Na entrevista abaixo, o general José Carlos dos Santos, comandante do CDCiber (Centro de Defesa Cibernética), detalha a implantação do novo órgão, que faz sua estreia na Rio+20, a Conferência da ONU para Desenvolvimento Sustentado, a partir de 20 de junho, reunindo cerca de uma centena de chefes de Estado e governo.

Folha – Vejo que o sr. está com “Cyber War”, de Richard Clarke. Acabou de ler?

José Carlos dos Santos – Estou no finalzinho. Às vezes uso até como fonte de consulta, porque apresenta muitos conceitos doutrinários e mesmo históricos, sobre o que ele considera que já começou, que é a guerra cibernética, embora eu não concorde. Até a questão do termo, ele é mais impactante…

É bom para vender livro.

É. Mas o que nós temos, na realidade, é uma nova arma, a arma cibernética. É uma arma de guerra, mas essa é bem diferente das demais, principalmente porque não tem fronteiras, há dificuldade de identificar o atacante. Realmente é um novo campo de batalha.

Clarke diz que um episódio de derrubada de energia no Brasil teria sido um ataque.

Ele cita, sim, um apagão no Brasil, mas não entra em muitos detalhes. Cita vários casos semelhantes nos Estados Unidos. É uma vulnerabilidade. É uma ameaça, sim, porque, com a automação dos sistemas, a telemetria pela internet está sendo cada vez mais comum.

Hoje, a distribuição de energia é baseada em uma central de controle, em que você pode ligar, desconectar, desviar, pode redistribuir, tudo por uma rede de computadores. O sistema mais conhecido para controle industrial é o Scada, da Siemens, que permite o controle de hardware por meio de um software, de forma reduzida é isso.

Como todo software pode ser alvo de um ataque cibernético, nós consideramos, sim, no futuro, essa possibilidade. Mas imaginarmos que haverá um ataque ao país, derrubando sistema elétrico, eu acho uma hipótese um pouco distante. Nós teríamos de estar num contexto de guerra, em que houvesse interesses adversários tentando paralisar nossa produção industrial paralisando nossa distribuição de energia elétrica.

Mas teoricamente é possível, sim, causar um dano grande a um sistema de distribuição elétrica, principalmente pela automação e pelo uso intensivo, cada vez maior, das redes de computadores para controlar sistemas industriais, energia, tráfego aéreo.

Outro dia mesmo, como cliente, eu sofri o problema de uma companhia, cujo sistema caiu. Alguém pode até dizer, “ah, foi um ataque hacker”. É possível, é possível. A partir do momento em que a gente fica dependente das redes de computadores, tudo é possível. Isso leva as empresas, as agências governamentais, as Forças Armadas a ficarem atentas e buscar maneiras de nos precavermos contra essa hipótese.

Mais recentemente, Clarke afirmou que o episódio Stuxnet, o vírus que atacou no Irã, foi a abertura da caixa de Pandora.

É. E outras coisas piores virão.

Aquele vírus focava…

Especificamente o sistema Scada.

Exatamente. O Brasil tem usinas nucleares desenvolvidas em projetos com a Alemanha. É uma das coisas que o sr. estuda hoje?

Nós estamos começando a estudar o assunto. O assunto é totalmente transversal, interessa não só à Defesa, mas à sociedade como um todo. Não conheço o sistema que controla Angra, mas, de qualquer forma, a distribuição da energia passa por esse sistema Scada. Então esse assunto está se tornando, sim, um assunto de preocupação de várias agências.

Nós estivemos recentemente, no ano passado, na Eletrobrás para conversar sobre o assunto. Fizemos uma visita também ao sistema financeiro, no caso, a área de segurança do Banco do Brasil, trocando ideias sobre isso. E temos já algum trabalho, do próprio Rafael Mandarino, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), alertando para essa hipótese e a necessidade de conscientizarmos gerentes de TI, empresas, agências, para que seja tomada alguma medida de proteção desses sistemas.

O Exército hoje trabalha por projetos. Ele tem alguns projetos denominados estratégicos. O setor cibernético é um deles; o Proteger, que trata exatamente da proteção das infraestruturas críticas, aquela preocupação com a segurança física, proteção das hidrelétricas, dos gasodutos, torres de transmissão, é outro; o Sistema de Proteção de Fronteiras, Sisfron, é um outro projeto estratégico; a viatura blindada Guarani, que implica no reequipamento de toda a força terrestre, um produto nacional.

Enfim, temos sete projetos estratégicos e somos um deles. Eles se entrelaçam, a partir do momento em que esses sistemas de transmissão, de telemetria, de controle e monitoramento passam pelo setor cibernético. Como monitorar de forma segura? Como não termos esses nossos sistemas invadidos por pessoas não autorizadas? É uma preocupação inicialmente no aspecto gerencial, de que há necessidade de prover essa segurança.

Então, eu acredito que, na evolução, nós teremos uma integração de todos os sistemas, em alguma central, vamos supor, do Ministério da Defesa para os sistemas militares e de alguma agência civil voltada para essa estrutura.

Nessa estrutura, em que parte entra o CDCiber?

O CDCiber é o dever de casa do Exército. Porque, com a Estratégia Nacional de Defesa, os setores cibernético, nuclear e aeroespacial foram colocados no mesmo patamar de importância estratégica para o país.

E no prosseguimento dos estudos sobre o assunto o Exército recebeu a incumbência de integrar e coordenar, no âmbito das Forças Armadas. O CDCiber foi uma dedução, do Comando do Exército, de uma missão que ele tinha que cumprir.

E vai ser integrado com Aeronáutica e Marinha?

O Ministério da Defesa ainda não decidiu como isso vai ser feito, apenas definiu que o Exército é responsável pela integração e coordenação no âmbito das Forças Armadas. Da mesma forma que a Marinha o é para o setor nuclear, e a Força Aérea Brasileira, para o setor espacial. Dividiu as tarefas.

Nosso Ministério da Defesa é relativamente novo. Ele distribuiu as tarefas como uma forma de otimizar os procedimentos, de melhor aproveitar os recursos. E o que estamos fazendo, em termos de coordenação e integração, é estudar o modelo de outros países, procurando as fontes de consulta que temos a respeito.

Temos diversos modelos, mas todos eles apontam para uma necessidade de integração de Forças Armadas, e essa é a intenção do Ministério da Defesa: que no futuro possamos ter um setor cibernético integrado. E esse papel de sugerir medidas, propor ações, elaborar projetos, é do Exército.

A primeira preocupação nossa foi adquirir expertise, então em 2010 foi ativado o Núcleo do Centro de Defesa Cibernética. O Exército, para criar um novo órgão, precisa modificar a sua estrutura regimental, e isso só é feito mediante uma chancela presidencial.

Foi feita uma proposta de criação do Centro de Defesa Cibernética, atualmente essa proposta está no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que logicamente estuda as implicações orçamentárias e de planejamento integrado do governo, e de lá vai para a Casa Civil, para a sanção presidencial. É um processo um pouco longo, começou em 2010 e ele não se concluiu ainda. Nós estamos aguardando.

Independente desse decreto, o Exército ativou um núcleo em 2010 e esse núcleo começou a elaborar um programa para a implementação. Esse programa inicial era constituído de oito macro-projetos, bastante ambiciosos, mas necessários. Na parte inicial, de capacitação, começamos já em 2010 a capacitar o nosso pessoal, realizando cursos.

No IME (Instituto Militar de Engenharia)?

Em várias instituições. Por exemplo, o GSI há três anos tem promovido um curso de gestão de segurança de informação e comunicações, que é oferecido às agências governamentais e ao Ministério da Defesa. É um curso de especialização, com duração de cerca de 400 horas, feito em parceria com a Universidade de Brasília. Tivemos a formação da terceira turma neste ano, para gestores de alto nível, 180 profissionais.

Também alguns cursos de nível técnico, inclusive com empresas estrangeiras. No ano passado, por exemplo, a Offensive Security ministrou um curso aqui para militares das três forças, para segurança ofensiva. O que é segurança ofensiva? Você tem que conhecer as técnicas de ataque, para poder melhor defender as suas redes. Atacar redes não é essa a nossa política. A nossa política é de defesa, até coerente com a postura do país. Então nós formamos um núcleo de cerca de 30 militares, nas operações de segurança de rede, conhecendo os instrumentos de ataque.

Também um curso voltado para defesa cibernética/guerra cibernética. Aí usamos o termo guerra porque é voltado para operações militares. Essa parte de capacitação é um dos grandes projetos.

Outro é de defesa cibernética. Os primeiros investimentos do Exército foram no sentido de incrementar, melhorar a capacidade de defesa das nossas redes corporativas. E como isso pode ser feito? Adquirindo, por exemplo, produtos na prateleira, “on the shelves”.

