07:46:03
Google Play venderá livros e músicas para o público brasileiro
Loja virtual do Android deve disponibilizar conteúdo para o Brasil e oferecer opção de pagamento na fatura do celular.

Os usuários brasileiros da loja Google Play poderão comprar a partir dos próximos meses livros e músicas nacionais, de acordo com anúncio feito pelo gerente mundial de produtos móveis do Google, Hugo Barra, durante divulgação de dados sobre o crescimento do Android no Brasil, de acordo com o blog Google Discovery.

A loja Google Play, lançada em março para substituir a Android Market, junta aplicativos, livros, músicas e vídeo para smartphones e tablets com Android. Os arquivos comprados pela loja também podem ser acessados de PCs, como acontece com a iTunes.

Além de adicionar os livros e músicas brasileiras, o Google estuda uma nova forma de facilitar o pagamento do conteúdo pelos usuários brasileiros.

A empresa está negociando com operadoras para incluir o pagamento do que for comprado na loja digital na fatura mensal do celular, eliminando assim a necessidade de um cartão de crédito pelos usuários.

O Android está ganhando mercado rapidamente dentro do Brasil.

De acordo com dados do próprio Google, a plataforma teve um crescimento de 400% dentro do país no último ano, e a expectativa da empresa é que o sistema torne-se ainda mais popular entre os brasileiros.
Olhar Digital

07:58:36
Brasil instala Centro de Defesa contra ameaças cibernéticas a partir de junho
O Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), que teve disponível no orçamento de 2012,o valor de R$ 83,7 milhões, está sendo finalizado, no quartel-general do Exército em Brasília, para sua primeira missão, o monitoramento de rede da Rio+20. O evento é um teste para a nova estrutura de defesa cibernética do país, que depois terá pela frente a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. “O Centro de Defesa Cibernética é precursor e pioneiro no tema”, diz o ministro Celso Amorim (Defesa). O Centro tem como objetivo aprofundar o estudo de ameaças cibernéticas, estabelecer a doutrina nacional sobre o tema e aperfeiçoar os meios de defesa contra essas ameaças, inclusive por meio de investimentos em hardware e software. Segundo informações obtidas por este site, o CDCiber promove o intercâmbio de informações entre as três Forças e realiza exercícios de simulação no campo cibernético.

08:22:39
Nada como um dia após o outro.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, achava que tinha escapado de depor na CPI do Cachoeira.
Como se sabe, Gurgel recusou um convite para falar do caso na CPI.
Disse estar impedido de prestar depoimento na comissão porque não pode se tornar testemunha no processo.

Ocorre que ninguém ficou satisfeito com a desculpa.

E hoje, com apoio do Palácio do Planalto, os deputados e senadores governistas da CPI do Cachoeira farão nova ofensiva na tentativa de levar o procurador a prestar depoimento na investigação parlamentar.
E desta vez há integrantes da comissão estão prontos para convocá-lo, o que deve ocorrer em breve.
Nos bastidores, ministros e petistas questionam o fato de Roberto Gurgel não ter aberto nenhum procedimento contra o senador Demóstenes Torres em 2009, ano em que recebeu o inquérito da operação Vegas da Polícia Federal.
O fato é que o procurador não fez a denúncia nem pediu novas diligências à PF para elucidar a participação do senador.
A operação Monte Carlo, que desmantelou o esquema Cachoeira no início deste ano e prendeu 34 envolvidos, é justamente um desdobramento da Vegas.
Segundo a Folha apurou, a operação conta com o aval do governo que, assim como o PT, reprova a conduta do procurador.
Gurgel alegou à CPI que em 2009 não havia elementos suficientes para levar o caso adiante.

E saiu buscando apoio de parlamentares da oposição para tentar barrar a pressão da bancada governista.
Ainda segundo a Folha, o procurador-geral teme o que classifica como estratégia do PT de usar a CPI como instrumento para tentar constrangê-lo.
Seria uma retaliação contra a atuação dele no processo do mensalão, que deve ser julgado neste ano pelo Supremo Tribunal Federal.
A assessoria técnica da CPI explica que, mesmo que convocado, Gurgel pode recorrer ao Supremo para não ter de comparecer à comissão. Traduzindo tudo isso: Gurgel tem de se assumir como procurador e se tornar independente. É isso que o país necessita dele. Mas não tem o perfil para fazer a coisa certa.
Já inocentou Palocci, pode inocentar qualquer um.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

12:32:59
Depoimento de delegado da PF na CPI complica situação de Gurgel
Jaílton de Carvalho e André de Souza, O Globo
O depoimento do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Souza complicou a situação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto abaixo). Pelo menos dois parlamentares que integram a CPI e não são da base governista mudaram de opinião em relação ao procurador depois de ouvir o delegado.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) deixaram a reunião da comissão defendendo a convocação de Gurgel.

