Ex-combatentes no Cemitério de Arligton – Usa

Foto: Times/AP

Nota do editor

Tenho ao longo desses 6 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.

Explico: coloco nesses “posts” fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Troia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse “De Troia à Palestina”.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

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Quase 70 anos depois, descubram como os aliados pintavam o mundo fascista e, em especial, os nazis e reparem como é difícil de imaginar o mesmo tipo de propaganda nos dias de hoje. Ou será que não é assim tão difícil?


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Guerra no Iraque. A marcha da insensatez.

Um prisioneiro de guerra iraquiano de confortos seu filho de 4 anos de idade em um centro de reagrupamento de prisioneiros de guerra da 101 ª Divisão Aerotransportada perto de Najaf, no Iraque, neste 31 de março de 2003 foto de arquivo. O homem foi preso em An Najaf com seu filho e os militares dos Estados Unidos não queriam separar pai e filho.
Foto: AP/Jean-Marc Bouju

Nota do editor

Tenho ao longo dos 5 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.

Explico: coloco nesses “posts” fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Tróia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse “De Tróia à Palestina”.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

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Guerra no Iraque. A marcha da insensatez.

Nota do editor

Tenho ao longo dos 5 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.

Explico: coloco nesses ‘posts’ fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Tróia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse “De Tróia à Palestina”.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

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Por Vasco Pulido Valente, do jornal português Público:

Antes de Obama, outros Presidentes tinham recebido o Nobel da Paz: Theodore Roosevelt, Woodrow Wilson e Jimmy Carter. Theodore Roosevelt, um homem particularmente belicoso, foi o fundador do Império; Woodrow Wilson, a influência decisiva no Tratado de Versailles, preparou o advento de Hitler e da II Guerra Mundial; e Carter, coitado, foi uma irrelevância.

Vem agora Obama, que junta o incurável “idealismo” da política externa americana à retórica populista e, sentimental, que Tony Blair inaugurou e que, infelizmente, se tornou a linguagem do tempo. A “obamania” é um triste sinal de que o Ocidente perdeu qualquer espécie de faculdade crítica.

A palavra e o gesto bastam para lhe esconder o que se passa no mundo. Como se uma grande potência pudesse de repente mudar com uma criatura simpática e uma pequena dose de persuasão e boa vontade.

Para começar alguns factos: Guantánamo não fechou; a prática de sequestrar putativos terroristas (eufemisticamente denominada”extraordinary rendition”) em países “terceiros” não acabou; e não acabou também a prática de prender suspeitos de terrorismo, dentro e fora da América, e de os tratar como “no campo de batalha”.

Pior ainda, Obama não quis condenar, nem investigar os crimes de Bush, nomeadamente a tortura; só prometeu, nos casos mais benignos, tribunais militares (regidos, como é evidente, por lei especial) e sobretudo não limitou ou diminuiu a secrecidade e o arbítrio do Estado segurança. Isto quanto aos celebrados direitos do homem e à convivência amigável entre a América e o islão, em que ele proclama acreditar.

No Iraque, Obama continuou, com pouco sucesso, a estratégia de Bush e adiou a “retirada” para 2012, ou seja, indeterminadamente. Em contrapartida, depois de consentir na eleição falsificada de Karzai, resolveu reforçar as tropas do Afeganistão (20.000 homens até Março e talvez mais 40.000 até ao fim do ano) e, principalmente, alargar a guerra ao Paquistão.

O AFPAK, como já lhe chamam para abreviar, é um Vietname multiplicado por mil, uma aventura sem sentido e sem fim, que ameaça envolver a Índia e, muito provavelmente, a China (neste momento, os taliban ocupam uma parte considerável do território do Paquistão, publicamente protegidos pelo Exército como “reserva” contra a Índia). E no Médio Oriente, Obama não avançou um milímetro e parece mesmo que há o sério risco de uma nova Intifada.

Para um prêmio Nobel da Paz não é nada mau.

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Os caças do Brasil

Por Cel. Hiram Reis e Silva ¹

“A guerra não é mais para instalar outro modelo econômico: ela é o modelo”. (Dario Azzelini)

- Esclarecimentos – Projeto F-X2

“O Comando da Aeronáutica informou aos fabricantes finalistas do Projeto FX-2 (Boeing, Dassault e SAAB), nesta semana (8/9), que será possível apresentar propostas de melhoria dos quesitos que fazem parte do processo de seleção dos novos aviões de caça para a defesa do país.

Em nota divulgada nesta semana, o Ministério da Defesa informou que a negociação com os três finalistas prossegue com a possibilidade de aprofundamento e redefinição das propostas apresentadas”.