O Centro Integrado de Telemática do Exército, que é um órgão central, é o responsável pela instalação, exploração e manutenção de uma rede de telemática que permeia todo o território nacional, ligando mais de 600 organizações militares. Nós temos as nossas redes corporativas que precisam de uma certa confidencialidade e mesmo de segurança de que os ativos de informação terão o acesso dificultado a pessoas não autorizadas. E isso é feito capacitando nosso pessoal, comprando produtos de prateleira. Um dos mais conhecidos, para defesa de rede, é o IPS ou sistema de prevenção de intrusão. É um produto que está aí à venda e tem sido adquirido para a proteção das nossas redes.

Por exemplo, uma página do Exército hospedada numa empresa terceirizada é menos segura do que uma página hospedada no nosso sistema interno. Uma empresa privada normalmente não tem investido tanto, até por uma questão de custo-benefício, como nós temos investido em segurança da informação. Nós inclusive temos sofrido alguns ataques de hackers, paralisando nossa página, e assim que possível essa página do Exército vai migrar para as nossas redes corporativas. Uma vez a cada dois, três meses, ela é paralisada por um ataque simples de se fazer.

Como é feito o ataque?

Um servidor tem uma determinada capacidade de atendimento de requisições. É o acesso à página, quando você digita o endereço ele vai acessar aquele servidor. Se esse servidor tem uma grande capacidade, ele logicamente vai resistir por mais tempo ao ataque. Mas, com as técnicas hoje de ataque bastante simples, uma delas é o que se chama de negação de serviço distribuído, os hackers conseguem espalhar em computadores de usuários um programinha que, sem o usuário saber, quando ele se conecta, começa a rodar e fazer requisições de acesso à página atacada.

Com as botnets, redes de robôs, você consegue fazer milhares e milhares de requisições simultâneas, inundando o provedor, até que ele paralisa. Isso já foi feito e é quase inevitável nas maiores empresas do mundo. As agências de segurança, inclusive NSA, FBI, CIA, já sofreram esse tipo de ataque. A Sony.

Do PlayStation.

O famoso ataque do ano retrasado, do PlayStation. Instituições bancárias, no Brasil. Senado. Esse ataque praticamente não tem limites. E para que a gente consiga algum sucesso temos que investir. Então os investimentos iniciais do Exército foram nesse sentido, de aumentar a segurança das nossas redes.

E vocês fizeram uma licitação, compraram um antivírus da BluePex.

Isso. Ainda na parte de capacitação, para a experimentação doutrinária um dos equipamentos utilizados para treinar o nosso pessoal são os simuladores. Já temos um simulador israelense, da Elbit, que está sendo utilizado e preparado para os cursos que vão ser realizados ainda neste ano. Só que esse é um produto crítico. Então foi feita uma licitação e uma empresa nacional, a Decatron, foi a vencedora para desenvolver um simulador nacional. É uma das tecnologias que consideramos críticas e que devemos dominar.

A outra, certamente, é o antivírus. Outra companhia brasileira já começou o desenvolvimento do antivírus nacional, que deve receber o nome de DefesaBR, para a defesa das nossa redes. Não só as redes de tempo de paz, as redes corporativas, mas também visando um emprego militar no futuro, na defesa das redes estabelecidas para uma campanha militar.

Por que o antivírus é crítico? Porque ele permeia todo o software da máquina. Você tem que ter a certeza de que não tem nenhuma backdoor, nenhum instrumento de captação de ativo de informação. É a mesma preocupação, por exemplo, de quando foi montada a nossa urna eletrônica. Ele tem que passar por um processo de auditoria, para ver seus componentes, se o programa que vai rodar não tem nenhuma backdor ou trapdoor, que são formas de se alterar dados ou capturar dados não autorizados. Então, são dois produtos, mas estão sendo considerados críticos e nós procuramos parceiros para desenvolvê-los.

Falei de capacitação e defesa cibernética, agora a parte de inteligência. Existem hoje ferramentas que nos permitem monitorar uma rede. “Ah, isso é ilegal.” Não, você vai monitorar as informações que estão disponíveis na grande rede. Existem hoje ferramentas que indicam tendências. Monitorando as redes sociais, você pode identificar alguma tendência que traga informação importante para a defesa, como nós tivemos um exemplo nas ocorrências da Primavera Árabe.

Geralmente em busca de palavras, palavras-chaves.

Palavras-chaves. São ferramentas de inteligência em que também investimos. A própria parte de inteligência nos levou a investir na instalação de uma sala-cofre, que provê a segurança lógica e física de ativos de informação.

Por exemplo, nossos backups estão física e logicamente protegidos numa sala-cofre. Foi feito um investimento nesse sentido. E, como eu disse, podemos adquirir ferramentas que nos permitem monitorar o que está acontecendo na rede. Ferramentas que nos dizem, “olha, o acesso está crescendo, não é normal tal nível de acesso”. Aí nós vamos convocar nossos técnicos e ver, “daqui a uma hora nossa rede vai cair, a não ser que a gente tome alguma medida para evitar, selecionando os acessos”.

E já existe o equipamento?

Já existe, sim. O próprio IPS, que faz de forma automática uma análise de rede e começa a selecionar as requisições. Eu cito até o exemplo do Richard Clarke, na questão da Geórgia.

Por ocasião da penetração militar russa, em 2008, houve simultaneamente uma paralisação das páginas governamentais da Geórgia, de modo a impedir talvez uma repercussão do que estava acontecendo, mundo afora, diminuindo protestos etc. Foram alvos selecionados. Os georgianos, a partir do momento em que perceberam, tentaram migrar para outros provedores, baseados fora da Geórgia.

Nos Estados Unidos.

Estados Unidos, ele cita. Então, algumas medidas podem ser tomadas. Isso na parte de inteligência.

Na parte de apoio tecnológico, nós temos o Centro de Desenvolvimento de Sistemas. Quando vamos desenvolver um determinado projeto, é lá que vamos contar com engenheiros militares, que vão desenvolver as linhas códigos de acordo com os padrões que podemos estabelecer, de acordo com os requisitos operacionais, técnicos, para um determinado sistema. É um parceiro nos nossos projetos.

Na parte de pesquisa, que você perguntou, entra o Instituto Militar de Engenharia. Ele faz pesquisa elegendo temas para os formandos, na área de mestrado, doutorado. Por exemplo, aí avulta de importância o domínio das técnicas de criptografia. São assuntos que interessam diretamente ao setor cibernético. O IME deve fazer uma parceria com a UnB, de modo a que possamos desenvolver projetos que atendam não só aos militares mas também às agências de governo. Como eu disse, é um assunto que permeia toda a sociedade.

Temos outros projetos, um deles é a própria construção do Centro de Defesa Cibernética, o espaço físico. Estamos ocupando, nos próximos dias, o espaço de uma unidade que está sendo extinta, o Centro de Documentação do Exército, numa questão de racionalização interna, que está passando todo o seu acervo para o Arquivo Histórico do Exército, lá no Rio. O espaço foi disponibilizado no final do ano passado e estamos já com as obras bastante adiantadas para ocupar, aqui no próprio QG. Esse é um outro projeto, que é a estruturação do CDCiber. Como a construção de uma sede requer recursos e tempo, essa sede provisória acreditamos que, até a construção do centro, vai nos atender plenamente, até porque ainda não atingimos 40% do efetivo previsto.

E qual é o efetivo que vocês buscam?

Imaginamos um núcleo, porque no nosso modelo de setor cibernético não atuamos sozinhos. No centro propriamente dito, em torno de 130, 140 pessoas.

No final, quando estiver implantado.

No final, quando estiver totalmente implantado. Já estou com 35 e aos poucos estamos crescendo.

Todos militares do Exército, ainda não tem…

É, este é o Centro de Defesa Cibernética, por enquanto, do Exército. Se no futuro o Ministério da Defesa decidir que vamos exercer também o papel de Centro de Defesa Cibernética das Forças Armadas, é perfeitamente viável e até consta das diretrizes do Ministério da Defesa que tenhamos, nesse centro, militares da Marinha e da Força Aérea, como acontece com o Centro de Treinamento para Operações de Paz, no Rio. Hoje no Rio temos uma unidade que prepara militares para missões externas.

Da ONU.

Da ONU. Onde trabalham instrutores e monitores das três forças. E é uma organização do Exército lá no Rio. Imaginamos que isso venha a acontecer também conosco. Isso vai de encontro ao modelo que observamos no exterior.

Estive recentemente na Inglaterra, onde fui convidado a fazer uma palestra sobre os nossos projetos na Conferência de Defesa Cibernética e Segurança de Redes, no final de janeiro, e tivemos a oportunidade de fazer uma visita ao ministério britânico da defesa e ao órgão operacional de defesa cibernética, a cerca de três horas de Londres, onde vimos esse ambiente, em que militares das três forças estavam trabalhando em conjunto, mais civis de empresas contratadas.

A infraestrutura de telemática é uma coisa em que hoje as empresas estão totalmente envolvidas. Imagina-se que algo semelhante deva ocorrer no futuro, em que teríamos militares das três forças trabalhando em conjunto, e serviços prestados por empresas habilitadas.

O Cyber Command americano está sendo implantado…

Já está implantado.

Sim, mas eles também estão construindo um prédio, que ainda estaria para ser terminado.

