Gmail dirá qual e-mail é importante

A Google lançará na próxima semana um sistema do Gmail chamado “Priority Inbox”, que promete separar os e-mails mais importantes de “todo o resto”.

O novo recurso será semelhante ao mecanismo de detecção de spams, mas vai levar em conta os endereços eletrônicos de pessoas com quem o usuário mais se relaciona (responde e encaminha e-mails).

Caso a separação não agrade, haverá botões para selecionar aquilo for mais importante: este símbolo para dar importância, e este para tirar importância.

Há ainda a possibilidade de criar filtros personalizados separando os e-mails em três caixas de entrada: “Important and unread” (importantes e não lidos); “Starred” (marcados) e “Everything else” (todo o resto).

A ideia, segundo o blog oficial da empresa, partiu do excesso de tempo perdido tentando descobrir “o que é preciso ser apenas lido e o que requer uma resposta”.

A novidade estará disponível para todos os usuários do Gmail.

O blog diz que um aviso aparecerá na próxima semana no canto direito da tela do site com a mensagem “New! Priority Box”.

Murilo Roncolato/O Estado de S.Paulo


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Empresa desenvolve comunicador instantâneo baseado no Twitter
Recurso ainda está em período de testes.
Download do aplicativo tem limite para 10 mil usuários.

Ferramenta permite conversar de forma instantânea com outros usuários do Twitter

Um aplicativo lançado por empresa brasileira de inteligência digital permite que usuários do Twitter conversem de maneira instantânea. Como o recurso ainda está em período de testes, o download tem um limite para 10 mil usuários.

A E.Life criou e desenvolveu o comunicador instantâneo Twee.li com foco em empresas que queiram aumentar as formas de relacionamento com os clientes. Porém, o aplicativo também está aberto aos consumidores finais.

“Esperamos que o aplicativo seja muito bem testado, por isso seria muito interessante que houvesse uma adoção grande por parte dos consumidores finais, pois esperamos boas sugestões de melhora”, disse Jairson Vitorino, chefe de operações de tecnologias da E.Life.

Este é o primeiro comunicador instantâneo do Twitter. Desde 2007, a E.Life está em expansão internacional. Por isso, o projeto foi criado, desde o início, em inglês.

Para os usuários, a ferramenta pode ser baixada de forma gratuita. Para as empresas, a E.Life oferece um produto completo, em que o Twee.li pode ser configurado e customizado conforme a necessidade de cada companhia, como a possibilidade de se colocar o logo da organização no próprio aplicativo.

O Twitter segue uma política pública para que parceiros desenvolvam aplicativos para o microblog. Assim, eles disponibilizam uma interface para que empresas criem ferramentas para o site.

Instalação

Para baixar o Twee.li, basta fazer o download do aplicativo no link http://twee.li/. O login e senha são os mesmos usados no Twitter. Após a instalação, é possível participar de bate-papos reservados com os contatos que o usuário segue e é seguido. O recurso permite, ainda, acompanhar os comentários postados, tuitar, retuitar e responder tweets sem precisar estar conectado na rede social.

G1

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Será que a o chamado livro eletrônico — em ‘informatiquês’ tablet, e-book, Kindle, iPad — produzirá, no registro e na difusão do conhecimento, o mesmo impacto que o tipo móvel de Gutenberg, lá no século XV, provocou? Nós hoje temos a oportunidade de observarmos a história dessa estória, tanto quantos as pessoas e os historiadores à época de Gutenberg, o fizeram. A tecnologia da digitalização de livros, como era de se esperar, já fez surgir legiões de prós e contras.

Essa nova tecnologia, inclusive pelo alto poder de sedução, abre um inegável potencial para a popularização da leitura entre a chamada geração digital, hoje afastada do hábito da leitura, inclusive pelo alto custo dos livros. Somos agora testemunhas, na história contemporânea, do surgimento de um contraponto a um dos cânones da teoria econômica, que desde Adam Smith entoa o mantra no qual a questão da escassez impõe um limite à capacidade produtiva, determinado o custo dos produtos.

