Empresa reuniu 13 bancos de dados públicos para oferecer visualização de indicadores como educação, economia e salários, entre outros.

O Google Labs, serviço que reúne as iniciativas online em teste no Google, acaba de abrir o acesso dos internautas a mais uma experiência: o Google Public Data Explorer.

Divulgado nesta segunda-feira (8/3) por meio do blog da empresa, o Public Data Explorer é uma ferramenta de visualização dos dados públicos armazenados pelo Google – mais precisamente, estatísticas fornecidas por órgãos oficiais.

A iniciativa é um complemento a outras que o Google já havia anunciado, como o acesso aos dados de pesquisas do Banco Mundial. Desta vez, o Google selecionou cerca de 80 das pesquisas mais populares sobre dados estatísticos globais, para apresentá-los de diversas formas gráficas.

Garimpo

A lista dos temas escolhidos para garimpo de dados inclui comparação dados escolares, desemprego, população, salários, estatísticas de crime e de saúde, desastres, PIB, pobreza, preço do petróleo, custo de vida e até os nomes próprios mais populares.

“Para nos ajudar a priorizar melhor que dados incluir neste recurso, analisamos de forma anônima os logs de busca para descobrir padrões nos tipos de busca que as pessoas estão fazendo”, explicou o estatístico Jürgen Schwärzler, da equipe de Dados Públicos do Google, no blog da empresa.

Por enquanto, os dados são extraídos de 13 bancos de dados, fornecidos por entidades como Banco Mundial, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), o US Census Bureau e o Eurostat, entre outros.

Os gráficos podem ser incluídos em blogs e sites, e o Google avisa que está aberto à participação de provedores adicionais de dados.

IDGNow

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Com a promessa de ser um espécie de “Google nacional“, segundo o presidente Lula, o novo Portal Brasil estreou nesta quarta-feira ainda com alguns problemas de navegação.

Os links demoram para abrir, e por vezes a lentidão faz com que a conexão com o site seja perdida. Segundo a assessoria da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o problema ocorre devido ao grande volume de conteúdo que está sendo inserido.

A Secom esclareceu ainda que a situação deverá se normalizar nos próximos dias, já que a capacidade de acesso do novo portal foi quintuplicada, passando de 1.000 para 5.000 acessos simultâneos por segundo.

O objetivo do portal é reunir serviços e informações sobre ações e programas federais que antes estavam dispersas por diversos sites. Informações sobre como tirar a carteira de identidade, calendários de campanhas de vacinação e orientações sobre aposentadoria são exemplos dos conteúdos disponíveis. Para realizar o projeto, o governo gastou R$ 11 milhões e a empresa contratada foi o grupo TV1.

Durante a cerimônia de lançamento em Brasília, Lula afirmou que com o portal “não haverá mais segredo, tudo será publicado para todos os brasileiros”.

O Globo

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Um espertalhão, sem conhecimento da legislação que rege o registro de domínios na internet, registrou diversos endereços na web com o nome de José Serra e outras variáveis.

Vai ganhar fácil se entrar na justiça! Acredito que o próprio Comitê Gestor da Internet, no Brasil, pode resolver a pendenga.

Há jurisprudência pacificada a esse respeito. No caso de pessoas jurídicas, o CGI, decide que o domínio pertence ao dono do CNPJ correspondente. Por analogia, acredito que o CGI agirá da mesma forma em relação às pessoas físicas. Não fosse assim, enfrentaríamos o paradoxo de uma pessoa não ter a propriedade do próprio nome.

Cito o advogado Wilson Silveira ¹

[...]“O nome de domínio é a representação virtual da pessoa física ou jurídica. É a marca da pessoa jurídica (ou seu nome empresarial) ou o nome da pessoa física colocado à disposição de seu público.”

[...]“No caso de domínios com.br, de ilegítimo titular brasileiro, cabe a propositura de ação judicial, buscando a anulação do registro, ou a adjudicação ao legítimo interessado.”
¹ (
Wilson Silveira, formado em Direito pela Universidade de São Paulo. Especializado na área de marcas, dirige os departamentos de marcas e contencioso da CRUZEIRO/NEWMARC.  – http://www.newmarc.com.br/novo/index.asp)

O Editor

PS. Pra quem almeja a Presidência da República, caberia ter uma assessoria jurídica razoavelmente competente.


