Imprensa livre só mesmo os blogs independentes, que não estejam embaixo de guarda-chuva de grupos de comunicação. Não há meios, tecnológicos inclusos, de controlar as redes sociais
Quanto a órgão oficiais de comunicação, têm a credibilidade de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro. Ou seja, nenhuma. Vide a TV do Lula que, acho, nem ele assiste.
Contudo é um perigo se deixar levar por esse lengalenga petista de democratização dos meios de comunicação. Aí, o menos desprovido de faro já fareja o odor stalinista da censura. A liberdade de imprensa é um direito conquistado por todos nós.
Aliás, democracia não precisa de adjetivos. É democracia só. E basta! O resto é querer controlar/calar a palavra de quem discorda do dono do poder.
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Obsessão

Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto de um futuro governo petista.

Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina regozijou-se porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais impressos e da TV.

Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, para controlar a opinião pública.

Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada inconstitucional pela Justiça.

Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais países, decidiu o Foro de São Paulo.

Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.

A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que se desfazer de concessões de TV e rádio.

O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.

Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”.

Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.

Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.

Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.

Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional das Comunicações (Confecom), convocada por ele.

Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de implantar o tal “controle social da mídia”.

Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.

Merval Pereira/O Globo

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Twitter é usado por 20% dos brasileiros

Cada vez mais o Twitter deixa de ser um mero diário de ’boutades’ e se firma com excelente ferramenta de marketin, negócios e relacionamentos
O Editor


Mais de 20% dos usuários brasileiros acessam o Twitter, diz pesquisa

Brasil e Indonésia tiveram maior penetração no microblog em junho.
Em um ano, acessos ao site aumentaram em 109%, segundo comScore.

Ao lado da Indonésia, o Brasil é um dos países com a maior porcentagem de internautas que acessam o Twitter. De acordo com a empresa de pesquisa comScore, mais de 20% (20,8% e 20,5%, respectivamente) dos usuários de internet desses países usaram o serviço de microblog no mês de junho.

Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (11) pela consultoria, o terceiro país com maior penetração do Twitter é a Venezuela, onde 19% da população on-line acessou o site em junho. Nos Estados Unidos, o número ficou em 11,9% e, no mundo todo, em 7,4%.

A pesquisa da comScore leva em consideração os acessos de pessoas com mais de 15 anos, de computadores domésticos ou de trabalho. Em junho, 93 milhões de usuários visitaram o microblog, um crescimento de 109% . Os dados não contabilizam aplicativos para acesso aos tweets, como o TweetDeck.

“Twitter.com teve uma explosão no tráfego global de internet no último ano, estabelecendo-se como uma das redes sociais mais acessadas em todas as regiões do mundo. Hoje, 3 em cada 4 usuários de internet acessam sites de relacionamento todos os meses, sendo uma das maiores atividades na web”, disse o vice-presidente de busca e mídia da comScore, Graham Mudd.

Via mobile

Uma análise do uso do Twitter via dispositivos móveis em seis países (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Itália) revelou que o serviço está crescendo entre usuários de smartphone. Nos Estados Unidos, 8,3% dos usuários desses telefones, cerca de 4,2 milhões de pessoas, acessam o Twitter todos os meses. Esse número chega a 5,8% no Reino Unido, 3,1% na Alemanha e 2,1% na França.

G1

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A violência contra a mulher é violência contra a humanidade. Enganam-se os machistas ao relegarem o problema como afeto somente ao ambiente doméstico. Não existe democracia sem Direitos Humanos. Cedo ou tarde, os indiferentes, omissos ou coniventes com esse “status quo” serão vítimas indiretas dessa barbárie doméstica, e praticada em diversos países como ato punitivo amparado por lei. Cabe ressaltar que a maioria dos homens não faz parte desse perfil machista.

É preciso não mais argumentar com a máxima, cruel, de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.” É preciso também derrubar o mito de que a violência contra a mulher, o que vem logo à mente, é a pura agressão física. Na realidade, a violência contra a mulher vai além da física.
Além do mais a violência contra o ser humano fere valores, normas, condutas e convenções.
O Editor


Violência contra a mulher: eu me manifesto e você? Vai ficar olhando?
Por Marli Gonçalves *

Mulheres apedrejadas, esquartejadas, violentadas, exploradas, baleadas, surradas, torturadas, mutiladas, coagidas, reguladas, censuradas, perseguidas, abandonadas, humilhadas. Até quando a barbaridade inaceitável vai vigorar?

Eu me manifesto, sim, contra tudo que considero inaceitável. E não é de hoje. Desde pequena meto-me em encrencas por causa disso. Uma vez, tinha acho que uns 12 anos, e brincava na portaria do prédio quando ouvi um homem brigando com uma mulher do outro lado da calçada, ameaçando-a de morte, dando-lhe uns sopapos. Não tive dúvidas.

Atravessei, entrei pequenina no meio deles, gritando forte por socorro, o que o assustou e fez com que ele parasse as agressões. Para minha surpresa, ao olhar para os lados, vi que havia muitos adultos assistindo à cena, impassíveis.

