Nem tanto ao céu, nem tanto à terra
por
Raquel Balarin ¹/Jornal VALOR

Empresário Eike Batista faz questão de ressaltar que está totalmente alinhado à atual política do governo Lula

Nas lojas GAP em Nova York, há um corner descolado das Havaianas. Em lojas e restaurantes da cidade, vendedores e atendentes falando português. Entre investidores altamente qualificados, um grande interesse pelo Brasil, um entusiasmo com o crescimento da economia e com a forma menos turbulenta como o país atravessou a crise. Todo esse frenesi poderia indicar que o Brasil resolveu todos os seus grandes problemas e que passou, finalmente, ao primeiro time. Uma entrevista dada esta semana a jornalistas estrangeiros pelo empresário Eike Batista, controlador do grupo EBX, em Nova York, mostrou, entretanto, como essa euforia tem mascarado desconfianças, preconceitos e temores em relação ao país.

Entre os temores estão a ainda forte dependência da economia brasileira do mercado de commodities, e, por consequência, do consumo do mercado chinês, hoje o grande comprador de matérias-primas de todo o mundo. Teme-se ainda a relação do Brasil – governo e setor privado – com regimes autoritários, como é o caso da própria China e também do Irã, as políticas que estabelecem percentuais mínimos de conteúdo nacional em grandes projetos, que são muitas vezes comparadas às políticas protecionistas de antigos governos, e a informalidade e sonegação de impostos.

“Muitos ainda têm uma visão do Brasil da década de 80″, desabafou Eike depois de um de seus encontros, visivelmente contrariado com algumas das perguntas. Palestrante principal do evento “Invest in Rio“, promovido em Nova York pelo Valor e pelo jornal americano “The Wall Street Journal”, o empresário praticamente deixou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no chinelo ao assumir o papel de grande defensor do país. A uma plateia de investidores, disse ser um “soldado” a serviço do Brasil, depois de explicar como já havia feito negócios em todo o mundo – do Chile à Rússia, passando pela Grécia e República Tcheca – até se dar conta, no ano 2000, de que a grande oportunidade para empreendimentos de recursos naturais estava no Brasil.

Com um tom para lá de ufanista, ele fez elogios ao surgimento de uma nova e séria classe política no país, destacou que os grandiosos investimentos de infraestrutura feitos na década de 70 contribuíram para a formação de profissionais com alto grau de conhecimento no segmento e fez questão de frisar que o consumo doméstico é o grande motor de crescimento do Brasil, em uma tentativa de relativizar a dependência do país às commodities.

No quesito diversificação e modernização da produção brasileira, o empresário faz questão de ressaltar que está totalmente alinhado à atual política do governo Lula. Defende as exigências de até 70% de conteúdo nacional (para a produção de navios e plataformas de petróleo, por exemplo), dizendo que com os 30% restantes pode adquirir a melhor tecnologia disponível no mundo, firmando acordo de transferências desse conhecimento. “É o que todos os países estão fazendo hoje. Por que não o Brasil?”, questiona.

Também mostra sincronia com o governo petista ao ressaltar que, em suas negociações com os chineses, têm dito que para cada três toneladas de minério de ferro vendidas, uma delas deve ficar no Brasil, para ser transformada em aço. “É assim que podemos deixar de ser exportadores de commodities”, explicou. Desde o início da gestão Lula, o governo vem insistindo com as mineradoras – em especial, a Vale do Rio Doce – para que invistam em siderúrgicas, agregando valor ao minério produzido no Brasil.

Eike adota um tom exageradamente otimista ao falar de Brasil. Por outro lado, um arsenal de críticas e preconceitos também parece não fazer jus à evolução vivida pelo país nos últimos 16 anos. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. O bom-senso indica que deveríamos seguir o caminho do meio. O otimismo e a euforia com o país não devem nos cegar em relação ao que ainda precisa ser feito, da mesma forma como esse hábito de criticar o Brasil e de desvalorizá-lo não deve nos impedir de admitir que o Brasil de hoje é, de fato, um novo país.

O arcabouço institucional é mais sólido, o acesso à educação, mais abrangente, a democracia está consolidada e o Brasil goza da confiança do mercado financeiro internacional. Não seria uma boa hora para uma reforma política ou um arranjo decente para o nosso intrincado sistema tributário? O próximo presidente poderia aproveitar os bons ventos para arrumar ainda mais a casa. Atitudes assim ajudariam a enterrar de vez aquela imagem do Brasil na década de 80.