- Ele (Gurgel) está sem defesa. Não há argumento: ele estava com a bomba atômica na mão (relatório contra Demóstenes) e nada fez – disse Lorenzoni.
Randolfe Rodrigues deve apresentar nesta quarta-feira um requerimento para convidar a subprocuradora Cláudia Sampaio para se explicar à CPI.
Ela recebeu o relatório da Operação Vegas em setembro de 2009 e não tomou nenhuma providência. Se as explicações da subprocuradora não forem satisfatórias, Randolfe entende que cabe ao procurador-geral se esclarecer perante à CPI.
- Ele disse que a Vegas não tinha elementos para impedir a abertura de inquérito (contra Demóstenes), mas no pedido que ele fez depois ao STF, ele usou 16 itens da operação.


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O comentarista Mario Assis nos envia este artigo de Luiz Borges sobre o livro “Privataria Tucana”, que tanta emoção tem causado nos últimos dias, motivando inclusive a convocação de uma CPI na Câmara dos Deputados.
Tribuna da Imprensa/Luiz Ferreira Borges ¹

O livro tem 340 páginas e somente 13 folhas sobre os processos de Desestatização (que segue tendo aplicação até hoje), confundidos com a privatização brasileira dos anos 1990, envolvendo os governos Collor, Itamar e Fernando Henrique Cardoso.

O autor trata, como parte de seu tema, privatizações realizadas por governos do PDT (Eselsa), do PMDB (CSN) entre outros.

O autor, embora alegue dez anos de pesquisa, não fez qualquer trabalho dessa natureza nos arquivos do Programa Nacional de Desestatização – PND existentes no BNDES e cita o nome só de membros de sua alta administração, sem nenhuma acusação fundamentada.

Teria sido fácil entrevistar pelo menos um dos mais de cem técnicos envolvidos com o processo no BNDES, nos bancos estaduais, no CADE e em outros órgãos do Estado ligados à gestão do programa.

O autor não cita uma só vez nada das sete toneladas de documentos que foram enviadas à CPMI da Privatização realizada no Congresso Nacional durante o Governo Fernando Henrique Cardoso.

Também não leva em conta a existência de aprovações de contas do programa pelo TCU ou os inquéritos arquivados que foram abertos pela Polícia Federal.

Não há qualquer extrato dos milhares de processos judiciais movidos contra o PND.

Também foram ignoradas as legislações federal, estadual e municipal aprovadas para dar sustentação à gestão do PND.

Exceto duas obras citadas em pé de página, não houve a preocupação de consulta bibliográfica aos milhares de livros, monografias, artigos e comentários feitos na Academia sobre o tema, no Brasil e no exterior.

Aliás, o livro não traz bibliografia consultada ou indicações de acesso à internet.

As 50 indicações de pé de página usam jornais cinco vezes, revistas semanais dez vezes, livros duas vezes, internet duas vezes e transcrições de autos duas vezes (não relacionados ao PND).

O autor também não se deu ao trabalho de ler as prestações de contas feitas à sociedade pelo BNDES sobre o PND e, especificamente, sobre os processos de venda citados.

As demonstrações financeiras das empresas desestatizadas também não foram utilizadas para qualquer referência sistemática no texto do livro.

O livro trata de outros assuntos, com diferentes graus de profundidade, como a família do então ministro José Serra, o próprio Amaury Ribeiro Junior (que se cita em diversos pés de página), o banco Opportunity e os seus controladores, o Banestado, o traficante João Arcanjo, o senhor Marcus Valério, a família Maluf, o caso Baumgarten, as brigas internas de PSDB e PT, inclusive quanto ao uso do aparelho do Estado, a operação Satiagraha da Polícia Federal, a descrição dos instrumentos sobre lavagem de dinheiro, o caso INSS versus Jorgina Freitas entre inúmeros outros.

Os três capítulos que tratam da Privatização serão analisados de forma mais detalhada, mas não encontrei mais do que opiniões ou ilações mal costuradas.

Minha conclusão é de que, pela sua irrelevância para a história do BNDES, o livro Privataria Tucana não traz nenhuma acusação que mereça ser oficialmente rebatida pela APA, embora possa pensar em ações em caráter pessoal para questioná-lo sobre esses pontos.

Nesse sentido pergunto se algum dos colegas foi procurado pelo autor na montagem de sua obra?