Nunca me esqueci disso. Inclusive porque, quando voltei para casa, tomei uma bronca daquelas. Atraída pelos meus gritos, minha mãe tinha ido à janela, e assistiu. “E se ele estivesse armado e te matasse?” – ouvi. Creio que respondi que nunca ficaria quieta vendo aquela cena, onde quer que fosse, e que jamais seria resignada.

Dentro de minha própria casa já havia assistido a cenas que teriam ido para esse lado, não tivesse sido minha mãe uma guerreira baixinha e desaforada, ela própria vítima de um pai tão violento que não o aceitava nem em sua carteira de identidade, nem em sobrenome. Minha avó materna teria sido morta por um “acidente”, em que um motorista de ônibus, que por ele teria sido pago, acelerou quando ela descia. Caiu, bateu com a cabeça na sarjeta, morrendo horas depois, de hemorragia, na pequena cidade do interior de Minas.

Anos depois, senti em minha própria pele o desespero solitário da agressão, da humilhação, do medo. Em plena juventude e viço, em uma ligação amorosa complicada, de paixão e amor intenso que vi virar violência, agressão, loucura e insegurança, só saí viva porque mal ou bem sou de circo, e protegida pelos meus santos e anjos, daqui e do céu… Tentei não envolver ninguém, resolver, e quase virei primeira página policial. Tive a minha vida quase ceifada, ora por ameaça de facadas; ora por canos e barras de ferro, ora pela perda de todas as referências, ora pela coação verbal.

Os poucos e únicos amigos que ainda tentaram ajudar também entraram no rol da violência. E os (ex) amigos que viraram as costas, ou faziam-se de cegos, desses também me lembro bem; inclusive de alguns que conseguiam piorar a situação e pareciam gostar disso, insuflando. Ou se calando. Ou me afastando. Deve ser bonito ver o circo pegar fogo.

Desespero solitário, sim. Não há a quem recorrer. Polícia? Apoiam os homens. Delegacia da Mulher? Na época não existia, mas parece que sua existência só atenuou a dimensão do problema, que pode acontecer em qualquer lar, lugar, classe social. Lei? Veja aí a Lei Maria da Penha. Pensava já naquele tempo, meu Deus, e se eu ainda tivesse filhos para proteger, além de mim? Não poderia ter me livrado – concluo ainda hoje, pasma em ver como a situação anda, em pleno Século XXI. Hoje, acredito que curei minhas feridas, que não foram poucas, especialmente as emocionais.

Há semanas venho tentando defender, aqui do meu cantinho, a libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, mais uma das mulheres iranianas cobertas da cabeça aos pés pelo xador, a vestimenta preta que é uma das versões mais radicais do véu muçulmano. Mas esse, a roupa, não é o maior problema dela e de outras iranianas. Viúva, dois filhos, em 2005 Sakineh foi presa pelo regime fundamentalista do Irã. Em 2007, julgada. A pena inicial foram 99 chibatadas. O crime, adultério! Sua pena final, a morte por apedrejamento.

Uma história que lembra a fascinante personagem bíblica de Maria Madalena, a moça que aguardava a morte por apedrejamento até ser salva por Jesus Cristo. Cristo provocou com uma frase que ficou célebre, e revelou-se futurista: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”.

Esses iranianos estão querendo matar Sakineh e outras a pedradas, e com pedras pequenas, para que sofram mais; talvez porque sejam, acreditam, muito puros? A sharia, lei islâmica, devia prever cortar dedos, língua, furar os olhos desses brucutus modernos, hitlers escondidos sob mantos religiosos, protegidos por petróleo e riquezas?

Não bastasse a novela de Eliza Samudio que, morta ou não, faltou ser chutada igual bola, e de tantas jovens, inclusive adolescentes, mortas pelos namoradinhos, a advogada que morreu no fundo da represa. Todo dia tem violência. No noticiário ou na parede do lado da sua, no andar de baixo, no de cima, na casa da frente.

Nem bem a semana terminou e outro caso internacional estava na capa da revista Time, com o propósito de pedir a permanência das tropas de ocupação no Afeganistão. Na foto, na capa, a imagem chocante da afegã Aisha, 18 anos, que teve o nariz e as orelhas decepados pelo Talibã. Foi a punição à sua tentativa de fugir de casa, de uma família que a maltratava. Agora, Aisha está guardada em lugar sigiloso, com escolta armada, paga pela ONG Mulheres pelas Mulheres Afegãs. Deve ser submetida a uma cirurgia para a reconstrução do rosto.

No Irã, ou melhor, globalmente, porque lá nada se cria, se estabeleceu a campanha “Um Milhão de Assinaturas exigindo mudanças de leis discriminatórias”, com protestos e abaixo-assinados, de grupos internacionais de mulheres e ativistas, organizações de direitos humanos, de universidades e centros acadêmicos e iniciativas de justiça social, que manifestam o apoio às mulheres iranianas para reformar as leis e conseguir o mesmo estatuto dentro do Irã legal do sistema.

