O iPad, o mais novo produto da Apple, chegou às lojas dos Estados Unidos.

O aparelho em formato de prancheta pode ser descrito como um híbrido de iPhone e laptop.

O produto, que parece um iPhone grande, pode ser usado para assistir filmes, armazenar fotografias e navegar na internet.

O modelo que foi à venda pode se conectar a internet sem fio, mas não possui tecnologia 3G, de conexão à rede por celular, e ainda não pode ser usado fora dos Estados Unidos.

Filas e críticas

Cerca de 500 pessoas esperavam em frente à loja da Apple em Nova York para comprar o produto. A loja abriu suas portas às 9h (10h no horário de Brasília).

Algumas das pessoas haviam viajado de diversas partes dos Estados Unidos e do mundo.

Em várias lojas, algumas filas foram formadas na sexta-feira, um dia antes do lançamento do iPad. Um dos fundadores da Apple, Steve Wozniak, visitou uma das filas na Califórnia na noite de sexta-feira.

Ele disse que havia encomendado seu iPad pela internet. O aparelho está sendo vendido por preços que variam entre US$ 499 e US$ 829 nos Estados Unidos (entre R$ 880 e R$ 1.460). A Apple ainda não divulgou quanto o aparelho custará em outros países.

“Será um grande sucesso entre uma parte muito pequena do público – amantes de Mac e pessoas que gostam de novidades”, afirma o repórter de tecnologia da BBC, Rory Cellan-Jones.

“A grande questão é saber se há um mercado grande entre os smartphones e os laptops”, afirma.

Apesar do grande entusiasmo de vários clientes do produto nas filas nos Estados Unidos, o produto já foi criticado por alguns especialistas e usuários.

Para o especialista Ian Fogg, do site Forrester, o iPad não pode ser facilmente sincronizado com aparelhos celulares e laptops.

BBC

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A incógnita da internet no jogo político-eleitoral

Há um consenso entre os que estudam a internet de que ela terá uma grande influência na definição dos novos centros de poder que estão surgindo na sociedade contemporânea. Mas o que ninguém sabe é como este processo vai se desenrolar, quando os seus resultados aparecerão e de que forma.

Os processos eleitorais configuram momentos em que as pessoas tomam decisões que vão moldar o cenário político e por consequência uma nova geografia do poder no país ou na região. Como a internet já faz parte do contexto social contemporâneo, ela começa a provocar reações desencontradas tanto entre os conservadores como entre os liberais.

As pessoas tomam decisões a partir de mensagens captadas pelo sistema cognitivo individual que por sua vez está condicionado a contextos específicos, dando origem a percepções diferenciadas. As mensagens são transmitidas e recebidas dentro do processo da comunicação, transportadas pelos chamados meios de comunicação (jornal, radio, TV, internet, cinema, livros, publicidade, propaganda etc.).

A internet é um meio de comunicação que opera no contexto de redes sociais formadas por usuários que interagem de forma horizontal e descentralizada. Estas características levaram o sociólogo espanhol Manual Castells a afirmar que “numa sociedade em rede, a política é essencialmente a política da mídia”, ou seja ela é determinada pela política dos meios de comunicação.

É esta característica que está deixando os conservadores nervosos e beligerantes enquanto os liberais mostram-se perplexos e desorientados. A internet quebrou o controle quase absoluto que os conservadores tinham sobre os meios de comunicação e isto os está assustando muito. A multiplicação vertiginosa dos weblogs, a disseminação viral dos twitters e o crescimento constante das redes como Facebook, os colocam diante de situações não previstas e incontroláveis.

O controle da comunicação sempre foi junto com a força militar o binômio responsável pela hegemonia de um segmento social cujo poder é financiado pela acumulação de riquezas. Como os conservadores estão perdendo o controle da comunicação isto os está obrigando a rever o seu modelo de poder político. A recente crise no sistema financeiro mundial é um sintoma deste ajuste, que até agora ninguém sabe como vai terminar.