¹ Luiz Borges é ex-funcionário do BNDES e passou o dia do Natal analisando o livro.

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08:18:57
Presentão de ano novo. Jader Barbalho de novo!
Jarder “Barbaridade ” Barbalho tomará (verbo bem contextualizado) posse como senador no próximo dia 28 de dezembro.
Excelente “presente” que o STF dá à moralidade brasileira.

09:26:45
STJ nega indenização para ex-fumante
A ex-fumante Maria da Silva entrou na justiça contra a fábrica de cigarros Souza Cruz alegando que seu hábito de fumar causou danos a sua saúde.
O Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, o pedido de indenização acatado na 1ª e 2ª instâncias, que haviam estipulado uma indenização superior a R$ 1 milhão para Maria.
O STJ, porém, já havia avaliado o mérito de oito ações dessa natureza, todos pela rejeição das pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares.
Os ministros, que acolheram todos esses recursos contra a Souza Cruz, entenderam que o cigarro é um produto de periculosidade inerente, cujo consumo se dá por decisão exclusiva do consumidor.
Segundo os julgamentos, a publicidade de cigarros não interfere no livre arbítrio dos consumidores.
Informações do Conjur

11:16:26
“Um país se faz com homens e livros” – Monteiro Lobato
Dona Dilma, salve!, vai lançar em janeiro, o Programa do Livro Popular.
A Biblioteca Nacional já trabalha no projeto.
Até a semana passada, já havia catalogado no programa cerca de 4.700 livros com preços até R$ 10.
Sexta, em audiência pública com editoras, livrarias e distribuidoras, apresentou os editais.


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Hobsbawm, o profeta de Marx

O marxismo é a chave para o entendimento e eventual superação do capitalismo, avalia historiador.

Não há nenhum deus além de Karl Marx, e Eric Hobsbawm é seu profeta. Maior historiador marxista ainda em atividade, aos 94 anos, o inglês Hobsbawm dedica sua última obra – Como Mudar o Mundo – Marx e o Marxismo – a mostrar que o filósofo alemão, tido como soterrado pelos escombros do Muro de Berlim, continua a ser a chave para o entendimento do capitalismo e para sua superação, agora em tempos de aquecimento global.

Já em seu livro A Era dos Extremos, Hobsbawm colocou a Revolução Bolchevique como o principal evento do “breve século 20″ – que em sua visão acaba, justamente, na implosão da URSS.

“O mundo que se esfacelou no fim da década de 1980 foi o mundo formado pelo impacto da Revolução Russa de 1917″, escreveu ele, para elaborar a teoria segundo a qual todos os processos históricos do período – das alianças diplomáticas aos desdobramentos econômicos globais – tiveram como eixo a instalação do comunismo na Rússia. Trata-se, obviamente, de um exagero.

Mas o Marx que Hobsbawm tenta resgatar em seu novo livro não é o de Lenin e de Stalin, nem o dos marxistas contemporâneos, e sim a essência de seu pensamento.

Em Como Mudar o Mundo, reedição de textos escritos entre 1956 e 2009, Hobsbawm trata de diferenciar Marx do marxismo e de sua aplicação extrema, o comunismo – o que é conveniente, ao se observar as atrocidades cometidas em nome da igualdade. Para ele, dizer que o marxismo é responsável por essas tragédias “é o mesmo que afirmar que o cristianismo levou ao absolutismo papal”.

Hobsbawm se localiza entre aqueles que veem Marx como um mapa do caminho para a revolução e os que o encaram simplesmente como teoria. Mostra a ruptura dele com os socialistas utópicos, mas deixa claro o tributo que Marx lhes paga na forma da ideia de que é “inevitável” mudança não apenas de regime de governo, mas de todo o modo de vida sobre a Terra.

Nos últimos 130 anos, diz o historiador, Marx foi o tema central da paisagem intelectual e, graças à sua capacidade de mobilizar forças sociais, foi uma presença crucial na história. No entanto, o desgaste provocado pelo colapso da URSS expôs, nas palavras de Hobsbawm, o “fracasso das predições” das teorias marxistas.

De tempos em tempos, anuncia-se que o capitalismo está no fim. Como a história mostra, porém, o moribundo arruma um jeito de se recuperar, entre outras razões porque a classe trabalhadora, que seria o esteio da revolução, sofreu mudanças dramáticas no último meio século, ao ponto de se tornar irreconhecível como “proletariado”.