O que há? O que está havendo? Mulher é menos importante? A realidade: em cerca de 50 pesquisas do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam ter sido espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos, em algum momento de suas vidas; 60% das mulheres agredidas no ano anterior à pesquisa o foram mais de uma vez; 20% delas sofreram atos muito fortes de violência mais do que seis vezes.

No Brasil, a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres entre 15 e 44 anos; 20% das mulheres do mundo foram vítimas de abuso sexual na infância; 69% das mulheres já foram agredidas ou violadas.

No Nordeste, 20% das mulheres agredidas temem a morte caso rompam a relação; no geral, 1/3 das mulheres agredidas continuam a viver com os seus algozes. E continuam sendo agredidas. É pau, é pedra, é o fim do caminho.

Estudos identificam, ainda, uma lista de “provocadores” de violência: não obedecer ao marido, “responder” ao marido, não ter a comida pronta na hora certa, não cuidar dos filhos ou da casa, questionar o marido sobre dinheiro ou possíveis namoradas, ir a qualquer lugar sem sua permissão, recusar-se a ter relações sexuais ou suspeitar da fidelidade, entre eles.

Até quando ficaremos assistindo a esse filme? Chega. Foi como li a conclamação da amiga e uma das mais respeitáveis profissionais de comunicação do país, Lalá Aranha, em seu Facebook: “Não posso entender como em pleno século XXI as mulheres brasileiras são tão molestadas. Precisamos fazer algo neste sentido. Quem me acompanha?”

Adivinhem quem foi a primeira a responder? Eis, assim, aqui, também, minha primeira contribuição.

São Paulo, onde as pessoas se isolam, na aridez e grandeza de suas dimensões, mas ainda podem ter seus gritos ouvidos, 2010.

• (*) Marli Gonçalves, jornalista. Inconformada. Espevitada e livre, fiquei feliz quando outro dia me contaram que debaixo da pesada burca as mulheres andam completamente nuas. Será verdade?
E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

Vem voar comigo, igual passarinho, pela internet, onde quiser, pelo Twitter, Facebook, blog, tudo feito com muito esforço para ficarmos juntos mais tempo: Vai lá ler coisas novas, que trago, especiais, imagens, ideias que separei para você. Conheça meu novo blog! Entre e fique à vontade. Sinta-se em casa. Divirta-se. Visite o meu blog

Tenho Twitter e estou querendo ter mais seguidores e amigos. Vem? Siga-me! O passarinho canta. É divertido. Tenho postado coisas legais, fotos, desabafos, fatos, noticinhas e afazeres do dia-a-dia.
O endereço é
www.twitter.com/MarliGo

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As restrições à campanha eleitoral na internet estão definidas na resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral, art. 18: ‘A propaganda eleitoral na Internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.’ O legislador e/ou o intérprete desconhece o funcionamento mais elementar da web. É impossível fiscalizar a internet. Nada impede que alguém hospede um site, contra ou a favor de algum candidato, em um provedor na Tailândia, por exemplo, que está fora do alcance da justiça eleitoral brasileira.

O Editor


Uso da internet nas eleições traz desafios aos candidatos, afirma advogado
O uso da internet nas eleições a partir deste ano, aprovado na reforma eleitoral, apresenta pontos positivos, entre eles o aumento da transparência. A prática, no entanto, coloca também desafios, como ofensas aos candidatos e boca de urna digital, disse o especialista em direito digital Leandro Bissol.

“Vai aumentar a transparência nas eleições, pelo menos na parte de prestação de contas.

E, por outro lado, [aumenta] o controle do próprio eleitor na prestação dessas contas”, afirmou o advogado.

O uso da internet vai ampliar, de modo especial, a relação dos candidatos com o público na faixa de 16 a 24 anos, que é o principal canal de busca de informação pela web, de acordo com pesquisa recente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic).

“Quase 80% da faixa etária entre os 16 e 24 anos utilizam a internet”.

A pesquisa revela que 70% desse público usam rede social e 90% utilizam a ferramenta para buscar informações.

Para Bissol, com isso a internet deverá ser cada vez mais empregada pelos candidatos para “pegar o jovem eleitor”, principalmente aquele que está votando pela primeira vez.

“Qual é o veículo de comunicação que vai dar o maior impacto para ele? Com certeza, é a internet”.

Para os candidatos, haverá ganhos significativos. Enquanto no rádio e na televisão um deputado federal dispõe apenas de alguns segundos para falar aos eleitores solicitando o voto, na internet não há limite de tempo. O candidato pode expor seu projeto, dizer por que se considera apto para assumir o cargo que disputa.

“Vai ser um canal mais rico em informações e um debate mais aberto e próximo ao próprio candidato”, observou Bissol. Isso se aplica não só aos presidenciáveis, mas aos postulantes aos demais cargos.

Ele acredita que haverá muita boca de urna digital nas eleições deste ano.