Por seu lado, os liberais, ainda não chegaram a um consenso sobre o modelo econômico que viabilizará os negócios digitais, a longo prazo. A ausência deste modelo fragiliza os seus questionamentos políticos porque mantém a dependência dos internautas em relação à economia convencional.

Politicamente, a geração internet mostra-se refratária às práticas e valores tradicionais tendendo ao nihilismo eleitoral. Mas esta atitude, embora rotulada como apolítica, é na verdade profundamente política, porque aponta para o surgimento de um contra-poder alimentado pela comunicação horizontal e descentralizada dentro da internet.

Os dilemas e incertezas dos que desconfiam da internet são claramente visíveis na imprensa brasileira, que se mostra integrada ao sistema de poder político hegemônico no país, sem dar-se conta de que existe um contra-poder em gestação, cujo perfil é totalmente distinto daquele que caracterizou a esquerda.

A cobertura das eleições presidenciais deste ano faz parte deste contexto midiático e tende a fortalecer a ideia de que só existe um poder político, o que é uma ficção. Existe um poder hegemônico, mas a internet está criando outro que funciona segundo regras próprias e que em sua maioria ainda não foram suficientemente materializadas. A única coisa que se sabe é que ele provavelmente será fragmentado e descentralizado.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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Brasil: da série “O Tamanho do Buraco”!

Quanto gastam com propaganda o Governo Federal, o Governo de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo.

Vejam aí Tupiniquins pra onde vai o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho!

Enquanto isso, o povo, nada! E se afoga!

Fonte: Revista Época

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A mudança nos telejornais é impressionante. Para concorrer com os blogs, os âncoras dos telejornais têm agora uma postura mais descontraída.

Perderam aquele ar que o Cid Moreira ‘trajava’, tal e qual um abonador da narrativa de uma verdade histórica, e adotaram a informalidade blogueira de um William Bonner.

Para não serem “furados” pelo Twitter os telejornais deram maior dinâmica às barras de informações que ‘correm’ na base da tela.

Ainda assim, na forma, a notícia está descontextualizada com o espectador comum. Esse quer somente quer saber se vai chover ou não. Dispensa toda aquela linguagem incompreensível e empolada de tecnicidades de “frentes equatoriais” e “massa polar intertropical” e outros quejandos meteorológicos.

A necessidade de uma fala mais coloquial talvez tenha precipitado o ostracismo de “o dono da verdade” de um Boris Casoy.

O Editor


Nos anos 1950, Walter Cronkite, o ícone mundial dos âncoras de telejornais, tornou-se um personagem paternal para milhões de norte-americanos ao encarnar a figura de um grande contador de histórias do jornalismo moderno.

Com a industrialização do processo de produção de notícias nos jornais impressos e a brutal concorrência entre telejornais, a figura do contador de histórias perdeu cada vez mais espaços até ser recuperada, muito recentemente, com surgimento dos weblogs produzidos por pessoas comuns, sem formação jornalística.

A generalização dos manuais de redação e a ditadura da pirâmide invertida acabaram padronizando e pasteurizando os textos jornalísticos que se tornaram frios e impessoais, como uma bula de remédios. As notícias publicadas num jornal ou lidas pelos âncoras de telejornais passaram a ser algo muito distante do público, ao usar estilos de redação que ninguém ousa reproduzir numa conversa de bar ou em família, sob pena de ser imediatamente ridicularizado.

Você já imaginou o que seus amigos diriam se você chegasse no bar e anunciasse: “O presidente do Senado, José Sarney, disse ontem que não deve ser discutida a decisão do STF que manteve a censura sobre o jornal O Estado de S.Paulo. Anteontem a corte rejeitou o pedido do jornal de publicar informações sobre investigações da Polícia Federal sobre Fernando Sarney, o filho do senador”.