O grão-tucano José Serra convive com um dissabor inusitado. Está impedido de abrir um sítio com seu próprio nome na internet.

O presidenciável da oposição perdeu para terceiros, veja você, o domínio eletrônico de seu nome.

Em resposta a um leitor, Serra informou no twitter: “Não tenho nenhum site [...]. Um espertalhão registrou meu nome. E só na Justiça para recuperá-lo”.

Noutra mensagem, Serra deu nome ao boi que cruzou as suas fronteiras digitais: “Uma tal Associação dos Missionários Evangélicos registrou joseserra.com.br”.

Num terceiro texto, Serra esclareceu que seu “avatar cibernético” fez barba cabelo e bigode:

“Não é meu nem o ‘joseserra.com.br’ nem o ‘joseserra.org.br’. O mesmo sujeito registrou os dois domínios. Aí, só na Justiça”.

Como se vê, são mesmo traiçoeiros os meandros da internet. Serra teve o nome pirateado por uma associação que se diz evangélica. Perdendo na Justiça, não lhe restará senão dirigir uma prece ao Senhor.

blog do Josias de Souza

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Procure, mas talvez não encontre

Adam Raff *

À medida que nos tornamos cada vez mais dependentes da internet, precisamos nos preocupar cada vez mais com a sua regulamentação. A Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) propôs normas de “neutralidade na rede”, que proibiriam as provedoras de internet de discriminar ou de cobrar prêmios para determinados serviços ou aplicações na rede. A comissão está certa em estabelecer que a garantia de igual acesso à infraestrutura da internet é vital, mas erra ao dirigir suas regulamentações apenas a provedoras de serviços, como AT&T e Comcast.

Hoje, mecanismos de busca como Google, Yahoo e o novo Bing, da Microsoft, tornaram-se os guardiães da internet, e o papel crucial que eles desempenham dirigindo os usuários para os sites da rede implica que agora são um componente essencial de sua infraestrutura, como a rede física em si. A FCC precisa ir além da neutralidade na rede e incluir a “neutralidade na busca”: o princípio segundo o qual os mecanismos de busca não deveriam ser submetidos a políticas editoriais, com exceção da abrangência e da imparcialidade dos seus resultados, e basear-se exclusivamente na relevância.

A necessidade da neutralidade da busca é particularmente premente porque um único grupo, o Google, detém um poder de mercado enorme em suas mãos. Com 71% do mercado de buscas nos EUA (e 90% na Grã-Bretanha), o predomínio do Google tanto na busca quanto na publicidade das buscas confere à companhia um controle preponderante.

As receitas do Google superaram os US$ 21 bilhões em 2008, mas isso não é nada perto das centenas de bilhões de dólares das receitas de outras companhias, que o Google controla indiretamente mediante os seus resultados de busca e os links patrocinados.

Uma das maneiras pelas quais o Google explora esse controle é pela imposição de “penalidades” disfarçadas que podem atingir sites legítimos e úteis da rede, excluindo-os inteiramente de seus resultados de busca ou colocando-os tão em baixo nos rankings que, provavelmente, nunca serão encontrados. Foi assim que, durante três anos, o site de busca vertical e de comparação de preços da minha companhia, a Foundem, efetivamente “desapareceu” da internet.

Outra maneira pela qual o Google explora seu controle é mediante a colocação preferencial. Com a introdução, em 2007, do que chamou de “busca universal”, o Google começou a promover seus próprios serviços no topo ou perto do topo dos seus resultados de busca, passando por cima dos algoritmos que utiliza para classificar os serviços das outras. Agora, ele favorece seus próprios resultados de comparação de preços para pesquisas de produtos, seus próprios resultados de mapas para consultas de geografia, seus próprios resultados em matéria de notícias para consultas tópicas, e seus próprios resultados do YouTube para consultas sobre vídeo. E os planos declarados do Google de busca universal deixam claro que este é apenas o começo.

Como seu predomínio no mercado de busca global e sua capacidade de punir os concorrentes colocando seus próprios serviços no topo dos resultados de buscas, o Google dispõe de uma vantagem competitiva praticamente inatacável. E pode usufruir desta vantagem muito além dos limites das buscas de qualquer serviço que escolher. Sempre que faz isto, as companhias que estão atuando na internet são derrubadas, as que se estabeleceram recentemente são suprimidas e a inovação é ameaçada.

