Para presidente da CNN, redes sociais são o novo desafio dos canais de notícias

Facebook e Twitter ‘ameaçam’ afastar público da TV, diz Jon Klein.

Além de expansão na web, canal aponta para serviços via celular.

O presidente da CNN, Jon Klein, procura meios para enfrentar a ‘ameaça’ representada pelas redes sociais.

O maior desafio para a Cable News Network, o canal de notícias americano mais conhecido pela sigla CNN, hoje, são as redes sociais como Facebook e Twitter e não novas emissoras dedicadas à informação 24 horas, admitiu o presidente de uma das mais respeitadas empresas de mídia do mundo, nesta quarta-feira (10).

“A competição que eu realmente temo são os sites de relacionamento social”, confessou Jon Klein, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010, realizada em Nova York. “Eles são uma alternativa que ameaça afastar as pessoas de nós”, acrescentou.

“As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação”, explicou Klein. “Você clica em links que elas te enviam e confia nelas”, acrescentou.

“Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia”, continuou. E por isso, “não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você”.

“É um desafio e nós temos que responder a ele”, afirmou Klein.

“Por isso, estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”, comparou o executivo, citando a rede de TV que é a maior concorrente da CNN.

Aspas

Estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”

O executivo disse ainda que a “missão” de sua emissora é trazer as redes sociais e outros usuários da internet a se conectar de alguma forma à CNN. Além de expandir seus domínios na rede com notícias e vídeo, a CNN está voltada também para serviços via celular, explicou Klein.

“Os serviços on-line são uma área em expansão para nós, os serviços via celular têm enorme potencial de crescimento e o serviço doméstico a cabo nos Estados Unidos já é uma área de desenvolvimento”, acrescentou. “Há muito espaço para onde expandir”, emendou.

“Estamos em muitos lugares e eu acho que este é o modelo que pode funcionar bem para nós”, afirmou. “Todo mundo no ramo da mídia busca ativamente por múltiplas fontes de lucro, isto não é segredo”, acrescentou.

Análises detalhadas

Para Klein, que assumiu o cargo de diretor de operações da CNN nos Estados Unidos em 2004, depois de trabalhar na rede CBS, com a explosão das novas mídias e da internet, estar no local de um acontecimento não é mais o suficiente.

“Simplesmente estar lá costumava ser grande coisa”, afirmou. “Hoje em dia, precisamos dar mais do que simplesmente chegar lá”, continuou.

“Aprofundar e fazer análises é mais complicado”, disse. “Exige mais capacidade mental, mais trabalho, pensar mais o trabalho, exige mais criatividade”, enumerou.

“As pessoas acompanham rapidamente o que acontece hoje”, afirmou. “Você precisa dar a elas mais detalhes sobre o que está acontecendo. E aí que nós vamos trabalhar para continuar a fazer a diferença”, concluiu.

G1

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Empresa reuniu 13 bancos de dados públicos para oferecer visualização de indicadores como educação, economia e salários, entre outros.

O Google Labs, serviço que reúne as iniciativas online em teste no Google, acaba de abrir o acesso dos internautas a mais uma experiência: o Google Public Data Explorer.

Divulgado nesta segunda-feira (8/3) por meio do blog da empresa, o Public Data Explorer é uma ferramenta de visualização dos dados públicos armazenados pelo Google – mais precisamente, estatísticas fornecidas por órgãos oficiais.

A iniciativa é um complemento a outras que o Google já havia anunciado, como o acesso aos dados de pesquisas do Banco Mundial. Desta vez, o Google selecionou cerca de 80 das pesquisas mais populares sobre dados estatísticos globais, para apresentá-los de diversas formas gráficas.

Garimpo

A lista dos temas escolhidos para garimpo de dados inclui comparação dados escolares, desemprego, população, salários, estatísticas de crime e de saúde, desastres, PIB, pobreza, preço do petróleo, custo de vida e até os nomes próprios mais populares.

“Para nos ajudar a priorizar melhor que dados incluir neste recurso, analisamos de forma anônima os logs de busca para descobrir padrões nos tipos de busca que as pessoas estão fazendo”, explicou o estatístico Jürgen Schwärzler, da equipe de Dados Públicos do Google, no blog da empresa.

