liberados da ternura para exercer, à la Munch o grito de más-vindas ante o romeu inconcluso sedendo de julietas intramuros. ¹ Medeea Latour * Opatija, Croácia Tweet

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Poema 1 Eustáquio Gorgone de Oliveira¹ Quando a hora já se desfez De que valem os cosméticos ? O corpo é quem primeiro se retira do calendário. Depois segue a alma com botões vermelhos e fica o frasco de mercúrio vazio. quem redige o poema se ilude No cheiro de canela-sassafraz. ¹Eustáquio Gorgone de Oliveira […]

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Delírio Anna Maria Dutra Quero amar verde-musgo alucinadamente Com o amor tempestade a trovejar fremente Rodopiando louco no vento que encrespado Vai arrancar da terra o tronco mais cravado. Quero amar como o rio varando enlouquecido O barro de seu corpo no leito adormecido A devorar faminto os prazeres das margens. Na febre dos instintos, […]

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Interrogação Júlia Cortines¹ Contemplo a noite: a cúpula estrelada do firmamento sobre mim palpita; meu olhar, que a interroga, embalde fita o olhar dos astros, que não vêem nada: — Nessa amplitude lôbrega e infinita que inteligência ou força inominada numa elipse traçou a vossa estrada, estrelas de ouro, que o mistério habita? Dizei-me se, […]

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Da poesia Artur Eduardo Benevides¹ 1. A poesia é um pequenino veio nas colinas a se espalhar por vésperas e matinas até encontrar a solidão do mar. E a solidão somos nós. O mar: o pranto o a voz dos que Jamais puderam regressar. 2. A poesia (passacale final na escadaria de mármore do templo) […]

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