No mínimo uma sucessão de gozações, motivadas pelo fato de que você ignorou a regra básica de qualquer contador de histórias: a informalidade e a descontração. Em circunstâncias absolutamente normais você diria: “Pessoal, dá para acreditar… O Sarney está agora defendendo também a censura à imprensa. Ele disse que a gente tem que aceitar sem discutir a decisão do STF de impedir o Estadão de publicar uma reportagem sobre suspeitas de corrupção do filho dele. Pode…”.

Os profissionais perderam o hábito de contar histórias, e os mais jovens nem chegaram a experimentá-lo por causa da automatização e produção em massa de notícias dentro de redações jornalísticas. Para evitar erros e diante da falta de tempo para corrigi-los, criaram-se os manuais de redação que acabaram sendo desvirtuados ao se transformarem em barreira contra a diversificação e personalização das narrativas jornalísticas.

Quando Henry Ford criou a linha de montagem na indústria automobilística o resultado foi um aumento na produção de carros e um menor índice de erros, mas o sistema se mostrou, mais tarde, inibidor da criatividade dos empregados e da personalização dos automóveis, uma exigência do consumidor. Uma das razões do sucesso da indústria automobilística japonesa está justamente na crítica da linha de montagem fordiana.

O desaparecimento do repórter contador de histórias, uma postura que nasceu junto com o jornalismo, há séculos, coincidiu também com o divórcio dos profissionais em relação ao público. Os leitores passaram a ser um incômodo para as redações, o que está na origem de um distanciamento que alimenta queixas e antagonismos.

Foram os weblogs produzidos pelos chamados jornalistas amadores que começaram a recuperar uma velha tradição de contar histórias, um formato narrativo muito mais próximo do público do que as fórmulas preconizadas nos manuais de redação. Cronkite simbolizava o personagem paternal que no início da noite contava para seu público o que havia acontecido nas ultimas 24 horas. Era o pajé eletrônico contando as novidades do dia para a aldeia televisiva reunida na taba virtual.

Não se trata de lamentar, nem de saudosismos do tipo “velhos e bons tempos”, mas de recuperar uma relação de confiança mútua entre profissional e o público que permanece na base da jornalismo. É necessário repensar e contextualizar as fórmulas e os manuais de redação para integrá-los à nova ecologia informativa criada pela internet, onde o leitor deixou de ser um consumidor passivo de notícias.

Alguns dirão que a missão do jornalista não é contar histórias, mas sim dar informações. Outros, como o americano Jeff Jarvis, afirmam que os profissionais já não são mais donos das histórias e nem podem se colocar no centro do palco para contar um fato. Há muita polêmica sobre como os jornalistas devem passar informações, se do tipo relatório impessoal ou contando histórias. Uma coisa parece, no entanto, inevitável: o estilo pirâmide invertida já não é mais uma unanimidade.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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A arte do grafite com ferramenta de reflexão

Arte - Esculturas Arte Grafite Rede Globo

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O leitor Sérgio Ribeiro, de São Paulo, perguntou num comentário postado aqui no Observatório se a avalancha informativa gerada pela internet e pela digitalização, em vez de ajudar não está complicando ainda mais a já atribulada vida do cidadão contemporâneo? Ele questiona se os mortais terão capacidade de lidar com tanto conteúdo e se na verdade não estamos criando um fantástico desperdício informativo?

Ele não é o único a se colocar a mesma dúvida e se formos ver em detalhe, é bem possível que cheguemos também à mesma pergunta.

Para encontrar uma resposta tranqüilizadora, nós teremos é que mudar o foco das nossas preocupações. Até agora, o metro usado para medir quantidades de informação era dado pela nossa capacidade de processá-la. Nós comprávamos só os livros, jornais e revistas que poderíamos ler, só ligávamos a televisão para ver os programas considerávamos interessantes, e por aí vai.

A avalancha informativa mudou os parâmetros e passou a concentrar as preocupações nas comunidades, na sociedade global. E por que isto?