Por enquanto, os dados são extraídos de 13 bancos de dados, fornecidos por entidades como Banco Mundial, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), o US Census Bureau e o Eurostat, entre outros.

Os gráficos podem ser incluídos em blogs e sites, e o Google avisa que está aberto à participação de provedores adicionais de dados.

IDGNow

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Empresas americanas aderem ao Twitter

As grandes empresas americanas parecem ter abraçado de vez as mídias sociais. Um recente estudo realizado pela Society for New Communications Research mostrou que mais de um terço das 500 maiores companhias americanas listadas pela revista Fortune usam o Twitter de forma recorrente.

Entre as top 100, o índice é ainda maior: 50%. Segundo o levantamento, quatro das cinco maiores empresas americanas — Walmart, Chevron, Conoco, Philips e General Electric — costumam postar informações no Twitter diariamente.

O estudo não analisa somente o Twitter. Cerca de 20% das 500 maiores empresas dos Estados Unidos contam com algum tipo de blog corporativo.

Seria legal saber qual a situação aqui no Brasil.

Carolina Meyer/Exame

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Perfil no Twitter inspira seriado de TV nos Estados Unidos

Shit my dad says‘ apresenta frases filosóficas do pai do autor.

O ator William Shatner participará da série.

A conta no Twitter do comediante norte-americano Justin Halpern é a primeira a se tornar a fonte de inspiração para um seriado de TV. Chamada de “Shit My Dad Says”, o perfil publica frases e ensinamentos do pai do autor, Samuel Halpern, de 74 anos, e terá um episódio que será gravado em breve para testar se a série fará sucesso ou não.

Halpern, de 29 anos, mora com seu pai e ficou conhecido por publicar frases filosóficas e com muitos palavrões dele no microblog. O seriado será escrito pelo humorista e terá o ator William Shatner, o Capitão Kirk de “Jornada nas estrelas” como o pai de Halpern.

Conta no Twitter que traz ensinamentos filosóficos e palavrões inspira seriado de TV nos EUA.

Além do seriado, Halpern está escrevendo um livro sobre o perfil no Twitter, utilizando frases que, de acordo com o autor, ensinam alguma coisa às pessoas. No microblog, @shitmydadsays tem mais de um milhão de seguidores.

G1

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A incógnita da internet no jogo político-eleitoral

Há um consenso entre os que estudam a internet de que ela terá uma grande influência na definição dos novos centros de poder que estão surgindo na sociedade contemporânea. Mas o que ninguém sabe é como este processo vai se desenrolar, quando os seus resultados aparecerão e de que forma.

Os processos eleitorais configuram momentos em que as pessoas tomam decisões que vão moldar o cenário político e por consequência uma nova geografia do poder no país ou na região. Como a internet já faz parte do contexto social contemporâneo, ela começa a provocar reações desencontradas tanto entre os conservadores como entre os liberais.

As pessoas tomam decisões a partir de mensagens captadas pelo sistema cognitivo individual que por sua vez está condicionado a contextos específicos, dando origem a percepções diferenciadas. As mensagens são transmitidas e recebidas dentro do processo da comunicação, transportadas pelos chamados meios de comunicação (jornal, radio, TV, internet, cinema, livros, publicidade, propaganda etc.).

A internet é um meio de comunicação que opera no contexto de redes sociais formadas por usuários que interagem de forma horizontal e descentralizada. Estas características levaram o sociólogo espanhol Manual Castells a afirmar que “numa sociedade em rede, a política é essencialmente a política da mídia”, ou seja ela é determinada pela política dos meios de comunicação.

É esta característica que está deixando os conservadores nervosos e beligerantes enquanto os liberais mostram-se perplexos e desorientados. A internet quebrou o controle quase absoluto que os conservadores tinham sobre os meios de comunicação e isto os está assustando muito. A multiplicação vertiginosa dos weblogs, a disseminação viral dos twitters e o crescimento constante das redes como Facebook, os colocam diante de situações não previstas e incontroláveis.

O controle da comunicação sempre foi junto com a força militar o binômio responsável pela hegemonia de um segmento social cujo poder é financiado pela acumulação de riquezas. Como os conservadores estão perdendo o controle da comunicação isto os está obrigando a rever o seu modelo de poder político. A recente crise no sistema financeiro mundial é um sintoma deste ajuste, que até agora ninguém sabe como vai terminar.

