Quando Philip Mould começou a trabalhar como marchand profissional 22 anos atrás, o trabalho de compra e venda de obras de arte de alto nível era limitado a um grupo restrito de historiadores experientes que vasculhavam o mundo em busca de obras-primas.

Mas o mundo atemporal da arte mudou na era da internet e da alta tecnologia. Mould e sua equipe antes se limitavam a examinar 15 a 20 obras por dia, mas hoje podem avaliar o valor de entre 50 e cem obras diariamente.

“Há mais possibilidades, mais descobertas”, disse ele. “Mas também há mais concorrência. Existe uma nova geração que curte a adrenalina e compra indiscriminadamente.”

O novo livro de Mould, “The Art Detective“, trata do mundo antes desconhecido mas hoje amplamente acessível da negociação e restauração de obras de arte. “O conhecimento está mais democratizado hoje”, diz ele.

No passado, ele tinha que usar fotos de baixa qualidade para avaliar uma obra de arte oferecida por um vendedor. Hoje ele pode examinar cada centímetro de um quadro de perto, usando imagens digitais modernas.

O subtítulo de seu livro é “Falsificações, fraudes, achados e a busca por tesouros perdidos” e uma de suas melhores histórias é a descoberta de um autorretrato de Rembrandt.

Atribuída originalmente a um seguidor de Rembrandt, a tela foi avaliada no passado como valendo entre US$ 2.000 e US$ 4.000 dólares. Mais tarde, tendo sido autenticada como autorretrato perdido, foi vendida por US$ 5,2 milhões em um leilão. Hoje, é estimada em US$ 40 milhões.

Especialista em retratos britânicos, Mould é apresentador do programa de TV “Antiques Roadshow”, em que especialistas avaliam o valor de antiguidades compradas na Grã-Bretanha. O programa já foi reproduzido em vários países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Austrália e Alemanha.

“MOMENTO MAIS INSTIGANTE”

Mould disse que é atraído pelas próprias obras de arte e pela emoção da busca.

“O momento mais instigante é quando uma pintura é restaurada”, disse ele. “É o equivalente artístico a uma cirurgia cardíaca. Às vezes nem consigo assistir ao trabalho. As emoções são extremas, especialmente quando você mesmo pagou pelo trabalho.”

Mould usa seu conhecimento especializado para expor fraudes. A polícia britânica estima que 50 % das obras de arte vendidas na eBay, por exemplo, são falsificadas.

“Há mais falsificações hoje. Muitas delas vêm da China, por exemplo. Mas ninguém pode recriar os efeitos do tempo. Mesmo o cheiro é importante”, diz ele.

“É muito empolgante. O conhecimento tradicional é muito ajudado pela ciência moderna”, acrescenta.

Por exemplo, uma tecnologia sofisticada de impressões digitais permite que compradores autentiquem obras de arte, encontrando a impressão digital do artista, às vezes de séculos atrás.

“Uma impressão digital é melhor que uma assinatura para determinar a autenticidade de uma obra. Diferentemente da assinatura, a impressão digital não pode ser falsificada.”

Reuters

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Patrões esquisitos

Numa escala de 1 a 10, qual seu grau de esquisitice? Se você acha que não passa de um, então não procure emprego na Zappos. Se for 10 talvez seja esquisito demais, mas suas chances de conseguir emprego são melhores.

Antes de maiores explicações, vamos dar dois cenários de empresas diferentes com conexões taiwanesas. A Foxconn, com sede em Taiwan, tem 700 mil empregados, 400 mil deles em Shenzen, no sul da China, onde fabricam componentes eletrônicos para Apple, Dell, Hewlet-Packard. Peças do iPhone e do iPad saem de lá.

Os empregados da Foxconn trabalham onze horas por dia, às vezes 13 dias seguidos sem folga. Dormem nove em cada dormitório, mal sabem os nomes dos companheiros de quarto, só comem no bandejão da empresa. Qualquer tipo de lanche fora das horas de refeição é proibido. O limite de hora extras na China é de 36 horas por mês, mas na Foxconn muitos empregados fazem 112 horas.

No fim das contas ganham US$ 1 por hora. Os banhos são frios. Estas condições do capitalismo chinês parecem piores do que os das empresas inglesas descritas por Marx e Engels, aqueles dois críticos do capitalismo selvagem inglês do século 19.

Só este ano, houve 13 suicídios ou tentativas de suicídio na Foxconn, entre eles o de Ma Chiangquian, que discutiu com o chefe e, como castigo, foi limpar privadas. Em depressão e absolutamente infeliz, saiu da fábrica pela janela do nono andar. O suicídio de Ma já aumentou os salários na fábrica e os patrões anunciaram mudanças de atitude. Nós, consumidores dos produtos chineses, vamos pagar a conta e as consequências da inflação que vem por aí.

Na Zappos, com sede em Las Vegas e presidida pelo taiwanês Tony Hsieh, os empregados ditam os “valores essenciais” – “hardcore values” -, uma espécie de código de valores e comportamento da empresa.

Os pais de Tony Hsieh vieram de Taiwan como imigrantes, e os três filhos cresceram em cima dos livros e instrumentos musicais. Esperavam que eles acrescentassem MDs, PhDs e outras abreviações preciosas aos sobrenomes. Tony estudou em Harvard, não acrescentou nada ao nome, mas junto com outro colega criou a LinkExchange que foi comprada pela Microsoft por US$ 265 milhões. Ele tinha 24 anos.

No livro que lançou esta semana, aos 37 anos, ele conta que vendeu a empresa porque tomou pavor dela depois que cresceu de 10 para 100 empregados. Ele e o sócio não conseguiam sair da cama para ir trabalhar.

Com o dinheiro, Tony Hsieh comprou parte da Zappos, uma empresa que vende sapatos pela internet. Na época, faturava US$ 1,6 milhão por ano. O problema dele de dinheiro já tinha sido resolvido (como presidente da Zappos, ganha R$ 5 mil por mês) com a venda da LinkExchange.

O que ele queria era criar um lugar que desse prazer de trabalhar, revolucionar o capitalismo, como sugere o título do livro, Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion and Purpose. (em tradução livre, Entregando Felicidade: Um caminho para Lucros, Paixão e Proposito).

Uma das primeiras decisões dele quando assumiu a Zappos foi pedir a todos uma lista de sugestões do que deveriam ser os 10 valores essenciais (“hardcore values”) da empresa. Chegaram a 37 propostas que foram reduzidas para 10, entre elas, “crie diversão e um pouco de esquisitice no trabalho”. Vem daí a pergunta sobre quão esquisito é o candidato que pede emprego na Zappos.

Este patrão escreve que se interessa tanto pelo conteúdo das respostas como pelas reações à pergunta: “A Zappos prefere as pessoas que sejam diferentes, todos nos somos meio esquisitos”, diz Hsieh.

Será preciso ser meio esquisito para vender sapatos? Talvez, mas este não é o ponto. A Zappos quer produzir o empregado feliz que dá lucro para a empresa. Não importa o produto. Um dia por ano – Bald and Blue Hair Day – , Hsieh raspa a cabeça de vários empregados, que escrevem a letra Z nas carecas, nas bochechas ou pintam seus cabelos de azul, a cor da Zappos.