¹ Raquel Balarin é diretora de Conteúdo Digital
E-mail: raquel.balarin@valor.com.br

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Internet-da-mais-poder-a-pessoas-comuns-diz-site

Internet 'dá mais poder a pessoas comuns', diz site.

Os protestos no Irã, a campanha presidencial americana do ano passado, a abertura de capital do Google e o surgimento de sites inovadores como Twitter, Facebook e Wikipedia, estão entre os “dez momentos mais influentes” da internet na última década, segundo os organizadores do Webby Awards, um reconhecido prêmio de excelência na internet.

A lista, englobando “uma década dominada pela internet”, tem como finalidade ressaltar o caráter da rede mundial como “catalisador da mudança não apenas em todos os aspectos da nossa vida cotidiana, mas em tudo, do comércio e as comunicações à política e a cultura“.

“O tema recorrente entre todas os marcos da nossa lista é a capacidade da internet de deixar para trás sistemas antigos e colocar mais poderes nas mãos das pessoas comuns”, disse o diretor-executivo do Webby Awards, David-Michel.

O prêmio, dado desde 1996 a diversas iniciativas presentes na internet, como sites, anúncios interativos, vídeos e filmes online, é considerado uma espécie de “Oscar da internet”.

Premiações

Entre as maiores façanhas da internet nesta década esteve o desafio às mídias tradicionais, ilustrado pela expansão do site de classificados gratuito Craigslist – que “causou um frio da espinha de jornais em todos os lugares”, segundo o Webby Awards – e a possibilidade de empresas anunciarem seus produtos ao lado dos resultados das buscas através do Google AdWords.

Com 20 mil artigos em 18 línguas só no seu primeiro ano, o prêmio considerou que o lançamento da enciclopédia digital Wikipedia no ano seguinte “simbolizou o poder da internet de levar pessoas que não se conhecem em diversas partes do globo a colaborar tanto em projetos grandes e pequenos”.

O prêmio destacou ainda a capacidade do antigo Napster, um programa de compartilhamento de música fechado em 2001, de “abrir as portas” para esse tipo de prática – uma “inovação que mudou para sempre a maneira como obtemos e experimentamos música e vídeo”, disseram os organizadores.

Nos anos seguintes, o prêmio destacou a abertura de capital em bolsa da gigante de informática Google “para se tornar a mais dominante e influente companhia da década” e o avanço da tecnologia de transmissão de dados em banda-larga possibilitou o advento do vídeo na internet – uma “revolução” que “remodelou tudo, da cultura pop à política”.
Nesse campo, o prêmio destaca o uso das mídias sociais tanto no caso da campanha presidencial americana de 2008 quanto nos protestos contra as eleições iranianas neste ano.

No primeiro caso, o prêmio afirma que “a internet alterou a forma de fazer política presidencial tanto quanto a televisão havia feito 40 anos, durante a disputa Kennedy/Nixon”.

No segundo caso, os organizadores indicaram a “impossibilidade de se censurar o Twitter”, um serviço de microblogging descentralizado que acabou se tornando uma das principais fontes de informação para o mundo exterior do que ocorria dentro do Irã.

O Webby Awards também destacou a expansão do site de relacionamentos Facebook, que colocou a chamada “mídia social” no centro das atenções.

Por fim, a lista inclui o lançamento do iPhone em 2007. “Na próxima década, estima-se que um bilhão de usuários virá para a internet pela primeira vez através de serviços móveis“, diz o Webby.

DEZ ‘MOMENTOS DA INTERNET’
2000 – Site de classificados Craigslist ameaça jornais

2000 – Google barateia publicidade online com AdWords

2001 – Wikipedia é lançada

2001 – Napster inaugura compartilhamento de arquivos

2004 – Google abre seu capital

2006 – Tecnologia permite difusão do vídeo online

2006 – Facebook e Twitter ganham espaço

2007 – Apple lança iPhone

2008 – Campanha presidencial nos EUA ganha a rede

2009 – Manifestantes iranianos driblam censura usando internet

BBC Brasil

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O apedeuta apesar da língua “plesa” tem a verboragia solta. E imprevisível. E tola na maioria das vezes.