O tratamento dispensado pelo Google à Foundem asfixiou nosso crescimento e limitou o desenvolvimento da nossa tecnologia inovadora para buscas. A colocação preferencial do Google Maps contribuiu para tirar a MapQuest de sua posição de líder em serviços de mapeamento online nos EUA praticamente da noite para o dia. O preço das ações da TomTom, fabricante de sistemas de navegação, caiu cerca de 40% nas semanas que se seguiram ao anúncio do serviço gratuito de navegação por satélite, mais detalhado, do Google. E a RightMove, o portal líder para imóveis na Grã-Bretanha, perdeu 10% do seu valor de mercado no mês de dezembro, somente por causa do boato de que o Google planejava introduzir um serviço local de busca de imóveis.

Sem normas de neutralidade de busca para restringir a vantagem competitiva do Google, poderemos caminhar para um mundo sombriamente uniforme de Google Tudo – Google Viagens, Google Finanças, Google Seguros, Google Imóveis, Google Telecoms, e, evidentemente, Google Livros.

Alguns dirão que o Google é tão inovador que não devemos nos preocupar. Mas a companhia não é tão inovadora quanto as pessoas consideram em geral. Google Maps, Google Earth, Google Groups, Google Docs, Google Analytics, Android e muitos outros produtos Google baseiam-se em tecnologia que o Google adquiriu, e não que inventou.

Os próprios AdWords e AdSense, os motores econômicos extraordinariamente eficientes que determinaram o sucesso meteórico do Google, são essencialmente invenções emprestadas de outros: o Google adquiriu a AdSense com a compra da Applied Semantics em 2003; e a AdWords, embora desenvolvida pelo Google, é usada com licença de seus inventores, a companhia Overture.

O Google reconheceu imediatamente a ameaça à abertura e à inovação para o poder de mercado das provedoras de serviços da internet, e há muito tempo é um dos principais defensores da neutralidade da rede.

Mas, agora, enfrenta uma escolha difícil. Adotará a neutralidade de busca como extensão lógica da neutralidade da rede que protege realmente o igual acesso à internet? Ou tentará argumentar que o poder discriminatório de mercado é de certo modo perigoso nas mãos de uma companhia de telecomunicações ou a cabo, mas inócuo nas mãos de um mecanismo de busca esmagadoramente predominante? A FCC agora convida a comentar publicamente as normas de neutralidade de rede que propõe, de modo que ainda há tempo para convencer a comissão a ampliar o alcance de suas regulamentações. Particularmente, ela deveria garantir que os princípios de transparência e não discriminação sejam aplicados aos mecanismos de busca e também às provedoras de serviços. A alternativa é uma internet em que a inovação poderá ser esmagada à vontade por um mecanismo de busca todo-poderoso.

* Adam Raffé um dos fundadores da Foundem, empresa de tecnologia de Internet

Estadão

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Globo compra Mundi, comparador de preços de hotéis e passagens aéreas

Um ano após estrear, serviço brasileiro que compara tarifas de hotéis e passagens aéreas é adquirido pela holding da TV Globo e Globo.com.

A Globo Comunicação e Participações (GCP), holding responsável pelo canal TV Globo, pelo portal Globo.com e pela gravadora Som Livre, revelou nesta segunda-feira (9/11) que comprou o comparador de preços de turismo Mundi. O valor da transação não foi relevado.

O Mundi foi colocado no ar em outubro de 2008 por Guilherme Pacheco, José Guilherme Pierotti e Roberto Malta, três dos quatro sócios que criaram o BondFaro, comparador de preços que acabou comprado pelo seu principal rival, o BuscaPé, em maio de 2006. O valor do negócio também não foi divulgado na época.

Com a compra, Pacheco, Pierotti e Malta se tornam sócios da GCP na Mosaico Negócios de Internet S.A., holding onde o Mundi será gerenciado e que espera atrair novos projetos, sejam eles criados internamente ou adquiridos, segundo o cofundador e diretor geral da nova companhia, Guilherme Pacheco.

Com o negócio, a GCP assume a participação que os primeiros investidores, responsáveis por injetarem cerca de 3 milhões de dólares no serviço de turismo, tinham na Mundi.