Não há proibição na internet para a comunicação entre candidatos e eleitores, que poderão interagir, inclusive nos momentos imediatamente anteriores e posteriores à votação.

Em relação às ofensas a candidatos, o desafio que se coloca, segundo Leandro Bissol, é se existe na lei um item de direito de resposta, como ocorre nas mídias impressa e audiovisual. “Como fica o direito de resposta nesse canal eletrônico?”.

Esse exercício é previsto na Lei Eleitoral se a ofensa for tipificada. Mas, se a ofensa for em um blog, por exemplo, ainda não há definição sobre como ficaria o direito de resposta.

Bissol avaliou que como a campanha eleitoral começou de fato esta semana e não existe nenhum precedente nessa área, o Tribunal Superior Eleitoral terá de esperar que apareça um caso prático na internet para ver como irá viabilizar o direito de resposta na rede.

Em geral, a avaliação de Bissol é positiva sobre o uso da rede mundial de computadores nas eleições.

“A internet é um novo canal influenciador para as disputas políticas que vão se tornando cada vez mais acirradas”. O canal constitui ainda um importante instrumento para o engajamento dos eleitores na política, disse.

Folha de S. Paulo

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Fico imaginando o que passa na cabeça dos legisladores brasileiros. Como é que eles pretendem fiscalizar o cumprimento de tal medida?

A impressão que fica é a de que esses legisladores não fazem a menor ideia de como a internet funciona, ou acham que a Suíça, e não o Haiti, é aqui.

O Editor

PS. o partido de sua (dele) ex-celência ainda ostenta o irônico nome de Partido Progressista. Progressista?


Projeto de lei quer responsabilizar blogueiros por comentários anônimos

Processos contra blogs não são novidade e alguns deles são muito bizarros, como esse relacionado a um blog que publicou um comentário anônimo, mas o mundo das besteiras feitas pelo nossos governantes vão além: Agora eles querem transformar isso em lei!

O Deputado Federal Gerson Peres do Partido Progressista quer regredir alguns séculos no que se diz respeito a Liberdade de Expressão e criou o tal Projeto de Lei PL-7131/2010 que diz:

“Art. 3º As mensagens que contenham crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação – das pessoas serão de responsabilidade dos editores, proprietários e autores dos blogues, fóruns, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes, no caso de a mensagem contendo o crime contra a honra não permitir a identificação do autor.”

Mas o tal projeto não para por aí, o tal projeto quer obrigar os blogs a moderar e identificar os comentaristas dos blogs:

§1º O ofendido por calúnia, injúria e difamação, sem prejuízo da ação penal competente, poderá demandar no juízo civil a reparação do dano moral.

“§2º Todos os blogues, fóruns, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes, são obrigados a instituir mecanismo de moderação de comentários.

“§3º O controle da postagem e prévia análise dos comentários é obrigação exclusiva de seu proprietário, autor ou editor.”

Claro que na teoria o projeto seria lindo, maravilhoso e daria tesão para todos os juízes, afinal eles terão trabalho reduzido, tanto com a aferição das provas quanto aos comentários e forçaria os blogueiros a limitar certos tipos de comentários e limitaria a ação dos nossos amados trolls, mas na prática, o artigo segundo da lei quer colocar nós, editores, autores e donos de blog na mira da justiça e nos torna alvo de vandalismo digital:

Art. 2º Os proprietários, editores, mantenedores e autores de blogues, fóruns e demais sítios com funcionalidades semelhantes, são responsáveis pelo conteúdo dos comentários oriundos de usuários anônimos ou que não sejam passíveis de identificação.

O Projeto também possui pontos bizarros como:

Art. 4º Todos os blogues, fóruns, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes, são obrigados a procederem ao registro com o nome completo, CPF e identidade de seu proprietário no sítio governamental Registro.BR.

Parágrafo único. O registro do blogue, fórum, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes deverá ser processado de forma gratuita e não onerosa no “sítio” governamental “registro.br” para fim exclusivo de cadastro.

Isso significa que todos os blogs, incluindo aqueles do WordPress.com e do Blogspot estarão obrigados a se cadastrar no Registro.BR para poderem ser processados pelos comentários, mas pelo menos é de graça né?

As multas também são bem adequadas a realidade da remuneração dos nossos blogs:

Art. 5º O Poder Judiciário aplicará multa de dois a dez mil reais ao proprietário do blogue, fórum, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes, que estejam em desconformidade com os dispositivos desta Lei.

§1º O valor da multa dobra a cada reincidência.

§2º Os recursos das multas serão revertidos ao Fundo Nacional de Segurança Pública de que trata a Lei nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001.

Sim, Dois Mil Reais. Significa que se você não cadastrar seu blogspot no Registro.br e for descoberto, você vai ter que pagar R$ 2.000 para nossos queridos governantes e o dinheiro? Bom, o dinheiro ai para o Fundo Nacional de Segurança Pública, que você nem sabia que existia.