Contudo, parece, que no caso da badaladíssima crise econômica, à pregação apocalíptica das inúmeras “otoridades”, o grande chefe dos Tupiniquins acertou ao nomea-la de marolinha. Sua (dele) ex-celência foi gozado e glosado pela oposição e pelos amestrados da mídia, tipo o escorregadio — ah! uma CPI da Embrafilme —, Jabor.

Considerando o que vem sendo divulgado pela mídia, por incontáveis economistas e demais “çabios” das análises financeiras, a tal crise era mesmo uma marolinha?

O que se pode concluir do que vai abaixo reproduzido?

17 países da zona do euro declaram ter saído da recessão, com destaque para França, Alemanha e Portugal.
NY Times

Bem na foto
Celso Ming – Estadão
Sortudo ou o que for, o presidente Lula ficou com a razão. Comparada com as projeções feitas pelo Morgan Stanley e seu economista-chefe, Marcelo Carvalho, de que o PIB do Brasil mergulharia 4,5% neste ano, a afirmação de Lula de que isso não passaria de “marolinha” estava bem mais correta.Terça-feira, o presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, avisava que o PIB brasileiro no segundo semestre avança ao ritmo de 4% ou 5%. Assim, ainda que o resultado líquido do ano fique perto de zero por cento, para 2010 já se pode esperar números próxmos dos 4%.

Recessão nos EUA chegou ao fim, dizem economistas.
Estadão
De 52 economistas ouvidos pelo WSJ, 38 dizem que país está saindo da crise.
A recessão nos Estados Unidos iniciada em dezembro de 2007 já terminou, segundo a maioria dos economistas consultados em um levantamento do Wall Street Journal publicado ontem. Na pesquisa, que entrevistou 52 economistas, 27 disseram que a crise já acabou e outros 11 acreditam que chegará ao fim neste mês ou no próximo.

Para a Riachuelo, junho foi um mês “fantástico”
Claudia Facchini, de São Paulo – Jornal VALOR
Na Riachuelo, uma das três maiores redes de vestuário do país, as vendas foram “fantásticas” em junho, afastando as nuvens negras que surgiram em abril e maio, segundo afirmou ontem o e gerente de relações com investidores da companhia, Tulio Queiroz, em teleconferência com analistas de investimento.

Bovespa fecha pregão em alta, aos 57.047 pontos
Petróleo sobe com dólar barato e melhora da economia na Europa
Dólar fecha em leve baixa em dia de volatilidade externa

Bolsas dos EUA sobem, animadas pelo lucro da varejista Wal-Mart
Da Reuters
Investidores ignoraram indicadores econômicos negativos do dia.
Índice de grandes empresas dos EUA teve alta de 0,69% nesta quinta.
Dólar forte mantém lucro trimestral do Wal-Mart estável
As bolsas de valores norte-americanas subiram nesta quinta-feira (13), com o resultado melhor que o esperado do Wal-Mart ajudando a ofuscar números decepcionantes sobre o mercado de trabalho e o varejo do país.
O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,39%, para 9.398 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,53%, para 2.009 pontos. O Standard & Poor’s 500, que reúne grandes empresas dos EUA, ganhou 0,69%, a 1.012 pontos.
As ações do Wal-Mart, maior varejista do mundo, avançaram 2,7%, depois da divulgação do resultado do segundo trimestre e da perspectiva para o ano completo.

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Quem viveu viu, Brasil credor do FMI, eu estou vendo!!!!

Anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Brasil vai adquirir bônus do Fundo Monetário, informou ele.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quarta-feira (10) que o Brasil emprestará US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e, com isso, voltará a ser credor da instituição de crédito internacional, algo que não acontecia desde 1982. Os financiamentos ao FMI serão feitos por meio da compra de bônus (uma forma de título) do Fundo, informou Mantega.

Ajuda à comunidade internacional
De acordo com Mantega, os recursos serão emprestados pelo FMI a outros países em desenvolvimento com “escassez de capital“. “É a primeira vez que isso acontece no caso brasileiro. O Brasil está encontrando as condições de solidez para emprestar recursos ao FMI. No passado, era o contrário: o FMI que socorria o Brasil quando era um país menos sólido. Agora, o Brasil acumulou as reservas para ajudar a comunidade internacional”, disse o ministro.

Aplicação das reservas
Segundo o ministro da Fazenda, a operação será realizada assim que o FMI concluir o formato de emissão dos novos bônus que serão emitidos. “Assim que o FMI terminar essses bônus, faremos esse aporte de US$ 10 bilhões. Na realidade, é uma aplicação que o Brasil está fazendo com parte das reservas”, disse Mantega. De acordo com ele, as aplicações no FMI não terão impacto nas reservas internacionais, que continuarão sendo contabilizados como uma “disponbilidade de recursos”.