Esta é apenas uma das demonstrações de dedicação e apreço a empresa que paga bons salários, raramente demite, oferece refeições de graça, jogos e outras distrações durante o trabalho, horários flexíveis, excelente seguro de saúde.

Você compra os sapatos pela internet, mas se precisar esclarecer dúvidas vai conversar com algumas das pessoas mais solícitas deste pais. Pode falar sobre as vantagens e desvantagens dos modelos dos sapatos. Ou sobre qualquer assunto. O tempo que quiser. Para reduzir custos, a maioria das empresas transferiram suas centrais telefônicas de atendimento ao cliente para a Índia e outros países. O da Zappos fica em Las Vegas.

A Zappos, segundo a revista Fortune, é a 15ª melhor empresa para se trabalhar nos Estados Unidos. Esta também entre as empresas que lideram as listas dos empregados campeões de lealdade. Desde a entrada dele, as vendas da Zappos subiram de um US$ 1,6 milhão por ano para US$ 1 bilhão.

Hsieh ainda não está feliz. Quer empregados que cheguem ao trabalho sapateando nas nuvens.

Lucas Mendes/BBC Brasil

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Empresários apostam cada vez mais em redes sociais

Empresas que investem na utilização de perfis em redes sociais como forma de marketing lucram mais, segundo aponta pesquisa feita pelo Altimer Group e Wetpaint com as 100 melhores empresas do mundo, sendo que destas, a que investiram em mídias sociais melhoraram seus resultados em 18%.

Segundo a gestora de marketing da Trevisa Escola de Negócios, Adriana Arroio, há aproximadamente um ano as empresas brasileiras têm ingressado neste novo formato de divulgação de marca, ainda timidamente, mas através dessa redes tentam conquistar clientes através da interação que as redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e outras oferecem.

Adriana também afirma que o número de clientes pode aumentar em média 20% quando se usa desta nova estratégia como forma de promoção. Segundo a gestora, as vantagens de investir nesta plataforma é baixo custo e o retorno a curto prazo.

“Dá para mensurar os resultados entre 30 e 60 dias”, afirma.

Porém é necessário ter estrutura para que as empresas saibam lidar com os comentários positivos ou negativos.

“Outra vantagem é que a interação permite transformar a imagem. Uma crítica pode rapidamente se tornar um elogio”, completa.

Um dos segmentos que também aposta nas redes sociais é o de bares e restaurantes.

OÓrçado em R$ 2,5 milhões, o recém inaugurado Johnnie Pepper, especializado em carnes acredita no mundo da tecnologia para a propaganda. Entre agência e sistemas especiais, o investimento do espaço é estimado em R$ 200 mil. Segundo Celso Stephano, sócio do estabelecimento, afirma que teve um retorno positivo e que pretende recuperar o valor nos próximos dois anos.

O “Foursquare”, foi uma das apostas da rede de restaurantes Spoleto, especializada culinária italiana rápida.

Segundo Leandro Maia, gerente de marketing, o investimento foi quase zero, porém o retorno positivo. “Apesar de o retorno ter sido bom, as mídias convencionais dão um resultado melhor, pois nem todos os clientes possuem celulares com tecnologia 3G, essencial no uso do ‘Foursquare’”, complementa.

A casa de shows e restaurante de culinária japonesa, Barracuda Sushi Bar, localizado na zona leste de São Paulo, também apostou neste modelo de mídia, e possui um programador para cuidar dos perfis da casa. Além disso possuem uma comunidade no Orkut com mais de dois mil participantes e através disso mandam mensagens diárias aos clientes. Essa prática fez com que o público aumentasse em 30%.

Outro empreendimento que apostou na tecnologia é Bar Bleecker St, que adotou o sistema para a realização de promoções. ” É uma forma de fidelização, não somente de chamar novos clientes. Para isso mantenho o público sempre atualizado”, conta Edu Pimenta, sócio proprietário da casa.

Pimenta investiu algumas vezes em mídia impressa e garante que o resultado não foi como o esperado. Segundo o empresário, é gasto um valor muito elevado, e por vezes não recuperado.

“O boca-a-boca funciona melhor nesses casos. Não tive o resultado esperado quando investi em publicidade nos meios impressos, por isso não voltarei a fazer. Acredito no potencial das redes sociais”, completa.

O sócio do Wall Street Bar localizado no Itaim Bibi, em São Paulo, Thomaz Rothmann , afirma que antes da inauguração do estabelecimento, há sete meses, fazia divulgação no Twitter, no Facebook e no Orkut. “Uso essas ferramentas para fazer divulgação dos jogos, às quartas-feiras, as novidades do bar e as promoções”, diz. Ele afirma que nunca fez anúncios da empresa em outras mídias e as redes sociais têm sido uma ótima forma de conquistar clientes.

A rede America, que completa 25 anos no mercado, começou com essas ações de marketing online há aproximadamente um ano. Quem cuida dos perfis nessas comunidades é a própria agência de publicidade responsável por promover a rede.

Para a gerente de marketing do America, Mirella Scorza, um dos diferenciais da propaganda na internet é que através disso é possível entrar em contato com todas as pessoas que citaram o restaurante de alguma forma em alguma das redes sociais, seja para fazer críticas positivas ou negativas, ou ainda dar sugestões sobre a rede.

Pesquisa

Segundo pesquisa do TI Inside, o Twitter tem cerca de 10 milhões de usuários e o Facebook, contempla 3,4 milhões de perfis cadastrados. A quantidade de usuários atraiu a atenção das empresas que começaram a investir pelas facilidades, como baixo custo e resultados garantidos independente do público a que se quer atingir.

Segundo explica Adriana Arroio é possível aumentar o número de seguidores em 20%, isso a depender da rede social.

“Com isso é possível uma visibilidade maior e aumento significativo na clientela”.

Alessandra Gardezani e Andrezza Ribeiro/DCI

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Nem só de chupa cabras vivem os fraudadores que atuam no roubo e clonagem de cartões de créditos. Inúmeros artifícios são utilizados para capturar dad0s dos mais desavisados.

Como sempre, a maior isca, e por isso altamente desconfiável, são as mirabolantes ofertas e fantásticos descontos oferecidos nos sites de comércio eletrônico.

Abaixo, dicas importantes para que você não seja vítima desses golpes.

O Editor


Como evitar o furto da senha de seu cartão

Clonagem tradicional do cartão de crédito tem perdido espaço para o furto da senha e de dados pessoais em sites de comércio eletrônico e e-mails

Se um bom desconto é chamariz para qualquer venda, o produto parece ainda mais atrativo quando chega com toda comodidade na casa do consumidor.

Contando com esse apelo, quadrilhas anunciam itens a preço de banana na internet, tornando as ofertas irresistivelmente acessíveis. De equipamentos eletrônicos a passagens aéreas, verdadeiros negócios da China multiplicam-se nos buscadores e propagandas virtuais. O que o comprador não sabe é que pode terminar com o carrinho de compras vazio e um rombo na conta bancária. Ao submeter os dados do seu cartão de crédito em um site falso, ele terá as informações copiadas e usadas indiscriminadamente por um fraudador. Afinal, de posse do número, data de validade e código de segurança do cartão, é possível fazer compras no nome de qualquer pessoa.