“A Mosaico será uma holding de projetos de internet onde o Mundi é apenas o primeiro deles. Pretendemos adicionar novos negócios”, explica. O grupo funcionará como um fundo de investimento “com uma gestão muito mais mão na massa”, com os fundadores acompanhando de perto o desenvolvimento dos projetos gerados.

Criado pouco mais de dois anos após a fusão do BondFaro com o BuscaPé, o Mundi tem média de 1,5 milhão de visitantes únicos mensais, com expectativa que atinja 2 milhões de visitantes únicos no final do ano, segundo ele.

O serviço busca tarifas em mais de 130 mil hotéis pelo mundo, sendo 15 mil deles no Brasil, e em companhias aéreas por passagens de avião, além de filtrar os resultados por bairros e indicar atrações turísticas.

Pacheco explica que o Mundi usa o mesmo conceito do BuscaPé e do BondFaro, “mas aplicado a outro problema”, agregando tarifas de quartos a partir de dezenas de sites dos próprios hotéis ou de agências, como é o caso da Hoteis.com, que estreou no mercado brasileiro em outubro.

As buscas são feitas nos bancos de dados de mais de 20 clientes, como Decolar, Booking.com, HóspedeVIP, Panamericano Viagens e ClickHotéis, além da já citada Hoteis.com.

O Mundi aposta na capacidade da sua comunidade em classificar os hotéis oferecidos como forma de diminuir a possibilidade de consumidores pagarem por um serviço ruim, diz Pacheco.

Segundo Pacheco, a Mundi dentro da CGP tenta “capturar oportunidades (para faturamento) na internet diferente das publicidades convencionais”, como mídia gráfica, principalmente, em um modelo que aposta na geração de “leads”.

O executivo faz a ressalva que a operação continua independente da Globo.com, embora admita que “é óbvio que qualquer negócio (conjunto) que seja proveitoso para ambos, vamos fazer”.

Procurada para comentar o papel da Mosaico dentro da estratégia online da companhia, a GCP preferiu não comentar a aquisição.

Por Guilherme Felitti/IDG Now

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Site de Jason, 26 anos: americano montou página para vestir a camisa de empresas e lucrar com isso.

Ilustrando notícias - Site de Jason 26 anos americano montou página para vestir a camisa de empresas e lucrar com isso

Uma camiseta por dia manteve longe o fantasma do desemprego para um norte-americano que afirma ter levantado cerca de 83 mil dólares este ano com a venda de publicidade em seu peito.

Jason Sadler, 26, um ex-profissional de marketing da Flórida, fundou sua empresa — www.iwearyourshirt.com — em 2008 com a ideia de usar uma camiseta fornecida por qualquer empresa e então usar sites de redes sociais para promover seu patrocinador.

Pelo serviço de outdoor humano, Sadler cobra um “valor de face” correspondente ao dia. Assim, anúncios em 1o de janeiro custam 1 dólar, enquanto 31 de dezembro custa 365 dólares.

Sadler afirmou que isso pode não parecer muito, mas corresponde a 66.795 dólares por ano se ele conseguir vender um anúncio por dia, feito que ele alcançou este ano. O publicitário também vende patrocínios mensais por 1.500 dólares, adicionando outros 18 mil dólares à sua renda.

“Eu ando por aí, tiro fotos, uso a camiseta o dia inteiro. Escrevo um blog sobre essas fotos, coloco elas no Twitter, mudo meu perfil no Facebook e aí faço um vídeo para o YouTube“, afirmou ele à Reuters Television. “Consegui cerca de 83 mil dólares este ano.”

A renda mensal média nos Estados Unidos é de cerca de 615 dólares por semana ou 32 mil dólares anuais, segundo a agência de estatísticas de trabalho dos EUA.

Sadler já começou a preencher seu calendário de 2010 e está expandindo o serviço com a contratação de outra pessoa para usar uma camiseta por dia na costa oeste dos Estados Unidos. E ele também está dobrando seu preço.

Info Plantão

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Excelente site do governo federal. Todas as leis, decretos, portarias, informações sobre legislação e jurisprudência. Fácil de pesquisar.

http://www.lexml.gov.br/

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Família se reencontra após quase 40 anos no interior de SP.

Marido levou os dois filhos do casal embora após separação.

Uma família se reencontrou na cidade de Jaboticabal, a 342 km da capital paulista, depois de quase 40 anos. O pai foi embora com os filhos e a mãe sonhava em reencontrar os dois. A sobrinha dela ajudou a localizar os primos, fazendo buscas na internet.