Mas Hobsbawm, em meio à crise global deflagrada em 2008, não resistiu à tentação e escreveu que, desta vez, vai: “Não podemos prever as soluções dos problemas com que se defronta o mundo no século 21, mas quem quiser solucioná-los deverá fazer as perguntas de Marx, mesmo que não queira aceitar as respostas dadas por seus vários discípulos”. Para ele, o futuro do marxismo e da humanidade estão intimamente vinculados.

No entanto, convém relevar o entusiasmo de Hobsbawm. A história mostra que é prudente ler Marx mais como uma forma de entender o mundo do que de mudá-lo.

Marcos Guterman/O Estado de S.Paulo

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Tópicos do dia – 13/12/2011

08:33:32
Privataria Tucana
O melhor do livro de Amaury Jr., “A Privataria Tucana“, é revelar a cumplicidade/omissão da grande mídia com a “venda” do Brasil pela turma de FHC.
Ps. O apoio não foi por princípios, o que seria normal e elogiável. Foi pelo “ervanário”.

08:44:52
Bancos ‘promovem cultura’ com nosso dinheiro
Não basta o lucro de 41% este ano para os banqueiros que foram às nuvens com o governo Lula, coçarem seu próprio bolso na hora de aparecer bem na foto da “promoção da cultura” na publicidade: o Ministério da Cultura aprovou R$ 39,3 milhões em renúncia fiscal para o Itaú Instituto Cultural “manter suas atividades”. O bancão é líder na corrida do lucro.
O Santander Cultural Instrumental poderá abater R$ 1,1 milhão.
E o governo fica sem o Imposto de Renda dos “patronos”.
coluna Claudio Humberto

09:01:21
FHC, mais um dos “sem memória”.
O ‘sofismático’ sociológo deu essa gracinha de declaração de que “…provavelmente houve corrupção em seu governo”. Uáu!
Senilidade, perda de neurônios ou cinismo explícito? Pelo sim, pelo não, ex-celência, uma dose, gratuita, de memorial:
Escândalos Sivam, Proer, privataria, compra da reeleição, grampos no BNDES, Marka/FonteCindam, rombo na Sudam, desvios na Sudene…

17:28:15
Senado aprova Rosa Maria Weber para ministra do STF.
O Senado aprovou há pouco a indicação de Rosa Maria Weber da Rosa para o cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 57 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção.
A expectativa é que, com a aprovação, Rosa Maria Weber possa tomar posse e ter participação, ainda este ano, no julgamento, pelo Supremo, da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa.


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08:19:40
Sarney aceita parar de escrever em troca de prêmio Nobel de literatura
Gaiatice que circula na web:
ESTOCOLMO – Movidos pelo medo e pela angústia, a Academia Sueca decidiu conceder a José Sarney o Nobel de literatura com a condição de que ele nunca mais escreva uma linha. “Nem hai-kai, versinho, redondilha, conto de uma página, receita de cozinha, bilhete para a empregada, nada, nada”, explicou, aliviado, Hans- Törben Mägnussen, presidente do comitê de seleção da láurea. Ao saber que o prêmio fora dado ao poeta sueco Tomas Tranströmer, Sarney soltou uma nota dizendo que começaria a escrever, ainda hoje à noite, a sequencia de Marimbondos de Fogo, e que não descansaria enquanto a obra não fosse traduzida para o sueco. A notícia caiu feito uma bomba na Suécia. Em Estocolmo, carros foram incendiados, lojas saqueadas e um grupo de cidadãos destemperados se reuniu diante do Palácio Real para pedir a cabeça da Rainha Sílvia.

08:26:14
Tem Saci na copa!
Tenho afirmado aqui que sou um dos raríssimos Tupiniquins, que nada, ou quase nada, entende de futebol. Mas tenho raciocínio lógico, e sei que futebol é jogado com as duas pernas.
Agora, como é que o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, sugeriu o “mono perna” Saci Pererê para mascote da copa de 2014?
Ps 1. Quantos neurônios a excelência ministerial utiliza?
Ps 2. E o lendário personagem é fumante, nada condizente com esporte.

08:30:15
Quem mandou beber?
A 3ª Turma do STJ negou pedido inédito de indenização por danos morais e materiais de um homem viciado em cachaça.
Ele queria receber da caninha 51 (Companhia Muller de Bebidas) por ter tido cirrose em consequência da “marvada”.

08:39:17
Conseqüecias da crise na Grécia.
1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar no SUS.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: “Ela tem minhocas na cabeça!”.
9. Sócrates inaugura Cicuta’s Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro pra pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o por que da crise: Os economistas estão falando grego!
20. Apesar de ter sido muito rico, até Hades, senhor das profundas, devolveu a deusa Perséfone a Zeus por não ter mais como sustentá-la.