A sofisticação das técnicas empregadas pelos criminosos virtuais é a outra face da diversificação do comércio eletrônico. Estudo realizado pela CyberSource Corporation estima que só na América do Norte o prejuízo causado pelas fraudes em transações online ficou entre 3 bilhões e 4 bilhões de dólares em 2009, ou 1,2% da receita gerada por e-commerce nos Estados Unidos e Canadá. Não há dados disponíveis no Brasil, mas os desvios de contas bancárias apurados pela Polícia Federal fornecem um bom retrato da situação. Das 26 operações conduzidas de 2001 até o ano passado, apenas seis tratavam da clonagem física de cartões. O restante envolvia fraudes cibernéticas.

Para a Associação Brasileira de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) a popularidade desse tipo de golpe também se apoia na impossibilidade de clonar os chips que foram introduzidos nos cartões de crédito e débito ao longo dos últimos anos. Hoje, mais de 60% das transações no Brasil são feitas com o dispositivo e praticamente todos os terminais estão preparados para ler esse tipo de cartão. “As antigas tarjas magnéticas não deixaram de existir, até porque nem todos os países estão envolvidos na migração para essa tecnologia e os cartões internacionais ficariam inutilizáveis. Mas se um cartão chipado for copiado no Brasil, a compra não será efetuada”, afirma Henrique Takaki, coordenador do comitê de segurança da Abecs.

Em um cenário de maior segurança para os negócios presenciais, o anonimato e vastidão da internet forjam o ambiente propício para o aumento dos golpes virtuais. O que não faltam são estratégias para obter informações dos mais incautos. Uma das táticas mais conhecidas é o envio de e-mails que se passam por comunicados de bancos e órgãos oficiais. As mensagens solicitam o recadastramento dos clientes a partir da inserção de dados atuais, mas a Febraban (Federação Brasileira de (Bancos) alerta que as instituições financeiras nunca enviam esse tipo de pedido por e-mail. Os fraudadores também costumam anexar arquivos executáveis em mensagens com assuntos variados. O repertório vai de slides religiosos a cartões com declarações amorosas. No fim das contas, a curiosidade pode levar o usuário a instalar programas que permitirão aos criminosos captar senhas digitadas mais tarde no acesso ao home banking.

Para se precaver de ter o limite do cartão de crédito estourado sem se dar conta, o consumidor deve ficar atento aos programas de navegação utilizados na internet. As versões atualizadas dos browsers (como o Internet Explorer ou o Firefox) geralmente incorporam melhorias nos mecanismos de segurança. Takaki, da ABECS, aponta que o segredo é desconfiar sempre – seja de e-mails com remetentes desconhecidos ou de páginas com ofertas muito baratas. “Os primeiros resultados no Google também não garantem sites confiáveis. Alguém pode pagar para ter um link dentro da lista preferencial e, por isso, o ideal é optar por endereços já reconhecidos no mercado”, completa.

Chupa cabra

Consideradas todas as modalidades de fraude envolvendo cópias de cartão, estima-se que sejam desviados 500 milhões de reais por ano no país. Apesar da tradicional clonagem ter perdido espaço para os golpes online, não são raras as ocasiões em que as quadrilhas agem nos caixas eletrônicos ou máquinas de cartão de crédito e débito. Nesses casos, é instalado um aparelho conhecido como chupa cabra sobre a placa do equipamento original, responsável por copiar não apenas a trilha magnética do cartão, mas também a senha do usuário. “Antigamente, o mais comum era a existência de uma memória que deveria ser recuperada pelo criminoso, como se fosse um pen drive. Hoje, com tecnologia wireless e bluetooth, já é possível receber esses sinais por rádio”, explica o delegado Carlos Eduardo Sobral, da divisão de combate à crimes cibernéticos da Polícia Federal.

Antes de fazer uma operação financeira no caixa eletrônico, o consumidor deve se posicionar de frente para a tela, não permitindo que outras pessoas vejam qualquer movimentação manual. Vale testar a firmeza do dispositivo de entrada do cartão para checar se ele está bem afixado e seguro. Orifícios suspeitos ou parafusos mal colocados podem esconder câmeras, assim como panfletos afixados ao lado do equipamento. Tampouco é aconselhável aceitar a ajuda de estranhos. A despeito de agirem como funcionários do banco, os supostos ajudantes podem inclusive trocar o seu cartão sem que você perceba.

No caso das maquinetas de cartão de crédito, pode haver substituição sem que o lojista tenha participação no esquema. Isso acontece quando os criminosos se identificam como técnicos e adulteram o equipamento. Nessas situações, é impossível identificar qualquer sinal de fraude. Por outro lado, a conivência dos donos dos estabelecimentos também garante a execução de muitos golpes. Por isso, é aconselhável que o cliente fique atento aos movimentos do vendedor, sem nunca perder o cartão de vista. Mesmo que o plástico tenha chip, o lojista mal intencionado pode copiar a trilha magnética com uma máquina modificada e memorizar dados como data de vencimento e código de segurança quando estiver manipulando o cartão. Assim, ele poderá usar essas informações para fazer compras online ou por telefone.

Estorno

Caso tenha o limite de crédito usado por terceiros, o consumidor pelo menos não vai sentir o peso do golpe no bolso. A clonagem é de inteira responsabilidade da operadora de cartão e cabe a ela decidir se vai ressarcir o cliente ou deixar de cobrar as compras já efetuadas. Não há prazo estabelecido por lei para que isso aconteça, mas em geral as instituições pedem cinco dias úteis para averiguar o desvio. Depois disso, elas são obrigadas a arcar com todos os prejuízos.

A reclamação do dano patrimonial pode acontecer até cinco anos depois da fraude, mas o consumidor deve entrar em contato com o banco assim que possível para evitar maiores rombos. Justamente por isso, a técnica do Procon Renata Reis aconselha estar sempre atento aos extratos bancários para solicitar o reembolso diante de qualquer anormalidade. “Se o desvio aconteceu com todo o salário do cliente e a empresa ainda não devolveu o dinheiro, ele pode entrar com uma reclamação no órgão do consumidor para acelerar o processo. Todo dano gerado pela operação indevida deve ser obrigatoriamente coberto, inclusive multas sobre contas que não foram pagas por falta de recursos em caixa”, ensina.

Marcela Ayres/Exame

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Autor analisa influência do Google em todos os setores da sociedade

Quase todo mundo já ouviu a piada: “Não tem no Google? Então não existe!”. No livro “O Que a Google Faria?“, o proprietário de um dos blogs mais populares e respeitados da web sobre internet e mídia, Jeff Jarvis, defende exatamente isso.

O autor, que também é colunista do “Guardian” e criador da “Entertainment Weekly”, mostra como pensar de maneiras originais, enfrentar novos desafios, resolver problemas com soluções criativas, enxergar oportunidades e entender com outra perspectiva a estrutura da economia e da sociedade, ou seja, ver o mundo como o Google o faz.