Antes da revolução tecnológica, o conhecimento individual era suficiente para atender às nossas necessidades de produção de novos conteúdos informativos e alimentar a criatividade universal. Os cérebros privilegiados, os cientistas e aquelas pessoas que muitos chamam de gênios.

Mas a economia cresceu e se diversificou, passando a exigir novos conhecimentos para alimentar a cadeia da inovação. A demanda de conhecimentos superou a oferta, pressionando a busca de inovações que acabaram levando à revolução gerada pela digitalização e pela internet. A combinação de ambas liberou uma massa de informações, dados e conhecimentos nunca vista na história da humanidade.

Usando dados da pesquisa How Much Information, feita em 2002 pelos professores Hal Varian e Peter Lyman, da Escola de Sistemas e Gerência da Informação da Universidade da Califórnia (Berkeley) , seria possível estimar que, em 2008, a avalancha informativa disponibilizaria para cada ser vivo no planeta uma pilha de livros, DVDs e CDs da altura de um edifício de nove andares.

Um número como este deixa muita gente na dúvida. Primeiro se o cálculo está correto e, em segundo lugar, porque comprova uma distribuição de conhecimento muito mais desigual do que imaginamos.

A questão é que esta massa de informações é necessária para alimentar um processo de produção de conhecimentos que adquiriu também características inéditas na história da humanidade. Quando você faz uma busca no Google, cada resultado que você lê na tela resultou de vários bilhões de recombinações de informações armazenadas nos servidores do mecanismo de busca, tudo em questão de fração de segundos.

Nós ainda estamos acostumados a pensar em termos aritméticos em matéria de absorção de conhecimentos. Mas o mundo já funciona numa outra realidade movida basicamente à base de informação, quase na velocidade de luz. Sem ela, a economia moderna entraria em colapso. O sistema financeiro simplesmente desapareceria. O tráfego aéreo implodiria.

Na verdade não há desperdício informativo. Pelo contrário, a demanda continua crescendo e a oferta, também. Tomemos o caso da chamada Web social, formada pelas redes, comunidades e coletivos virtuais. A soma de todos os conhecimentos de todos os usuários das redes é essencial para produzir sistemas cada vez mais rápidos, sofisticados e personalizados.

O Orkut, Facebook e todas as demais redes virtuais na Web são gigantescas usinas de conhecimento que consomem e produzem quantidades ciclópicas da matéria prima informação. Sérgio, o meu conselho é: fica frio. A mesma angústia que estás sentindo atingiu os telespectadores quando a TV por cabo entrou no mercado, multiplicando por até 50 vezes a oferta de canais no sistema aberto. Ninguém morreu e hoje há muita gente que reclama por uma oferta mais diversificada de programas de televisão.

por Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

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Pro dia nascer melhor – 13/10/2009

A Evolução da Comunicação
Da idade da pedra ao Twitter

Humor Cartuns A Evolução da Comunicação

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Quase me casei por causa da internet’, diz cantora da música do Google.

Dupla sertaneja Ana Elisa e Mariana tem hit com faixa sobre buscador.
‘Não me arrependo de usar a internet, funciona mesmo’, conta Ana Elisa.

Blog do Mesquita - A dupla sertaneja Ana Elisa e MarianaA dupla sertaneja Ana Elisa e Mariana
“Me joga no Google/ Me chama de pesquisa/ E diz que eu sou tudo que você procurava”, cantam Ana Elisa e Mariana, dupla sertaneja na música “Google”, hit na internet e nas festas de peão. Com poucos meses de carreira, as irmãs Michelon já estão com a agenda lotada, em parte graças ao improvável sucesso.

“Gosto muito de internet, meio que sou viciada. E essa frase, ‘me joga no Google e me chama de pesquisa’ já estava circulando. Um dia eu vi e falei, ‘gente, isso dá uma música’. Escrevi a música em cinco minutos”, conta ao G1 Ana Elisa, que há três meses largou o emprego de assessora de imprensa da prefeitura de Bebedouro (interior de São Paulo), cidade onde a família mora, para se dedicar apenas à música.