08:54:33
Fusão de Ministérios
No projeto de enxugamento do paquidérmico ministério, Dona Dilma pretende criar o Ministério do Ensino Superior.
Seria a fusão do MEC e do Ministério de Ciências e Tecnologia.

12:42:07
Mascote para a copa de 2014
Após sugerir o “mono perna” Saci Pererê, o ministro do esporte, o comunista, há,há,há, Aldo Rabelo, diz que lançará concurso, pela internet, para escolher a mascote da copa de 2014.
Pelo “não” andar das obras, meu voto é para uma Tartaruga com fartos bol$o$ no casco.


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09:20:39
Livro aponta corrupção e espionagem tucanas

O livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., fartamente documentado, está à venda a partir desta sexta-feira em todo o País revelando fortunas tucanas em paraísos fiscais, após as privatizações do governo FHC, e a rede de espionagem montada pelo ex-governador de São Paulo José Serra contra seu adversário interno no PSDB, o também tucano Aécio Neves, que era governador de Minas Gerais.

Monitoramento
O objetivo da espionagem, que não foi alcançado, seria o de flagrar em vídeo Aécio Neves consumindo bebidas alcoólicas ou até cocaína.

Acusações graves
Amaury acusa Verônica e Alexandre Bourgeois, filha e genro de Serra, de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e recebimento de propina.

Fios desencapados
Ricardo Sergio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, e Gregório Marin Preciado, primo de Serra, também são denunciados no livro.

Polêmica
Repórter investigativo muito talentoso, Amaury Ribeiro foi envolvido no suposto esquema de arapongagem a serviço da campanha de Dilma.

Editor revela que José Serra tentou intimidá-lo
O editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, sentiu-se intimidado ao ser chamado para “uma conversa” com o ex-governador José Serra, que tomou conhecimento do iminente lançamento do livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro. Emediato contou à coluna que ofereceu seu cartão de visitas ao emissário tucano, sugerindo que, se Serra quisesse falar com ele, que o procurasse na sede da editora.

Cautela
Temendo ordem judicial de apreensão do livro, a Geração fez uma operação silenciosa para distribuir 15 mil exemplares em todo o País.

Compromisso
Ao receberem o livro A Privataria Tucana, as livrarias assumiram o compromisso de que não seria exposto nas vitrines antes desta sexta.

Nada a declarar
O ex-governador José Serra informou que, por enquanto, sua decisão é não comentar as acusações
Coluna Cláudio Humberto

09:31:16
Cinemas podem ser obrigados a higienizarem óculos 3D após uso
A Câmara aprovou nesta quarta (7) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio um Projeto de Lei que obriga os cinemas a esterilizar os óculos que são usados em filmes 3D. A proposta é da deputada Bruna Furlan (PSDB-SP) e, pelo texto, os óculos terão ainda de ser acondicionados em embalagens plásticas estéreis e seladas a vácuo. “Comparados aos gastos que a ausência da higienização dos óculos pode ocasionar ao sistema de saúde brasileiro, consideramos a medida meritória tanto do ponto de vista sanitário como econômico”, disse o relator do projeto, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP).

09:40:53
Tiririca preside sua primeira audiência
O deputado Tiririca (PR-SP) presidiu nesta quinta (8) pela primeira vez uma audiência pública na Câmara dos Deputados. Ele mesmo foi quem propôs a sessão a fim de discutir a concessão de alvarás para circos. Tiririca lembrou as dificuldades que enfrentou quando ainda criança. “Comecei aos 8 anos e fiquei até os 30. Sei da dificuldade. O circo é a maior cultura que temos, é cultura popular. Precisa de apoio do governo federal e dos governos estaduais”, disse. O deputado criticou ainda a burocracia exigida para tirar um alvará para circo e afirmou que só um palhaço como ele para sensibilizar os deputados para o tema. “Um palhaço de circo, sendo o deputado mais votado do país, está chegando e fazendo barulho”, disse. “O circo está vivo e não pode deixar de existir”, afirmou.

09:48:10
Brasil: da série “Só doi quando eu rio”!
Sarney participou de missa, celebrada no Salão Negro do Congresso – qual dependência alí não será negra? – de ação de graças pelo encerramento do ano legislativo.
Durante o ofíco, em pronunciamento público, o soba do Maranhão clamou a Deus para que “o ajude a preservar os valores morais do Congresso”.
É realmente um crente.