Como fazer agora diante do fato de que na sociedade digital, na qual sai o átomo e entra o bit, existe uma infinita oferta de conhecimento, que quando não inteiramente gratuita é de baixíssimo preço em virtude da escala?
Tanto é assim que para Antonio Luiz Basile, professor de Ciência da Computação da Universidade Mackenzie, [...]“com a exclusão dos gastos com papel e encargos gráficos, a tendência é que o custo da publicação seja mais baixo”.

A par da mera discussão acadêmica, tecnológica, sociológica e/ou pedagógica, convém não perder de vista Schopenhauer:
“Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta, o tempo e a energia são limitados. Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo […], sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma.”
(Arthur Schopenhauer,A arte de escrever, Editora L&PM)
Ou seja: independente do meio, o conteúdo continuará fazendo a diferença e definindo a audiência. Às escolas cabe o papel fundamental de utilizar essa tecnologia, para ensinar os alunos a transformar informação em conhecimento

O Editor


A digitalização dos livros

John Thompson (foto), professor de sociologia em Cambridge e autor do livro Books in the digital age, participa amanhã do Fórum Internacional do Livro Digital, em São Paulo. Abaixo, trechos da entrevista, feita por correio eletrônico, sobre o futuro do livro.

Qual é o impacto da digitalização na indústria do livro?

A revolução digital nas editoras é muito mais complicada do que pensa a maioria das pessoas que não pertence a esse mercado. Não se trata somente dos livros eletrônicos, ou da questão de se os livros físicos vão desaparecer. Esse é somente um aspecto de uma transformação mais profunda, que mudou, e está mudando, a natureza do setor de publicação de livros – o que eu chamo de “revolução encoberta”.

Os livros físicos vão desaparecer?

Já que você perguntou, darei a melhor resposta que qualquer um pode dar: ninguém sabe. Muitas pessoas especulam sobre isso, mas a verdade é que ninguém sabe.

A revolução digital é uma revolução não somente das editoras, mas dos setores criativos de um modo mais geral, e faz parte da própria natureza das revoluções que ninguém saiba qual será o resultado final.

Dessa forma, qualquer um que afirme com grande confiança que os livros físicos vão desaparecer, ou mesmo que os e-books representarão 10% ou 20% ou até 50% do mercado em cinco ou dez anos, está simplesmente chutando – eles simplesmente não sabem.

O que é possível saber então?

Os únicos fatos que temos é que, num mundo de publicações de interesse geral, as vendas de livros eletrônicos nos Estados Unidos – que é provavelmente o mais desenvolvido para e-books – foram mínimas até 2006, e depois, com o lançamento do leitor da Sony, seguido do Kindle e do iPad, as vendas de livros eletrônicos subiu significativamente no período de 2007 até o começo deste ano. Mesmo assim, as vendas de e-books representam uma fração pequena das vendas totais nos EUA – provavelmente menos de 2%, dependendo de como se façam os cálculos.

Muito provavelmente as vendas de e-books continuarão a subir nos próximos anos, conforme mais e melhores leitores cheguem ao mercado e os preços caiam. Mas ainda é muito cedo para dizer como o padrão de vendas mudará em dois ou três anos, sem falar em cinco anos. O crescimento pode acelerar conforme mais pessoas se tornam acostumadas a ler livros em equipamentos portáteis de vários tipos, ou pode desacelerar – como aconteceu, por exemplo, com os audiolivros. Neste momento, simplesmente não sabemos.

Qual é a sua opinião?

Minha opinião pessoal é que os livros estarão cada vez mais disponíveis, e serão cada vez mais lidos, em formatos eletrônicos, em leitores de e-books e em vários tipos de equipamentos multifuncionais, como o iPad, mas que isso não irá tomar o lugar dos livros físicos. O mercado dos livros vai se tornar mais fragmentado e diferenciado, com pessoas com perfis diferentes escolhendo a forma de ler os diferentes tipos de conteúdo. As editoras precisam estar prontas para isso e para ser flexíveis e adaptar a maneira como seu conteúdo está disponível aos leitores.