Por seu lado, os liberais, ainda não chegaram a um consenso sobre o modelo econômico que viabilizará os negócios digitais, a longo prazo. A ausência deste modelo fragiliza os seus questionamentos políticos porque mantém a dependência dos internautas em relação à economia convencional.

Politicamente, a geração internet mostra-se refratária às práticas e valores tradicionais tendendo ao nihilismo eleitoral. Mas esta atitude, embora rotulada como apolítica, é na verdade profundamente política, porque aponta para o surgimento de um contra-poder alimentado pela comunicação horizontal e descentralizada dentro da internet.

Os dilemas e incertezas dos que desconfiam da internet são claramente visíveis na imprensa brasileira, que se mostra integrada ao sistema de poder político hegemônico no país, sem dar-se conta de que existe um contra-poder em gestação, cujo perfil é totalmente distinto daquele que caracterizou a esquerda.

A cobertura das eleições presidenciais deste ano faz parte deste contexto midiático e tende a fortalecer a ideia de que só existe um poder político, o que é uma ficção. Existe um poder hegemônico, mas a internet está criando outro que funciona segundo regras próprias e que em sua maioria ainda não foram suficientemente materializadas. A única coisa que se sabe é que ele provavelmente será fragmentado e descentralizado.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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Um espertalhão, sem conhecimento da legislação que rege o registro de domínios na internet, registrou diversos endereços na web com o nome de José Serra e outras variáveis.

Vai ganhar fácil se entrar na justiça! Acredito que o próprio Comitê Gestor da Internet, no Brasil, pode resolver a pendenga.

Há jurisprudência pacificada a esse respeito. No caso de pessoas jurídicas, o CGI, decide que o domínio pertence ao dono do CNPJ correspondente. Por analogia, acredito que o CGI agirá da mesma forma em relação às pessoas físicas. Não fosse assim, enfrentaríamos o paradoxo de uma pessoa não ter a propriedade do próprio nome.

Cito o advogado Wilson Silveira ¹

[...]“O nome de domínio é a representação virtual da pessoa física ou jurídica. É a marca da pessoa jurídica (ou seu nome empresarial) ou o nome da pessoa física colocado à disposição de seu público.”

[...]“No caso de domínios com.br, de ilegítimo titular brasileiro, cabe a propositura de ação judicial, buscando a anulação do registro, ou a adjudicação ao legítimo interessado.”
¹ (
Wilson Silveira, formado em Direito pela Universidade de São Paulo. Especializado na área de marcas, dirige os departamentos de marcas e contencioso da CRUZEIRO/NEWMARC.  – http://www.newmarc.com.br/novo/index.asp)

O Editor

PS. Pra quem almeja a Presidência da República, caberia ter uma assessoria jurídica razoavelmente competente.


O grão-tucano José Serra convive com um dissabor inusitado. Está impedido de abrir um sítio com seu próprio nome na internet.

O presidenciável da oposição perdeu para terceiros, veja você, o domínio eletrônico de seu nome.

Em resposta a um leitor, Serra informou no twitter: “Não tenho nenhum site [...]. Um espertalhão registrou meu nome. E só na Justiça para recuperá-lo”.

Noutra mensagem, Serra deu nome ao boi que cruzou as suas fronteiras digitais: “Uma tal Associação dos Missionários Evangélicos registrou joseserra.com.br”.

Num terceiro texto, Serra esclareceu que seu “avatar cibernético” fez barba cabelo e bigode:

“Não é meu nem o ‘joseserra.com.br’ nem o ‘joseserra.org.br’. O mesmo sujeito registrou os dois domínios. Aí, só na Justiça”.

Como se vê, são mesmo traiçoeiros os meandros da internet. Serra teve o nome pirateado por uma associação que se diz evangélica. Perdendo na Justiça, não lhe restará senão dirigir uma prece ao Senhor.

blog do Josias de Souza

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Prêmio ‘The Shorty Award’ foi criado especialmente para o twitter.

Blog que avisa sobre blitz já tem mais de 34 mil seguidores.


A marca do microblog estampa uma camisa, que fez sucesso e tem cerca de 2 mil pedidos

O twitter (serviço de microbolg) do LeiSecaRJ, que já tem mais de 34 mil seguidores, é um dos cinco finalistas ao “Oscar” do Twitter, criado nos Estados Unidos.