10:52:26
O fim das pretensões de José Serra? 
Veronica Serra é ré por quebra de sigilo financeiro.
Filha do eterno presidenciável tucano responde a processo, em segredo de Justiça; o genro, Alexandre Bourgeios, também foi executado por dívidas fiscais não pagas; origem da fortuna do casal, que gere fundos em Trancoso, é mal explicada.

247 – 2003.61.81.000370-5. Este é o número do processo judicial, que corre em segredo de Justiça, contra Veronica Allende Serra. Filha do ex-governador paulista e eterno presidenciável tucano José Serra, ela foi indiciada pelo crime de quebra de sigilo financeiro. Isso porque sua empresa de internet, a Decidir.com, já extinta, teve acesso a todos os dados de milhões de brasileiros, depois de um convênio firmado com o Banco do Brasil, no apagar das luzes do governo FHC.

Execução fiscal
2004.61.82.061807-5. Eis agora o número do processo de execução fiscal movido pelo INSS contra a empresa Iconexa e seu sócio majoritário Alexandre Bourgeois. Genro do presidenciável tucano e gestor de fundos em Trancoso, ele deixou uma dívida de R$ 309,3 mil, mas a execução não prosperou porque Bourgeois não possui bens em seu nome. Nem mesmo no Detran, o que indica que o genro de Serra não tem nem automóveis.
fonte: blog Brasil 247


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Literatura: A intimidade de Shakespeare

Livro mostra como o bardo inglês se inspirava no cotidiano para escrever suas peças clássicas.

A notável obra de William Shakespeare (1564-1616) tornou-se imortal graças à ação de dois amigos, John Heminges e Henry Condell, que, sete anos após a morte do dramaturgo, cuidadosamente reuniram em livro a maior parte de sua escrita.

Salvaram-se, assim, obras-primas como Hamlet, Macbeth e Rei Lear.

O que eles não pensaram na época foi guardar registros do cotidiano do bardo inglês, ou seja, documentos sobre os caminhos que relacionam a vida que ele desfrutou com a literatura criada por ele.

Foi esse o ponto de partida para o pesquisador americano Stephen Greenblatt escrever Como Shakespeare se Tornou Shakespeare, que a Companhia das Letras lança nesta semana.

Considerado pai da corrente teórica do novo historicismo, Greenblatt traça relações originais, como o catolicismo da família do bardo e o fantasma de Hamlet, para tentar preencher lacunas sobre a biografia shakespeariana. Sobre isso, o acadêmico conversou com o Estado por telefone, desde Boston.

Qual é a maior virtude de Shakespeare que permitiu sua obra perpetuar ao longo dos séculos?

Uma boa questão. Não tenho uma única resposta para definir um artista tão sublime. Para começar, ele avançou a fronteira linguística, pois não é apenas em inglês que sua obra se sobressai. Pode-se dizer que ele criou grandes histórias, o que também seria uma explicação. Ou ainda que sua escrita não se prendeu ao subjugo dos reinados que se formavam, pois Shakespeare foi como Homero, um artista que privilegiou o homem e não o poder. Mas, sua vida ainda está envolvida em muito mistério, o que dificulta uma resposta precisa. O certo é que Shakespeare teve a capacidade para, ao entrar na alma de seus personagens, descrever com argúcia as pessoas que o rodeavam – na verdade, ele enfrentou um desafio que continua atual, ou seja, o de atingir tanto o espectador com gosto refinado como aquele pouco interessado em arte e deixar ambos maravilhados.

Além disso, Shakespeare era também um grande poeta, não?

Em sua época, ele era famoso por sua poesia. Há muitas referências sobre seu trabalho nesse tempo, estudos que reforçam justamente tal qualidade. Ele teve uma vida maravilhosa como poeta, e isso se refletia obviamente em suas peças: Shakespeare era muito sensível aos valores poéticos do texto e, a cada nova montagem, ele pensava cuidadosamente o que era preciso mudar, fazendo inúmeras alterações.

O que mais o surpreendeu na pesquisa sobre Shakespeare?

O desafio em meu livro é tentar mostrar como Shakespeare, a partir da análise de sua obra, parecia ser um homem criativo e generoso, alguém consciente do mundo que o cercava e das delicadas relações envolvendo mulheres, homossexuais, judeus, mas que, por outro lado, na vida real, era alguém prudente, cauteloso, que se aposentou cedo, ou seja, com preocupações típicas de um representante da atual classe média.

É possível dizer, a partir de suas peças, que Shakespeare tinha uma natureza bissexual?

