Aurélio ganha nova versão com verbos como ‘tuitar’ e ‘blogar’

Edição inclui ainda verbetes como ‘blue tooth, ‘nerd’, ‘e-book’ e ‘tablets’.

Dicionário ‘aportuguesa’ palavras como ‘bandeide’.

No ano do seu centenário, Aurélio Buarque de Hollanda ganha uma edição mais ‘tecnológica’ do dicionário que popularizou seu nome entre os brasileiros. Entre os novos verbetes, palavras do mundo digital como ‘e-book’, ‘tablets’, ‘pop-up’.

A língua portuguesa ganhou ainda novos verbos, como ‘tuitar’ e ‘blogar’, além de substantivos como ‘fotolog’, ‘blue tooth’, ‘blu-ray disc’ e ‘blu-ray player’. Com as mudanças, a edição chega ao mercado 6% maior do que a anterior. Segundo a editora são mais três mil palavras da escrita contemporânea.

Ricardão no Aurélio

E por escrita contemporânea leia-se expressões e palavras que já estão na boca do povo, mas não haviam encontrado ainda um lugar nos livros, como ‘ricardão, ‘ sex shop’, ‘botox’, ‘balada’, ‘nerd’, ‘test drive’, ‘bullying’ e ‘chef’.

Os ecológicos também ganharam espaço com ‘ecotáxi’, ‘ecobag’ e ‘ecojoia’. ‘Flex’, ‘chororô’, ‘chocólatra’ e ‘pré-sal’ são outras palavras que foram adicionadas ao dicionário. E ‘band-aid’ foi ‘aportuguesado’ para ‘bandeide’.

Baixatudo: download do Aurélio para iPhone

G1

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Editores levantam dúvida sobre o futuro do dicionário de inglês Oxford.
Demanda pelo dicionário Oxford on-line superou versão impressa.
Última edição vendeu cerca de 30 mil exemplares desde 1989.

Editores teme que versão impressa do dicionário Oxford acabe (Foto: Caleb Jones, AP)

Há mais de um século, o dicionário de inglês Oxford é vendido na versão impressa. Porém, a sua terceira edição deve ser publicada apenas na versão on-line.

A editora responsável pela publicação do dicionário, Oxford University Press, disse que a crescente demanda pela versão eletrônica já ultrapassou, de longe, a demanda pela versão impressa.

Quando os dicionaristas responsáveis pela revisão e atualização acabaram o seu trabalho em cima da última edição do dicionário, editores levantaram a dúvida se ainda existe mercado para a versão impressa.

O dicionário Oxford on-line, atualmente, atinge 2 milhões de acessos dos seus assinantes por mês. A última edição impressa vendeu cerca de 30 mil exemplares desde 1989.

Mercado

“Estamos vendo um crescimento na demanda pelo produto on-line”, disse um editor. “Mesmo assim, a versão impressa continuará, com certeza, sendo considerada se houver demanda suficiente no momento da publicação”.

Nigel Portwood, chefe executivo da Oxford University Press, disse em entrevista ao “The Sunday Times” acreditar que a edição mais recente não será impressa. “O mercado de dicionários impressos está desaparecendo”.

O comentário de Portwood é relacionado, principalmente, ao dicionário completo. Portwood ainda disse que a conveniência do dicionário eletrônico também está afetando a demanda por verões menores do dicionário impresso. Mesmo assim, Portwood sublinhou que a Oxford University Press ainda não tem planos de acabar com a publicação dos dicionários.

Por outro lado, cada vez mais pessoas estão aproveitando a facilidade de usar a versão on-line, que, nos EUA, custa US$ 295 por ano. Lançado em 2000, o Oxford on-line é mais fácil de ser atualizado, recebendo novas palavras a cada três meses.

G1


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