O prêmio “The Shorty Award”, criado especialmente para as páginas do twitter, tem 27 categorias e concorrentes do mundo inteiro. O microblog LeiSecaRJ está na frente na categoria “notícia”.

A Operação Lei Seca, que há 9 meses registra queda no número de vítimas de trânsito, gerou polêmica pela forma como é realizada e, com isso, foi parar no twitter.

Já o jornalista William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, está entre os cinco finalistas na categoria “jornalista”. O “Oscar” do twitter vai ser anunciado em março, em Nova York, nos Estados Unidos.

Os vencedores são determinados a partir da combinação da votação popular com os votos dos membros da academia. Esta é a segunda edição do “The Shorty Award” e a premiação é anual.

O twitter do LeiSecaRJ, criado para informar sobre os locais da operação, também tem sua marca estampada em camisetas: o microblog já registra cerca de dois mil pedidos de compra.

Como surgiu o microblog

Para o criador da página, Eduardo Trevisan, a operação dá resultados, mas é falha. Ele defende que o governo deveria ampliar, primeiramente, o horário de funcionamento dos transportes públicos durante a madrugada, como metrô, barcas e trem, e também ampliar a frota de ônibus nesse horário. Além disso, ele critica a falta de certificado do etilômetro, o medidor de álcool. Mas a principal revolta do LeiSecaRJ, segundo ele, é o trânsito gerado pela operação.

“A ideia surgiu quando um dos moderadores estava voltando, num fim de segunda-feira, para a Barra da Tijuca, após uma reunião estressante que varou o expediente e encontrou-se, durante meia hora, preso num engarrafamento na descida do Elevado do Joá”, conta ele.

Segundo Trevisan, que é consultor de Marketing, depois dos 30 minutos parado, o amigo também teve que enfrentar fila para realizar o teste. O microblog, dessa forma, surgiu após a insatisfação do motorista. De acordo com Trevisan, “para evitar que outras pessoas passassem pela mesma situação”.

Procurada pelo G1, a coordenação-geral da Operação Lei Seca, da Secretaria de Estado de Governo, informou que todos os etilômetros são certificados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industria).

De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Governo no início do mês, mais de 3.700 pessoas foram salvas na cidade do Rio em 2009, desde o início da Operação Lei Seca, no dia 19 de março. Em dezembro, o número de vítimas caiu 26,9%.

Carolina Lauriano/G1
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Marina turbina presença na internet com blog e Twitter

Blog ‘Minha Marina’ mostrará rotina de pré-candidata ao Planalto.

Página tem semelhanças com site utilizado por Obama na campanha.

De olho nas eleições de outubro, a pré-candidata do Partido Verde à Presidência, senadora Marina Silva, turbinou nessa semana sua presença no mundo virtual.

A senadora estreou quarta-feira (3) o blog “Minha Marina”, onde promete, já no primeiro post, mostrar sua rotina de candidata. Na quinta (4), voltou a escrever em sua página na rede de microblogs Twitter, criada em 22 de janeiro.

Antes de Marina, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi o primeiro presidenciável a apostar no Twitter, em junho de 2009. Hoje, o tucano conta com 162 mil seguidores. Sem qualquer divulgação, a senadora do PV arregimentou em 14 dias mais de 1,3 mil seguidores. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deverá disputar a Presidência pelo PT, não tem perfil no site.

Semelhanças com Obama

Além das postagens em estilo de diário, o blog “Minha Marina” reúne biografia, artigos e fotos da senadora. A novidade fica por conta de uma aba de “Fatos e Versões”, onde ela pretende responder a boatos venham a surgir durante a campanha eleitoral e esclarecer sua opinião sobre assuntos polêmicos.

Espaço semelhante era usado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante sua vitoriosa campanha, em 2008. Aliás, o nome da página de Marina remete ao utilizado por Obama (www.my.barackobama.com), assim como a foto da senadora, cujo estilo parece o utilizado em um famoso cartaz do presidente dos Estados Unidos. Marco Mroz, um dos coordenadores da campanha da senadora, diz que o desenho foi feito por uma comunidade indígena da Amazônia.