Bem, é difícil ler sua obra sem suspeitar de estar diante de um homem que não apresentava um limite definido entre o que hoje definimos como homo e heterossexual. Afinal, Shakespeare escreveu uma das mais notáveis poesias amorosas do idioma inglês para um jovem. Também em algumas de suas peças há a descrição do amor de um homem pelo outro (geralmente, por alguma razão, o personagem é chamado de Antônio – confira, por exemplo, em Noite de Reis e O Mercador de Veneza). Procurei tratar com cuidado desse assunto. Não sou Joyce, Anthony Burgess ou qualquer outro romancista que poderia maquiar algum fato e torná-lo ficção. Apenas relato histórias. Por outro lado, como na época não havia a divisão ontológica entre homossexuais e heterossexuais, acredito que ele não se preocupava com essa distinção. Afinal, apesar de a sodomia ser considerada, na época, uma ofensa criminal punível até com a morte, não há registros de condenações desse tipo.

Sua curiosidade sobre Shakespeare já está saciada ou pretende escrever mais sobre ele?

Sim, continuo com minha pesquisa. Agora mesmo, trabalho em um livro sobre a qualidade de Shakespeare em contar uma história e de como seus personagens acreditavam desfrutar de uma vida digna de ser relatada e como isso nos parece familiar. Meu interesse atual está na relação entre literatura e história, o processo pelo qual certas obras de arte são notáveis por parecerem escritas diretamente para nós mesmo que seus autores já não estejam mais vivos há muito tempo.

Ubiratan Brasil/O Estado de S.Paulo

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Osman Lins – Prosa na tarde

Nove Novenas – extrato*
Osman Lins ¹

A lenta rotação da água, em torno de sua vária natureza. Sua oscilação entre a paz dos copos e as inundações. Talvez seja mineral; ou um ser mitológico; ou uma planta, um liame, enredando continentes, ilhas. Pode ser um bicho, peixe imenso, que tragou escuridões e abismos, com todas as conchas, anêmonas, delfins, baleias e tesouros naufragados. Desejaria ter, talvez, a definição das pedras; e nunca se define. Invisível. Visível. Trespassável. Dura. Amiga. Existem os ciclones, as trombas marinhas. Golpes de barbatanas? E também as nuvens, frutos que, maduros, tombam em chuvas. O peixe as absorve e cresce. Então este peixe, verde e ramal, de prata e sal, dele próprio se nutre? Bebe a sua própria sede? Come sua fome? Nada em si mesmo? Não saberemos jamais sobre este ente fugidio, lustral, obscuro, claro e avassalador. Tenho-o nos meus olhos, dentro das pupilas. Não sei portanto se o vejo; se é ele que se vê.

* Do conto Retábulo de Santa Joana Carolina, uma das narrativas do livro Nove Novena.

¹ Osman da Costa Lins
* Vitória de Santo Antão, PE. – 5 de Julho de 1924 d.C
+ São Paulo, SP. – 8 de Julho de 1978 d.C


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Um plano para 2012: ler sobre a China

Henry Kissinger dá uma aula de história, expõe um tesouro de lembranças e mostra os perigos à frente.

Quando chega o fim do ano surgem os projetos: emagrecer, fazer exercícios, segurar as compras. Para 2012 algumas pessoas podem acrescentar outro: entender o que está acontecendo com a China.

Quem gosta de opinar sobre assuntos internacionais e acha que não precisa, pode fazer um teste: liste cinco cidades chinesas e cinco políticos chineses vivos.

Tratando-se da segunda economia do mundo e do maior parceiro comercial do Brasil, vale a pena. O problema é como começar.

Na primeira confusão entre Guangzhou e Fuzhou, ou entre Hu Jintao (o atual presidente) e Xi Jinping (seu provável sucessor), a pessoa desiste. É duro, mas, visto da China, o Brasil, onde Rousseff é Dilma e Guido é Mantega, também não é fácil.

Para quem quiser remediar a lacuna, o livro “Sobre a China”, do ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, é um bom remédio. Na realidade, são três livros num volume. O primeiro é um passeio pela história e cultura do Império do Meio. Ensina coisas assim: “Os chineses nunca produziram um mito de criação cósmica.

Para eles, o universo foi criado por eles”. Essa civilização que se vê como o centro do mundo passou por 150 anos de humilhações, com fomes e guerras que consumiram 100 milhões de pessoas. Quem tiver saído dessa parte confundindo Zeng Guofan com Wei Yuan, não deve se preocupar. No século 20 ficará mais à vontade.

O segundo livro conta a essência da virada ocorrida nos anos 70, quando Mao Zedong aproximou-se do Ocidente. Como Kissinger foi um personagem relevante nesse jogo, sua narrativa é rica, até quando reconhece seus erros, produzidos pela ignorância. Por exemplo: como os vietcongs jamais se renderiam, eram invencíveis e Mao falava sério quando dizia que não tinha medo de uma guerra nuclear.