- Caças

“Não podemos comprar um avião caça sem possuir a tecnologia e é justamente porque pensamos em produzir uma parte deste avião no Brasil. Temos uma importante empresa que é capaz de fazê-lo”. (Presidente Luiz Inácio Lula da Silva)

A corrida armamentista, como sempre, devido aos valores astronômicos envolvidos, é carregada de escândalos, tramas de toda ordem, declarações estapafúrdias por parte das autoridades e argumentos inverossímeis dignos de um enredo de 007. Mas desta vez, achamos, que as tratativas estão tomando o rumo certo.

A França resolveu rever o alto custo dos 36 caças Rafale, ponto mais desfavorável aos franceses na disputa com os fornecedores suecos (da Saab) e americanos (da Boeing), e, também, conceder ao Brasil exclusividade nas vendas do jato na América Latina para que o acordo seja firmado.

Os americanos reagiram, imediatamente, e informaram ao governo brasileiro que a proposta de transferência de tecnologia só foi aprovada pelo Congresso norte-americano no último dia 5 setembro.

“A Missão dos Estados Unidos no Brasil recebeu diversas indagações sobre a situação da proposta da Boeing para a concorrência dos caças FX-2. Entendemos que uma decisão final ainda não foi tomada em relação ao vencedor do contrato. O F/A-18 Super Hornet é um caça de avançada tecnologia testado em combate e acreditamos que é o melhor em comparação com seus concorrentes. O governo dos EUA apóia totalmente a venda do F/A-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira.

(…) Isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva. O governo aprovou também a montagem final do Super Hornet no Brasil.”

- Submarinos nucleares

Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia: “A questão essencial nessa escolha (submarinos franceses) é a troca de tecnologia, que os outros países não fizeram. Não vamos mais às compras, mas vamos co-produzir os nossos armamentos. E isso tem importância para o atual quadro de defesa da América do Sul”.

“O Brasil está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) cinco submarinos pagando dez vezes o valor que poderia desembolsar se tivesse aceitado a proposta da empresa privada alemã HDW (Howaldtswerke-Deutsche Werft)”.

(O GLOBO)

O jornal O Globo, não menciona que a proposta alemã era apenas para a construção de dois submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica) e que a Marinha alemã não pode transferir tecnologia de construção de submarinos nucleares porque simplesmente não a possui.

A proposta francesa, por sua vez, inclui a construção, no Brasil, de quatro submarinos convencionais, que, através de transferência de tecnologia, capacitarão o País fabricar seus próprios submarinos com propulsão nuclear.

A proposta inclui, também, a construção de um estaleiro para a fabricação de submarinos e de uma nova base naval, para os submarinos nucleares. A tecnologia nuclear do submarino será integralmente nacional, desenvolvida pela Marinha do Brasil.

- Cel Gélio Fregapani

Mais uma vez me socorro da lucidez e do conhecimento estratégico militar de meu caro amigo Coronel Gelio Fregapani sobre a análise sobre a compra dos caças e submarinos nucleares pelo governo brasileiro transcrevendo parte de se Comentário nº 50, de 13 de setembro de 2009.

- Si Vis Pacem Bellum

“Se nosso objetivo é dissuadir, torna-se imperioso fazer com que o preço de qualquer agressão seja mais caro do que o possível lucro. Isto inclui a capacidade de causar danos na defesa e a capacidade de retaliar. Dentro dessas premissas, concluímos:

1. A melhor forma de dissuadir uma agressão é poder responder (retaliar) com um ataque nuclear. Quem tiver armas atômicas e meios de lançá-las sobre o país do agressor, estará livre de ataques militares e até mesmo de pressões insuportáveis. Submarinos nucleares sempre terão sua importância, mas só serão eficiente arma de dissuasão se dotados de mísseis com ogivas nucleares, capazes de atingir, das proximidades da costa, centros vitais do país agressor. Aumentando as tensões, teria que ‘viver’ no mar, incógnito, para evitar ser destruído no porto.

2. Se tratando de aviões, os únicos que poderiam retaliar seriam os Sukoy russos, pela autonomia. Para o combate, como plataformas de tiro, melhores ou piores, todos cumprem satisfatoriamente suas missões. O desempenho depende mesmo é do armamento e dos ‘avionics’. Contra um inimigo infinitamente superior, independente do tipo da aeronave, não teríamos chance de vitória ou de causar dano expressivo, mas provavelmente os nossos seriam destruídos ainda em terra. Neste caso a sobrevivência dependerá do sucesso em ocultar o local de guarda, o que favoreceria a escolha de aviões de pouso e decolagem vertical, mesmo em detrimento de outras características. Ainda assim, quaisquer dos que comprarmos serão úteis para manter a respeitabilidade entre e os vizinhos e, principalmente, para inibir (e combater), firmas de segurança tipo Blackwaters e Halliburton eventualmente contratadas pelas ONGs indigenistas para garantir a independência das reservas.