A Justificativa é igualmente bizarra e mostra que o parlamentar não tem o menor conhecimento de como funciona a Internet:

É evidente que todo o conteúdo publicado em um sítio, blogue ou sítio de Internet com finalidade similar é de responsabilidade de seu proprietário, autor ou editor, para efeito de responsabilização quanto à ocorrência de crimes contra a honra, pois estes são os mantenedores dos recurso, assim como os beneficiários de suas receitas publicitárias.

Mas isso é confirmado com essa parte:

“Além disso, as áreas de comentários de muitos desses sítios permitem que os usuários publiquem comentários de forma anônima, ou com identidade não confirmada, o que faz com que essa funcionalidade seja usada também com finalidade fraudulenta e para a consecução de crimes contra a honra.”

Meu Deus, em breve, vão querer que os blogs exijam RG, CPF, e número de telefone para permitir comentários.

blog Oxenti

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Voto do ministro Henrique Neves em ação sobre liberdade de expressão na internet

Ação em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a retirada do ar de um blog que promove a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Ao apresentar seu voto em Plenário, o ministro negou o pedido do MPE por considerar que suspender todo o conteúdo do blog implicaria em determinar a retirada não só daquelas informações que, eventualmente, infrijam a legislação, mas também todas as demais que constituem meras opiniões e estão abarcadas pela garantia da livre expressão do pensamento.

Ele fez uma reflexão sobre liberdade de expressão e afirmou que, nestes casos, a suspensão deve ser “apenas e tão somente do quanto tido como irregular, preservando a liberdade de expressão”. Para o ministro, “diante de alegação da prática de propaganda irregular, de um lado, não pode ser sacrificado o direito à livre expressão do pensamento do cidadão que se identifica, de outro, não é possível permitir que essa manifestação ofenda princípios constitucionais de igual relevância ou afronte as leis vigentes”.

Leia o voto na íntegra.

Leia mais:

29/06/2010 – TSE decide sobre utilização da internet para divulgar opiniões sobre candidatos

22/06/2010 – Google informa ao TSE dados sobre o registro de blog a favor de Dilma Rousseff

16/06/2010 – Ministro determina que Google apresente informações sobre responsável por site favorável à Dilma

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Blog da candidata Dilam Roussef, segundo o TSE, não infringe legislação eleitoral

TSE mantém blog pró-Dilma acusado de antecipar campanha

Ministros decidiram pela retirada apenas de parte do conteúdo.

MP questionava ainda o Google por manter site com propaganda irregular.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (29) autorizar a continuidade do site dilma13.blogspot.com, contestado em ação pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por enaltecer a imagem da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A ação acusava ainda o Google de hospedar material com propaganda eleitoral irregular.

Na ação, o MPE ressalta ainda que o site faz pedido expresso de ajuda financeira. O relator do processo, ministro Henrique Neves, entendeu que o site pode ser mantido, mas com a retirada dos comentários considerados irregulares.

A pedido do TSE, na semana passada, o Google enviou informações sobre o site, que foi criado em 2008, e também forneceu o e-mail com o qual ele foi registrado.

No entanto, a empresa argumentou que “para remover conteúdo de suas ferramentas, é imprescindível a apreciação prévia pelo poder Judiciário, para que seja verificado se há ou não conteúdo lesivo, na forma da legislação vigente”.

Neves afirmou ainda que antes de ingressar com ações na Justiça Eleitoral, os partidos ou partes que se sentirem atacados devem antes notificar os provedores onde estiverem hospedados sites com conteúdo considerado ofensivo.

Os ministros entenderam que, sabendo da irregularidade, caso o provedor mantenha o conteúdo, passará a ser também responsável pela irregularidade.

“Não quer dizer que o site terá imediatamente que retirar o conteúdo. A notificação serve para demonstrar que o provedor sabia da irregularidade”, disse o ministro.

A ministra Cármen Lúcia acompanhou o voto do relator e lembrou da dificuldade de regular os conteúdos na internet.

“Parece extremamente difícil a regulação neste campo. É espaço de liberdade conquistado a partir de uma plataforma nova”, disse.

Débora Santos/G1

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Hacker que invadiu contas de Obama e Britney no Twitter é condenado

Jovem de 23 anos ficará cinco meses em liberdade condicional.

François Cousteix também invadiu conta criador do microblog.

A justiça da França condenou na noite desta quinta-feira (24) a cinco meses de liberdade condicional o jovem francês acusado de invadir as contas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da cantora Britney Spears, em 2009.

François Cousteix, de 23 anos, mostrou-se aliviado com a pena e não apelará da decisão do Tribunal de Clemont-Ferrand.

A sentença, no entanto, é mais dura que a solicitada pelo Ministério Fiscal, que havia pedido apenas dois meses de pena por um delito que poderia ter custado até dois anos de prisão ao hacker. Cousteix também invadiu a conta de Evan Williams, criador do Twitter.

O jovem, que tem diploma de formação profissional em Eletrônica, se defendeu diante do Tribunal alegando que não tinha destruído nada e que seu delito foi uma “ação preventiva para alertar os internautas” sobre a escolha de suas senhas de acesso.