A secretária Patrícia Bento tentou várias vezes localizar em sites de relacionamento os dois filhos que a tia não via desde que se separou do marido, em 1970. Um dia, ela encontrou o que parecia improvável. “Achamos uma pessoa que poderia ser o José Luís, o filho mais novo dela, e puxamos os nomes dos pais para saber se era mesmo. E bateram”, contou Patrícia.

Em casa, com o coração apertado, a dona de casa Luzia Ferreira de Mello relembra quando o marido foi embora levando os dois filhos pelas mãos, um de 2 anos e outro de 4 anos. “Eu procurei eles, fui até de carona atrás deles, mas não consegui encontrar”, afirmou. Outro filho de Luzia, do segundo casamento, dividia com a mãe cada segundo de expectativa para o reencontro com os irmãos.

Quando os dois chegaram a Jaboticabal, fogos de artifício explodiram para comemorar o reencontro. Donizete, o mais velho, chorou. A dona de casa pôde finalmente conheceu os netos. “É um recomeço para mim, porque até hoje eu vivi pela metade”, afirmou o motorista José Luís Lima, filho de Luzia. “É um sentimento de nascer de novo”, completou o caseiro Donizete Lima.

G1

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Em negociações, fraudadores mostram conhecimento do jargão da área.
Altieres Rohr* Especial para o G1

O principal fato da semana foi a veiculação de anúncios publicitários maliciosos por sites da Gawker Media, que mantém espaços como o Gizmodo – segundo maior blog do mundo – e Lifehacker. Ataques como esse já atingiram muitos outros sites. Porém, pela primeira vez, a íntegra das conversas entre os criminosos e a equipe de venda de anúncios foi publicada. As mensagens revelam que os golpistas não têm medo de conversar ao telefone e dispõem de extenso conhecimento sobre o mercado publicitário, conseguindo facilmente se passar por uma agência que estaria representando a Suzuki.

Também nesta semana: de cada cinco sites que distribuem código malicioso, dois são reinfectados; navegadores Opera e Firefox recebem correções críticas de segurança; software transforma celular em dispositivo de escuta remoto.

Golpistas que veiculam anúncios maliciosos conhecem o mercado de publicidade, diz vendedor

Site Anúncio Malicoso Vírus Jalopnik 01Site de carros Jalopnik veiculou anúncio malicioso.

Sites da Gawker Media, entre os quais o Gizmodo, segundo maior blog do mundo, veicularam nesta semana um anúncio malicioso que ofertava um antivírus fraudulento. Para conseguir emplacar a peça, os criminosos se passaram por representantes da Suzuki. As negociações para a venda do anúncio revelam que os golpistas dispõem de extenso conhecimento do mercado publicitário.

Todos os e-mails trocados entre a Gawker e os criminosos foram publicados pelo site Business Insider. O interesse pela veiculação de anúncios da “Suzuki” veio de um “George Delarosa“, que trabalharia para uma empresa de comunicação chamada Spark Communications. Delarosa, que ainda informava um número de telefone e um nome de usuário Skype, informa que sua empresa faz parte de um grupo “com mais de 110 escritórios em 67 países”.

Além do inglês impecável, o golpista ainda fazia um uso perfeito do jargão publicitário. Para o funcionário da Gawker Media que compartilhou as mensagens, o criminoso deve ter alguma experiência no mercado de publicidade on-line para conseguir demonstrar familiaridade com termos específicos da área e conhecimento dos padrões da indústria, como banners IAB.

Além do Gizmodo, vários outros sites da Gawker Media, como o Jalopnick, sobre automóveis, e o Lifehacker, sobre produtividade, também veicularam os banners maliciosos.

No mês passado, o site do jornal New York Times foi alvo de um golpe semelhante. Anúncios maliciosos ou infectados já circularam também em sites de redes sociais, como MySpace. A diversidade de fontes dos anúncios, que muitas vezes chegam de agências, dificulta a fiscalização do conteúdo pelos donos de websites. A prática já ganhou termo próprio: “malvertising“, de “malicious advertising” (em inglês, publicidade maliciosa).

Em alguns casos, os anúncios maliciosos são programados para exibirem seu conteúdo real apenas a internautas de um determinado país ou região. Como a equipe de vendas de publicidade é geralmente fixa, eles não poderão perceber o problema.

