Gmail dirá qual e-mail é importante

A Google lançará na próxima semana um sistema do Gmail chamado “Priority Inbox”, que promete separar os e-mails mais importantes de “todo o resto”.

O novo recurso será semelhante ao mecanismo de detecção de spams, mas vai levar em conta os endereços eletrônicos de pessoas com quem o usuário mais se relaciona (responde e encaminha e-mails).

Caso a separação não agrade, haverá botões para selecionar aquilo for mais importante: este símbolo para dar importância, e este para tirar importância.

Há ainda a possibilidade de criar filtros personalizados separando os e-mails em três caixas de entrada: “Important and unread” (importantes e não lidos); “Starred” (marcados) e “Everything else” (todo o resto).

A ideia, segundo o blog oficial da empresa, partiu do excesso de tempo perdido tentando descobrir “o que é preciso ser apenas lido e o que requer uma resposta”.

A novidade estará disponível para todos os usuários do Gmail.

O blog diz que um aviso aparecerá na próxima semana no canto direito da tela do site com a mensagem “New! Priority Box”.

Murilo Roncolato/O Estado de S.Paulo


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Aviões misteriosos aparecem no Google Maps

Internautas acharam aeronaves e sombras com formato de aviões pelo serviço de mapas do Google, o Google Maps, de acordo com informações o site Gawker.

Foto mostra um avião em um quintal do Paraguai, aparentemente escondido sob as árvores

A segunda foto sugere um avião submerso, próximo ao aeroporto JFK, em Nova Iorque.

Segundo o site, é possível que o efeito seja resultado de o avião estar sob o satélite no momento exato em que este tirou a foto.

O Google Maps, como o nome indica, mapeia a superfície terrestre.

O serviço gratuito funciona com imagens de satélite da companhia e pode ser usado para calcular rotas.

O site norte-americano brinca que a aeronave poderia ser o voo Oceanic 815, da série Lost.

Foto aparenta ser avião submerso na água; efeito pode ser resultado de sombra, segundo afirma site.

G1


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Independente dos saberes jurídicos e da existência de legislação surgida ainda na época do império dos meios analógicos, as novas tecnologias forçam um olhar diferenciado sobre a questão dos Direitos Autorais no mundo dos bits e bytes. É urgente uma reforma na lei do Direito Autoral em um mundo em que se produz conteúdo – textos, vídeo, música, etc. – sem sair de casa.
No âmbito das publicações acadêmicas, pesquisas demonstram que o material didático essencial para um ano de curso acadêmico, se adquiridos, chega a consumir a totalidade da renda familiar de 3/4 dos alunos oriundos da classe média.
A maior urgência, a meu ver, é a regulamentação do intermediário no consumo e replicação de conteúdos.
O Editor


O YouTube não é o Pirate Bay

* Este artigo foi escrito em parceria pela Dra. Patricia Peck Pinheiro e o Dr. Luiz Henrique Souza, advogados especialistas em Direito Digital sócios do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados. (www.pppadvogados.com.br).

Imagine um serviço criado para o compartilhamento na internet de conteúdos multimídia fornecidos pelos próprios usuários. Suponha ainda que uma parte significativa desses conteúdos viole direitos autorais de grandes conglomerados da mídia. Por fim imagine que este serviço se torne um dos mais relevantes da internet em termos de uma audiência formada substancialmente por pessoas interessadas em conteúdos “pirateados” e que por conta disto fature milhões em publicidade.

Parece-nos apenas uma questão de tempo para que tal serviço seja descontinuado pela justiça em nome da tutela dos direitos autorais. Foi assim com o Napster, foi assim com o Pirate Bay, mas não foi assim com o YouTube no recente julgamento da corte de Nova York no caso movido pela Viacom versus o Google e o YouTube. Porque será que, ao contrário de outros, o YouTube é um “porto seguro”?