Em algumas ocasiões, não é necessário hackear a conta na rede social, basta fingir que se esqueceu da senha e responder a uma pergunta de segurança, que pode ser tão óbvia como a cidade de nascimento do titular ou o nome de seu animal de estimação.

Cousteix foi detido em 24 de março deste ano pelas polícias francesa e americana especializadas em crimes na internet.

G1

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O ministro Henrique Neves, do TSE, ordenou no início da tarde que a Google Brasil informe quem são os responsáveis pelo conteúdo do site intitulado Blog da Dilma (www.dilma13.blogspot.com).

A liminar atende a ação cautelar do Ministério Público Eleitoral ajuizado esta manhã. O MP identificou no blog “diversas matérias enaltecendo a candidatura e a candidata”, havendo, inclusive, pedido de ajuda financeira para custear tanto despesas do site como para confeccionar “vários tipos de materiais de campanha eleitoral”.

Tais práticas, segundo o MP, são vedadas porque a propaganda eleitoral na internet está proibida até o dia 4 de julho. Por isso, o MP pediu liminar para retirar o blog do ar imediatamente e identificar os responsáveis pelo site para, se houver elementos futuramente, puni-los por terem feito campanha antecipada.

Constam do site o jingle da campanha da candidata do PT e pedido de colaboração, de “qualquer valor”, para fortalecer “nossa luta em favor de eleger DILMA PRESIDENTE (sic). Há, inclusive, o número da conta de Lucas Silva de Oliveira, intitulado diretor financeiro do blog.

Henrique Neves negou pedido para suspender o conteúdo da página eletrônica. Mas concordou que os indícios apresentados pelo MP justificam “a quebra da relação de confidencialidade que normalmente rege as relações entre os provedores de hospedagem e os seus usuários”.

Ou seja, há elementos, como a divulgação do jingle de campanha e informações favoráveis à Dilma, que, em princípio, demonstrariam a realização de campanha antecipada.

blog do Lauro Jardim

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por: Roberto Soares Costa ¹

Unir o útil ao agradável, o prazeroso ao lucrativo, também não é uma má idéia na internet.

As janelas de possibilidades são muitas, no entanto qual vai trazer bons ventos ($), é que nos faz parar, pensar e planejar.

Não é uma tarefa fácil, exige comprometimento e estratégia.

Um blog, por exemplo, pode ser uma boa fonte de renda.

Neste artigo, pretendo dividir um pouco das minhas experiências no assunto, depois de conquistar resultados de sucesso em campanhas de marketing de nicho, atuando principalmente em blogs.

Existem casos de blogs que estão há muito tempo no ar e somente agora começam a render frutos, outros nem chegam render.

Neste negócio duas coisas são fundamentais: conteúdo relevante e audiência.

Criar um canal de informação que atraia público e empresas anunciantes é trabalho constante.

Se você quer ganhar dinheiro deve oferecer ao seu cliente (anunciante) retorno de investimento.

O sucesso de um blog está na interatividade com seus visitantes e seguidores. Para isso, é preciso alimentar constantemente seu canal de comunicação e atrair cada vez mais acessos com experiência positiva, ou seja, satisfazer o interesse, solucionar a necessidade daquele público que chegou até você.

Faça o possível para entregar informação completa sobre os temas que está abordando, para que o anúncio do produto ou serviço veiculado seja como uma informação complementar ao que ele está buscando. Por exemplo, se você atua como um difusor de conteúdo relacionado a esporte e sua audiência é principalmente de praticantes de esporte, os produtos anunciados deverão ser pertinentes a este perfil.

Ofereça espaços para veiculação de anúncios de artigos esportivos, vestuário esportivo e etc… Imagine que aquele visitante que entrou nos seu blog para ler um artigo sobre corrida, pode se interessar por aquele tênis para corredor que o banner do seu anunciante oferece em promoção.

Uma boa estratégia também é criar promoções para premiar e agradar seus seguidores, eles são fundamentais na divulgação do seu blog. Essas promoções podem ser viabilizadas em parceria com seus anunciantes.

Se o conteúdo que você disponibiliza atrai o público de interesse, e sua audiência cresce cada vez mais, sua primeira missão já foi cumprida. Agora o que deve pensar é como atrair com mais força seus anunciantes. Para isso, serviço completo também.

Prepare seu mídia kit, pois você já tem potencial para manter seu blog e manter uma boa renda. O mídia kit é seu material comercial. Monte uma apresentação contando a história do seu blog, o segmento de atuação, perfil e região de maior audiência, números de acessos conquistados mensalmente e a relevância que ele tem sobre os seus leitores e o portfólio de projetos realizados.

Para que tudo aconteça de forma agradável, e para que você seja feliz nesta aposta, pense qual nicho irá explorar, ou seja, escolha um segmento específico, mas que você realmente goste, pois não será tão simples se for sobre algo que não se tenha total domínio sobre o assunto, e a ideia é que este trabalho não se torne um fardo difícil de carregar e sim um grande prazer.