É, o Cyber Command é de 2009 e eles foram colocados no comando estratégico americano. Na estrutura militar lá, eles têm o comando estratégico e um dos órgãos subordinados é o comando cibernético. Esse comando cibernético tem ascendência sobre os órgãos das quatro forças, porque além de Exército, Marinha e Aeronáutica eles têm lá também os marines, que lá é como se fosse uma quarta força armada.

Mas aí a NSA (Agência Nacional de Segurança) também participa.

Plenamente. O comandante da defesa cibernética americana é o diretor da NSA. É o general Keith Alexander. Ele acumula a função de diretor da NSA e comandante da defesa cibernética.

Houve uma série de discussões sobre os papéis civil e militar na defesa cibernética americana.

Ainda existe isso e me parece que os americanos estão atualmente dando ao DHS, o Departamento de Segurança Interna, a responsabilidade da difusão das práticas de defesa de redes no meio civil, não só as agências governamentais, mas também no setor produtivo americano. Grande parte dos serviços públicos lá são providos por empresas.

Operador realiza testes no Centro de Consciência Situacional, a "sala de crise" do CDCiber

Na distribuição de energia elétrica, no Brasil, nós temos a Eletrobrás. O nível de privatização nos Estados Unidos é maior, então há uma preocupação de que haja alguma legislação que obrigue as empresas privadas a obedecer requisitos mínimos de segurança.

O Richard Clarke expressa bem essa preocupação. Mas isso passa por uma grande discussão política: até que ponto as empresas privadas têm que se submeter às regras impostas pelo governo na segurança cibernética, uma vez que isso requer investimentos de grande porte? Vamos passar esse custo, aumentando os impostos? Há uma discussão grande, lá também, a respeito disso. Mas me parece que está bem definido quem é o encarregado de conduzir o assunto fora das Forças Armadas, seria o DHS, Homeland Security.

No Brasil, esse papel institucional é do GSI, mas, como somos uma iniciativa pioneira, a partir do momento em que o Exército criou o Centro de Defesa Cibernética algumas coisas, principalmente de caráter operacional, o GSI está dividindo conosco. Já estamos colaborando, por exemplo, para o aperfeiçoamento do curso que está sob a gestão do GSI. Estamos em conjunto com a UnB discutindo esse curso, adaptando, aperfeiçoando.

A nossa interação com o GSI é grande. Outro exemplo dessa interação é a rede de segurança da informação e criptografia. É uma rede acadêmica que estava sob a coordenação, a supervisão do GSI. O Exército está recebendo a gestão dessa rede, que reúne pesquisadores, universidades, institutos de pesquisa. É uma rede bastante consolidada no meio acadêmico e que pode servir como instrumento de integração do meio militar com o meio civil.

E o papel do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)?

O Serpro é um prestador de serviços para várias agências do governo, principalmente na infraestrutura de redes. Assim como o Exército tem seu próprio órgão, que é o Centro Integrado de Telemática, o Serpro o é para alguns órgãos governamentais.

Mas não tem integração? Porque eles cuidam de sites que são atacados.

As coisas estão acontecendo. Por exemplo, na Rio+20 o órgão encarregado da especificação da rede foi o Serpro, mas nós conversamos bastante antes. Então, estamos trabalhando, tenho recebido aqui o pessoal do Serpro, temos ido ao Serpro e trocado ideias, informações. E vamos estar juntos na Rio+20.

O CNO (Comitê Nacional de Organização) da Rio+20 fez uma licitação e uma empresa privada é que vai montar a estrutura de telecomunicações. Nós estamos colaborando na especificação de requisitos de segurança, exercendo uma coordenação dos órgãos. Sob a coordenação nossa, temos o Serpro, a Polícia Federal, temos os órgãos estaduais e municipais.

Então, quando se fala em coordenação de redes, um centro de coordenação, a responsabilidade é nossa. É a nossa primeira experiência real, de colaboração com uma agência civil, no caso específico o MRE, responsável pela organização da Rio+20. É um modelo.

O Ministério das Relações Exteriores.

É, o Itamaraty é o organizador e nós estamos colaborando com a segurança cibernética. Sugerimos o modelo de monitoração da rede, baseado até num modelo utilizado nos Jogos de Inverno de Vancouver, de 2010. Partindo daquele modelo, montamos uma estrutura física e lógica, de modo a colaborar com a segurança.

A Rio+20 é tida como uma espécie de teste de infraestrutura para a Copa do Mundo e os Jogos.

E eu diria que, em termos de repercussão, ele é tão importante quanto a Copa e os Jogos. Talvez até, em termos de participação mundial, seja mais crítica do que os outros eventos. Porque vai reunir cerca de cem chefes de Estado e governo, presidentes e primeiros-ministros, então tem uma representatividade mundial muito grande.

Tem o aspecto de segurança da rede, porque certamente os governos usarão essa rede para trocar informação com suas bases, nos seus países. Os aspectos de segurança da informação e até de disponibilidade dessa rede serão críticos para o sucesso da Rio+20.

Estamos procurando colaborar com a organização, sugerindo um modelo de monitoração e até algumas medidas que constaram do edital para a contratação de uma companhia que vai prover a estrutura de telemática. Por exemplo, a estrutura deverá contar com sistemas de prevenção de intrusão. Isso tudo estamos acompanhando.

O chefe do Estado Maior das Forças Armadas americanas esteve no Brasil e, no retorno, mencionou como uma das esperanças de cooperação exatamente a defesa cibernética. Como é que está sendo feito esse encaminhamento, não só com os Estados Unidos, mas com outros países?

Além de o setor cibernético exigir uma integração no nível nacional, para que uma defesa seja efetiva há necessidade de integração entre países, porque os tipos de ataques vão se repetir. Os ataques que hoje são feitos às redes americanas ou de qualquer outro país deverão ser os mesmos tipos ou semelhantes. O setor cibernético não tem fronteira.

O movimento hacktivista tem até uma nuance filosófica, como os anarquistas no início do século 20, combatendo o controle de governos. Isso hoje passa pela internet também. No movimento hacktivista, os mais conhecidos advogam que a internet deve ser um espaço livre de controle governamental, um espaço de troca de ideias e que qualquer controle governamental vai restringir as liberdades individuais.

Essa discussão é comum no Brasil, nos Estados Unidos. Hoje a Pipa e a Sopa, dois projetos de lei, são uma discussão muito grande nos Estados Unidos, como no Brasil está sendo feita uma discussão em relação ao marco civil da internet, que basicamente diz o seguinte, “primeiro temos que cuidar dos direitos do cidadão”.

E tem o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que busca proteção para as redes, para os sistemas bancários, procurando responsabilizar não só autores de ataques mas também as prestadoras de serviço. A partir do momento em que se discute se elas serão obrigadas a manter os registros de acesso durante três anos, isso já é encarado, pelos que defendem total liberdade, como uma forma de monitorar o cidadão. É uma discussão filosófica, política.

Que está em andamento.

Está em andamento. A solução vai ter que passar pelo Congresso, porque interfere realmente na vida dos cidadãos, na vida das empresas até, porque manter registro durante anos tem um custo. Tudo isso ainda é motivo de discussão na sociedade.

Nós temos, logicamente, acompanhado tudo isso, porque tem implicações diretas na formulação das nossas políticas. Mas de maneira geral a nossa política é de defesa cibernética. É de defesa, de modo a podermos preservar nossos ativos e, numa situação de guerra, evitarmos que as nossas redes caiam, num tipo de ataque que já se teve, negação de serviço, ou mesmo de expropriação de dados confidenciais, numa operação de guerra, que dariam vantagem para o adversário.

Vamos ao CDCiber?

Eu só esclareço que estamos em obras, realmente obras civis. Mas já temos alguma coisa para mostrar. E a primeira delas, que inclusive esperamos ter já em funcionamento na Rio+20, é justamente dar aqui, ao Comando do Exército, condições de verificar em tempo real o que está acontecendo na Rio+20, em termos de monitoramento de rede.

Estamos terminando a montagem do chamado Centro de Consciência Situacional, que é um centro de decisão ou, por enquanto, de acompanhamento do que se passa na Rio+20. O primeiro emprego dele é daqui a daqui a menos de dois meses.

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07:46:03
Google Play venderá livros e músicas para o público brasileiro
Loja virtual do Android deve disponibilizar conteúdo para o Brasil e oferecer opção de pagamento na fatura do celular.

Os usuários brasileiros da loja Google Play poderão comprar a partir dos próximos meses livros e músicas nacionais, de acordo com anúncio feito pelo gerente mundial de produtos móveis do Google, Hugo Barra, durante divulgação de dados sobre o crescimento do Android no Brasil, de acordo com o blog Google Discovery.

A loja Google Play, lançada em março para substituir a Android Market, junta aplicativos, livros, músicas e vídeo para smartphones e tablets com Android. Os arquivos comprados pela loja também podem ser acessados de PCs, como acontece com a iTunes.