Mas a ideia inicial era deixar a música de lado, para o disco oficial. No começo do ano, quando resolveram tentar a sorte como dupla, elas gravaram um disco promocional para distribuir para produtores e rádios, então iriam trabalhar inicialmente as músicas mais “antigas”, como “Sou ciumenta”, resposta feminina a “Ciumenta”, de César Menotti e Fabiano.

“Em um show nós resolvemos cantar, para ver se o pessoal curtia, era um show em um domingo, no final da tarde. Chegamos em casa e já haviam vários pedidos pela música na internet. Subimos um vídeo do show e foram milhares de visualizações, e aí caiu no gosto do público”, lembra Ana Elisa.

Casamento pela internet

Ela mesma já usou a internet como plataforma de relacionamento. “Eu quase me casei com um cara que eu conheci na internet”, confessa . “Eu conheci um cara lá de Santa Catarina – meu pai conhecia a família dele e me deu o e-mail dele. Começamos a namorar, noivamos, mas um mês antes do casamento eu desisti, porque não tive coragem de me mudar para Criciúma, era muito longe. Mas eu não me arrependo de ter usado a internet – funciona mesmo, viu?!”.

Divulgando o trabalho no boca a boca e disponibilizando suas músicas para download em seu site oficial, elas seguem com a carreira fazendo shows por todo o país. “Estamos agendando um show em Teresina, no Piauí, já tocamos em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais. Tudo graças à internet”, comemora.

Não é a primeira vez que uma música sertaneja com letra citando a internet vira hit . “Vou te deletar do meu orkut”, de Ewerton Assunção, foi lançada em 2006 e virou sucesso – a foixa foi gravada por artistas como Frank Aguiar, Edson e Hudson e pelo português Élvio Santiago.

‘Mulher no volante’

Além de “Google”, elas apostam em outras músicas, como “Eu viro onça” e a inédita “Mulher no volante, perigo constante”. “A gente fala das c… que a mulherada faz no trânsito, e diz que os homens que estão implicando. A letra diz: ‘Quem é que foi que inventou essa história de mulher no volante, perigo constante/ É coisa de homem despeitado/ Por ter tomado um pé na bunda de uma mulher/ Sabe bem como é que é/ Conversa de homem mal amado”.

Formada em jornalismo, Ana Elisa fala que a conversa de começar a cantar profissionalmente começou na universidade. “A gente cantava na igreja, em grupos de louvor, mas foi na época da faculdade que os amigos começaram a dizer para formamos uma dupla de verdade”.

Evangélicas, elas estão “na faixa dos vinte anos” – “O nosso empresário orientou a gente a não contar a idade”, explica Ana – e parecem ter orgulho de ser uma das primeiras duplas femininas da nova onda sertaneja. “A gente ouviu Maria Cecília e Rodolfo e pensou ‘já que ela pode, porque nós não montamo suma dupla de garotas?’. Nós temos muitas fãs mulheres, que se identificam com as nossas letras – aliás, no nosso camarim tem muito mais mulher do que homem”, revela a cantora.

Sertanejo universitário

Ela também não se incomoda muito com o rótulo de “sertanejo universitário”, só acha a expressão um pouco limitada. “Começou com a galera da faculdade, mas já extrapola, temos fãs de diversas idades”. Mas ela também explica a diferença entre os novos artistas e cantores mais consagrados, como Zezé di Camargo e Luciano e Chitãozinho e Xororó.

“Você vai em um show desses artistas para ver um espetáculo, idolatrar esses caras, porque eles são incríveis. Agora, se você for no nosso show, quer dançar, se divertir – é por isso que a gente acelera as nossas músicas e até as nossas covers – tocamos de Jorge e Mateus, em quem a gente se inspira muito, a Roberto Carlos e Jota Quest. Quem quiser entrar nas festas universitárias tem que ser assim, acelerado”, conta.