De cada cinco sites infectados, dois voltam a distribuir código malicioso, diz estudo

Site Anúncio Malicoso Vírus 02Também no Brasil, sites populares são infectados para distribuir vírus.

Um levantamento conduzido pela empresa de segurança de websites Dasient afirma que a cada cinco sites que são alterados ilegalmente para infectar seus internautas, dois são reinfectados. Os dados foram obtidos no terceiro trimestre deste ano, e a pesquisa foi publicada esta semana.

A Dasient estima que 5,8 milhões de páginas foram infectadas no trimestre – um número obtido pela proporção de sites e dados levantados pela empresa, que identificou 52 mil novas infecções originadas na web.

A Microsoft estimou, em um relatório publicado em abril, que três milhões de páginas eram infectadas por trimestre. Segundo a Dasient, há um aumento na atividade maliciosa desse tipo, e que por isso o número quase dobrado é justificado.

Para auxiliar o rastreamento das infecções de sites, a empresa lançou um feed no Twitter no qual informa sobre os novos códigos que são inseridos em sites de internet para infectar os internautas.

Há três semanas, o Google também criou uma ferramenta para auxiliar donos de sites a identificarem os códigos maliciosos injetados em suas páginas.

No Brasil, sites de empresas como a cervejaria Ambev, do clube de futebol São Paulo FC e das operadoras de telefonia Vivo e Oi já foram infectados.

Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna ‘Segurança para o PC”.

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Google dá dicas sobre como manter boa reputação na web

A funcionária do Google Susan Moskwa fez nesta quinta-feira (15) um post no blog oficial da empresa com dicas sobre como manter uma boa reputação na internet. Seus conselhos são úteis para os internautas não se arrependerem futuramente quando fizerem uma busca on-line e se depararem com informações que gostariam de deletar de suas vidas. Aquela foto horrorosa, um texto mal-escrito ou uma crítica da qual você depois se arrependeu, por exemplo.

A própria Susan relata no post uma situação desse tipo, pelo qual ela passou. “Há alguns anos, mal podia esperar para me casar. Porque eu estava apaixonada, claro, mas, mais importante, porque eu usaria o sobrenome do meu marido. Assim, as pessoas não encontrariam mais aquela foto ridícula da faculdade no topo dos resultados, quando me procurassem no Google”, contou.

Um terço dos adolescentes prefere conversar via web do que pessoalmente

‘Personal nerd’ ensina a usar internet e até iPhone

Segredos de anônimos transformam internet em confessionário virtual

Testamentos digitais revelam informações sigilosas em caso de morte

Curiosidade de internautas cria ‘vida após a morte’ nas redes sociais

Com base em sua experiência no Google, ela diz ter aprendido que não é necessário mudar de nome para evitar constrangimentos desse tipo. Confira abaixo as dicas de “gerenciamento de reputação: a influência de como você é percebido on-line e que tipo de informação relacionada a você está disponível”.

Informação pessoal

A funcionária do Google aconselha os internautas a pensarem duas vezes antes de colocarem qualquer informação pessoal na web. “Lembre-se que, apesar de algo ser apropriado para o contexto em que está sendo publicado, as ferramentas de busca tornam muito fácil encontrar essas informações depois, fora do contexto, inclusive por pessoas que normalmente não visitam o site onde os dados foram originalmente publicados”, diz o post.

Ou como “traduz” a própria Susan: “não é porque sua mãe não lê seu blog que ele nunca verá o post sobre a nova tatuagem que você está escondendo dela”.

Delete

Se algo que você não gosta de algo sobre você, que aparece com frequência nos resultados das buscas, tente remover essa informação do site onde ela foi publicada. Se a foto horrorosa está em seu próprio blog, delete-a. Se aquela crítica agressiva estiver no blog de um desconhecido ou outra página, entre em contato e veja se é possível apagar o conteúdo. “O Google não é dono da internet. Os resultados das nossas buscas apenas refletem o que já foi publicado em algum lugar da rede”, diz o post.

Se as informações forem realmente deletadas, o internauta que se sentia prejudicado deve então entrar nesta página do Google e pedir para remover o conteúdo que já não está mais ativo.