Além de adicionar os livros e músicas brasileiras, o Google estuda uma nova forma de facilitar o pagamento do conteúdo pelos usuários brasileiros.

A empresa está negociando com operadoras para incluir o pagamento do que for comprado na loja digital na fatura mensal do celular, eliminando assim a necessidade de um cartão de crédito pelos usuários.

O Android está ganhando mercado rapidamente dentro do Brasil.

De acordo com dados do próprio Google, a plataforma teve um crescimento de 400% dentro do país no último ano, e a expectativa da empresa é que o sistema torne-se ainda mais popular entre os brasileiros.
Olhar Digital

07:58:36
Brasil instala Centro de Defesa contra ameaças cibernéticas a partir de junho
O Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), que teve disponível no orçamento de 2012,o valor de R$ 83,7 milhões, está sendo finalizado, no quartel-general do Exército em Brasília, para sua primeira missão, o monitoramento de rede da Rio+20. O evento é um teste para a nova estrutura de defesa cibernética do país, que depois terá pela frente a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. “O Centro de Defesa Cibernética é precursor e pioneiro no tema”, diz o ministro Celso Amorim (Defesa). O Centro tem como objetivo aprofundar o estudo de ameaças cibernéticas, estabelecer a doutrina nacional sobre o tema e aperfeiçoar os meios de defesa contra essas ameaças, inclusive por meio de investimentos em hardware e software. Segundo informações obtidas por este site, o CDCiber promove o intercâmbio de informações entre as três Forças e realiza exercícios de simulação no campo cibernético.

08:22:39
Nada como um dia após o outro.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, achava que tinha escapado de depor na CPI do Cachoeira.
Como se sabe, Gurgel recusou um convite para falar do caso na CPI.
Disse estar impedido de prestar depoimento na comissão porque não pode se tornar testemunha no processo.

Ocorre que ninguém ficou satisfeito com a desculpa.

E hoje, com apoio do Palácio do Planalto, os deputados e senadores governistas da CPI do Cachoeira farão nova ofensiva na tentativa de levar o procurador a prestar depoimento na investigação parlamentar.
E desta vez há integrantes da comissão estão prontos para convocá-lo, o que deve ocorrer em breve.
Nos bastidores, ministros e petistas questionam o fato de Roberto Gurgel não ter aberto nenhum procedimento contra o senador Demóstenes Torres em 2009, ano em que recebeu o inquérito da operação Vegas da Polícia Federal.
O fato é que o procurador não fez a denúncia nem pediu novas diligências à PF para elucidar a participação do senador.
A operação Monte Carlo, que desmantelou o esquema Cachoeira no início deste ano e prendeu 34 envolvidos, é justamente um desdobramento da Vegas.
Segundo a Folha apurou, a operação conta com o aval do governo que, assim como o PT, reprova a conduta do procurador.
Gurgel alegou à CPI que em 2009 não havia elementos suficientes para levar o caso adiante.

E saiu buscando apoio de parlamentares da oposição para tentar barrar a pressão da bancada governista.
Ainda segundo a Folha, o procurador-geral teme o que classifica como estratégia do PT de usar a CPI como instrumento para tentar constrangê-lo.
Seria uma retaliação contra a atuação dele no processo do mensalão, que deve ser julgado neste ano pelo Supremo Tribunal Federal.
A assessoria técnica da CPI explica que, mesmo que convocado, Gurgel pode recorrer ao Supremo para não ter de comparecer à comissão. Traduzindo tudo isso: Gurgel tem de se assumir como procurador e se tornar independente. É isso que o país necessita dele. Mas não tem o perfil para fazer a coisa certa.
Já inocentou Palocci, pode inocentar qualquer um.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

12:32:59
Depoimento de delegado da PF na CPI complica situação de Gurgel
Jaílton de Carvalho e André de Souza, O Globo
O depoimento do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Souza complicou a situação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto abaixo). Pelo menos dois parlamentares que integram a CPI e não são da base governista mudaram de opinião em relação ao procurador depois de ouvir o delegado.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) deixaram a reunião da comissão defendendo a convocação de Gurgel.

- Ele (Gurgel) está sem defesa. Não há argumento: ele estava com a bomba atômica na mão (relatório contra Demóstenes) e nada fez – disse Lorenzoni.
Randolfe Rodrigues deve apresentar nesta quarta-feira um requerimento para convidar a subprocuradora Cláudia Sampaio para se explicar à CPI.
Ela recebeu o relatório da Operação Vegas em setembro de 2009 e não tomou nenhuma providência. Se as explicações da subprocuradora não forem satisfatórias, Randolfe entende que cabe ao procurador-geral se esclarecer perante à CPI.
- Ele disse que a Vegas não tinha elementos para impedir a abertura de inquérito (contra Demóstenes), mas no pedido que ele fez depois ao STF, ele usou 16 itens da operação.


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Mito ou realidade o fato é que o desenvolvimento tecnológico está cada dia mais crescendo e se integrando ao dia-a-dia de cada cidadão, alguns países mais do que outros, claro, por diversos fatores, política, economia, desenvolvimento tecnológico, etc. Em Cuba por exemplo a população só tem acesso a e-mails, na China vários sites são bloqueados, e vários países da Ásia e Oriente Médio permanecem da mesma forma.

Mas nem todos são contra estas informações, muito pelo contrário, há países que o governo utiliza a rede para buscar informações de outros países, não somente o governo, mas a inteligência, para estas serem usadas em situações de conflito.

Um exercício militar internacional, realizado em março em uma base militar na Estônia, tentou prever as consequências de um novo tipo de conflito, uma guerra cibernética.

José Mesquita – Editor 


A operação Locked Shields não envolveu explosões, tanques ou armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI atacou outras nove equipes, espalhadas em toda a Europa.

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Nos terminais da equipe de ataque, localizados no Centro de Excelência da Otan em Defesa Cibernética Cooperativa, foram criados vírus ao estilo “cavalo de Tróia” e outros tipos de ataques pela internet que tentavam sequestrar e extrair dados das equipes inimigas.

O objetivo era aprender como evitar estes ataques em redes comerciais e militares e mostrou que a ameaça cibernética está sendo levada a sério pela aliança militar ocidental.

O fato de a Otan ter estabelecido seu centro de defesa na Estônia também não é por acaso. Em 2007 sites do sistema bancário, da imprensa e do governo do país foram atacados com os chamados DDoS (sigla em inglês para “distribuição de negação de serviço”) durante um período de três semanas, o que agora é conhecido como 1ª Guerra da Web.

Os responsáveis seriam hackers ativistas, partidários da Rússia, insatisfeitos com a retirada de uma estátua da época da União Soviética do centro da capital do país, Tallinn.

Os ataques DDoS são diretos: redes de milhares de computadores infectados, conhecidas como botnets, acessam simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfego e fica temporariamente fora de serviço.

Os ataques DDoS são, no entanto, uma arma primitiva quando comparados com as últimas armas digitais. Atualmente, o temor é de que a 2ª Guerra da Web, se e quanto acontecer, possa gerar danos físicos, prejudicando a infraestrutura e até causando mortes.

Trens descarrilados e blecautes
Para Richard A. Clarke, assistente de combate ao terrorismo e segurança cibernética para os presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush, ataques mais sofisticados podem fazer coisas como descarrilar trens em todo o país, por exemplo.

“Eles podem causar blecautes, e não apenas cortando o fornecimento de energia, mas danificando de forma permanente geradores que levariam meses para serem substituídos. Eles podem fazer coisas como causar explosões em oleodutos ou gasodutos. Eles podem fazer com que aeronaves não decolem”, disse.

No centro do problema estão interfaces entre os mundos físico e digital conhecidas como sistemas Scada, ou Controle de Supervisão e Aquisição de Dados, na sigla em inglês.

Estes controladores computadorizados assumiram uma série de tarefas que antes eram feitas manualmente. Eles fazem de tudo, desde abrir as válvulas de oleodutos a monitorar semáforos.

Em breve estes sistemas serão comuns em casas, controlando coisas como o aquecimento central.

O detalhe importante é que estes sistemas usam o ciberespaço para se comunicar com os controladores, receber a próxima tarefa e reportar problemas. Caso hackers consigam entrar nestas redes, em teoria, conseguiriam também o controle da rede elétrica de um país, do fornecimento de água, sistemas de distribuição para indústria ou supermercados e outros sistemas ligados à infraestrutura.

Dispositivos vulneráveis
Em 2007 o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos demonstrou a potencial vulnerabilidade dos sistemas Scada. Com um software, o departamento entrou com comandos errados e atacou um grande gerador a diesel.

Vídeos da experiência mostram o gerador chacoalhando violentamente e depois a fumaça preta toma toda a tela.
O temor é de que, um dia, um governo hostil, terroristas ou até hackers que apenas querem se divertir possam fazer o mesmo no mundo real.

“Nos últimos meses temos vistos várias coisas”, disse Jenny Mena, do Departamento de Segurança Nacional. “Atualmente existem mecanismos de buscas que podem encontrar aqueles dispositivos que estão vulneráveis a um ataque pela internet. Além disso, vimos um aumento no interesse nesta área na comunidade de hackers e de hackers ativistas.”