Em caso de dúvida de qual nicho escolher, inicialmente você pode optar por desenvolver um blog sobre variedades, o que poderá servir como “termômetro” capaz de norteá-lo a alguma possível direção. E um detalhe importante: escolha um domínio condizente com o nicho que pretende explorar. Se não quiser registrar um domínio só para o blog, crie-o num subdomínio que inclua a palavra-chave (ou até mais de uma) que defina o nicho do blog.

Estas dicas são um apanhado geral de como se pode proceder para ter sucesso neste negócio, no entanto, quanto mais criativo você for maiores serão as suas chances de se destacar nesta competição por audiência e venda de espaços publicitários.

Roberto Soares Costa – Gerente de projetos e estratégias de Marketing na Webrobertocosta.gp@gmail.com

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No Twitter, presidenciáveis atingem até 5 milhões de usuários em 7 dias

Levantamento foi realizado a pedido do G1 pela consultoria E.Life.

Número de seguidores no microblog influenciou pouco total de citações.

Levantamento feito a pedido do G1 pela empresa E.Life, especializada em gestão do relacionamento em mídias sociais, revela que, em uma semana (de 25 a 31 de maio), as mensagens emitidas pelo microblog Twitter sobre os três pré-candidatos à Presidência que ocupam as primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto atingiram potencialmente até 5 milhões de usuários.

Segundo o levantamento, os posts sobre Dilma Rousseff (PT) atingiram quase 1.747.000 twitteiros no período avaliado. Mensagens em que o assunto era José Serra (PSDB) impactaram 1.580.000 usuários, enquanto aqueles sobre Marina Silva (PV) chegaram a 1.630.000.

* Avanço da internet condiciona campanha de presidenciáveis

A empresa ressalta que muitos desses usuários postaram mais de uma vez sobre o assunto ou seguem mais de um candidato, e que o número total contabiliza essas repetições. Os internautas brasilienses lideraram a participação sobre os três candidatos, seguidos por paulistas, goianos e cariocas.

De acordo com o levantamento, o total de usuários atingidos pelas mensagens não depende diretamente do número de seguidores dos perfis dos presidenciáveis. Até a tarde desta quarta-feira (2), a página de Dilma no Twitter tinha 73.397 seguidores; a de Serra, 244.091; e a de Marina, 55.290.

Para fazer o monitoramento, que não se trata de pesquisa eleitoral, a empresa usou os softwares TweetMeter e E.Life Engine, desenvolvidos para medir a comunicação boca a boca no Twitter, onde os usuários podem enviar mensagens de até 140 caracteres. Foram consideradas 1,5 mil mensagens sobre cada candidato publicadas no período.

“Um dos aspectos que se observa é que os internautas estão muito ativos no sentido de falar sobre os temas do noticiário. No levantamento, é possível ver uma ligação desses assuntos com as mensagens postadas no Twitter. Para os candidatos, isso é um reflexo da repercussão da campanha, do que vem sendo dito nos discursos”, diz Alessandro Barbosa Lima, presidente da E.Life.

Outra pesquisa, feita pelo Ibope Mídia também a pedido do G1, confirma essa tendência. Usando a ferramenta BuzzMetrics, o Ibope apurou o número de referências apenas aos perfis dos três pré-candidatos no período entre 24 de abril e 24 de maio. De acordo com a gerente de marketing do Ibope Mídia, Juliana Sawaia, foram mais de 10 mil mensagens citando diretamente @dilmabr, @joseserra_ ou @silva_marina no microblog. O pico de comentários foi registrado no dia 15 de maio, quando foi divulgada uma pesquisa de intenção de voto.

“Estamos falando de uma conversa, não de propaganda. Não são as marcas que são importantes, são as pessoas. As redes sociais vieram para ficar. E tudo é dito ali, inclusive política. É importante que os candidatos, e os responsáveis por suas campanhas, estejam atentos a isso”, analisa Juliana.

Palavras mais usadas

As 10 palavras mais usadas nas mensagens sobre Dilma no período do levantamento da E.Life foram: rt (retweet, quando o usuário reenvia uma mensagem que recebeu), serra, jose, candidata, pt, nao, pre, presidente, psdb e brasil. No ranking dos hashtags (termos utilizados ao lado do sinal gráfico ‘#’ para sinalizar um assunto), #dilma, #lula, #pt e #serra foram as mais citadas. Desde o começo do levantamento, ressalta a empresa, #lula está associada à candidata Dilma.

Nos tweets sobre Serra, as palavras que mais apareceram foram rt (retweet), nao, dilma, brasil, vice, psdb, bolivia, noticia, presidente e candidato. Entre os hashtags, #serra, #dilma, #dem e #lula. As palavras mais comuns no levantamento sobre Marina foram foram rt (retweet), nao, serra, pv, candidata, dilma, pré, culto, presidencia e deus. No ranking dos hashtags, #comarina, #eleicoes2010 e #realpolitik foram os mais citados.