Ao longo da obra, o autor interpreta as regras ditadas pelo Google com as quais devemos viver e fazer negócios em qualquer setor da sociedade, ilustra como essas leis podem ser aplicadas a diferentes empresas e analisa como o pensamento imposto pela empresa afeta nossas vidas e o futuro.

No trecho extraído do livro, Jarvis fala sobre o fenômeno dos links. Ele explica como o ato de linkar modificou os antigos papéis e criou novos em todos os tipos de área de atuação, chegando a fazer a seguinte comparação: “O link muda a arquitetura fundamental das sociedades e das indústrias, assim como as vigas e os trilhos de aço mudaram o modo como as cidades e nações são construídas e seu funcionamento”. Veja abaixo.

NOVA ARQUITETURA

O link muda tudo

Na manhã de 11 de setembro de 2001, eu estava no último trem que saiu de Nova Jersey em direção ao World Trade Center, e cheguei pouco depois de o primeiro avião de terroristas ter acertado a torre norte. Embora eu não trabalhasse como repórter havia anos, eu ainda era jornalista e trabalhava para uma agência de notícias, então decidi ficar por perto do que era claramente uma grande reportagem – ainda não havia percebido o quão grande ou perigosa. Fiz anotações no local e conversei com sobreviventes, enviando relatórios para os sites e jornais de notícias do meu empregador. Uma hora depois, eu estava a cerca de uma quadra do World Trade Center quando a torre sul desabou. A nuvem de destruição foi mais rápida que eu. Cego por causa dos escombros e coberto por eles, fui abençoado ao encontrar refúgio no prédio de um banco. Depois consegui caminhar até a Times Square, onde escrevi minha reportagem e, finalmente, graças a Deus, consegui ir para casa.

No dia seguinte, eu tinha mais coisas a dizer sobre o que havia visto e sentido e as notícias sobre o assunto, então decidi criar um blog. Eu havgia lido blogs. E também tinha conseguido o investimento do meu empregador na empresa que criou o Blogger e popularizou o formato (o Blogger foi comprado pela Google em 2003). Ainda não havia escrito um blog, porque achava que não tinha nada a dizer. Depois do 11 de setembro, eu tinha. Então planejei escrever o blog durante algumas semanas, até não ter mais assunto.

Mas, depois de escrever os primeiros posts, aprendi uma lição que mudaria para sempre minha visão da mídia e minha carreira, e que acabou me levando a este livro. Alguns blogueiros de Los Angeles leram o que escrevi, escreveram sobre o assunto em seus blogs e colocaram links para mim. Correspondi e coloquei link para eles. Naquele momento, um gongo ecoou na minha cabeça. Percebi que estávamos conversando – era uma conversa distribuída, que acontecia em locais diferentes em momentos diferentes, uma conversa possibilitada pelos links. Em pouco tempo, por intermédio da busca no Google, encontrei outras ocorrências de discussões sobre o 11 de setembro e o que eu estava escrevendo. Vi uma nova estrutura de mídia: de mão dupla e colaborativa. Percebi que essa estrutura redefinida o comércio, o marketing, a política, o governo, a educação – o mundo. O link e a busca criaram os meios para se encontrar qualquer coisa e conectar todo mundo. Agora todos podiam falar e todos podiam ouvir. Permitiriam que as pessoas se organizassem em torno de qualquer interesse, tarefa, necessidade, mercado ou causa. O link e a busca iniciaram uma revolução tinha apenas começado.

Meg Hourihan, uma das criadoras do Blogger, escreveu um artigo inovador em 2002, explicando os tijolos desse novo sistema (você pode encontrá-lo fazendo uma busca no Google pelo título “What We’re Doing When We Blog”). Hourihan argumentava que a unidade atômica da mídia online não era mais a publicação ou a página, com suas pressuposições da velha mídia, mas o post no blog, que normalmente contém uma ideia à parte. Casa post tem um permalink, um endereço onde pode ser encontrado eternamente, para ser linkado de qualquer lugar. Hourihan percebeu que o permalink era um método de organizar as informações e um modo de construir redes sociais com nossas conversas distribuídas. Foi isso que aconteceu quando os blogueiros de Los Angeles linkaram meus posts. Tivemos uma conversa, ficamos amigos e chegamos a fazer negócios juntos. Nossos links nos conectaram. “Assim como no caso do discurso livre”, escreveu Hourihan, “o que dizemos não é tão importante quanto o sistema que nos permite dizê-lo”.

Esses sistema exige que tudo sobre você, seu produto, sua empresa e sua mensagem tenham um lugar online com um endereço permanente, de modo que as pessoas possam buscar e encontrar você, depois apontar para você, responder e até mesmo distribuir o que você tem a dizer. Mais do que uma home page, é um lar para cada pedacinho do que você faz. Por meio do que você expressa online, você se reúne a outras pessoas – amigos, clientes, eleitores – em redes possibilitadas por links, redes construídas em plataformas como Blogger e Google. Agora você pode se conectar com pessoas diretamente, sem intermediários. O link e a busca são fáceis de usar, mas seu impacto é profundo.

Faça o que você faz melhor e coloque links para o restante

O link muda todas as empresas e instituições.

É mais fácil ilustrar seu impacto sobre as notícias. Se o negócio de notícias fosse inventado hoje, depois do link, tudo relacionado a elas – o modo como são coletadas e compartilhadas e até mesmo a maneiras de estruturar uma história – seria diferente. Por exemplo, na imprensa, os repórteres são instruídos a incluir um parágrafo com um histórica que resume tudo o que aconteceu antes desse artigo, para o caso de algum leitor ter perdido parte da história. Mas, online, os repórteres podem colocar links para a história em vez de repeti-la, porque um leitor pode precisar saber mais do que um parágrafo poderia transmitir, enquanto outro leitor, já informado, pode não querer perder tempo com repetições. Existem outros usos para os links. Ao citar uma entrevista, o artigo não deveria linkar a transcrição ou o site do entrevistado? Se outra organização de notícias consegue tirar a única foto de um evento, os leitores não deveriam esperar que uma história completa linkasse essa foto?

O link muda a estrutura e a economia de uma organização de notícias. Os jornais não precisam ter seus próprios jornalistas que escrevem sobre golfe, porque é mais fácil e mais barato colocar um link para sites de esportes com melhores coberturas de campeonatos – liberando recursos que seriam mais bem usados localmente. Os jornais não precisam de um crítico local de cinema porque os filmes são nacionais, e todos nós somos críticos. Os jornais não deveriam dedicar recursos às notícias pasteurizadas que já conhecemos. Eles precisam encontrar uma nova eficiência com base nos links.

O link muda a estrutura do setor. Se um jornal pretende se destacar – se quer que as pessoas encontrem seu conteúdo através de buscas e links -, precisa criar histórias com valor sem igual. Se quiserem sobreviver, os jornais devem concentrar seus recursos onde estes são importantes, direcionando os leitores a outros jornais oara que eles vejam o restante das notícias. Em resumo: faça o que você faz melhor e coloque links para o restante.