A terceira parte de “Sobre a China” é a mais valiosa. Kissinger, que fez mais de 50 viagens a Pequim, constrói um cenário no qual a incompreensão do Ocidente e o nacionalismo chinês serão fatores de futuras tensões. Quando o companheiro Obama vai à Ásia acertar alianças estratégicas e militares, sabe que estimula o receio do Império do Meio de se ver cercado pelos “demônios estrangeiros”.

Ao final do livro, como um mandarim, Kissinger lembra a situação europeia de 1907, quando um diplomata inglês fez um trabalho sobre as relações com a Alemanha. Nessa época, os dois países eram grandes parceiros comerciais, e tudo o que o kaiser fazia era visto em Londres como uma ameaça estratégica.

Em Berlim havia o mesmo sentimento em relação aos ingleses. Sete anos depois, começou a Grande Guerra. Kissinger apresenta esse risco com extrema cautela. Seu interesse é mostrar que existe o perigo do “desfecho infeliz”.
Elio Gaspari/Folha de S.Paulo


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Tópicos do dia – 03/11/2011

17:32:08
Na taba dos Alencar
Manuscritos inéditos de José de Alencar (1829-1877), o grande romancista cearense, autor de “O guarani”, serão digitalizados.
São 29 textos. Entre as raridades, seu primeiro romance, “Os contrabandistas”, que não concluiu. O projeto é da Petrobras.

17:36:47
SUS

Se eu fosse milionária, talvez fosse para um hospital particular também, mas o atendimento aqui é muito completo, muito atencioso.
Julieta Aparecida, em tratamento de um câncer pelo SUS no hospital público Instituto do Câncer, em SP.

17:48:37
A volta por cima

Editorial do O Estado de São Paulo
“A conduta pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que soube que tem câncer na laringe é a melhor resposta que ele poderia dar às baixezas de que tem sido alvo nas chamadas redes sociais e outros meios de expressão na internet. Mentalidades encardidas, incapazes de distinguir entre rejeição política e respeito pelas vicissitudes pessoais daqueles a quem combatem na cena pública, deram vazão ao que o antecessor Fernando Henrique Cardoso chamou de “recalques” – talvez para não dizer algo pior. Com indisfarçado gozo com o sofrimento alheio, batem na tecla de que Lula devia se tratar no SUS para sentir na pele as mazelas da saúde pública no País que, certa vez, em um dos seus arroubos autocongratulatórios – que este jornal jamais deixou de criticar -, declarou não estar longe de “atingir a perfeição”.

-> clique aqui para ler editorial completo


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Merval, o Imortal

Bem, eis a Pataquada da Semana. Merval Pereira, jornalista, virou imortal.

Vou em busca de explicações.

Ele deve ter escrito algum livro importante que não notei.

Ou alguns, penso numa perspectiva mais otimista.

Ele é autor de “O lulismo no poder”, uma coletânea de seus artigos no Globo.

Quer dizer, não bastasse o leitor ser castigado por Merval uma vez na forma de jornal, ele apanha de novo na forma de livro.

Merval é, basicamente, contra tudo que Lula fez, do Bolsa Família às cotas universitárias.

Se Lula inventar a cura do câncer, Merval vai atacar.

Seu poder de persuasão pode ser facilmente medido nas urnas.

Se eu fosse candidato, torceria para que Merval fosse contra mim.

Ao lado de Ali Kamel, ele é um dos mais fiéis reprodutores do ideário da família Marinho. (Esperemos para ver se Kamel não vira futuramente um imortal.)

Numa carta célebre a um editor, o barão da imprensa Joseph Pulitzer disse o seguinte: “Espero que você pense, pense, pense!!! (…) Que compreenda que todo editor depende do proprietário, é controlado pelo proprietário, deve veicular os desejos e as idéias do proprietário. (…) Sua função é pensar, o mais próximo possível, no que você pensa que eu penso.”

Merval – e nem Kamel – teriam que ouvir isso.

Lembro que, nas reuniões do Conselho Editorial da Globo das quais participei entre 2006 e 2008, os dois pareciam disputar entre si quem era campeão em pensar como a família Marinho pensa.

Na cerimônia de posse de Merval, Machado de Assis, fundador da ABL, foi lembrado e de certa forma comparado ao novo imortal. Porque trabalhou como jornalista num certo período.

Esperemos então que Merval produza suas Memórias Póstumas.

Por: Paulo Nogueira

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