Quem namora Artur da Távola¹ Quem namora agrada a Deus. Namorar é uma forma bonita de viver um amor. Namorados que se prezem gostam de beijos, suspiros, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo. Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar. ¹Paulo […]

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Cecília Meireles – Prosa na tarde – 12/03/2017

O Livro da Solidão Cecília Meireles ¹ Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta…?” Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio… Pode ser […]

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Claudia Camara – Prosa na tarde – 07/03/2017

Espelho Claudia Camara ¹ Eu vou falar porque transbordo. Só porque não tem jeito, vou dizer adagas afiadíssimas, impiedosas, sobre sua carne. Não me olhe ou esmorecerei e minha voz vai se calar, exausta de compaixão. Não me olhe, porque as palavras sairão como cuspes lançados contra seu rosto. Escarros antigos, empedrados de dores caladas. […]

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”A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida.  Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando […]

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Dói-me a Vida aos Poucos Fernando Pessoa¹ Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá, e é esta a razão intima de todo o meu sofrimento. […]

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Literatura Brasileira – Dicas de leitura

As melhores crônicas brasileiras Comportando 62 nomes da literatura nacional, “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras” é uma coletânea de observações sobre o nosso cotidiano em distintas épocas. A primeira parte da obra – 1850 a 1920 – carrega textos de Machado de Assis, Lima Barreto, José de Alencar, João do Rio e Olavo Bilac, por […]

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Shakespeare – Prosa na tarde – 01/02/2016

Fragmento ¹William Shakespeare Escutar é um raro acontecimento entre seres humanos. Você não pode ouvir a palavra sendo dita por alguém que esteja falando, se estiver preocupado com a sua aparência, em impressionar o outro ou tentando resolver o que vai dizer quando o outro parar de falar, ou mesmo questionando se o que está […]

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O nascimento do prazer Clarice Lispector¹ O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida – e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom – […]

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Clarice Lispector – Prosa na tarde – 17/01/2016

“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não […]

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Ó noite Sophia Andressen¹ Ó noite, flor acesa, quem te colhe? Sou eu que em ti me deixo anoitecer, Ou o gesto preciso que te escolhe Na flor dum outro ser? ¹Sophia de Mello Breyner Andresen * Porto, Portugal – 6 de Novembro de 1919 d.C + Lisboa, Portugal – 2 de Julho de 2004 […]

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Lembro-me da primeira vez que li Don Eduardo Galeano. Não tinha sequer ouvido falar do mago uruguaio – estava nas primeiras semanas do curso na Faculdade de Direito, cru politicamente. Para se ter uma ideia, lia Veja e a ela dava o mais religioso voto de credulidade. Por Brenno Tardelli¹ Estava à toa na banca […]

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A Tempestade Shakespeare ¹ — (…)  “Pois o mesmo comigo vai se dar. Sendo ar, apenas, como és, revelas tanto sentimento por suas aflições; e eu, que me incluo entre os de sua espécie, e as dores sinto, como os prazeres, tão profundamente tal como qualquer deles, não podia me mostrar agora menos abalado. Muito […]

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