Quais poderiam ser os efeitos negativos da digitalização?

As editoras não são os únicos atores nesse campo, e existem outros, como varejistas poderosos e empresas de tecnologia, que podem transformar um modelo de negócios potencialmente atrativo num cenário de pesadelo, em que o conteúdo intelectual é radicalmente desvalorizado – em que ele se torna um tipo de “bucha de canhão” para incentivar a venda de equipamentos. O ambiente online também traz riscos novos importantes no que diz respeito à pirataria e à possibilidade de desrespeito ao direito autoral, como demonstra a batalha legal ainda não resolvida do Google Livros.

A Amazon está vendendo mais livros eletrônicos que de capa dura. O que isso representa?

Não quer dizer muita coisa: a Amazon é somente um varejista (apesar de ser muito importante) e não sabemos sobre o valor dos exemplares que estão sendo vendidos. Poderia ser, por exemplo, que uma grande proporção desses e-books esteja sendo vendida por valores bastante baixos. Na verdade, a venda de livros de capa dura para adultos vai muito bem: números recentes da Association of American Publishers mostram que as vendas nos primeiros cinco meses subiram 21% sobre o mesmo período do ano passado.

Então, é preciso dar um desconto nos comunicados de imprensa da Amazon: eles investiram muito no Kindle e estão numa guerra por participação no mercado emergente de livros eletrônicos. Não devemos nos surpreender se eles revelarem porções muito bem escolhidas de informação para a imprensa, para dar mais munição ao Kindle.

Por que o seu livro não está disponível em versão eletrônica?

Estamos no começo e a editora ainda negocia com a Amazon e outros distribuidores e varejistas de livros eletrônicos.

blog do Renato Cruz/O Estado de S. Paulo

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Falha no Windows. Mais uma!

Cavalho de Troia - Windows via DLL mP3

Brecha sem correção no Windows afeta mais de 40 programas

Se problema for consertado, softwares deixarão de funcionar.

Desenvolvedores precisam consertar aplicativos individualmente.

DLLs são códigos compartilhados e prontos para

uso para diversos programas.

A divulgação de uma falha no iTunes pela empresa de segurança Acros mostrou que um comportamento inseguro do Windows pode ter consequências graves. O erro existe na maneira que o Windows procura pelas bibliotecas de arquivos necessárias para que um programa funcione. Um hacker pode fazer com que um arquivo do tipo DLL, utilizado por diversos programas, seja carregado a partir da rede, permitindo que a simples abertura de uma música MP3, documento de texto ou uma planilha, por exemplo, resultem na execução de um vírus no sistema.

DLLs são como coleções de códigos compartilhados, disponibilizados no próprio Windows para serem usados por qualquer programa compatível com o sistema operacional. Seu uso facilita a distribuição e o desenvolvimento dos programas, já que não é preciso “reinventar a roda” toda vez que se cria um novo software. Basta recorrer aos arquivos DLL.

O problema é que o Windows procura pelo arquivo DLL na mesma pasta onde o arquivo foi aberto. Com isso, um arquivo MP3 aberto em um servidor malicioso faria com que o reproduto de mídia – se vulnerável – carregasse um DLL a partir da mesma pasta em que está localizado o MP3, ou seja, no servidor malicioso. Alguns programas dependem desse comportamento para funcionar; a Microsoft criou uma correção “opcional”, porque corrigir o problema definitivamente para todos os programas pode causar problemas.

O especialista em segurança HD Moore, que é desenvolvedor do software Metasploit na Rapid7, afirmou ter conhecimento de pelo menos 40 outros programas que sofrem com a brecha. Além do iTunes, que já foi corrigido, programas populares como o Firefox, o reprodutor de mídia VLC e o Power Point estão vulneráveis.

Os programas vulneráveis terão de receber atualizações separadas. Como cada software abre arquivos de tipos diferentes, é difícil saber como criminosos poderão explorar essa falha na rede. Se isso não acontecer, ainda é possível que ela seja utilizada em ataques específicos contra empresas.