Uma razão de os sistemas Scada terem uma possibilidade maior de ataques de hackers é que, geralmente, engenheiros criam o software, ao invés de programadores especializados.

De acordo com o consultor de segurança alemão Ralph Langner, engenheiros são especialistas em suas áreas, mas não em defesa cibernética.

“Em algum momento eles aprenderam a desenvolver software, mas não se pode compará-los a desenvolvedores de software profissionais que, provavelmente, passaram uma década aprendendo”, disse.
E, além disso, softwares de infraestrutura podem estar muito expostos. Uma usina de energia, por exemplo, pode ter menos antivírus do que um laptop comum.

Quando as vulnerabilidades são detectadas, pode ser impossível fazer reparos imediatos no software.
“Para isso, você precisa desligar e ligar novamente (o computador ou sistema). E uma usina de energia precisa funcionar constantemente, com apenas uma parada anual para manutenção”, disse Langner. Portanto, até o desligamento anual da usina, não se pode instalar novo software.

Stuxnet
Em 2010, Ralph Langner e outros dois funcionários de sua companhia começaram a investigar um vírus de computador chamado Stuxnet e o que ele descobriu foi de tirar o fôlego.

O Stuxnet parecia atacar um tipo específico de sistema Scada, fazendo um trabalho específico e, aparentemente, causava pouco dano a qualquer outro aplicativo que infectava.

Era inteligente o bastante para encontrar o caminho de computador em computador, procurando sua presa. E também conseguia explorar quatro erros de software, antes desconhecidos, no Windows, da Microsoft.
Estes erros são extremamente raros o que sugere que os criadores do Stuxnet eram muito especializados e tinham muitos recursos.

Langner precisou de seis meses para analisar apenas um quarto do vírus. Mesmo assim, os resultados que conseguiu foram espantosos.

O alvo do Stuxnet era o sistema que controlava as centrífugas de urânio na usina nuclear de Natanz, no Irã.
Atualmente se especula que o ataque foi trabalho de agentes americanos ou israelenses, ou ambos. Qualquer que seja a verdade, Langner estima que o ataque o Stuxnet atrasou em dois anos o programa nuclear iraniano e custou aos responsáveis pelo ataque cerca de US$ 10 milhões, um custo relativamente pequeno.
Otimistas e pessimistas

O professor Peter Sommer, especialista internacional em crimes cibernéticos afirma que a quantidade de pesquisa e a programação sofisticada significam que armas do calibre do Stuxnet estariam fora do alcance da maioria, apenas disponíveis para governos de países avançados. E governos, segundo o especialista, costumam se comportar de forma racional, descartando ataques indiscriminados contra alvos civis.

“Você não quer causar, necessariamente, interrupção total. Pois os resultados podem ser imprevistos e incontroláveis. Ou seja, apesar de alguém poder planejar ataques que possam derrubar o sistema financeiro mundial ou a internet, por quê alguém faria isto? Você pode acabar com algo que não é tão diferente de um inverno nuclear.”

No entanto, o consultor Ralph Langner afirma que, depois de infectar computadores no mundo todo, o código do Stuxnet está disponível para qualquer que consiga adaptá-lo, incluindo terroristas.

“Os vetores de ataque usados pelo Stuxnet podem ser copiados e usados novamente contra alvos completamente diferentes. Até há um ano, ninguém sabia de uma ameaça tão agressiva e sofisticada. Com o Stuxnet, isso mudou. (…). A tecnologia está lá, na internet.”

Langner já fala em uma certeza: se as armas cibernéticas se espalharem, os alvos serão, na maioria, ocidentais, ao invés de alvos em países como o Irã, que tem pouca dependência da internet.
E isto significa que as velhas regras de defesa militar, que favoreciam países poderosos e tecnologicamente avançados como os Estados Unidos, já não se aplicam mais.
BBC/Michael Gallagher

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09:06:03
Irã, Israel, Obama e bomba atômica
Aumentou a pressão dos Estados Unidos e aliados nucleares contra a Coréia do Norte e o Irã, proibidos de possuir a bomba. Se insistirem, os coreanos ficarão sem comida e os iranianos a um passo dos ataques de Israel. O problema é que além dos americanos, detém artefatos nucleares Inglaterra, França, Índia, Paquistão, China, Rússia e Israel.

A quinze minutos de deter o mesmo poder encontram-se a Alemanha e o Japão, apesar das cortinas-de-fumaça pacifistas que taticamente levantam. A pergunta é sobre o que aconteceria caso o Brasil decidisse seguir as lições do saudoso ex-vice-presidente da República, José Alencar, para quem deveríamos perseguir o mesmo objetivo, sem resistências nem impedimentos. Se os outros podem, por que não poderíamos, como potência emergente?
Carlos Chagas,Tribuna da Imprensa

09:43:50
Hacker que vazou fotos de Scarlett Johansson pode pegar 60 anos de prisão
Christopher Chaney vai se declarar culpado para diminuir pena de 121 anos para 60 anos. Ele também invadiu conta de mais 50 celebridades.
Christopher Chaney, o hacker que invadiu o email de celebridades como Scarlett Johansson e publicou fotos pessoais dela na internet, pode pegar até 60 anos de prisão pelos crimes, de acordo com a Reuters.

O rapaz, que também invadiu a conta da atriz Mila Kunis e da cantora Christina Aguilera, vai se declarar culpado das acusações. Ele teria invadido a conta de mais de 50 celebridades nos últimos anos.

Ao se declarar culpado, ele reduzirá os 121 anos de prisão que pegaria com 26 acusações feitas contra ele para 60 anos.

De acordo com o FBI, Chaney usou softwares de código aberto para descobrir email e senha das celebridades e acessar as mensagens pessoais delas.

17:43:19
Papa em Cuba
Na Globo News:
‘Papa reza por “privados de liberdade” em Cuba’.
Privados de liberdade é ótimo. Adoro os sofistas.
PS. As aspas duplas em “privados de liberdade” são do texto/letreiro do noticiário da emissora.

17:46:19
No G1: “Procuradoria vai investigar elo entre senador e Cachoeira.
Jornal apontou que Demóstenes Torres pediu dinheiro a empresário ligado a jogo ilegal.”
Já? Pra que tanta pressa?

17:55:48
Lula recebe visita de FHC em hospital de São Paulo
Lula tratou câncer de laringe e se recupera de inflamação na garganta.
Ele também passa por sessões de fonoaudiologia no hospital Sírio-Libanês.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na manhã desta terça-feira (27) a visita do  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, segundo informou a assessoria do Instituto Lula.
G1


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Um representante das Forças Armadas iranianas afirmou nesta terça-feira que o país pode tomar ações militares preventivas contra seus inimigos se sentir que sua soberania está sob ameaça.

Em declarações à agência de notícias semi-oficial iraniana Fars, o general Mohammad Hejazi, vice-comandante das Forças Armadas, disse que a estratégia do país significa que “não vamos mais esperar para ver ação inimiga contra nós”.

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“Faremos uso de todos os nossos meios para proteger nossa soberania nacional e desferir o golpe de retaliação sempre que sentirmos que os inimigos pretendem ameaçar nossos interesses nacionais”, disse o vice-comandante das Forças Armadas.
O governo iraniano vem enfrentando uma pressão internacional crescente devido a seu programa nuclear.

Enquanto isso, crescem os rumores de que Israel possa empreender uma ação militar contra o Irã.

Na semana passada, um oficial da inteligência americana afirmou que Washington acredita que o Irã responderia se atacado, mas que dificilmente daria início a um conflito.

Exercícios militares
Na segunda-feira, o Irã anunciou por meio de um comunicado que faria exercícios militares para aumentar a proteção a suas instalações nucleares, em meio a especulações sobre um possível ataque israelense contra as usinas.

“Os exercícios têm como meta reforçar as defesas antiaéreas integradas do país”, disse o comunicado.
No fim do ano, o Irã fez exercícios militares nas proximidades do estreito de Hormuz, na entrada do Golfo Pérsico, lançando vários mísseis.

O Irã ameaçou bloquear a passagem, por onde passam 20% do petróleo para exportação do mundo, em retaliação contra as sanções ocidentais ao programa nuclear iraniano.

Também na segunda-feira, inspetores nucleares da ONU iniciaram uma visita de dois dias às instalações nucleares do país.

O governo iraniano afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos, embora parte da comunidade internacional acredite que o Irã pretenda desenvolver armas atômicas.
BBC/Brasil 

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Forças Armadas terão programa que simula ataques contra redes institucionais.
O Exército brasileiro anunciou a compra de novos softwares para segurança e prevenção contra ataques cibernéticos.
As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque de possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis.

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“Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne os quartéis em todo o país, e ela está bem blindada, mas há pontos de vulnerabilidade”, disse à BBC Brasil o general Antonino Santos Guerra, diretor do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex).