Publique informação

É possível que o responsável pela página com as informações que o incomodam se recuse a deletar esse conteúdo. “Se não conseguir a remoção do site original, provavelmente você também não conseguira tirar essa informação das buscas do Google. Em vez disso, você pode tentar reduzir a visibilidade daquele conteúdo publicando informações úteis e positivas sobre você mesmo”, sugere Susan.

Segundo ela, se o internauta conseguir fazer com que as informações positivas se sobreponham às negativas, ele terá reduzido o impacto negativo em sua reputação ou constrangimento causado por aqueles dados disponibilizados na rede.

G1

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O jornalista Luiz Gonzales, responsável nos últimos 15 anos por nove entre 10 campanhas do PSDB em São Paulo, concedeu uma longa entrevista ao jornal Valor sobre a futura disputa Dilma Rousseff x José Serra. A ele caberá tocar a parte de comunicação da campanha de Serra.

O jornalista Luiz Gonzales, responsável nos últimos 15 anos por nove entre 10 campanhas do PSDB em São Paulo, concedeu uma longa entrevista ao jornal Valor sobre a futura disputa Dilma Rousseff x José Serra. A ele caberá tocar a parte de comunicação da campanha de Serra.
blog do Noblat

A internet vai ser importante em 2010?

A cada eleição a internet fica mais importante. E, em 2010, pode até ser a ferramenta mais comentada, pelas novidades que trará. Mas não acredito que será a mais importante. Nas condições de 2010, acho que a TV ainda será mais importante do que a internet, por mais amplas e diversificadas que sejam as ações na internet e por mais tradicionais que sejam na TV. Mário Covas dizia que se ele tivesse pouco dinheiro pagaria advogado e programa de TV e depois contrataria o resto. Se fosse para hierarquizar os veículos que eu usaria, diria que o mais importante é o horário eleitoral, free media [presença dos candidatos no rádio, TV, jornais e revistas], programa eleitoral no rádio e, por fim, a internet.

Por que?

Pela abrangência. O Brasil tem pouco mais de 131 milhões de eleitores. A televisão chega a praticamente todos. Existem 57 milhões de domicílios no Brasil. Há pelo menos um aparelho de TV em 95% desses domicílios – 170 milhões de brasileiros a assistem diariamente. Estima-se que haja até 60 milhões de internautas, com 11 milhões de conexões em banda larga. Ou seja: a televisão chega a muito mais gente. Outra questão é a distribuição geográfica. A TV chega a todo o país de maneira mais uniforme: 96% dos domicílios urbanos têm TV. Na zona rural a presença cai, mas ainda é alta: 78% das residências rurais têm TV. Essa presença avassaladora e bem distribuída não acontece, ainda, com a internet. A internet está mais presente nas regiões Sul e Sudeste, com 60% dos internautas. Mas as regiões Norte e Nordeste que têm, juntas, 34% do eleitorado, só têm 22% dos internautas.

Essa concentração da internet no Sul e Sudeste favorece alguma candidatura?

Acho que a internet vai servir de maneira distinta às candidaturas. Serve mais ao PT do que ao PSDB. Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais. Da mesma forma, se o corte for cidade grande versus cidade pequena, o PT tem mais dificuldade nas capitais e cidades grandes. O PSDB tem mais dificuldade nos grotões. Desse ponto de vista, o que o PSDB precisa é de carro de som nas pequenas cidades. Além disso, a televisão é um veículo impressionista. É um veículo de emoção, que surpreende o telespectador em sua casa. Nessas características essenciais, é insubstituível.

Algumas observações:

a) A essa altura, para argumentar sobre a força da televisão em uma campanha, citar Mário Covas não me parece convincente. Covas morreu em 2001 quando a internet ainda engatinhava por aqui. Foi um político à moda antiga se levado em conta o uso dos meios de comunicação.

b) Gonzales fala da internet como se ela fosse um veículo de comunicação a competir com a tv, o jornal e o rádio. Antes de tudo, a internet é um veículo de mobilização social. Muito diferente dos outros, portanto. Via jornal, rádio e televisão você não consegue montar comunidades dispostas a dissiminar as mensagens de um candidato e de ir à caça de votos para ele. A internet se presta a isso.