Rendimento
Mantega não informou qual o rendimento que o Fundo Monetário Internacional oferecerá pelos bônus. “Não vamos esperar um grande rendimento, se não o FMI teria de repassar a um custo mais elevado aos países que precisam”, disse o ministro. Segundo ele, o Banco Central efetuará o resgate de parte das aplicações das reservas internacionais (que estão acima de US$ 200 bilhões aplicadas em títulos de outros países) para fazer o aporte ao FMI.

Mobilização de recursos
O Ministério da Fazenda informou que a contribuição do governo brasileiro para o FMI faz parte de um “esforço” para a mobilização de recursos para o FMI atender a outros países em dificuldades. Além do Brasil, a China comprará US$ 50 bilhões neste tipo de novo bônus, e a Rússia outros US$ 10 bilhões. A necessidade de captação de recursos por parte do FMI, de acordo com o Ministério da Fazenda, é de US$ 500 bilhões. em relação aos níveis anteiores à crise financeira. O governo lembra que essa foi uma das concordâncias da cúpula do G-20 de Londres, realizada no início de abril.

do G1

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PSDB provoca danos à Petrobras

Noticiário negativo causa queda das ações.

O mercado financeiro reagiu mal à criação, no Senado, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras. As ações da companhia puxaram para baixo a Bolsa de Valores de São Paulo e, segundo analistas, a tendência é de mau desempenho nas próximas semanas, em virtude do noticiário negativo que pode ser gerado pela CPI. Especialistas, porém, não veem grandes impactos na gestão da estatal.

“A Petrobrás deve permanecer na mídia de forma negativa enquanto durar a CPI”, comentou o analista Nelson Rodrigues de Mattos, do Banco do Brasil Investimentos, destacando que o impacto maior deve se dar junto aos investidores estrangeiros, que seriam mais vulneráveis ao noticiário político.

As ações ordinárias da estatal (com direito a voto) fecharam o dia em queda de 1,37%. Já as preferenciais caíram 1,39%. A Bovespa terminou o pregão em queda de 0,89%.

O Estado de São Paulo – Nicola Pamplona

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“Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou o que gerou a tal crise americana, segue um texto explicando a fuleragem para qualquer menino véi do buchão entender.

É assim:
O Jeremias, Beição pros mais chegados, tem um bar lá no conjunto Jereissati I, em Maracanaú, e se toca que o jeito é vender a
caninha no fiado porque a mundiça tá sempre lisa e num é todo dia que tem bico pra fazer e levantar um enche-bucho. Mas como ele né nem abestado, aumenta uma merreca no preço da dose, já que só vai receber no fim do mês.

Esse aumento a negada metida a besta chama de sobrepreço. O gerente do banco do Beição, um fela que se acha muita merda, chei de nove hora só porque estudou na Capital do Ceará, diz que as cadernetas das dívidas do Bar do Beição e grana são a mesma coisa. Então ele começa a emprestar grana pro Beição tendo o pindura dos papudins na caderneta véa como garantia.

Um outro magote de besta, gente graúda do banco, se confia na caderneta do Beição e começa a gastar esse dinheiro por conta, abrindo uma porrada de CDB, CDO, CCD, BMW, UTI, SOS e o carái a quatro que ninguém sabe que diabéisso. E esssa ruma de letrinha começa a animar a negada do Mercado de Capitais de uma tal de BM&F (uma coisa de gringo aí, onde o cabra tem que ser peitudo pra colocar dinheiro e, depois de um tempo, ou fica estribado ou se lasca todim).

Sei que esses bichos gostam da notícia e, mesmo sem saber que tão dependendo da caderneta do Beição, começam a gastar por conta também. Como tá todo mundo negociando o dinheiro do Beição como se fosse coisa séria e mais garantida que caganeira depois de sarapatel estragado, o dinheiro dele começa a rodar o mundo todo e tem nego em 73 países mexendo nesse dinheiro.

Até que alguém descobre que os fuleragens dos clientes do Beição tão tudo lascado e não vão pagar as contas. O Beição se  arromba, vê que cagou o pau e tem que fechar o bar.

Aí… A negada que contou com o ovo no boga da galinha …. tá lascada!”