Em janeiro, as Forças Armadas concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e de um programa que simula ataques cibernéticos, no valor total de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras.

Na última sexta-feira, o grupo de hackers Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.
O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana.

Também na última sexta-feira, o FBI anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre agentes americanos e a britânica Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers.

Outros ataques em sites institucionais americanos e gregos foram registrados.

Defesa cibernética
“Os ataques que registramos até agora são parecidos com os que acontecem em qualquer empresa. Tentativas de roubos de senhas, negações de serviço, etc. Mas o modo como se obtém uma senha de banco é o mesmo que se pode usar para obter dados confidenciais do Exército. E já tivemos sites do governo derrubados”, afirma Guerra.

Segundo o general, o simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em pelo menos 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército.

A Ccomgex, que coordena a compra do antivírus e do simulador de ataques cibernéticos faz parte do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), criado em 2010 para concentrar a administração de todas as ações de proteção virtual da organização.

O programa adquirido por R$ 5,1 milhões será desenvolvido pela empresa carioca Decatron e atualizado de acordo com as necessidades da organização, o que deve facilitar a manutenção do sistema de segurança, de acordo com o general.

O antivírus, no valor de R$ 800 mil, também está em fase de desenvolvimento e deverá ser entregue pela empresa BluePex, de Campinas (SP), dentro de 12 meses.

“O desenvolvimento de softwares no Brasil é muito competitivo, está avançando. Para garantir a participação de empresas nacionais, temos que fazer as coisas em uma escalada.”
General Antonino Guerra, do Ccomgex

O diretor do Ccomgex diz que a preferência por empresas nacionais para o programa de proteção do Exército deve estimular a competição e o avanço das empresas de tecnologia e sistemas de segurança no Brasil.

Por isso, as empresas que venceram as licitações terão prazos maiores para realizar mudanças customizadas nos programas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas.

O orçamento previsto para o CDCiber em 2012 é de R$ 83 milhões, que devem ser destinados a pelo menos outras quatro aquisições que incluem equipamentos, softwares e o treinamento de pelo menos 500 oficiais.

“Temos cursos externos para militares das três forças e também no mercado universitário, para pós-graduações. No futuro, queremos contratar pessoas que conhecem a área para trabalhar aqui, ou que possam dar consultoria”, disse Guerra.

Roubos eletrônicos
O especialista em segurança cibernética Mikko Hypponen, da empresa finlandesa F-Secure, diz que o Brasil se distingue de outros países pela frequência de ataques cibernéticos relacionados ao roubo de dinheiro.

No entanto, o país já começa a registrar ataques a sites de instituições governamentais e empresas privadas de grupos de ativistas, como o Anonymous e o LulzSec, que tem “divisões” nacionais.

“Na maioria dos países, os ataques são feitos por pessoas de fora. O Brasil é diferente porque boa parte dos ataques alveja os bancos e a maioria deles é feita por pessoas do próprio país”, disse Hypponnen à BBC Brasil.

Segundo o especialista, o Brasil é considerado o número 1 em criar “cavalos de Troia”, espécies de programas maliciosos, para atacar bancos.

“Esses programas nem tentam romper os sistemas de segurança do bancos, que são, em geral, muito bons no Brasil. Mas eles infectam os computadores pessoais dos clientes, para poder entrar em suas contas quando elas acessam os bancos online”, explica.

Brasil é considerado o número 1 em ataques de “cavalos de tróia” que ajudam a roubar bancos.
Para o general Antonino Guerra, o Brasil ainda não precisa se preocupar com ataques realizados por outros países nem com a espionagem de seus cidadãos. “Somos um pais pacífico, não é esse o tipo de problema que temos aqui”, diz.

No entanto, Hypponnen acredita que o governo brasileiro precisará se preocupar também com a segurança de empresas privadas, caso queira prevenir possíveis crises.

“Boa parte da infraestrutura crítica do Brasil não é gerida pelo governo e sim por companhias privadas, como a telefonia e as usinas nucleares. Para garantir que o país conseguirá operar durante uma crise, é preciso garantir que essa infraestrutura continuará a funcionar. O governo tem que ter um papel mais ativo em ajudar as empresas a protegerem suas redes”, afirma.
Em comunicado enviado à BBC Brasil, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) disse que “os ataques mais preocupantes são aqueles que visam acesso indevido a informações sigilosas da Administração Pública Federal” e afirmou que a preparação do órgão contra possíveis ataques tem sido “adequada”.

De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (CERT), que reúne notificações de ataques eletrônicos em todo o país, o Brasil registrou quase 400 mil ataques a computadores em 2011.

Cerca de metade das fraudes registradas, segundo o CERT, foram páginas falsas, geralmente de bancos, criadas para roubar dinheiro dos usuários. A outra metade das notificações corresponde quase completamente aos cavalos de Troia, que dão acesso a contas bancárias quando elas são acessadas pela internet.

O centro, que recebe dados de empresas, universidades, provedores de Internet e Grupos de Segurança e Resposta a Incidentes (CSIRT), diz que as segundas-feiras são os dias com mais incidentes reportados e que mais de 80% dos ataques tem origem no Brasil.

Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as fraudes bancárias realizadas pela internet e computadores dos clientes custaram R$ 685 milhões aos bancos só no primeiro semestre de 2011, 36% a mais do que no mesmo período em 2010.
Camilla Costa/BBC Brasil

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A Marcha da Insensatez ¹ – Bosnia
Foto de  Emanuel Ortiz

clique na imagem para ampliar

¹ Tenho ao longo desses 8 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.
A marcha da insensatez é um deles.
Explico: coloco nesses ‘posts’ fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.
A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Troia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,
Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse “De Troia à Palestina”.
“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”
Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.


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A situação no Oriente Médio aproxima-se rapidamente do ponto crítico e o início do conflito já aparece nas cartas. Isso, em resumo, foi o que disse Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia (e ex-diretor do FSB, a organização que sucedeu a KGB) em entrevista à imprensa russa.

Patrushev é, sem dúvida, figura- chave do establishment político e das relações internacionais russas.

Ninguém duvida de que falou bem refletidamente, com o objetivo de enunciar a profunda ansiedade do Kremlin, ante a evidência de que o mundo está a poucos passos de uma conflagração no Oriente Médio, de consequências imprevisíveis no plano da segurança regional e internacional e da política mundial.

Patrushev, É claro, tem acesso a inteligência de alto nível e falou baseado em dados que estão jorrando dos satélites e dos espiões e diplomatas russos. O Kremlin disparou um sinal de alerta.

As entrevistas foram dadas em idioma russo.

Posso, portanto, reproduzir passagens.

Patrushev disse: “Há informações de que membros da OTAN e de alguns estados árabes do Golfo Persa, agindo pelo cenário que se viu na Líbia, trabalham para transformar a atual interferência nas questões internas da Síria em intervenção militar direta.”

Foi específico. “As principais forças de ataque não serão francesas, nem britânicas nem italianas, mas, provavelmente, turcas.”

Disse que o primeiro passo será criar uma zona aérea de exclusão sobre a Síria, para criar um santuário em território líbio próximo da fronteira turca, para entrada de mercenários que possam ser apresentados como rebeldes sírios.

Em resumo, é intervenção ocidental ao estilo “líbio”, e conduzida pela Turquia.

Patrushev disse que a escalada militar alcançará provavelmente também o Irã e há “real perigo” de ataque pelos EUA, destacando que tensões sobre a Síria, hoje, são, de fato, tensões relacionadas à questão iraniana.

“Querem castigar Damasco, menos pela repressão à oposição e, mais, por a Síria ter-se recusado a romper relações com Teerã.”

Sobre a situação iraniana, Patrushev disse: “Já se veem sinais de escalada militar no conflito, e Israel está empurrando os americanos para a guerra.

Há perigo real de um ataque militar norte-americano contra o Irã.

Nesse momento, os EUA veem o Irã como seu principal problema. Querem converter o Irã, de inimigo, em parceiro apoiador; e, para conseguir isso, o plano é mudar o atual regime, pelos meios necessários.”

E qual será a provável resposta dos iranianos?

Patrushev avalia: “Não se pode descartar que os iranianos sejam capazes de cumprir suas ameaças de suspender exportações do óleo saudita pelo Estreito de Ormuz, se sofrerem ataque militar direto.”

MK Bhadrakumar (transcrito do Indian Punchline)
Tribuna da Imprensa

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09:20:19
Adolescente inglês pode ser extraditado por pirataria na internet.
O jovem britânico Richard O´Dwyer, de 23 anos, será extraditado para os Estados Unidos, para ser julgado pelo crime de pirataria.

O´Dwyer é o criador do site TVShack, um diretório que oferecia links para diversos vídeos protegidos por direitos autorais.
De acordo com o jornal Daily Mirror, o juiz Quentin Purdy rejeitou os argumentos da defesa de O´Dwyer contra seu pedido de extradição.

Para o advogado do jovem, Ben Cooper, seu ato não é considerado crime na Grã-Bretanha. Cooper alegou também que O´Dwyer não recebera tratamento adequado nos Estados Unidos.