Além do caso da mídia, os varejistas deveriam colocar links para fabricantes com informações sobre os produtos. Os fabricantes devem colocar links para clientes que estão falando sobre seus produtos. Autores devem colocar links para especialistas (seria ótimo se livros aceitassem links). Caçadores de talentos, conferências, associações comerciais e universidades devem usar links para conectar pessoas que compartilham necessidades, conhecimento e interesses.

Em quase todos os setores e instituições, o link força a especialização. A ideia de fornecer um produto de tamanho único que faz tudo para todas as pessoas é vestígio de uma era de isolamento. Naquela época, os texanos não conseguiam obter notícias diretamente do The New York Times, do Guardian ou da BBC, mas hoje eles podem. Os moradores de Chicago não conseguiam comprar online na HotSauce.com. Essa mesma pressão pela especialização tem eliminando as lojas de departamento generalistas – primeiro por concorrentes de nicho nos shoppings e, agora, com varejistas online altamente focados. Servir às massas, como vamos explorar, não é mais o objetivo final das empresas. Servir a massas de nichos direcionadas – como o Google faz – é o futuro.

A especialização gerada pelo link fomenta a colaboração – eu faço o que faço e você preenche as lacunas. Isso cria novas oportunidades de organização – quando existem centenas de lojas de iluminação online ou milhares de sites sobre Paris, há a necessidade de alguém para organizá-las, linkando as melhores. E a especialização cria uma demanda por qualidade – se você quer se concentrar em um mercado ou serviço, é melhor ser o melhor para que as pessoas coloquem links para você, de modo que você suba nos resultados do Google e as pessoas possam encontrá-lo e clicar no seu site.

No varejo, na mídia, na educação, no governo e na saúde – em tudo -, o link fomenta a especialização, a qualidade e a colaboração, além de alterar os antigos papéis e criar novos. O link muda a arquitetura fundamental das sociedades e das indústrias, assim como as vigas e os trilhos de aço mudaram o modo como as cidades e nações são construídas e seu funcionamento. O Google faz os links funcionarem. A Google é a U.S. Steel da nossa época.

Folha de S.Paulo

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Expectativa é de que lojas virtuais faturem R$ 620 milhões.

Melhores condições de pagamento devem permitir presentes mais caros.

O comércio eletrônico deve registrar crescimento de 40% nas vendas do Dia das Mães deste ano em relação ao mesmo evento de 2009, segundo projeção da consultoria e-bit, especializada em informações sobre o setor.

A expectativa é de que as lojas virtuais faturem R$ 620 milhões com a data, que é a segunda mais importante para o setor, atrás apenas do Natal.

Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, disse em comunicado que o volume de vendas deve ser puxado pelas promoções que serão feitas pelas lojas, em meio a um ambiente mais competitivo no setor.

Segundo ele, as melhores condições de pagamento – que incluem parcelamentos de 12 vezes sem juros – permitirão vendas de presentes mais caros.”Acreditamos que essa deva ser a grande aposta para o Dia das Mães”, aponta Guasti.

A e-bit espera que os produtos das linhas de cosméticos e perfumaria, telefonia móvel e eletrônicos – incluindo televisores de plasma – sejam os destaques de vendas, junto com a tradicional linha de flores e cestas.

Valor

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‘Empresários do clique’ aproveitam navegação dos internautas para ganhar dinheiro

“Ninguém enche o meu saco, não tenho horário fixo e trabalho de casa. “Ainda que a descrição seja um sonho para muitas pessoas, é exatamente essa a realidade do webmaster Rafael Pereira, 22. O jovem, que mantém três sites de conteúdo pornográfico, só trabalha em função disso e ganha em média R$ 1.000 por mês. Na época que era liberado mandar scrap (recado) em massa pelo Orkut, chegou a faturar quantias maiores. “Conhece alguém que não tem faculdade e já ganhou US$ 150 por dia?”

O caso de Rafael não é exclusivo. Como o webmaster, há diversas pessoas na rede que ganham dinheiro exibindo anúncios de links patrocinados, por meio de programas de afiliação.

Esse tipo de serviço de publicidade funciona da seguinte forma: uma pessoa que tem um site ou blog cria uma conta em um programa de afiliação – como Google Adsense ou o UOL Afiliados – e escolhe o tipo de bloco de publicidade que quer pôr na página. Em seguida, o programa de afiliação gera um código HTML, que deverá ser copiado para o site. Após algumas horas, o site passará a exibir publicidade de acordo com o conteúdo da página. Se o site for sobre carros, por exemplo, aparecerão anúncios sobre venda de veículos ou acessórios. A cada clique dado nos links patrocinados, o dono do site recebe dinheiro.

Saiba como funcionam os links patrocinados

Os programas de afiliação não divulgam a porcentagem de ganho de cada um dos envolvidos (quanto fica com eles e quanto vai para o dono do site), mas o que se sabe é que, em linhas gerais, o valor do clique em um link patrocinado vale centavos. No entanto, por mais que pareça pouco, há pessoas que vivem apenas com a renda de clique.

O analista de sistemas Paulo Lima, 24, tem como única atividade profissional cuidar do site de variedades que ele criou chamado “Mundo das Tribos”. De acordo com ele, a adesão a programas de afiliação é uma boa forma para ganhar dinheiro. “Com o que recebo de propaganda consigo viver bem e pagar uma equipe de profissionais freelancers, responsáveis pela inserção de conteúdo no site”, disse ele, que usa dois serviços de afiliação distintos. Porém, não é só criar um site e aderir a esses sistemas de publicidade. É preciso ter uma boa audiência, para que haja mais chances de o visitante acessar os anúncios — daí a contratação de pessoas para a produção de conteúdo no “Mundo das Tribos”. Segundo Lima, seu site tem em torno de 400 mil page views (visualizações de página) por mês.

Paulo Lima, 24, tem um blog e mantém um equipe de freelancers; tudo isso pago com o dinheiro ganho na exibição de links patrocinados.

Os próximos planos do ex-estudante de redes é fazer algum curso mais ligado à comunicação. “Estou pensando em entrar em um curso de publicidade. Não pelo fato de a profissão exigir, mas sim por hobby”.

Bônus e ônus

Apesar das vantagens, as pessoas que vivem de publicidade na internet também enfrentam problemas de instabilidade financeira. “Da mesma forma que já ganhei R$ 4 mil em um mês, algumas vezes só ganhei R$ 300″, disse Rafael, que mantém sites de conteúdo adulto. “Às vezes é melhor ter um trabalho fixo, porque você sabe exatamente quanto vai receber no fim do mês”. Mesmo assim, o webmaster não está à procura de emprego. “Só saio se me oferecerem mais do que eu ganho em casa.”

Por não haver garantia sobre valores, quem trabalha em função de publicidade de links patrocinados sempre busca outra forma de se precaver. Rafael, por exemplo, vai começar a pagar INSS como autônomo. Já Paulo Lima tem previdência privada e, paralelo a isso, faz investimentos em ações e renda fixa.