A resposta está na lei americana especificamente criada para combater a pirataria na internet conhecida pela sigla DMCA (Digital Millennium Copyright Act), que permite que um prestador de serviços tenha sua responsabilidade limitada (“safe harbor”) caso consiga atender algumas exigências da lei americana como, por exemplo: (a) remover conteúdos infratores prontamente assim que tomar conhecimento ou quando propriamente notificado; (b) não obter vantagem financeira atribuível diretamente à violação de direitos; e (c) manter um agente de propriedade industrial especialmente designado para receber e encaminhar as reclamações recebidas.

Quando obedecidas estas exigências, o prestador de serviços na internet não é responsável pela conduta de seus usuários e tampouco é obrigado a agir proativamente vasculhando o conteúdo do seu serviço atrás de violações de direitos.

Em meados do século XVII não existia muita diferença na atuação de corsários e piratas, exceto que os primeiros agiam com a permissão de um Estado. Tais permissões foram abolidas pela Declaração de Paris, em 1856 e, por incrível que pareça, os Estados Unidos nunca ratificaram esta declaração.

No Brasil, talvez, a resposta do poder judiciário fosse bem diferente. Como não temos nenhuma lei, sequer, semelhante ao DMCA, poderia uma eventual ação ser julgada em desfavor do YouTube, considerando-o objetivamente responsável por todos os danos causados por força da aplicação da teoria do risco (art. 927 § 1º do Código Civil). Segundo essa teoria, existe obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Estão em fase de discussão pública dois interessantes projetos legislativos, a nova lei de direitos autorais e o marco civil regulatório da internet, que podem trazer uma abordagem mais moderna para discussões dessa natureza.

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Google compra site de turismo

O Google avança seu pacote de serviços. Agora, ao adquirir a ITA Software, para a área de turismo e passagens aéreas.

Google compra site de busca de turismo por US$ 700 milhões

Negócio marca entrada da gigante de internet no setor de viagens on-line.

ITA é fonte de informações sobre passagens aéreas para indústria de aviação.

O Google anunciou a aquisição do provedor de busca para a indústria de turismo ITA Software por US$ 700 milhões em dinheiro, ampliando sua supremacia em pesquisas na internet com as tecnologias da ITA que são amplamente utilizadas.

O negócio marca a entrada da empresa líder em publicidade e buscas na internet no setor de viagens on-line, e permite que o Google aumente seu serviço de pesquisas específicas.

A ITA é uma importante fonte de informações sobre passagens aéreas para a indústria de aviação, usado por companhias aéreas, agentes de viagens e outros sites.

G1/Reuters

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Justiça de Connecticut investigará coleta de dados do Google.

o secretário de Justiça de Connecticut anunciou que conduzirá uma investigação de múltiplos Estados norte-americanos sobre a coleta pelo Google de dados de redes sem fio. A coleta foi feita por veículos que fotografam ruas para o serviço Street View da empresa.

O secretário Richard Blumenthal disse na segunda-feira que mais de 30 Estados dos EUA participaram de uma recente teleconferência sobre a questão.

Foi o mais recente desdobramento em uma controvérsia sobre defesa da privacidade que irrompeu em maio, com a notícia de que os veículos do Google Street View recolheram alguns dados pessoais que estavam sendo transmitidos por redes Wi-Fi.

A companhia já enfrenta uma investigação informal sobre o assunto pela Comissão Federal do Comércio (FTC) dos Estados Unidos e diversos inquéritos em outros países e processos judiciais coletivos.

“Meu gabinete liderará uma investigação multiestadual, com o envolvimento de número significativo de Estados, sobre a invasão muito perturbadora que o Google praticou contra a privacidade pessoal”, afirmou Blumenthal em comunicado.

“Os consumidores têm o direito e a necessidade de saber que informações, as quais podem incluir endereços de e-mail, dados sobre hábitos de navegação on-line e senhas da Web, foram recolhidas pelo Google, como e por que razão.”