3. Em terra, não há como se enfrentar, em campo raso, exércitos infinitamente superiores, mas podemos desafiá-los com guerrilhas na selva, nas cidades e nos sertões, desde que haja população brasileira no local. Ainda que seja mínima a capacidade de retaliação – a não ser sobre os aliados do país mais forte – a capacidade de causar dano, de cobrar um preço caro demais pela agressão, dependerá de adequarmos o armamento, o equipamento e os procedimentos para a nova realidade.

A mobilidade ainda crescerá de importância, mas não as blindagens; motociclos e ‘boogies’ armados com mísseis devem substituir os dispendiosos e vulneráveis carros de combate (tanques). De vital importância serão os mísseis portáteis e as armas manejadas e controladas a distância, as minas e o jogo de sensores. Entretanto a chave da vitória será sempre a existência de uma população local, armada e imbuída de decisão de defender a Pátria. Só isto que deixa uma região inconquistável.

Isto evidencia o erro estratégico de interditar a fronteira aos não-índios. Só poderemos reverter a bobagem que fizemos, permitindo garimpos nas reservas”.

- Parceria com a França (Cel Gélio fregapani)

“Há lógica na definição da parceria militar com a França. Lógica, comercial, mas principalmente política. A França e o Brasil se unem, não contra os EUA, mas de alguma forma para fugir da sua influência.

Na época da bipolaridade, razões históricas e geográficas nos colocaram como aliados menores (satélites) dos EUA, o que, se não foi vantajoso pelo menos cumpriu a finalidade da segurança. Com a queda do mundo comunista, todos ficaram na incomoda posição de subordinação à hegemonia Norte-Americana, reconheçamos, bem mais suave do que as anteriores, mas nela não mais havia motivo para contemporizar com seus aliados e se ampliaram as desconfianças pré-existentes na medida em que disputavam o controle dos recursos naturais. Mesmo antes da crise, o futuro já apontava para uma tendência ao poder multipolar, cada grupo com um líder e seus satélites.

Numa comparação doméstica, Colômbia e Peru aprofundam a sua ligação com os EUA, aliás, de dependência. A Venezuela, o Equador e a Bolívia voltam-se para a Rússia, em alianças também desequilibradas, enquanto o Brasil tende a optar pela França, formando um bloco onde ambos os parceiros tem a mesma importância.

A orgulhosa França secularmente procura não se submeter a hegemonias, mas mesmo sendo um dos mais sofisticados tecnologicamente, não dispõe de base física para, sem alianças, ser um dos pólos de poder mundial. O Brasil, um país continental, com a Amazônia, mercado crescente, com produção agrícola, biocombustíveis e agora com o pré-sal, sem falar das maiores jazidas de urânio do planeta, torna-se para a França, o parceiro ideal. Poderia também ser o parceiro ideal para outras potências tecnológicas sem a base física, pois nenhum bloco pode ser significativo sem os recursos naturais de um país-continente. Foi uma questão de escolha.

Na parceria houve interesse estratégico. Para nós, a certeza da transferência de tecnologia propiciará o avanço que almejamos e em troca a França certamente visa, mais do que a mercados, ao acesso a recursos naturais escassos no mundo, entre os quais, sou capaz de apostar, o urânio. Vale lembrar que a França é uma potência nuclear. Por que não podemos ser também?

Prosseguindo esta parceria como esperamos, será formado um novo centro de poder a altura dos demais, mas onde os parceiros serão iguais e complementares”.

¹ Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

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Soldados americanos no Iraque

Fotos A Marcha da Insensatez - Iraque

Tenho ao longo dos 5 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.

Explico: coloco nesses ‘posts’ fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Tróia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse ‘De Tróia à Palestina’.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

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Atentado em Bagadá mata 95 pessoas
Fotos A Marcha da Insensatez - IraqueFoto: Maya Alleruzzo/AP

Nota do editor

Tenho ao longo dos 5 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.
Explico: coloco nesses ‘posts’ fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Tróia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse  ‘De Tróia à Palestina’.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

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Soldados americanos ‘removem ferido em combate na aldeia de Nawa, Afeganistão
Fotos A Marcha da Insensatez - Afeganistão

Foto: David Guttenfelder / AP

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Vítima de atentado terrorista no Paquistão
Fotos A Marcha da Insensatez - Paquistão Vítima de Atentado TerroristaFoto: Daniel Berehulak / Getty

Nota do editor

Tenho ao longo dos 5 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.
Explico: coloco nesses ‘posts’ fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Tróia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse  ‘De Tróia à Palestina’.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

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A crise iraniana é mais um sintoma do lento desaparecimento da figura do correspondente de guerra , especialmente daquele personagem glamourizado pela cinema e pela literatura, que desafiava a morte para cobrir conflitos e batalhas como testemunha ocular.