A Justiça americana alega que o jovem lucrou mais de 230 mil dólares em publicidade com o site desde dezembro de 2010. A pena prevista par o crime nos Estados Unidos pode chegar até dez anos.

A mãe de O´Dwyer declarou-se decepcionada com a decisão do magistrado inglês.

09:37:21
Hamas incentiva hackers a declararem guerra eletrônica contra Israel
O movimento islâmico palestino Hamas pediu neste domingo aos hackers que aumentem seus ataques a sites oficiais, comerciais e financeiros de Israel, afirmou um porta-voz da organização em Gaza.
“O Hamas parabeniza as operações para invadir sites israelenses”, disse neste domingo em comunicado o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri.
Os atos de pirataria eletrônica, que se multiplicaram recentemente, “são a abertura de um novo campo de resistência à ocupação e o início de uma guerra virtual contra Israel”, afirmou.
Zuhri pediu “aos povos palestino e árabe para continuarem com a guerra eletrônica e buscarem formas de estimulá-la e desenvolvê-la”.

12:06:46
A pirataria e o consumo do cinismo
A hipocrisia é impressionante. Moralistas, os conheço de variadas matizes, esbravejam contra a corrupção generalizada – o que é pertinente – mas, não abrem a boquirrota indignação contra a corrupção no varejo. O caso mais emblemático é em relação a compra, principalmente, de CDs e DVds piratas. Essas mesmas pessoas que imputam a culpa do esgarçamento social a todos, da Presidente da República ao síndico do prédio, são as mesmas que, cinicamente, justificam o crime de adquirir produtos piratas com a indecente justificativa “O povo brasileiro compra pirataria para fugir dos impostos”.
José Mesquita – Editor 

Pirataria e desigualdade social
Você compra cds, dvds e outros produtos da indústria da pirataria? Ôpa, privataria é outra história (para compreender a privataria, só comprando “o livro maldito”). Você compra ou não compra os “piratas”?

Se compra, acha que está adquirindo algo roubado ou você diferencia o que é “pirataria” do que é “roubo”?
O Informe 2011 do Latinobarômetro faz interessante relação entre democracia, justiça social e hábitos como o de comprar produtos “piratas”.

O estudo revela que 6 em cada 10 latinoamericanos reconhecem que ao longo dos anos seus países lograram assegurar liberdades de expressão, religião, escolha profissional e de participação na política (nos tornamos democráticos, afinal), mas que a falta de certas garantias sociais e econômicas ainda é um abismo. Como se sabe, a péssima distribuição de riquezas é o espinho que mais incomoda na caminhada do continente rumo a um melhor quadro de justiça social.

As desigualdades ferem a alma do povo desta América Mestiça: além da renda, a desigualdade entre homens e mulheres; entre brancos, negros e indígenas; a desigualdade de oportunidades.

A pesquisa – que pode ser lida em www.latinobarometro.org – aponta ainda que maior proteção ao meio ambiente e à propriedade privada são temas na agenda de inquietações do continente. Mas a preocupação maior do povo latino está na falta de proteção contra o crime e a deliquência (queixa maior do que a relacionada a desemprego).

É nesta realidade de desigualdade e no sentimento de injustiça que os analistas do Latinobarômetro encontram explicação para o farto negócio da “pirataria”: os cidadãos buscam recompensas através do que chamam “fraude social”. A compra de produtos “piratas” seria uma destas formas. As outras são evadir impostos, simular doença para faltar ao trabalho e comprar algo sabendo que trata-se de produto roubado.

A maior parte da população latina não crê que produtos piratas e produtos roubados sejam a mesma coisa, e tem muito mais tolerância para com a pirataria. Equador, Bolivia e Brasil são os países onde mais se aceita a pirataria. De toda forma, a pirataria seria uma espécie de “recompensa”, enquanto roubo é roubo.
Geraldinho Vieira/blog do Noblat/O Globo 


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Coreia: quem manda é a China.

Os Ditadores Kim Jong iL e Hu Jintao

Não há como saber a verdade na terra desse genocida, que, espero, nem o capeta queira receber nas profundas do inferno. A dinastia de carniceiros norte coreanos vai continuar agora com um filhote de ditador, mas tudo manipulado pelo exército. E não adianta chiar. Nem ONU, Papa, e mais seja lá quem for. Quem manda mesmo ali naquele pardieiro comunista – coisa mais antiga se falar em comunismo, nem o Inácio Arruda o é mais – é a China. E estamos conversados.

Mas é preciso que existam esses maluquetes para justificar a existência imperial – esse, sim governa o mundo – do complexo industrial militar. Os Estados soberanos capitularam ante o capital desde a união de Reagan e Margaret Thatcher.
Afinal graças a essa cambada de insanos é que os gastos com armamentos alcançam a inacreditável cifra de 4 bilhões de dólares/dia. Enquanto isso, a cada dia, 60 mil pessoas morrem de fome ao redor desse mundo, governado por alucinados genocidas. De todas as matizes.
O Editor


Os EUA podem reclamar à vontade, mas quem manda na Coreia do Norte é a China. E estamos conversados.

Ditador tem certas prioridades. Por exemplo, o norte-coreano Kim Jong-il, que era chamado de líder, morreu no sábado, mas o fato foi mantido em segredo até a segunda-feira. Certamente o objetivo foi evitar que a população aproveitasse o fim de semana para comemorar, digo, para chorar (lágrimas de crocodilo), pois todo mundo sabe como o velho Jong-il era amado.

Tão amado que está sendo substituído pelo filho Kim Jong-um, que já ganhou apoio da China, os Estados Unidos podem reclamar a vontade, mas estamos conversados. O presidente dos EUA, Barack Obama, ressaltou na segunda-feira seu compromisso com a defesa de seus aliados mais próximos, como o Japão, em tal momento de incertezas. A posição de Obama foi transmitida ao premiê japonês Yoshihiko Noda, em uma conversa por telefone, segundo a Casa Branca.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou preocupação com o futuro da Coreia do Norte. “Estamos extremamente preocupados com o bem-estar do povo norte-coreano”, disse Hillary em um comunicado oficial, acrescentando que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar na segurança local.

A chefe da diplomacia americana já havia destacado que desejava melhorar as relações com o povo norte-coreano após a morte do ditador. “Temos um interesse comum em uma transição estável e pacífica na Coreia do Norte, assim como na paz e na estabilidade regional”, afirmou após encontro com o ministro japonês Koichiro Gemba.

Os americanos podem se preocupar à vontade, fazer jogo de cena e tudo o mais. Os Estados Unidos alardeiam que a morte do ditador-líder ocorreu em um momento-chave no qual Washington e Pyongyang negociavam a provisão de ajuda humanitária ao regime comunista e tentavam retomar as conversas de seis lados sobre o programa nuclear norte-coreano.

Kim Jong-Il morreu, o país iniciou um período de luto até o dia 28, quando acontecerá o funeral, e só está faltando alguém ter a idéia macabra de mumificá-lo tipo Lenin, para ser eternamente reverenciado. O filho balofo, que é uma espécie de Baby Doc oriental, vai sucedê-lo, sob os auspícios de Beijing. Quem manda na Coreia do Norte é a China. O resto é paisagem, como dizia Erico Veríssimo.
Newton Carlos/Tribuna da Imprensa

Uma retirada sem glória nem honra
Mauro Santayana

Mais uma vez, os Estados Unidos concluem uma guerra sem ganhá-la, ao não conseguir impor sua plena vontade aos agredidos. Os soldados norte-americanos não saem do Iraque como saíram de Saigon, em 30 de abril de 1975, escorraçados pelas tropas de Hanói e pelos vietcongs.

Desta vez, eles primeiro arrasaram o Iraque, durante uma década de bombardeios constantes.O despotismo de Saddam não incomodava antes os Estados Unidos, quando coincidia com o interesse de Washington. Tanto era assim, que os norte-americanos estimularam a guerra contra o Irã, e lhe ofereceram suporte bélico e diplomático, mas seu objetivo era o de debilitar os dois países.

No momento em que — cometendo erro político elementar — Saddam pretendeu restaurar as fronteiras históricas do Iraque, ao invadir o Kueit, Washington encontrou, com o primeiro Bush, o pretexto para a agressão aérea a Bagdad, a criação da chamada zona de exclusão, em que o bombardeio aéreo era indiscriminado, e o bloqueio econômico.

Foram dezenas de milhares de mortos durante os dez anos de ataques aéreos, prévios à invasão. Entre os sobreviventes da agressão, houve milhares de crianças, acometidas de leucemia pela radiação das munições amalgamadas com urânio empobrecido. Assim, ao invadir o país por terra, os americanos encontraram um exército debilitado, parte do território arrasado e um governo na defensiva diplomática.

O pretexto, que os fatos desmoralizaram, era o de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa. Semana passada, o presidente Obama disse que o Iraque é hoje um “país independente, livre e soberano, muito melhor do que era com Saddam”. Saddam, sabem os observadores internacionais, era muito menos obscurantista do que os príncipes da Arábia Saudita.