Polêmicas

A primeira polêmica abordada por Marina foi a descriminalização do aborto. A senadora defende um plebiscito para decidir sobre o assunto.

“Eu não faria um aborto e não advogo em favor dele”, escreveu Marina. “Mas reconheço que existem argumentos relevantes dos dois lados da discussão. Essas situações acontecem em momentos de muito sofrimento e desamparo e não podem ser tratadas de forma simplista e maniqueista.”

Twitter

No Twitter, Marina, por enquanto, mantém o foco em informações sobre as articulações para sua candidatura, sem contar detalhes de seu dia-a-dia, como fazem outros políticos. A primeira postagem da senadora deu o tom pretendido para sua campanha: “Espero que esta campanha seja feita com debates e não com embates.”

Marina já demonstra habilidade em interagir com seus seguidores – requisito fundamental para um perfil bem sucedido em redes sociais. Só hoje, até o início da tarde, a senadora já havia respondido a 13 mensagens de leitores, com muitos agradecimentos e “risadas” virtuais.

Ela aproveitou ainda para elogiar a atuação de Heloísa Helena, presidente do PSOL. “Tenho imensa gratidão pela forma como Heloísa Helena conduziu a negociação de apoio ao PV. Ela é uma irmã e vou fazer tudo para ela se reeleger”, disse, em referência à possível candidatura ao Senado de Heloísa. Atualmente, a ex-senadora é vereadora em Maceió.

Eleição de 2010 vai passar pelo Twitter e pelos blogs, diz Dilma

Para marqueteiros, campanha na internet deve buscar interação com eleitor

Agência Estado
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As eleições de 2010 poderão ser diferentes no Brasil
por: Mauro Segura ¹

Eu não estou certo se o título do texto é uma afirmação ou uma esperança, mas acho possível imaginar que as eleições brasileiras deste ano serão diferentes em função dos mais de 75 milhões de internautas que teremos em outubro. O poder das redes sociais será capaz de influenciar o processo eleitoral, não exatamente como um palanque eletrônico para os candidatos, mas sim pela influência causada pelas opiniões de milhões de pessoas via Twitter, blogs e redes.

Não me parece que teremos algo parecido com a campanha de Obama por aqui, até porque nenhum dos candidatos a presidente tem demonstrado um movimento estruturado e forte nas redes sociais. Dos candidatos, acho que José Serra merece ser citado, pois vem tendo atuação regular no Twitter com mais de 158 mil seguidores. Acesse o Politweets e veja os políticos que estão usando o Twitter.

O fato é que o cenário eleitoral de 2010 é muito diferente do contexto de 2006. A internet parecer ser a saída para os eleitores fugirem dos tenebrosos programas dos horários gratuitos de rádio e TV. Eu não creio que a maioria dos internautas entrará proativamente na internet em busca de debates e comícios virtuais, mas acredito que o interesse pela internet vai superar o interesse pela televisão. Você acredita que o cidadão se postará na frente do YouTube para assistir a algum comício? Eu duvido, aliás, duvido muito. No entanto, acho muito possível que tenhamos dezenas ou centenas de milhares de eleitores seguindo seus candidatos no Twitter, que hoje é uma febre crescente no País.

Uma matéria sobre o tema publicada na revista ‘Veja’, chamada ‘A disputa na arena digital’ (edição 2144 de 23 de dezembro de 2009), faz uma citação interessante. Diz que o Twitter poderá funcionar como um palanque eletrônico. Imagine um candidato que consiga, por exemplo, 50 mil seguidores em seu Twitter e que, em média, cada um de seus seguidores tenha, digamos, outra centena de seguidores. Cada mensagem desse político chegaria quase instantaneamente a 5 milhões de pessoas.

O Brasil possui, hoje, mais de 1,3 milhão de usuários no Twitter, e o número continua crescendo, o que representa uma massa considerável de formadores de opinião.

Segundo a mesma revista ”Veja”, mais de 90% dos tuiteiros do Brasil vivem no Sudeste e no Sul do País, sendo que quase metade mora em São Paulo e tem entre 21 e 25 anos. A maioria tem alto nível de escolaridade (70% tem ensino superior completo ou cursa pós-graduação). Imagine parte dessas pessoas se articulando através das redes sociais em favor de um ou mais candidatos.