Conta cancelada

Há ainda o caso de pessoas que podem contar com esse dinheiro para pagar as contas e acabam sendo banidas dos programas de afiliação. Após o início da veiculação de links patrocinados em um site, se os anúncios receberem muitos cliques de um mesmo endereço, a conta da pessoa é cancelada e o site para de receber links pagos. Essa “overdose” de clique pode ser ocasionada, basicamente, por dois motivos: tentativa de fraude (uma empresa quer derrubar a concorrente e clica em um anúncio o dia inteiro) ou por inexperiência (os amigos clicam nos links patrocinados do blog de uma pessoa para tentar ajudá-la a faturar mais).

Douglas Lazarini, 21, viveu um caso parecido com o último descrito. Após divulgar seu blog na faculdade, ele teve a conta de afiliação bloqueada. “Assim que coloquei o endereço no Adsense, avisei para os meus amigos. Um deles chegou para mim e disse que tinha clicado 50 vezes em uma propaganda – o que vai contra as normas do programa”, disse ele, que teve sua conta suspensa.

Mesmo assim, o estudante pretende criar, em breve, mais dois blogs e garante que aprendeu a lição. “Na próxima vez, só vou divulgar e deixar as coisas acontecerem naturalmente”, planeja. “Os serviços de links patrocinados têm um código que identifica, após determinado número de cliques, se alguém está tentando fraudar o sistema de publicidade online”, finalizou.

Guilherme Tagiaroli/UOL Tecnologia

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Um misto de empolgação e euforia contamina a rede mundial de computadores. São investidores, consumidores e internautas voltados para as novas tendências de negócios, buscando a melhor posição no ranking. Cada um com seus objetivos, mas todos na mesma histeria. Pessoas consumindo, buscando e também gerando, a cada minuto, todo o tipo informação.

Não tem jeito, todos os negócios da atualidade envolvem internet. Seja para anunciar, informar, apresentar ou simplesmente para fazer parte do mundo onde todos estão participando ativamente. Tem estreante a todo o momento.

Os Blogs estão se multiplicando não apenas como diários virtuais, mas também como fonte de renda. O twitter, onde o volume de “tweets” já passa de 50 milhões por dia, é o “boom” do marketing do momento, além de todos os internautas estarem se pronunciando como twitteiros, as empresas abraçaram a idéia com tudo. O Facebook, que nos Estados Unidos vem deixando todas as redes sociais para trás no número de logins, está entre os mais acessados no mundo. No Brasil, para os antenados já é a bola da vez. Há quem não saiba, mas o Facebook é uma ótima ferramenta de negócios. Diante de todas as novidades apresentadas nesta rede social em 2010, podemos trabalhar estratégias valiosas e aproveitar ao máximo o potencial de comunicação e marketing dentro dos novos recursos das suas páginas.

São ferramentas oferecidas de graça e pessoas se adaptando a elas em um mercado de adaptações. Se atuarmos a partir do princípio de que as redes sociais são nossas aliadas, que nossos sites devem ser como cartões de visita completos, trabalharmos com anúncios segmentados (no lugar certo), conteúdo verdadeiro (informativo ou de entretenimento), estaremos atuando certo. Sendo assim, deixamos a histeria de lado, juntamos nossos pertences entre os orkuts, twitters, facebooks e outros, e partimos para a avaliação de tudo o que estamos oferecendo e temos para oferecer, a qualidade dos nossos serviços, produtos ou desabafos darão o que falar.

Para aproveitar da melhor maneira todo este potencial da web, antes de tudo, temos que entender nossos “leitores” e não consumidores. Devemos lembrar que as pessoas acessam sites pelo conteúdo, e quanto mais relevantes forem nossas informações mais credibilidade e fidelidade teremos do nosso público. Com cautela devemos atentar sempre para a transparência, uma vez que, daí então consumidores, não querem propaganda, querem informação real, afinidade e confiança. Investir na verdade e mostrar quem realmente somos é o melhor negócio nesse mercado cheio de perfis falsos, produtos fantasmas e abordagens irrelevantes.

A dedicação, estudo e tempo também se fazem necessários para chegar aos objetivos, pois a velocidade e a instantaneidade com que se propagam as coisas é o diferencial do business. Da mesma forma é fundamental se manter sempre ativo neste processo de comunicação com o público alvo, uma vez que o feedback é instantâneo.

Roberto Soares Costa – Gerente de projetos na webrobertocosta.gp@gmail.com

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De olho nos descontos

Twitter aproxima clientes de suas marcas preferidas e ainda ajuda a encontrar as melhores pechinchas e economizar nas compras, com direito a promoções

O Twitter virou aliado de quem recorre a portais de comparação de preços para pesquisar pela Internet ofertas e características de produtos. Estudo da Intel aponta que 64% dos internautas pesquisam na rede antes de comprar pessoalmente. Usando o Twitter, cujo conteúdo é criado coletivamente, o consumidor pode encontrar descontos exclusivos e saber de queimas de estoque.

As dicas aliviam o bolso e estreitam a relação entre a marca e o consumidor. Um dos pioneiros é o perfil @oleitorvoraz, da editora Ediouro, que desde junho de 2008 oferece livros a quem participa com criatividade das promoções.

Perfis como o @ShoppingTijuca apontam lojas em liquidação, shows e ofertas exclusivas. Lojas que fazem sucesso na Web como a @americanascom, @pontofrio e @canalshoptime têm público cativo e atuante. Com milhares de seguidores, elas criam ofertas exclusivas para os seguidores repetirem, além de divulgar descontos e concursos dos sites.

Os descontos estão em todo tipo de estabelecimento. Para ganhar entradas de cinema, siga o @blockbuster_br, @botafogopraia ou @grupoestacao. Para conseguir ingressos para boates e casas de show, vá ao perfil do @grupomatriz.

SOB MEDIDA

Quem quer desconto na padaria, precisa anotar a senha divulgada no Twitter do @farinhapura, que também avisa quando sai pão quentinho. O publicitário Jorge Aldrovandi é um dos clientes cativos da Farinha Pura. Ele acompanha o perfil e troca a senha por descontos e produtos. “Acho uma forma sensacional de aproximar lojista e cliente. Moro perto e aproveito sempre”, conta.

Tamara Menezes/O Dia

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Kindle ultrapassou venda de livros na Amazon

Amazon vende mais e-books que livros físicos


Kindle, da Amazon: o leitor de conteúdos digitais foi o item mais vendido da loja nas compras de fim de ano

Em um comunicado oficial depois das vendas de Natal, a Amazon.com anunciou que seu leitor portátil, Kindle, é o mais vendido da história da loja.

De acordo com a companhia, nas compras de fim de ano, as vendas dos livros digitais superaram as dos livros físicos pela primeira vez. A Amazon, porém, não fornece os dados específicos.

O que se sabe é que os livros mais comprados no fim do ano, foram, em ordem: “Going Rogue” de Sarah Palin; “Símbolo Perdido” de Dan Brown; e “The Help” de Kathryn Stockett

Para muitos, a notícia comemorativa em relação ao Kindle (a segunda, em menos de um mês) é uma forma de espantar a concorrência, representada, especialmente, pela livraria Barnes & Noble, que acaba de lançar um leitor de e-books próprio, o Nook.