Em outro cenário de ataque, um invasor pode plantar um arquivo DLL em um sistema no qual ele não tem permissões administrativas. Quando um administrador for usar o computador, o software vulnerável irá carregar a DLL plantada, dando o controle total da máquina ao hacker.

Correção opcional

A Microsoft disponibilizou uma atualização que cria uma opção de configuração no sistema para que o comportamento inseguro de buscar arquivos DLL em algumas pastas seja desativado.

Segundo a empresa, alguns programas, que não seguem as recomendações de boas práticas da Microsoft, podem parar de funcionar. O guia instrui os programadores a especificarem um caminho completo até a DLL para que o sistema não tenha de procurá-la ou, pelo menos, impedir o sistema de buscar uma DLL na “pasta atual” (que seria a pasta onde se localiza a foto, música ou documento que foi aberto). Entre os softwares afetados pelo problema estão, porém, programas da própria companhia.

Problema conhecido

Em 2009, uma correção para o Internet Explorer eliminava um problema que permitia que arquivos maliciosos fossem carregados se estivessem armazenados na área de trabalho. O problema funcionava em conjunto com uma falha do navegador web Safari conhecida como “carpet bomb”, que permitia a criminosos baixarem arquivos para a área de trabalho.

Usando a falha do Safari, o arquivo era baixado. Usando a falha do Internet Explorer, o programa malicioso era executado.

Além desse problema envolvendo os dois navegadores, no entanto, o comportamento do Windows ao pesquisar DLLs nunca foi considerado grave. A pesquisa da Acros divulgando a falha no iTunes mudou isso, no entanto.

Altieres Rohr/G1

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Usuários poderão fazer ligações para telefones pelo Gmail.
Ferramenta fará concorrência direta com serviço de telefone on-line Skype.
Gmail já permitia conversas de voz e videochat.

Google cria ferramenta de chamadas telefônicas concorrente ao Skype

O Google anunciou nesta quarta-feira (25) que usuários de seu serviço de e-mail, Gmail, poderão ligar para telefones normais diretamente do site, em concorrência direta com o serviço de telefone on-line Skype e operadoras de telecomunicações.

Embora o Google já permitisse conversas de voz e videochat por meio do Gmail, a empresa afirmou que, a partir desta quarta-feira (25), também irá oferecer, pela primeira vez, ligações para telefones comuns, tanto fixos quanto celulares.

Tarifas baixas

O Google promete ligações gratuitas para telefones nos Estados Unidos e no Canadá até o final do ano, e diz que irá cobrar tarifas baixas por ligações para outros países. A companhia de Internet afirmou que o preço de ligações para Reino Unido, França, Alemanha, China e Japão, por exemplo, seria de US$0,02 por minuto.

A ferramenta funcionará da mesma forma que um telefone normal. Para fazer uma ligação, o usuário deve clicar na opção “Ligar para Telefone” em sua lista de amigos de bate-papo ou digitar o número ou o nome do amigo com quem quer falar.

O Skype já oferece os serviços de ligação para telefones e conversa de voz desde 2003. A empresa afirmou, no começo de agosto, que busca levantar US$100 milhões em uma oferta pública de ações.

G1

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Imprensa livre só mesmo os blogs independentes, que não estejam embaixo de guarda-chuva de grupos de comunicação. Não há meios, tecnológicos inclusos, de controlar as redes sociais
Quanto a órgão oficiais de comunicação, têm a credibilidade de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro. Ou seja, nenhuma. Vide a TV do Lula que, acho, nem ele assiste.
Contudo é um perigo se deixar levar por esse lengalenga petista de democratização dos meios de comunicação. Aí, o menos desprovido de faro já fareja o odor stalinista da censura. A liberdade de imprensa é um direito conquistado por todos nós.
Aliás, democracia não precisa de adjetivos. É democracia só. E basta! O resto é querer controlar/calar a palavra de quem discorda do dono do poder.
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Obsessão

Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto de um futuro governo petista.

Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina regozijou-se porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais impressos e da TV.

Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, para controlar a opinião pública.

Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada inconstitucional pela Justiça.

Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais países, decidiu o Foro de São Paulo.

Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.

A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que se desfazer de concessões de TV e rádio.

O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.

Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”.

Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.

Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.

Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.

Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional das Comunicações (Confecom), convocada por ele.

Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de implantar o tal “controle social da mídia”.

Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.

Merval Pereira/O Globo

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Polícia prende hacker indiano que identificou falha em urna eletrônica

Hari Prasad

Pesquisa de Hari Prasad mostrou ser possível fraudar a eleição.
Autoridades querem nome de fonte anônima que cedeu a urna.
Prasad é o principal pesquisador de segurança indiano sobre urnas eletrônicas.

Dez policiais invadiram a casa do ativista Hari Prasad, em Hyderabad , na Índia, neste sábado (21), em busca de informações sobre a fonte anônima que cedeu uma urna eletrônica para pesquisa realizada pelo hacker no início do ano.

Prasad não revelou o nome da fonte e foi levado a Mumbai – uma viagem de 14 horas – e acabou preso.

Os policiais admitiram estar “sob pressão”, de acordo com uma conversa por telefone de Prasad com o colega J. Alex Halderman, professor na Universidade de Michigan.

Prasad e Halderman trabalharam juntos em um estudo que mostrou como uma urna eletrônica indiana poderia ser modificada para fraudar uma eleição.

Eles também conseguiram fazer com que a urna pudesse ser controlada remotamente por um celular. As modificações propostas pelos pesquisadores seriam difíceis de notar.

Halderman é o mesmo pesquisador que mostrou este mês ser possível instalar o jogo Pac-man em urnas usadas nos Estados Unidos.

A pesquisa foi realizada com uma urna enviada a Prasad por uma fonte anônima em fevereiro.

As autoridades indianas não permitem testes com as urnas, alegando que elas são “invulneráveis”, apesar das suspeitas de fraudes nas eleições do país.

Os resultados deixaram políticos e cidadãos em dúvida a respeito do sistema de votação eletrônica indiano. Houve quem pediu que o projeto inteiro das máquinas fosse abandonado.

Segundo os especialistas, 16 partidos políticos mostraram preocupação com o uso de sistemas eletrônicos para contabilizar os votos.

Altieres Rohr/G1

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Collage é o nome de uma tecnologia que promete revolucionar a vida de cidadãos de países que censuram massivamente a internet.

Criada por pesquisadores da Universidade da Geórgia, ela permite que sejam inseridas mensagens ocultas e codificadas em posts de sites onde o conteúdo é gerado por usuários – como o Twitter e o Flickr. A ideia é driblar as medidas de censura em governos opressivos.

A ferramenta se baseia numa técnica chamada Esteganografia, um ramo da criptologia que esconde uma mensagem escrita dentro de outra mensagem escrita. Os pesquisadores acreditam que o Collage vai diminuir as chances de detecção de mensagens consideradas subversivas ou ameaçadoras por determinados governos.

“O Collage permite que usuários troquem mensagens através de canais escondidos em sites que hospedam conteúdo gerado por usuário”, diz o site da ferramenta.

O software já está disponível no site da Universidade da Geórgia, mas em versão demo e só para Ubuntu Linux, por enquanto. O download pode ser feito aqui. De acordo com o site, o software será lançado para outras plataformas nos próximos dias.

Por Ana Freitas/O Estado de S. Paulo

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Um trecho da propaganda televisiva de José Serra virou piada no Youtube. Na peça original, ele discorria sobre providências que adotara em favor dos deficientes.
A certa altura, Serra menciona as pessoas que beneficiou. É desse ponto que parte o vídeo que o satiriza, batizado de “Serra come todo mundo”.
“…Como ele, como a mãe dele, que eu também conheci, como a Vânia, que é sua mulher, como o Damião, como a Andréia, como a dona Maria”.

blog do Josias de Souza

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Oposição usa o poder viral do YouTube para fazer nas redes sociais o que a oposição oficial não faz no horário da propaganda eleitoral na TV.