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caderneta-de-poupanca

Segundo ele, poupança não pode se tornar atraente para ‘multinacionais‘.
Presidente disse que ainda vai debater o assunto com a equipe econômica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (16), após evento de promoção dos novos oficiais generais das Forças Armadas, que o governo promoverá mudanças nas regras da caderneta de poupança para impedir que ela se torne atraente para grandes investidores. Segundo ele, o assunto está em análise pelo governo e haverá uma reunião com a equipe econômica para decidir o que fazer.

“Eu vou ter uma conversa com o ministro Guido Mantega, porque primeiro nós precisamos proteger os poupadores para não permitir que pessoas que tenham muito dinheiro utilizem o dinheiro para aplicar na poupança. A poupança é para comportar os interesses da maioria da população que tem pouco dinheiro para que ela [a maioria] não tenha prejuízo. Nós vamos fazer isso com muito cuidado porque nós queremos preservar aquilo que temos de mais sagrado que são os poupadores brasileiros”, explicou Lula.

A preocupação do governo é a queda contínua da taxa básica de juros (a Selic) leve os investidores que aplicam seus recursos em fundos DI e de Renda Fixa para a poupança, o que diminuiria o volume de recursos para financiamento no país.

“Na medida em que você começa a cair a taxa de juros, você precisa ter um equilíbrio porque senão não é mais poupança, passa a ser investimento. Daqui a pouco as grandes multinacionais vão querer colocar dinheiro na poupança. Por isso, nós precisamos ter cuidado para não quebrar um sistema que funciona adequadamente”, disse.

Lula disse que não há previsão para anúncio dessas novas regras. Segundo ele, “nessas coisas de economia é preciso ter muita cautela.”

do G1

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crise-mundial-os-robos-de-wall-street-eles-foram-os-culpados

Softwares de inteligência artificial já controlam 40% das ações; e podem ter agravado a crise mundial

Os investidores não são os únicos culpados pela crise financeira. Parte da responsabilidade cabe a outro grupo, que pouca gente conhece: os robôs de Wall Street. É isso mesmo. Os principais bancos e corretoras dos EUA entregaram seus investimentos a softwares de inteligência artificial, capazes de raciocinar e agir muito mais rápido que os investidores humanos – tudo para tentar levar vantagem no dia-a-dia do mercado. Segundo a consultoria especializada Aite Group, quase 40% de todas as negociações realizadas nas bolsas americanas já são controladas por esses softwares, que são capazes de tomar sozinhos as decisões de compra e venda e também já controlam parte das operações realizadas em mercados internacionais. Ao todo, as máquinas fazem quase 1 bilhão de transações por dia.

Cada empresa do mercado financeiro desenvolve seus próprios softwares, cuja lógica é mantida em segredo. Ninguém sabe exatamente como eles funcionam, mas suas principais táticas são o processamento neural e os robôs têm liberdade para fazer experiências por conta própria até descobrir as melhores estratégias para ganhar no mercado – nem sempre obedecendo aos parâmentros definidos por seus criadores, os investidores humanos.

É aí que entra o problema. Há quem diga que a tecnologia piorou as coisas – confrontados com uma situação inédita, durante o pico da crise financeira, os robôs teriam reagido de maneira agressiva demais. “Os softwares intensificaram as ondas de pânicos no mercado”, diz o analista americano Matthew Samelson, autor de um estudo a respeito. Vários dos bancos que detonaram a crise usavam softwares de inteligência artificial: Citigroup, Lehman Brothers e Bear Sterns, entre outros, haviam delegado parte de suas operações aos robôs financeiros. Mas as finanças computadorizadas vieram para ficar. No ano que vem, mais de 50% das operações em Wall Street serão feitas pelos robôs, que agora estão aprendendo a ler antes de tomar decisões: as agências Reuters e Bloomberg já oferecem notícias financeiras escritas em linguagem de máquina, que os softwares conseguem ler e analisar em frações de segundo.

da Superinteressante

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bernard-l-madoff-golpe-50-bilhoes-economia-crise

Golpe(Pirâmide de Ponzi(*)) antigo que ainda pega muita gente, e não são pessoas simples não, são vítimas(**) ilustres que achavam que estavam fazendo um ótimo negócio, ledo engano. Curiosidade, olhem só o sobrenome do vigarista ao contrário “FFODAM”, é quem se F**** foi ele.