A influência via redes sociais poderá ser decisiva nas eleições brasileiras de 2010, tudo dependerá da capacidade dos candidatos e partidos entenderem a nova sociedade digital em que vivemos, seu potencial para o bem e para o mal.

Só não pode acontecer o que ocorreu comigo minutos atrás ao escrever este artigo. Veja a imagem.

¹Mauro Segura, diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil é formado em engenharia, com pós-graduação em marketing e comunicação. Tem mais de 20 anos de experiência em comunicação, marketing e vendas. Ocupou posições de liderança na Embratel, Intelig e Unisys e, atualmente, é diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil. Mantém o blog ‘A Quinta Onda’.

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Tecnologia a serviço da liberdade.

O doidivanas das Caraíbas pode fechar estações de televisão, calar rádios e censurar jornais. Contudo, a internet está fora do alcance de qualquer aprendiz de tirano. “Eles” não aprendem! A web não pode ser censurada.

Contra a censura. Sempre!

O Editor

Redes sociais viram ‘arma’ anti-Chávez na Venezuela

Numa iniciativa batizada de “Política 2.0″, estudantes e opositores de Hugo Chávez converteram a web em plataforma de resistência ao governo na Venezuela.

Redes sociais como Twitter e Facebook se tornaram valiosas fontes de informação e rumores. Uma forma de reagir a restrições impostas pelo Chávez à mídia.

Sentindo o cheiro de queimado, Chávez qualificou os rivais cibernéticos, num discurso televisivo, de “terroristas”.

Chávez convocou seus partidários às páginas da internet. Instou-os a “inundar” o twitter com mensagens pró-governo.

O embate entre simpatizantes e opositores de Chávez converteu-se, assim, numa espécie de guerra cibernética.

O embate tomou vulto depois que Chávez tirou do ar a RCTV Internacional e emissoras de TV por assinatura que não transmitiam seus pronunciamentos.

Afora as redes sociais, estudantes se valem de mensagens transmitidas por celular para convocar manifestações, surpreedendo a repressão policial.

Segundo dados oficiais do governo, havia na Venezuela, em setembro de 2009, mais telefones celulares do que habitantes (100,13%).

Por isso, é ferramenta mais poderosa do que a internet. Apenas 28% dos venezuelanos tinham acesso à rede em 2009.

À medida que Chavéz vai se virando um presidente apenas atrabiliário em déspota, seus rivais encontram na web uma fronteira para a reação.

blog Josias de Souza
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Eleição de 2010 vai passar pelo Twitter e pelos blogs, diz Dilma

‘A internet é a grande praça dos atenienses’, afirmou Dilma Rousseff, de olho nas eleições de 2010.

Ministra visitou feira de tecnologia Campus Party, em São Paulo.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (29), durante visita à Campus Party, em São Paulo, que a eleição presidencial deste ano será fortemente influenciada pelo uso da internet.

“Não acredito que essa eleição possa passar sem os blogueiros e twitteiros, sem os debates e a opinião dentro da internet. Isso só contribui para a manifestação das diferentes opiniões, sejam elas do governo ou da oposição.”

Segundo Dilma, o uso da internet vai democratizar o acesso à informação durante a campanha. “O país fica mais democrático. A internet constrói a democracia nesse sentido. Não tem uma informação pasteurizada, única”, afirmou Dilma, que é pré-candidata à Presidência pelo PT. Segundo ela, “a internet é a grande praça dos atenienses, a grande praça da modernidade”.

A ministra brincou com o fato de ainda não estar no Twitter, microblog que permite posts de até 140 caracteres.”Tenho visto que o [ministro das Relações Institucionais, Alexandre] Padilha consegue ficar twittando aqui embaixo da mesa. Então talvez um dia eu consiga dar uma twittada embaixo da mesa”, disse. Padilha estava ao lado de Dilma durante entrevista.

A Campus Party 2010, que termina neste domingo, é o maior evento de tecnologia do mundo segundo os organizadores. Apesar de esperar um público recorde, o número de inscritos no início da feira era igual ao do ano passado –6 mil participantes na arena do Centro de Exposições Imigrantes.