Retorno para os eleitores

Alessandro Lima ressalta ainda o uso do Twitter como fonte de divulgação da agenda dos pré-candidatos e, especialmente, como canal de comunicação direto com os eleitores: “Os próprios candidatos estão usando os canais para responder aos eleitores individualmente. Isso ajuda na repercussão de temas positivos e também para tirar dúvidas de possíveis ruídos em notícias e discursos”.

A influência direta da movimentação pró ou contra os candidatos nas redes sociais sobre as eleições ainda é relativa, na opinião de Lima. “O poder de multiplicação das mensagens nas redes sociais é enorme, mas não se pode considerar nenhum resultado de pesquisa no Twitter como conclusivo no resultado das eleições. Ele atinge um grupo de maior poder aquisitivo, além de jornalistas, que replicam os assuntos em outras mídias e têm poder de influência, mas não representam a totalidade de eleitores”, pondera.

Mirella Nascimento/G1

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A internet como mídia de alcance universal está mudando alguns paradigmas do jornalismo tradicional.

Contudo é preciso conter a tentação de que textos simplistas são suficientes para complementar narrativas visuais.

Nem sempre uma imagem sobrevive sem uma explicação textual com maior densidade.

O Editor


A expressão jornalismo visual é quase uma redundância porque a maior parte do que lemos e vemos é percebido pelo nosso cérebro por meio do sentido da visão.

Mas a diferença se faz necessária por conta da idéia de que o texto não é uma imagem, o que é falso, mas acabou sendo validado pela prática das redações.

Tudo isto como um esclarecimento prévio à entrada no tema do post, que é o aumento acelerado do uso de imagens como canal para acesso a notícias e informação. O jornalismo que até agora era quase um sinônimo de texto começa a ser cada vez mais visual, graças principalmente à vertiginosa expansão de serviços online como o YouTube, Hulu e Vimeo.

Os primeiros a embarcar na nova onda do visual online foram os publicitários e marqueteiros que passaram a incorporar o vídeo como peça fundamental de qualquer publicidade na Web. Em 2009, nada menos que 187 bilhões de vídeos foram visualizados por usuários da rede em todo mundo e as previsões para 2010 já passam dos 200 bilhões.

Segundo pesquisas feitas pela empresa norte-americana ComScore, entre 70 a 80% dos usuários da internet no mundo inteiro já acessam regularmente vídeos, animações em 3D e infográficos publicados na internet. É uma tendência nova e surgida no bojo de inovações tecnológicas como a banda larga, processadores mais rápidos, memórias mais poderosas e sistemas de compactação de áudio e vídeo mais eficientes.

Isto está forçando os jornalistas a usar cada vez mais a narrativa visual como forma de transmitir notícias e informações. Acontece que a esmagadora maioria dos profissionais, aqui e no resto do mundo, está culturalmente formatada para produzir conteúdos em texto, mesmo que usem imagens.

A estrutura material e mental para produzir conteúdos jornalísticos em texto não é a mesma da narrativa visual. Um quadro mais detalhado das diferenças ainda está por ser desenvolvido, pois até mesmo o telejornalismo ainda se pauta basicamente pela mesma estrutura narrativa do jornalismo impresso.

A diferença mais óbvia, mas que nem sempre é respeitada, é a de que, no formato audiovisual, evita-se descrever o que as pessoas estão vendo. Além disso, o áudio e as imagens devem estar coordenados de forma a um complementar o outro. Mas na Web surgem dois novos elementos, que são a interatividade com o usuário e a estrutura não linear da narrativa online.

A combinação de todos estes fatores num ambiente multimídia conferiu características próprias e diferenciadas ao jornalismo praticado na Web. No início da história da internet, as limitações técnicas fizeram com que o texto predominasse, tanto que os noticiários eram uma mera transcrição da versão impressa em papel. Hoje, a generalização do uso da banda larga viabilizou as transmissões em tempo real, fazendo com que as imagens tirem cada vez mais espaço dos textos online, como o que você está lendo.

As técnicas de ensino de jornalismo nas faculdades ainda estão solidamente ancoradas na tradição textual impressa. Com isto, os profissionais autônomos, blogueiros e os cursos de especialização passaram a ocupar o espaço vago na experimentação de uma nova linguagem jornalística. Por enquanto é tudo muito empírico, especialmente no YouTube, onde predomina a preocupação meramente documental, quase sempre apoiada no excêntrico, paradoxal e espetacular.

Mas a saturação dos vídeos domésticos e amadores torna inevitável uma diferenciação e a abertura de espaços para material mais elaborado e com mais densidade informativa. Este diferencial pode ser alcançado por meio do uso mais intenso da interatividade com o usuário, tornando-o um parceiro no desenvolvimento da narrativa, bem como do emprego da narrativa não linear, que dá um caráter lúdico à montagem da história.

São virtudes especificas da Web que, aliadas à facilidade na manipulação e transmissão de imagens, permitirão aos jornalistas desenvolver narrativas noticiosas capazes de tornar ainda mais envolvente a imersão do público na informação.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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