No mesmo comunicado, a Amazon também informou que, no dia 14 de dezembro, recebeu 9,5 milhões de itens pedidos pelo mundo, o que representa 110 presentes por segundo e um novo recorde da loja.

Em 2009, a Amazon diz ter feito entregas para mais de 178 países e 99% dos pedidos de fim de ano – considerados de 15 de novembro a 19 de dezembro – foram entregues no tempo previsto.

Segundo o relatório de itens mais vendidos no período natalino, os eletrônicos mais adquiridos foram, depois do Kindle, o “iPod Touch de 8 GB“, da Apple, e o GPS “Garmin nuvi 260w”, com tela de 4,3 polegadas.

No quesito videogames, o mais vendido foi o “Wii Fit Plus com Balance Board”, seguido por “New Super Mario Bros” e “Call of Duty: Modern Warfare 2″.

Dentre os software mais comprados, o “Microsoft Office Home and Student 2007” ocupou o primeiro lugar, “Adobe Photoshop Elements 8” o segundo e “Microsoft Office 2008 for Mac Home & Student Edition” o terceiro.

O preço no Brasil

Liminar permite comprar Kindle sem imposto

Em dezembro, uma decisão da Justiça Federal autorizou um consumidor a comprar o Kindle sem o pagamento de imposto de importação, reduzindo o preço do aparelho quase pela metade – no Brasil, segundo um balanço feito pela INFO, o leitor de e-books com todas as tarifas custaria aproximadamente mil reais.

A ação foi movida pelo advogado Marcel Leonardi que pedia à Justiça o direito de comprar o Kindle nos mesmos termos da lei para importação de livros e manuais impressos.

Ao ler o pedido de Leonardi, a juíza Marcelle Ragazzoni Carvalho, da 22ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, considerou a solicitação justa, pois considera que o Kindle tem função exclusiva de leitura e, por isso, deve ser classificado como um livro, ainda que em formato eletrônico.

A decisão tem caráter liminar e vale apenas para este pedido.

Guilherme Pavarin/INFO Online

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Tem medo de comprar na web? Manual traz dicas de segurança

Cuidados ajudam a fazer compras on-line para o Natal; ainda dá tempo.

Segurança com computador, sites e pagamento estão entre as dicas.
Altieres Rohr* Especial para o G1

Está cada vez mais difícil ignorar as ofertas na internet. Às vezes, o valor é menor do que na loja física – apesar do custo do frete –, e a diversidade de marcas e modelos presente nas opções na rede é inigualável. Se você ainda tem medo de realizar compras on-line, por qualquer motivo, este “manual” da primeira compra na internet pode ajudá-lo a fazer sua primeira aquisição na rede. Com essas dicas, você poderá fazer compras on-line da Natal com segurança. Ainda dá tempo!

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

No ano passado, também na época do Natal, a coluna divulgou os “dez mandamentos” para realizar compras na internet. Eles ainda valem e alguns deles são novamente mencionados nas dicas abaixo.

Capítulo 1: O computador

Não há compra com segurança em computador inseguro. Tenha um antivírus instalado, atualizado e realize um exame completo antes de fazer o pagamento (porque é no pagamento que algumas informações podem ser roubadas). Não use computadores públicos.

Nesta época, uma série de golpes temáticos envolvendo natal e final de ano circulam na rede: o G1 já mostrou os que circularam no ano passado. Esses golpes levam as vítimas a sites falsos que roubam dados ou contém vírus com a mesma finalidade. Evite-os para manter seu computador seguro.

Se você vai usar um notebook para a compra, faça-o em casa. A fabricante de antivírus Symantec alerta que você precisa tomar cuidado ao digitar senhas e dados bancários em locais onde pode ser visto por desconhecidos. Também não utilize conexões sem fio públicas ou inseguras (veja aqui como proteger sua rede sem fio).

Capítulo 2: A loja

A Symantec dá a seguinte dica: “não compre em uma loja virtual que você desconheça ou não tenha referência. Não se baseie apenas no número de opiniões positivas de usuários de sites de pesquisa de preços, pois algumas lojas turbinam os próprios números criando feedbacks positivos comentando sobre vendas que nunca ocorreram”.

Outro ponto importante – e aqui a coluna diverge da recomendação de algumas empresas de segurança – é ignorar qualquer “selo” que ateste a segurança do site. Não é possível verificar adequadamente a veracidade do selo, e um site falso pode colocar imagens de selo sem qualquer dificuldade. Por isso, embora alguns selos sejam de empresas ou organizações confiáveis, eles ainda não têm qualquer valor prático devido à facilidade com que podem ser abusados por criminosos.

Na verdade, apenas lojas legítimas – que precisam zelar pelo seu negócio e têm medo de sofrer processos – é que não podem usar os selos de forma indevida.

Tente pesquisar na web para descobrir referências sobre a loja. Use a dica desta coluna para verificar o cadastro do CNPJ da empresa. Fazendo uma pesquisa por um determinado programa de computador há algumas semanas, a coluna encontrou um site que vendia softwares e que estava com o CNPJ irregular por cinco anos.

O Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (CAIS/RNP) dá também a seguinte dica: “sites sem reputação com preços bons demais são suspeitos. Você pode não receber o produto, colaborar com a sonegação de impostos ou ter seus dados financeiros utilizados por terceiros”.

Se você vai tentar arriscar com uma loja que ainda não conhece ou não tenha referências – o que não é recomendado, na verdade –, atente para o produto que está comprando. Alguns podem levá-lo mais facilmente a locais fraudulentos e pode ser preferível que, se quer um destes, que volte a buscar uma compra em uma loja mais confiável.

Capítulo 3: O produto

Segundo informações do CAIS/RNP, produtos populares como “MP3 players, câmeras digitais, smartphones, laptops, TV LCD e navegadores GPS” são iscas comuns para atrair possíveis compradores a lojas fraudulentas, que não entregarão os produtos ou roubarão os dados dos clientes.

Não quer dizer que você não possa comprar esses produtos na web. Você pode. Mas é necessário atenção redobrada na hora de fazer a pesquisa pela melhor compra.

Outra questão são produtos falsificados. Um levantamento da Symantec feito em parceria com a MarkMonitor aponta que 24% dos resultados de pesquisa por produtos na web, com base em sites de língua inglesa, levam a sites com produtos falsos ou piratas. É o caso de joias, acessórios ou bolsas “de marca”.

Seja qual for o produto do seu interesse, pesquise preços em vários sites, inclusive em sites especializados nessa tarefa. Não se limite a apenas uma loja. Assim você tem noção do preço do mercado e poderá desconfiar caso alguma oferta seja “boa demais”.

Capítulo 4: O pagamento

Enquanto estiver realizando a inserção de dados pessoais e do cartão, atente para a presença do “cadeado de segurança”. Isso significa que o site está usando a tecnologia SSL para proteger seus dados contra roubo enquanto eles estiveram em trânsito na rede. Mas importante: simplesmente a presença do cadeado de segurança não garante que a compra será segura ou que a loja é confiável.