Seu povo vivia relativamente bem, suas mulheres não eram tratadas com desrespeito e frequentavam a universidade. Algumas ocupavam cargos importantes no governo, na vida acadêmica e nos laboratórios de pesquisas. Havia tolerância religiosa, não obstante a divergência secular entre os sunitas e os xiitas, que ele conseguia administrar, a fim de assegurar a paz interna.

O vice-primeiro-ministro Tarik Aziz era católico, do rito caldeu. País de cultura islâmica, sim, mas talvez o mais aberto de todos eles a outras culturas e costumes. O país se encontrava em pleno desenvolvimento econômico, com grandes obras de infraestrutura, e mantinha excelentes relações com o Brasil, mediante a troca de petróleo por tecnologia e serviços de engenharia, quando começaram os bombardeios.

Depois disso, nos últimos nove anos, a ocupação norte-americana causou a morte de mais de 100 mil civis, 20 mil soldados iraquianos e 4.800 militares invasores, dos quais 4.500 ianques. Milhares e milhares de cidadãos iraquianos ficaram feridos, bem como soldados invasores, a maioria deles mutilados.

As cidades foram arrasadas — mas se dividiram os poços de petróleo entre as empresas dos países que participaram da coligação militar invasora.Hoje não há quem desconheça as verdadeiras razões da guerra, tanto contra o Iraque, quanto contra o Afeganistão: a necessidade do suprimento de petróleo e gás, do Oriente Médio e do Vale do Cáspio, aos Estados Unidos e à Europa Ocidental. Daí a guerra preemptiva e sem limites, declarada pelo segundo Bush, que se dizia chamado por Deus a fim de ir ao Iraque matar Saddam Hussein.

Não só os mortos ficam da agressão ao Iraque. Os americanos saem do país, deixando-o sem energia elétrica suficiente, sem água potável, com 15% de desempregados e, 85% dos que trabalham estão a serviço do governo.

Toda a história dos Estados Unidos — ao lado de méritos fantásticos de seu povo — foi construída no afã da conquista e da morte. Desde a ocupação da Nova Inglaterra, não só os índios conheceram a sua fúria expansionista: na guerra contra o México, o país vencido perdeu a metade do território pátrio, o que corresponde a quase um terço do atual espaço norte-americano no continente. Uma das desgraças da vitória americana foi a ruptura do Compromisso do Missouri, com a ampliação do escravagismo aos novos territórios, que seria — pouco mais de dez anos depois — uma das causas do grande confronto interno, entre o Sul e o Norte, a Guerra da Secessão.

Lincoln, que a enfrentou, havia sido, em 1847, um dos poucos a se opor ao conflito contra o México. A partir de então, a ânsia imperialista dos Estados Unidos não teve limites. Suas elites dirigentes e seus governantes, salvo alguns poucos homens lúcidos, moveram-se convencidos de que cabia a Washington dominar o mundo. Ainda se movem nessa fanática determinação.

Agora, saem do Iraque e anunciam que deixarão também o Afeganistão, no ano que vem. Mas, ao mesmo tempo, dentro da doutrina Bush da guerra sem fim, preparam-se para nova agressão genocida contra o Irã. Os Estados Unidos nunca conheceram a presença de invasores estrangeiros. Sua guerra da independência se fez contra tropas britânicas, que não eram invasoras, mas sim ocupantes da metrópole na colônia. As poucas incursões mexicanas na fronteira, de tão frágeis, não contam.

Mas há uma força que cresce, e que não poderão derrotar: a do próprio povo norte-americano, cansado de suportar o imperialismo interno de seus banqueiros e das poucas famílias bilionárias que se nutrem da desigualdade. O povo, mais do que tudo, se sente exaurido do tributo de sangue que, a cada geração, é obrigado a oferecer, nas guerras sem glória, contra povos inermes e quase sempre pacíficos, em nome disso ou daquilo, mas sempre provocadas pelos interesses dos saqueadores das riquezas alheias.

A situação tomou rumo novo, a partir dos anos 80, como apontou, em artigo publicado ontem por El Pais, o biólogo e filósofo catalão Federico Mayor Zaragoza, ex-ministro da Educação de seu país e, durante 12 anos, diretor-geral da Unesco. A aliança de interesses entre Reagan e Margareth Thatcher significou a capitulação do Estado diante do mercado, e se iniciou a era do verdadeiro terror, com 4 bilhões de dólares gastos a cada dia, em armamentos e outras despesas militares, e, a cada dia, 60 mil pessoas mortas de fome no mundo.

Mayor lembra a que levou o novo credo das elites, que Celso Furtado chamou de “fundamentalismo mercantil”: a melancólica erosão da ONU e sua substituição por grupos plutocráticos, como o grupo dos 7, dos 8 e, agora, sob a pressão dos emergentes, dos 20. E na pátria da nova fé nas “razões do mercado”, os Estados Unidos, há hoje 20 milhões de desempregados, 40 milhões de novos pobres e 50 milhões de pessoas sem qualquer seguro de saúde.

A Europa assediada e perplexa, com a falência de suas instituições políticas, está presa na armadilha do euro, que não tem como concorrer com o dólar nem com o yuan, porque yuan e o dólar são emitidos de acordo com a necessidade dos Estados Unidos e da China. Disso conseguiu escapar a Inglaterra, que mantém a sua moeda própria.

Os Estados Unidos, se não houver a reação, esperada, de seu povo, se preparam para manter o terror no mundo, mediante suas armas eletrônicas de alcance global, entre elas os aviões não tripulados. Seu destino, se assim ocorrer, será o do atirador solitário, que se compraz em assassinar os inocentes à distância, até que alguém consiga, com o mesmo método, abatê-lo. E não faltam os que se preparam para isso.
blog do Mauro Santayana

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08:43:20
Coreia: quem manda é a China.
Não há como saber a verdade na terra desse genocida, que, espero nem o demo queira receber nas profundas do inferno. A dinastia de carniceiros norte coreanos vai continuar agora com um filhote de ditador, mas tudo manipulado pelo exército. E não adianta chiar. Nem ONU, Papa, e mais seja lá quem for. Quem manda mesmo ali naquele pardieiro comunista – coisa mais antiga se falar em comunismo, nem o Inácio Arruda o é mais – é a China. E estamos conversados.

Mas é preciso que existam esses maluquetes para justificar a existência imperial – esse, sim governa o mundo – do complexo industrial militar. Os Estados soberanos capitularam ante o capital desde a união de Reagan e Margaret Thatcher.

Afinal graças a essa cambada de insanos é que os gastos com armamentos alcançam a inacreditável cifra de 4 bilhões de dólares/dia. Enquanto isso, a cada dia, 60 mil pessoas morrem de fome ao redor desse mundo, governado por alucinados genocidas. De todas as matizes.

08:51:29
O grande livro da impunidade e o CNJ
Com a liminar que tira do CNJ o poder de punir malfeitos de juízes, o ministro Marco Aurélio Mello pode estar escrevendo seu nome na história do Judiciário como aquele que, mesmo involuntariamente, ajudou a manter a impunidade de alguns colegas. Lamentável!

09:22:59
Da série: “a estupidez é eterna”!
Nove anos, quase cinco mil americanos e mais de 100 mil civis iraquianos mortos e nenhuma arma de destruição em massa encontrada. Procura-se agora pos capachos do genocida Bush. Fora outra época e o texano cínico estaria em Nuremberg. No banco dos réus, “of course”!

09:36:36
Brasil: da série “o tamanho do buraco!”
Líder do PSDB na Câmara paga motorista com verba pública
O deputado federal Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Câmara, paga com dinheiro público um motorista particular que atende a seus filhos no interior paulista.
José Paulo Alves Ferreira, conhecido como Paulo Pedra, é desde julho contratado como secretário parlamentar pelo gabinete do deputado tucano, com salário que pode chegar a R$ 1.900,00, a depender de gratificações.
O expediente é cumprido em Ribeirão Preto, base eleitoral de Nogueira e onde moram os filhos. O deputado confirmou que o motorista atende a seus filhos, mas só “fora do horário comercial” e quando o parlamentar não está na cidade. Ele afirmou “não ver nada demais nisso”.
Folha de São Paulo

09:47:03
A chamada grande imprensa, acabou.
O que eles estão alimentando com o “mutismo venal”, é a ‘não notícia’ que alimenta as redes sociais que não têm o rabo preso a grupos econômicos nem políticos. Anotem aí: no máximo em 5 anos a maioria dos jornais dos USA estará extinta.
Aqui haverá de demorar um pouco mais em virtude do ainda limitado acesso a Internet.

14:44:18
E o Chávez, hein? Quem diria. Acabou em Irajá?
Pois não é que o doidivanas do Caribe, prendeu e deportou para Colômbia e EUA dois traficantes colombianos procurados por estes países. A quimio terá transformado o antiamericanismo do bolivariano caudilho?


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A marcha da insensatez – Gaza

A Marcha da Insensatez – Gaza
Foto: Kent Klich

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