Blumenthal diz que o Google vem colaborando, mas “as respostas que ofereceu até agora só serviram para gerar novas dúvidas”.

“Nossa investigação vai considerar se leis foram violadas e se mudanças nos estatutos federais e estaduais são necessárias”, afirmou.

O Google usa frotas de veículos em todo mundo para recolher imagens panorâmicas de ruas, já há alguns anos. As pessoas que usam o atlas online do Google em busca de endereços e informações muitas vezes podem visualizar fotos recolhidas pelo Street View.

O Google diz que utiliza dados sobre a localização de redes Wi-Fi para melhorar os serviços baseados em localização nos celulares inteligentes acionados por seu sistema operacional.

A empresa revelou que sua frota estava coletando dados de redes sem fio em abril, mas na ocasião disse que nenhuma informação pessoal dessas redes estavam envolvidas no caso.

Porém, depois de uma auditoria pedida pela Alemanha, o Google reconheceu em maio que estava recolhendo informações de maneira equivocada.

Folha de S.Paulo/Reuters

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Google lança aplicativos para eleições

O Google, responsável pela rede social mais popular no país, pretende lançar em agosto um pacote de aplicativos voltado para as eleições.

De acordo com Félix Ximenes, diretor de Comunicação do Google Brasil, a idéia é promover espaços específicos para os usuários debaterem campanhas eleitorais, assim como foi feito em 2008, porém de forma menos “tímida”.

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YouTube lança ferramenta on-line para edição de vídeos

Editor tem funções básicas para que usuários possam criar novos conteúdos.

Novo recurso é oferecido pelo Google a partir da computação em nuvem.

O YouTube lançou uma nova ferramenta on-line para edição de vídeos para os usuários, informou o site especializado em tecnologia “Cnet”.

Com funções básicas, o editor on-line do YouTube não concorre com ferramentas profissionais do porte do Final Cut, da Apple, ou do Premiere, da Adobe. Mas é possível cortar vídeos e combinar múltiplos vídeos para formar uma composição única.

Um dos maiores defensores da computação em nuvem, o Google mostra com o novo editor de vídeos do YouTube a possibilidade de criar conteúdo por esse meio, e não só consumir esse conteúdo, apontou o “Cnet”.

Para utilizar o editor de vídeo, o usuário deve arrastar as imagens em miniatura (thumbnails, as imagens de pré-visualização) dos seus vídeos até a linha de edição na parte inferior. Ao passar o mouse sobre a imagem, um ícone de tesoura surgirá, bastando clicar sobre ele para cortar o início e o fim de um vídeo.

É possível visualizar uma versão do vídeo em baixa resolução, antes de salvá-lo e incluí-lo na coleção de vídeos do usuário.

Ainda em fase de testes, o novo editor permite ainda a inclusão de trilha sonora, além das opções habituais como legendas, tags, permissão de compartilhamento, entre outros recursos.

G1

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O ministro Henrique Neves, do TSE, ordenou no início da tarde que a Google Brasil informe quem são os responsáveis pelo conteúdo do site intitulado Blog da Dilma (www.dilma13.blogspot.com).

A liminar atende a ação cautelar do Ministério Público Eleitoral ajuizado esta manhã. O MP identificou no blog “diversas matérias enaltecendo a candidatura e a candidata”, havendo, inclusive, pedido de ajuda financeira para custear tanto despesas do site como para confeccionar “vários tipos de materiais de campanha eleitoral”.

Tais práticas, segundo o MP, são vedadas porque a propaganda eleitoral na internet está proibida até o dia 4 de julho. Por isso, o MP pediu liminar para retirar o blog do ar imediatamente e identificar os responsáveis pelo site para, se houver elementos futuramente, puni-los por terem feito campanha antecipada.