Para as lojas que oferecem, Sedex a cobrar é sem dúvida a forma de pagamento mais segura. Você só paga quando recebe o produto. Cuidado com débitos diretos na conta. De acordo com o CAIS/RNP débitos automáticos não autorizados são uma “prática frequente”.

O cartão de crédito tem a mesma segurança. Se você não receber o produto, pode contestar a fatura junto ao banco, afirmando que nunca recebeu. Esse processo, conhecido como “chargeback”, garante que você terá seu dinheiro de volta caso a mercadoria não seja entregue. Gera alguns transtornos, mas nenhum dinheiro é perdido.

Por outro lado, criminosos também podem roubar os dados do cartão se o seu computador estiver com algum vírus. Se você quer evitar isso, pode pagar no boleto bancário. Porém, no caso de boleto, fica mais complicado contestar.

Se preferir, na maioria dos casos é possível realizar compra, ou pelo menos o pagamento, por meio de um LiveCD com Linux. Isso garante um ambiente seguro para a digitação dos dados do cartão de crédito.

Vale lembrar que, uma vez recebido o produto, independentemente da forma de pagamento, você pode, pelo Código de Defesa do Consumidor, pedir devolução do dinheiro em até 7 dias após o recebimento. Confira outras dicas de compras para o final de ano do CAIS/RNP.

¹ Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.

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E-commerce: um mercado a explorar

Previsão da Câmara e-net, é de que as vendas on-line cresçam 30% ao ano

O Brasil é responsável por 45% do faturamento de comércio eletrônico da América Latina. Foto: Fotolia/ Golden Light.

Um estudo inédito da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), divulgado dia 26, revelou que 66% das empresas do varejo, associadas à entidade que responderam a pesquisa (cerca de 1.200), possuem site próprio. Outros 34% ainda não entraram no universo digital. A análise mostra que, do percentual de empresas que possui site, 64% ainda não utilizam o e-commerce como canal de vendas. Isso significa que 23% do total de pesquisados vendem pela web.

Apesar de as microempresas aparecerem no relatório entre as que menos estão on-line (41%), seguido pelas pequenas (15%), grandes (14%) e médias (5%), são elas que mais utilizam o e-commerce em seus negócios. Os dados foram apresentados durante o Ciclo MPE.net – Ciclo de Seminários de Comércio Eletrônico, realizado pela Câmara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico).

A micro empresa de Bruna Braz, que vende DVD de cursos para festas, é um exemplo de sucesso no e-commerce, obtendo 90% do faturamento das vendas pela internet. “Estamos na web há sete anos, com vendas por telefone; há quatro fazemos e-commerce. Quando começamos a fazer anúncios no Google, tivemos um incremento de 60% na nossa receita”, fala a empresária.

Segundo Sandra Turchi, superintendente de Marketing da ACSP, “a gente quer levar mais conhecimento sobre o uso das ferramentas digitais para gerar mais negócios aos empresários. Mesmo que o ramo dele não necessite de e-commerce, propriamente dito, ele pode usar a internet a seu favor e atender seu consumidor de uma forma ainda melhor,” diz.

Quando o estudo é dividido por setores, a indústria aparece como aquela que mais investe em sites próprios (80%). No comércio atacadista 70% têm sites próprios. Na área de prestação de serviços, 67% das empresas estão on-line. Na quarta posição, com média de 65% de empresas com seus negócios também na web está a construção civil. Na sequência estão, comércio varejista (60%) e instituições financeiras (58%).

A C&C Casa e Construção, é um dos poucos home centers que apostam no e-commerce de materiais de construção. Segundo Mauricio Grandeza, que há três anos está à frente das estratégias de televendas e e-commerce da empresa, entrar no comércio eletrônico foi um grande desafio para a loja que há nove anos está nesse nicho. “Esses anos foram bem difíceis. Desde o começo sabíamos que era um caminho sem volta. Temos no e-commerce um apoio fundamental para a loja física”, diz.

Do volume total de visitação do site do home center, 3% compram, enquanto do total de visitação da loja física cerca de 50% a 60% saem da loja com algum item. “Sabemos que o retorno é a longo prazo. Hoje, nosso foco principal é aumentar a base de clientes. Batemos recorde de vendas on-line em novembro com 54% a mais em relação ao mesmo período de 2008. No último dia 30, houve recorde de vendas em um único dia. Atribuímos isso ao 13º salário, ao bom momento da construção civil, redução de IPI e ao apagão. Registramos altas vendas em geradores, lanternas e luminárias de emergência pela internet”, fala Grandeza.

Para Sandra, da ACSP, estar on-line hoje é praticamente uma necessidade de todo mundo, das pessoas físicas e jurídicas. “Agora, quanto ao e-commerce, não é uma obrigatoriedade para todos. Depende do tipo de negócio, mas ela pode usar a internet para divulgar o seu negócio para vender no mercado B2B, usar sistemas de buscas orgânicas no Google ou outros, para aparecer para o seu mercado, do seu interesse”, avisa.

Quem não faz venda pela internet, pode estar perdendo uma fatia de mercado que cresce a cada dia. Dados da Câmara-e.net, mostram que o Brasil em comparação com países da América Latina é o que mais faz comércio eletrônico. “Nós temos uma posição de vanguarda e de liderança incontestável. Hoje o Brasil é responsável por 45% do faturamento do comércio eletrônico da América Latina inteira. Para você ter uma ideia, o México, que é o segundo colocado, representa 15% do faturamento. Somando o Brasil e o México, nós temos 60% do faturamento na região”, diz Gerson Rolim, diretor executivo da Câmara.

Isso significa que o comércio eletrônico no Brasil é muito evoluído e tem muito para evoluir. É um segmento da economia que cresce a uma taxa de 45% ao ano, nos últimos dez anos, segundo dados da Câmara-e.net. E as boas previsões não param por aí. Rolim diz que a entidade projeta “um crescimento de pelo menos 30% ao ano nos próximos cinco anos e que, a estimativa de faturamento apenas no natal de 2009, é de R$ 10,8 bilhões, excluindo as vendas de automóveis, de passagens aéreas e leilões online.”

Entrando na web – Um dos pontos chaves que levaram o Brasil à vanguarda nas vendas on-line “é justamente o que a gente chama de ecossistema do comércio eletrônico”, diz Rolim. Para quem quer ingressar na web e no e-commerce, várias empresas oferecem serviços e suporte. “Se quiser entregar, os correios têm um produto específico para o comércio eletrônico que se chama e-sedex. Você quer fazer a propaganda, o webmarketing, tem o Google, com o Adwords, que é líder em audiência. Não falta estrutura. As empresas que prestam serviço para o varejista on-line no Brasil estão muito evoluídas.”

Internet segura – A ACSP e a Câmara-e.net, lançaram no último dia 26, o Selo Internet Segura que vai vigorar a partir de fevereiro de 2010. O Selo só é concedido depois que alguns itens como: logística, meio de pagamento, atendimento ao cliente, risco de fraude e certificação digital de servidor SSL ICP-Brasil forem analisados e aprovados por auditores. O custo mensal da certificação é de R$ 49. Até agora, 18 dos maiores varejistas on-line do Brasil já têm o selo.

Por Paula Thomaz/São Paulo

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