O esquema de Madoff era executado por meio de sua assessoria a fundos de hedge(equivalentes no Brasil aos fundos multimercados), instituições financeira e investidores individuais. Ele oferecia retornos constantes, mesmo em épocas de queda nas ações. Para isso, usava o dinheiro de novos clientes, em vez de utilizar a receita obtida com as aplicações dos recursos.

O modelo depende essencialmente do fluxo constante de novos investimentos. Se alguém interrrompe a corrente, o que pode acontecer com a retirada em peso de grande volume de dinheiro, o esquema desmorona sobre seu próprio peso. Com a crise bancária a partir de outubro, Madoff teve pedidos de resgates de US$ 7 bilhões aí a casa caiu, ou melhor,  a pirâmide desmoronou.

(*) Pirâmide de Ponzi – Na década de 20, o ítalo-americano Carlo Ponzi enganou mais de 30 mil norte-americanos ao prometer um retorno de 100% em apenas 90 dias. Ele chegou a ganhar diariamente US$ 250 mil. Os primeiros clientes receberam sua parte da bolada, mas os últimos perderam tudo. O golpe da pirâmide é simples. A base é composta pelos últimos investidores captados. O montante vai diretamente para o topo e todos os outros intermediadores envolvidos, da primeira escala à última, são remunerados com uma comissão.

(**)Vítimas: Paul Mccartney, Uma Thurman, Steven Spielberg, Fred Wilpon, Kobe Bryant, Elie Wiesel, Mortimer Zuckerman, Michael Geoghegan, Emilio Botín, Kenichi Watanabe

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crise-2008-a-2-melhor-explicao-da-crise

O sujeito acima é americano, e se chama Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…

O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte…

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Antônio Emírio socializa o prejuízo

Brasil: da série “quem te viu e quem te vê!”

Olhe só as voltas que o mundo dá. O impoluto, liberal e impávido Antônio Ermírio de Moraes, que sempre se achou o último bastião do empreendedorismo e crítico ferrenho, algumas vezes até teatralmente, do Estado, agora dá com as alquebradas contas e com as “quebradas” costas, às portas do papai Lula.

Quem vociferou contra o paternalismo Estatal até em, digamos assim, peças teatrais, quem criticava os bancos destinando-lhes as profundas dos infernos, findou por fundar um banco, o Banco Votorantim, foi um dos que arriscaram bilhões no cassino financeiro das bolsas de valores, pendura-se agora nas generosas têtas do Banco do Brasil.

Agora, você, eu, “nosotros” , prá pagarmos as nossas continhas do dia-a-dia…

Argh!

Votorantim não é mais o mesmo

A crise financeira não deixa de ser reveladora. Depois de perder R$ 2,2 bilhões com operações em derivativos e outros milhões com prejuízos da Aracruz, da qual é um dos sócios, o tradicional grupo paulista bate às portas do Banco do Brasil em busca de ajuda. Se a operação de venda de 49% do capital do Banco Votorantim for concluída, os Ermírio de Moraes conseguirão tapar um bom pedaço desse rombo financeiro.

Curioso, é

O empresário Antônio Ermírio de Morais passou a vida criticando quem faz da Viúva meio de vida. Agora recorre ao BB para salvar seu banco.

coluna Claudio Humberto

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Brasil: da série “o tamanho do buraco”!

Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa

Quinta-feira,23, o dólar ultrapassou os dois reais e meio. Há um mês, estava em um e meio. Mil explicações têm sido dadas, mas de uma conseqüência ninguém escapa: estamos financiando a ajuda que o Federal Reserve concede aos bancos e empresas americanas em estado pré-falimentar. Mais uma vez, a conta é mandada aqui para baixo, valendo referir que a Bovespa cai muito mais do que a Bolsa de Nova York.

A premissa para diagnosticar esse enigma está no ingresso de capitais estrangeiros no Brasil, desde os tempos do sociólogo. Bastava o Fundo de Auxílio aos Gatos Cegos da Califórnia chegar de tarde, passar a noite na Bovespa e ir embora de manhã, auferindo os juros mais altos do planeta.

Nenhuma regra se estabeleceu para a permanência mínima do capital especulativo estrangeiro, muito menos o Imposto de Renda e a antiga CPMF incidiam sobre ele.

Multiplique-se por milhões esse tipo de investimento e se terá a receita de por que, agora, os “investidores” estão indo embora e o dólar, como resultado, preparando-se para chegar à estratosfera.

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