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Polícia de cidade americana publica fotos de presos no Facebook.
Departamento pede que usuários deixem informações no site.
Após polêmica, fotos de detidos por dirigirem embriagados foram retiradas.

Uma cidade no estado americano de New Jersey decidiu publicar fotos e informações sobre presos e suspeitos no Facebook. De acordo com reportagem da rede de TV “ABC”, a medida é manter a população de Evesham informada sobre os crimes em sua região e facilitar a notificação de informações à polícia.

“Quando veem a informação na página, ela dá a oportunidade de imediato feedback na área de comentários ou links que colocamos na nossa página, onde pode nos mandar e-mails com informações”, disse o capitão Frank Locantore. Recentemente, com ajuda do Facebook, a polícia conseguiu localizar um jovem suspeito de atear fogo em 13 locais da cidade, por exemplo.


Página no Facebook mostra informações sobre presos em Evesham

Mas as informações divulgadas no site causaram polêmica na cidade. Há algumas semanas, o perfil deixou de publicar as fotos de pessoas detidas por dirigirem embriagadas. Mesmo que os registros sejam públicos, dirigir bêbado é uma infração de trânsito, não um crime – o que levou a muitas reclamações sobre a política de privacidade da instituição.

“Direitos à privacidade estão sob constante ataque na área da internet. Este é apenas mais um exemplo de falta de bom senso”, afirmou o advogado Jack Furlong à “ABC”.

De acordo com a TV, apesar de ter retirado as fotos do site, a polícia não pediu desculpas pela divulgação das imagens. Segundo os policiais, eles estão apenas usando a tecnologia para manter os cidadãos informados.

G1

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A internet é incontrolável!
Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!

Também conhecida como AI-5 digital, a famigerada tentativa de amordaçar a internet através da não menos espúria Lei Azeredo, volta e meia tira o esqueleto do armário. O senador Azeredo, o inventor do mensalão e primeiro usuário dos “tortuosos serviços” do não menos notório Marcos Valério, deve se preocupar é com o processo no qual foi indiciado pelo Supremo Tribunal Federal, STF, por formação de quadrilha e caixa 2.
O Editor


O Projeto de Lei 84/99, que tipifica os crimes cometidos pela internet, poderá voltar a ser debatido na Câmara após as eleições.

Os deputados Julio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), especialistas no assunto na Casa, articulam acordo com o governo para viabilizar a votação.

De autoria do ex-deputado Luiz Piauhylino, a proposta ficou conhecida como Lei Azeredo, em referência ao senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que elaborou substitutivo à matéria no Senado.

O substitutivo teve forte rejeição de ativistas da internet livre, que fizeram uma petição on-line contrária à matéria intitulada “Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na internet brasileira”. A petição conta hoje com mais de 156 mil assinaturas.

Segundo Semeghini, relator do projeto na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, essa rejeição pode ser superada se houver mudanças no substitutivo do Senado.

Semeghini e Paulo Teixeira estão elaborando conjuntamente destaques (emendas) à proposta. “Há um consenso na sociedade de que, da forma como está, o texto prejudica o desenvolvimento da internet”, afirmou Teixeira, que articula o diálogo com o governo para viabilizar a votação do projeto.

Na semana passada, o substitutivo do Senado à lei de crimes na internet recebeu parecer favorável do deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA), relator na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Devido ao regime de urgência, o projeto está sendo analisado de forma simultânea pelas comissões de Segurança; de Ciência e Tecnologia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Embora seu parecer seja favorável ao substitutivo do Senado, o relator destaca que está aberto a receber sugestões e não se opõe à possibilidade de a matéria ser discutida conjuntamente com o Marco Civil da Internet, se esse for o entendimento do governo (possibilidade já levantada pela reportagem da TI INSIDE Online).

O deputado também acredita que, após as eleições, é hora de o projeto ser debatido e votado.

->>> mais: Ponto polêmico de projeto sobre crimes na web pode emperrar votação

Fonte: TI Inside On line

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