Constam do site o jingle da campanha da candidata do PT e pedido de colaboração, de “qualquer valor”, para fortalecer “nossa luta em favor de eleger DILMA PRESIDENTE (sic). Há, inclusive, o número da conta de Lucas Silva de Oliveira, intitulado diretor financeiro do blog.

Henrique Neves negou pedido para suspender o conteúdo da página eletrônica. Mas concordou que os indícios apresentados pelo MP justificam “a quebra da relação de confidencialidade que normalmente rege as relações entre os provedores de hospedagem e os seus usuários”.

Ou seja, há elementos, como a divulgação do jingle de campanha e informações favoráveis à Dilma, que, em princípio, demonstrariam a realização de campanha antecipada.

blog do Lauro Jardim

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Google reinventa seu índice de buscas

A Google anunciou o lançamento de seu sistema Caffeine, uma nova abordagem de seu modo de indexar a web, com ênfase em oferecer as páginas mais recentes da internet como resultados de busca.

Segundo a empresa, é uma máquina de busca 50% mais rápida que a anterior, e representa a maior coleção de conteúdo web já oferecida na História.

Diferentemente do sistema anterior, que se baseava num conceito de camadas, o Caffeine trabalha separando a web em pequenas porções e mantendo o índice-mestre do Google continuamente atualizado, em escala mundial.

Mais detalhes, na tradução de um post no blog oficial do Google, em http://bit.ly/cafgoo.

Carlos Alberto Teixeira/O Globo

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Empresários apostam cada vez mais em redes sociais

Empresas que investem na utilização de perfis em redes sociais como forma de marketing lucram mais, segundo aponta pesquisa feita pelo Altimer Group e Wetpaint com as 100 melhores empresas do mundo, sendo que destas, a que investiram em mídias sociais melhoraram seus resultados em 18%.

Segundo a gestora de marketing da Trevisa Escola de Negócios, Adriana Arroio, há aproximadamente um ano as empresas brasileiras têm ingressado neste novo formato de divulgação de marca, ainda timidamente, mas através dessa redes tentam conquistar clientes através da interação que as redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e outras oferecem.

Adriana também afirma que o número de clientes pode aumentar em média 20% quando se usa desta nova estratégia como forma de promoção. Segundo a gestora, as vantagens de investir nesta plataforma é baixo custo e o retorno a curto prazo.

“Dá para mensurar os resultados entre 30 e 60 dias”, afirma.

Porém é necessário ter estrutura para que as empresas saibam lidar com os comentários positivos ou negativos.

“Outra vantagem é que a interação permite transformar a imagem. Uma crítica pode rapidamente se tornar um elogio”, completa.

Um dos segmentos que também aposta nas redes sociais é o de bares e restaurantes.

OÓrçado em R$ 2,5 milhões, o recém inaugurado Johnnie Pepper, especializado em carnes acredita no mundo da tecnologia para a propaganda. Entre agência e sistemas especiais, o investimento do espaço é estimado em R$ 200 mil. Segundo Celso Stephano, sócio do estabelecimento, afirma que teve um retorno positivo e que pretende recuperar o valor nos próximos dois anos.

O “Foursquare”, foi uma das apostas da rede de restaurantes Spoleto, especializada culinária italiana rápida.

Segundo Leandro Maia, gerente de marketing, o investimento foi quase zero, porém o retorno positivo. “Apesar de o retorno ter sido bom, as mídias convencionais dão um resultado melhor, pois nem todos os clientes possuem celulares com tecnologia 3G, essencial no uso do ‘Foursquare’”, complementa.

A casa de shows e restaurante de culinária japonesa, Barracuda Sushi Bar, localizado na zona leste de São Paulo, também apostou neste modelo de mídia, e possui um programador para cuidar dos perfis da casa. Além disso possuem uma comunidade no Orkut com mais de dois mil participantes e através disso mandam mensagens diárias aos clientes. Essa prática fez com que o público aumentasse em 30%.