Maria Angélica Oliveira/G1
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Nem Orkut nem Facebook. Os atletas do Manchester United e do Manchester City, importantes clubes ingleses, estão proibidos de fazer parte de qualquer rede social na internet. O motivo alegado pelos dirigentes é que diversos perfis falsos dos jogadores foram encontrados na web recentemente. De fora dos sites de relacionamento, esses jogadores ingleses deixam de fazer parte de um universo de pelo menos 260 milhões de pessoas que frequentem ambientes virtuais de sociabilidade ao redor do mundo – somente no Brasil as redes sociais alcançam 29 milhões de usuários.

As novidades e os fenômenos relacionados a essa nova forma de interação social começaram a ganhar as páginas de VEJA em 2004. Naquele ano, chamava a tenção a crescente popularidade do Orkut que, muito à frente de seus concorrentes, contava com 2 milhões de usuários ao redor do planeta. Na época, programas que reuniam amigos ou pessoas com interesses comuns não eram propriamente uma novidade. A inovação promovida pelo Orkut era possibilitar a cada usuário montar uma página com seu perfil. O padrão acabou servindo de modelo à maioria das redes sociais que surgiram posteriormente e fez do Orkut o pioneiro de uma nova geração de serviços de comunicação interpessoal.

Um ano e meio depois do surgimento do Orkut, os sites de relacionamentos já eram tão presentes na vida de seus usuários que promoveram uma verdadeira mudança em seu comportamento. As redes sociais virtuais haviam criado novos paradigmas. Hoje, na vida conjugal, por exemplo, há quem veja na internet uma nova maneira de ser infiel. Já na educação, as redes se tornam ferramentas de interação entre aluno, professores e pais.

As novidades, porém, não pararam por aí. As possibilidades oferecidas pelo Orkut já não pareciam suficientes aos olhos dos americanos Tom Anderson e Chris DeWolf. A dupla de programadores reinventou os sites de relacionamentos ao oferecer aos usuários novos recursos, como a criação de blogs, a veiculação de canções e a divulgação de vídeos caseiros. O sucesso do MySpace era sem antecedentes: em um ano, havia quadruplicado seu número de visitantes e contava, em fevereiro de 2006, com 68 milhões de filiados. A preferência dos brasileiros, porém, ainda era pelo Orkut. Para esses usuários, a má notícia era o novo mecanismo que identificava as cinco últimas pessoas a circular em cada página.

Mas se os sites de redes sociais ainda guardavam alguma ligação com o mundo real, o Second Life, um misto de jogo e site de relacionamentos, permitiu um mergulho ainda mais profundo no mundo virtual. Criado em 2002, mas desperto de prolongada hibernação só em 2005, o programa deu a muitos a oportunidade de viver uma versão idílica da própria vida. Reportagem de VEJA de abril de 2007 contava a experiência de Tatiana Lacerda e Victor Salles, que criaram seus avatares – bonequinhos que são a encarnação virtual dos usuários – e, nos fins de semana, em casa, cada um com seu computador, passavam até doze horas no Second Life: ela na pele da curvilínea Tatjana e ele, do marombado Viktor.

Recentemente, a excessiva exposição a que estão sujeitos os usuários em sites como o Orkut mostrou-se nem sempre benquista. O Facebook, lançado em 2004 por Mark Zuckerberg, então aluno da Universidade Harvard, deve grande parte de seu sucesso ao fim dessa exibição desvairada. Oferecendo mais privacidade aos usuários, o Facebook conquistou anônimos e famosos, como o presidente americano Barack Obama, que usou as redes sociais como cabo eleitoral nas eleições americanas de 2008.

A exemplo da disputa eleitoral nos EUA, os políticos brasileiros já começam a usar os sites de relacionamento para fazer campanha. A sensação da vez é o Twitter, serviço de troca de mensagens curtas com até 140 caracteres que se tornou uma febre mundial. Somente no Brasil, o número de “tuiteiros” chega a 10 milhões, a imensa maioria bem-educada e moradora do Sul e do Sudeste. Com tanta visibilidade, twittar é correr o risco de digitar o que não deve, a quem não deve. Nessa arena, diversas celebridades e personalidades, além de acumular seguidores, acumulam também gafes. William Bonner, do Jornal Nacional, já registrou sua “pérola” no Twitter ao escrever: “Esqueci o que ía perguntar”, assim, com acento. Com humor, retratou-se: “Escrevi ia com acento. Velho e analfa”.

Veja
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