No futuro elas já têm planos de lançar um DVD. “Ainda é cedo para pensar nisso, mas já tem gente nos cobrando. Estou muito confiante em 2010. Agora estamos divulgando, ano que vem vamos estar nas festas de peão, tocar mais. Quando tivermos esse calor todo, eu acho que é o momento certo para gravar um DVD”.

Amauri Stamboroski Jr./G1

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Lá vem a cambada de viúvas da censura tentar encaixotar fumaça.

Inacreditavelmente a censura parece estar entranhada nos corações ( os têm) e mentes (ocas) dos políticos brasileiros. De qualquer matiz ideológica – as possuem? Trêfegos que são no oportunismo dos conchavos partidários? -, suas, (deles) ex-celências são adeptos do ‘quanto menos esclarecido o eleitor, melhor pra eles’.

Quero saber como esses beócios pretendem impedir que um blog, por exemplo, hospedado na Tailândia, publique matéria favorável ou contrária a qualquer um desses elementos nocivos à democracia.

Será que eles fazem ideia de quantos blogs existem? E quanto aos “zilhões de Twitters, Orkuts, Facebook, My Space, e cia.? Como acham que o TSE vai poder fiscalizar isso tudo?

Essa nefasta tentativa de cercear a liberdade de expressão, começou com um projeto de lei de autoria do abominável Senador Eduardo Azeredo, guardem o nominho dele pra eleições futuras, encalacrado até o pescoço — acaba de ser denunciado em processo no STF pelo ministro Joaquim Barbosa — como o responsável pelo mensalão mineiro do PSDB, e descobridor do inefável Marcos Valério.

Argh!

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves. Ou Sarney?

O editor


Câmara vai restringir liberdade da internet na eleição

Antes mesmo de receberem de volta o texto da reforma eleitoral modificado pelos senadores, os deputados já trabalham, num raro consenso pluripartidário, para recompor a versão original aprovada na Câmara.

O ponto mais polêmico, que trata das restrições ao uso da internet na campanha, sofrerá no máximo uma “leve flexibilização”, como explica um dos envolvidos na engenharia do texto, muito distante da liberação geral aprovada pelos senadores.

Estão fadadas a cair a emenda que proíbe a candidatura dos “fichas sujas” e a que intervém na metodologia dos institutos de pesquisa. Só vão sobreviver as doações ocultas, que agradam a partidos de A a Z.

E se os senadores pressionarem para fazer valer sua versão da reforma eleitoral? “Não vamos nem conversar com eles”, encerra um líder da Câmara.

De Renato Lo Prete/Folha

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Aumento dos canais públicos de comunicação reduz o papel da imprensa na mediação entre governo e cidadãos

O recém lançado Blog do Planalto tem pouco de um blog verdadeiro e muito de Blog do Planalto, um canal direto de comunicação com o público, diminuindo ainda mais o papel da imprensa como mediador entre governantes e os cidadãos.

Na verdade de blog ele só tem o nome e a sistema cronológico inverso de publicação de notícias. De resto é quase como uma agência online de notícias oficiais, portanto não dá para analisá-lo como um blog.

O teor das informações, o estilo de texto marcado pelo formalismo jornalístico e a ausência de comentários de leitores conferem ao Blog do Planalto quase todas as características de um jornal online convencional.

Um blog é caracterizado pela linguagem coloquial e informal, pelo enfoque personalizado das notícias e principalmente pelos comentários postados por visitantes, gerando uma interatividade entre autor e leitor que está na origem da formação das redes de troca de informação.

O Blog do Planalto deve ser analisado na perspectiva da presença cada vez maior de canais governamentais de comunicação direta com o público, a exemplo do que fez a Blog da Petrobrás.