A crise iraniana está sendo coberta por repórteres que não podem sair dos hotéis de Teerã e que são obrigados a recolher material para suas reportagens recorrendo fontes indiretas e com escassa possibilidade de verificação, como mensagens transmitidas por correio eletrônico, weblogs , YouTube e o badalado Twitter, o microblog que virou uma febre mundial.

Os limites impostos pelo governo iraniano para a locomoção da imprensa estrangeira em Teerã são apenas a menor parte do problema, conforme reconhece Brian Murphy, da agência Associated Press. A esmagadora maioria das publicações internacionais substituiu seus correspondentes por freelancers (fotógrafos, cinegrafistas e repórteres) iranianos mesmo antes da proibição.

Se as dificuldades para a cobertura da crise fossem causadas apenas pelas limitações aos deslocamentos de repórteres estrangeiros, o uso de freelancers resolveria o problema porque, sendo iranianos, eles conseguem enganar mais facilmente as autoridades. O problema é que chegar até a notícia está sendo muito difícil inclusive para os locais, devido ao caráter descentralizado das manifestações e à guerra de rumores e conflitos espalhados por meios eletrônicos e pelo velho boca a boca.

A imprensa ocidental transformou o Twitter na grande vedete da crise iraniana atribuindo ao sistema de micro-mensagens transmitidas por internet e telefone celular o caráter de arma virtual contra a ortodoxia religiosa dos mulás iranianos. Algumas revistas semanais já batizaram a crise de Revolução Twitter.

Mas segundo Noham Cohen, do The New York Times, a situação é um pouco diferente e nada parecida com imagem uma tecno-revolução em marcha, transmitida pela TV norte-americana. O Twitter está sendo usado fundamentalmente para transmitir para o exterior imagens e informações produzidas por grupos de oposição aos ayatolás.

Internamente, são raríssimos os iranianos que usam os microblogs para se comunicar e menos ainda os que os empregam para fins políticos. A mobilização oposicionista contra o resultado das eleições presidenciais do dia 12 de junho, está sendo feita basicamente pelo sistema boca a boca, por blogs na internet e por torpedos enviados por telefone celular. Estas são, ainda segundo Cohen, as grandes armas da oposição liderada pelo candidato derrotado Mir-Hossein Mousavi, que denuncia fraude na votação vencida por Mahmoud Ahmadinejad, candidato à reeleição.

O essencial é que a imprensa estrangeira está sendo obrigada a informar com base em fontes que não tiveram acesso direto aos acontecimentos e por ferramentas como o

Twitter que podem ter acelerado a transmissão de fotos para o exterior, mas também causaram uma enorme confusão informativa interna por conta de uma onda de boatos espalhados por agentes do governo e ativistas pouco preocupados com a precisão das informações.

Esta também não é uma característica exclusiva da cobertura jornalística da crise iraniana. O mesmo fenômeno de “terceirização” noticiosa vem se agravando desde a guerra do Vietnã. O conflito no sudeste asiático foi a última grande oportunidade em que os correspondentes de guerra puderam deslocar-se livremente pelos fronts de combate recolhendo historias e imagens, sem intermediários.

O glamour dos correspondentes de guerra começou a se evaporar nas invasões norte-americanas no Iraque quando os repórteres perderam completamente a liberdade de movimento no front de guerra. Eles só podiam informar sobre o que os militares permitiam. A segunda invasão foi ainda pior porque a imprensa teve que vestir uniformes e incorporar-se às unidades em combate como se fossem soldados.

Em abril do ano 2000, o veterano correspondente de guerra Phillip Knightley[1] já havia decretado o fim dos correspondentes de guerra num artigo intitulado No More Heroes (Não há mais heróis). No texto ele previa que os jornalistas não teriam mais liberdade nas coberturas em combates porque a guerra tecnológica e a concentração de todas as informações nas mãos de militares impossibilitavam qualquer visão independente ou a verificação de versões conflitantes.

Os norte-americanos foram os que mais aprimoraram as técnicas de controle da imprensa em cenários de guerra, mas hoje os mesmos procedimentos se tornaram padrão em todos os exércitos do mundo. Os correspondentes acabaram tendo que se conformar com a posição de mensageiros da versão oficial dos fatos.

A tecnologia aumentou exponencialmente o volume e a velocidade de transmissão de notícias sobre guerras e conflitos mas sacrificou um personagem que já tinha um lugar cativo no imaginário popular. No caso do Irã, parece mais fácil acompanhar a crise de um computador em Nova Iorque do que nas ruas de Teerã.

[1] Phillip Knightley, inglês, é o autor do best seller The First Casuality (A primeira vítima) considerado um clássico do jornalismo em conflitos bélicos.

por Carlos Castilho – Observatório da Imprensa

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Soldados do Exército Americano no Iraque – Foto Laura Rauch/AP
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