Outro empreendimento que apostou na tecnologia é Bar Bleecker St, que adotou o sistema para a realização de promoções. ” É uma forma de fidelização, não somente de chamar novos clientes. Para isso mantenho o público sempre atualizado”, conta Edu Pimenta, sócio proprietário da casa.

Pimenta investiu algumas vezes em mídia impressa e garante que o resultado não foi como o esperado. Segundo o empresário, é gasto um valor muito elevado, e por vezes não recuperado.

“O boca-a-boca funciona melhor nesses casos. Não tive o resultado esperado quando investi em publicidade nos meios impressos, por isso não voltarei a fazer. Acredito no potencial das redes sociais”, completa.

O sócio do Wall Street Bar localizado no Itaim Bibi, em São Paulo, Thomaz Rothmann , afirma que antes da inauguração do estabelecimento, há sete meses, fazia divulgação no Twitter, no Facebook e no Orkut. “Uso essas ferramentas para fazer divulgação dos jogos, às quartas-feiras, as novidades do bar e as promoções”, diz. Ele afirma que nunca fez anúncios da empresa em outras mídias e as redes sociais têm sido uma ótima forma de conquistar clientes.

A rede America, que completa 25 anos no mercado, começou com essas ações de marketing online há aproximadamente um ano. Quem cuida dos perfis nessas comunidades é a própria agência de publicidade responsável por promover a rede.

Para a gerente de marketing do America, Mirella Scorza, um dos diferenciais da propaganda na internet é que através disso é possível entrar em contato com todas as pessoas que citaram o restaurante de alguma forma em alguma das redes sociais, seja para fazer críticas positivas ou negativas, ou ainda dar sugestões sobre a rede.

Pesquisa

Segundo pesquisa do TI Inside, o Twitter tem cerca de 10 milhões de usuários e o Facebook, contempla 3,4 milhões de perfis cadastrados. A quantidade de usuários atraiu a atenção das empresas que começaram a investir pelas facilidades, como baixo custo e resultados garantidos independente do público a que se quer atingir.

Segundo explica Adriana Arroio é possível aumentar o número de seguidores em 20%, isso a depender da rede social.

“Com isso é possível uma visibilidade maior e aumento significativo na clientela”.

Alessandra Gardezani e Andrezza Ribeiro/DCI

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No começo a internet é vista apenas como uma diversão, e usada, no máximo, para troca de e-mails. Por essa época, o computador era artigo de luxo nos lares, e era a época do ICQ e do incipiente MSN.

Agora, com a web 2.0 e a febre das redes sociais, saber quem está online, porque, de onde e para que passou a ser crucial para as estratégias globais de negócios.

O Editor


Mais um capítulo na história da megalomania digital

Mark Zuckerberg quer dominar a internet. Seu plano tem método e se ancora na identidade de cada um.

Há quase meio bilhão de pessoas que usam o Facebook com frequência. Estão entre os usuários mais ativos da internet. O Facebook sabe quem são os amigos destas pessoas, conhece seus hábitos de consumo e suas preferências culturais. Conforme mais e mais sites de serviço se aliam ao Facebook, mais o Facebook saberá sobre nossas vidas. E esta informação estará a venda.

O Facebook quer chegar ao ponto em que se alguém sabe quem é quem na internet, se uma única empresa sabe como vender o que para cada um de nós, será ele próprio. A identidade digital de todos nós será um perfil no Facebook.

Mark Zuckerberg não é o primeiro a querer dominar a internet. É só o último de uma história comprida que só. E o conceito de o que é “dominar a internet” tem variado um bocado.

Começou com a Guerra dos Browsers. Foram emocionantes os últimos anos da década de 90 do século passado. A web se popularizou por causa do primeiro software de navegação gráfico – o Mosaic. No topo da onda, o jovem estudante que havia escrito o programa se juntou ao fundador da Silicon Graphics e juntos eles puseram na rede o Netscape.