Vale a pena ler Como Obama venceu com a Internet; A internet de Barack Obama

c) “Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais [para ele]“. Se o Sul e o Sudeste são fortalezas do PSDB (a conferir no momento certo), e se ali a internet penetra mais, seu uso massivo e inteligente deve ser feito tanto pelo PT como pelo PSDB. O PT para abrir buracos na suposta fortaleza. O PSDB para assegurar a blindagem da suposta fortaleza.

d) Em outra passagem da entrevista, Gonzales afirma que carro de som continuará sendo útil nos grotões do país onde é rala a força do PSDB. Carro de som em campanha está mais para carro de boi no interior do Nordeste. Este país está forrado de celulares. E boa parte dos celulares já acessa a internet.

Serra vem sendo até agora o político mais bem-sucedido no uso do twitter. Tem mais de 100 mil seguidores. Diante do comportamento que adota em relação à internet, sua campanha eleitoral corre o risco de parecer antiga.

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A página Nós e Você: Já são dois gritando está desbravando um território ainda pouco explorado na imprensa brasileira. A proposta das organizações Globo de abrir canais de participação para o público é uma das raras iniciativas das indústrias brasileiras da comunicação voltadas para a valorização do consumidor de informações, seja o leitor, ouvinte, espectador ou internauta.

É claro que o conglomerado global procura ocupar espaços no ambiente Web e usa eficientemente o marketing crossmídia, ao divulgar a iniciativa pelos seus jornais impressos, rádios, televisões e sites noticiosos na Web. Mas é inegável que o Dois Gritando também contribui para que as pessoas em geral comecem a se acostumar com a nova participação interativa.

O site marca a segunda etapa de campanha “Muito além do papel de um jornal”, por meio da qual as Organizações Globo procuram desvincular-se da percepção pública que a associa ao jornal e à TV Globo para posicionar-se como prestadora de serviços de informação voltados para as necessidades diretas da população.

O Dois Gritando foca nas preocupações da população carioca, oferecendo um cardápio de 35 temas sobre os quais os visitantes do site podem postar comentários com até 900 caracteres. Cada comentário, por sua vez, é avaliado por outros visitantes que podem concordar ou discordar.

No dia 28/9, o cardápio apontava o tema corrupção como o mais acessado, com 891 comentários. Em segundo lugar vinha a violência do crime organizado com 295 referências distribuídas entre itens como arrastões, assaltos, balas perdidas e milícias. A saúde pública foi o terceiro tema a receber mais comentários, com um total de 294, seguindo-se a morosidade da justiça (233) e a educação pública (211).

A relação dos temas que mais despertam a atenção do público não tem nenhuma novidade porque ela está presente em todas as pesquisas de opinião realizadas nos últimos 10 anos. O que chama a atenção é a relevância adquirida pela corrupção e a irritação, que várias vezes se transforma em raiva contida, nos comentários de internautas.

Tentei saber se os comentários do Dois Gritando são submetidos a uma filtragem previa antes de serem publicados mas não consegui a informação desejada até a publicação deste texto. Mas vou continuar pesquisando porque é muito provável que exista alguma forma de monitoramento, porque o público do site parece muito comportado, contrastando com as opiniões, em especial sobre corrupção, expressadas em blogs que não monitoram comentários.

O site incorpora um componente lúdico ao dar a seus visitantes a possibilidade de medir o seu grito de protesto, usando a voz e o microfone do seu computador. Seria ótimo se a gente pudesse ouvir os gritos que foram dados. Uma verdadeira catarse. A página permite a participação do público por meio de mensagens Twitter.

O projeto Dois Gritando funciona em estreita ligação com o Eu Repórter , que é a página de jornalismo cidadão do conglomerado Globo. Com isto a maior corporação midiática do país largar na frente de todos os demais grupos nacionais da indústria da comunicação em matéria de buscar uma reaproximação com os leitores, ouvintes e espectadores.

A iniciativa global ajuda a criar uma maior consciência pública sobre a participação cidadã na produção de informações. Mas vai ser interessante observar até onde ela está disposta a bancar esta proposta, porque estamos nos aproximando de um período eleitoral onde as opiniões dos eleitores tendem a uma polarização.

O conglomerado Globo tem posições políticas e eleitorais bem definidas. Se ele tentar bloquear posicionamentos diferentes, certamente haverá uma forte resistência do público e a reaproximação com o leitor pode ir por água abaixo. É o risco que correm tanto os sites de empresas jornalísticas como os blogs individuais, quando entram em rota de colisão com os seus visitantes.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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