O raciocínio de Mark Andreessen, o programador, e Jim Clark, o executivo, era de que nossa base computacional deixaria de ser o sistema operacional do micro e pularia para a web. Um raciocínio ousado: nosso correio eletrônico, agenda, textos escritos, relatórios – tudo na web. A Microsoft, que tinha total monopólio do modelo antigo com seu Windows, entrou em pânico e partiu para a guerra aberta, total.

Embora o Explorer da Microsoft ainda esteja aí e o Firefox, baseado no Netscape, também tenha seguido uma carreira de sucesso, ambas perderam.

Assim como é irrelevante qual o sistema operacional que qualquer um use, hoje, tampouco importa qual o browser. Porque o domínio da internet passou a ser de outra ordem: quem controla o acesso a informação?

É o modelo Google que dominou os últimos dez anos. Conforme a internet cresceu, tornou-se impossível acompanhar toda informação em toda parte. E ao se transformar em site-centro de toda a internet, o Google foi além descobrindo um modelo de negócios.

Propaganda. E propaganda barata emaranhada nos resultados de busca a um custo de centavos por clique.

Logo os engenheiros perceberam que podiam ir além. Bastava oferecer serviços para donos de sites pequenos ou grandes. Caixas de busca, ferramentas de análise de tráfego, assinaturas por RSS. Tudo sempre uma boa desculpa para inserir um código do Google no site e, portanto, mais um pedaço da internet no qual o Google pode vigiar o usuário que passeia.

Há uma diferença. O Google acompanha cada página visitada, consegue encaixar a propaganda certa para o usuário de acordo com seu padrão de navegação mas, muitas vezes, não sabe de quem se trata.

Para o Facebook, não basta. E um novo conceito de o que é dominar a internet nasce. Cada usuário que navega pela rede tem nome e sobrenome. E ferramentas começam a pipocar em sites diversos – o botão de “curtir” e o login são apenas o início.

Mas o que é realmente dominar a rede? Quem controla a estrutura de endereços da internet é o Departamento de Comércio dos EUA. Praticamente todas as interconexões de servidores são feitas por roteadores de uma só empresa, a Cisco. O governo chinês filtra quase tudo que seus cidadãos veem com considerável sucesso. A internet já tem quem a controle faz tempo.

Pedro Doria/Estadão

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O Google anunciou nesta quarta-feira (2) que o sistema operacional Chrome, inicialmente voltado para os notebooks, será lançado no final deste ano.

A afirmação foi feita por Sundar Pichai, chefe da divisão do Chrome no Google, durante a feira Computex,em Taiwan.
Foto:Pichi Chuang/Reuters

A companhia procura desafiar o domínio do sistema operacional Windows, da Microsoft, no mercado.

Ele está presente em mais de 90% dos computadores no mundo.

“Estamos tomando todas as precauções com o lançamento do Chrome porque queremos porque queremos levar uma excelente experiência ao usuário”, disse Pichai.

Na quinta-feira (27), a Microsoft afirmou que o Google teria que realizar um esforço muito grande para criar um sistema operacional aberto, obrigando os desenvolvedores de softwares a criar diferentes versões dos seus programas para rodar em Chromes diferentes.

Pichai rebateu esta afirmação, dizendo que a similaridade na base da programação do Chrome faz com que as empresas criem apenas uma versão dos seus programas para o sistema operacional.

“O Chrome OS é um dos poucos sistemas operacionais do futuro que já possuem milhões de aplicativos compatíveis”, disse.

“Você não precisa redesenhar o Gmail para funcionar no Chrome e o Facebook não precisa criar um novo aplicativo compatível”.

O Chrome OS terá o navegador de internet como o centro do seu funcionamento, apresentando aplicativos que funcionarão por meio dele como programas de edição de foto e de vídeo que serão armazenados em servidores externos, conhecidos como “cloud”, ou “nuvem”.

Baixatudo: faça o download da versão beta do Google Chrome OS

G1

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