Não se trata de nenhuma manobra maquiavélica visando a estatização dos meios de comunicação mas a pura e simples utilização dos recursos oferecidos pela Web em matéria de diversificação de fontes informativas. Este é um fenômeno que tende a se ampliar, na esteira de outros projetos como as TVs de órgãos legislativos e dos tribunais de justiça.

No passado , a imprensa tradicionalmente assumiu o papel de guardiã da diversidade informativa, dada a pouca disponibilidade de canais de comunicação e ao fato de que o publico deseja noticias isentas e independentes. Acontece que tudo isto mudou depois do surgimento da internet.

A diversidade passou a ter sua expressão máxima na rede e não mais na imprensa, que por sua vez passou também a ser questionada em sua isenção, credibilidade e objetividade. Isto reduziu a importância da mídia convencional como instrumento essencial na formação da agenda de debates do público.

Este deslocamento do eixo da diversidade informativa gera conseqüências ainda não estudadas pela academia e dissimuladas pelos conglomerados empresariais da mídia. A principal delas é o fenômeno da avalancha noticiosa, criada pela multiplicação exponencial de canais de informação, da qual os blogs são o exemplo mais conhecido.

A avalancha noticiosa gerou uma oferta informativa muito maior do que a capacidade das pessoas absorverem estes conteúdos. É o que os especialistas chamam de excedente ou superávit informativo, responsável pela queda espetacular no valor econômico da noticia, seguindo a lei capitalista da relação entre oferta e procura. Os jornais foram os que mais sentiram o preço deste excedente de informação.

O excedente informativo gerou não só a valorização de questões novas como a gerência do tempo e da atenção, como abriu espaços para novas estruturas noticiosas, como os agregadores de informação , mecanismos que selecionam, depuram e organizam o conteúdo caótico da avalancha informativa na Web. Também aqui a imprensa convencional perdeu poder e passou a ter que conviver com novos parceiros.

A presença cada vez maior dos governos, poderes legislativos e dos tribunais na área noticiosa incomoda a imprensa. Para o cidadão, é mais uma fonte de informações o que gera benefícios, como a diversidade de fontes que permite comparações, e um complicador: mais uma fonte de notícias que exige um posicionamento crítico, já que tanto quanto a mídia convencional, os poderes públicos têm interesses próprios.

Carlos Castilho – Observatório da Imprensa

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A TV e a nova mídia

Por Hildeberto Aleluia – Jornalista

Henry Jenkins é professor de Ciências Humanas e coordenador do Programa de Estudos de Mídia Comparada do prestigiado MIT – Massachusetts Institute of Technology. Em seu livro Cultura da Convergência, ao contrário de Bill Gates e Rudolph Murdoch, não imagina o mundo sem televisão em seus estudos e pesquisas.

Acredita mesmo que todas as mídias permanecerão, apesar da Internet. E profetiza a tal da convergência onde as velhas e novas mídias sobreviverão complementando-se e a interatividade será o combustível de todas. É difícil discordar do mestre. Mas a busca por um modelo de comunicação, com interatividade, é frenética e alucinante na TV.

O problema é o modelo, ou os modelos. Nos EUA, as experiências vão do Survivor ao Aprendiz. Todo dia surge uma ideia, porém insuficiente. Todas moduladas na velha fórmula das TVs, um falando para todos. Pelo tipo de veículo é difícil estabelecer um modelo de interação que satisfaça ao telespectador, até mesmo por questões tecnológicas. Mas o tempo dirá. Aqui entre nós no Brasil as experiências são primárias, insuficientes ainda.

Causa espanto aos que desejam atribuir ao programa Big Brother a marca de interação. Sucesso de venda e faturamento, ele nada tem de interação. É o último suspiro de sucesso da velha fórmula.

No Brasil a experiência mais realista foi o Fala Que Eu Te Escuto, um programa evangélico, na Rede Record. No começo era muito interessante. E a interação era via telefone. Aliás, a área evangélica, na TV, é a que mais se permite experiência de interatividade. Já vimos de tudo, mas nada que supere o Fala Que Eu Te Escuto no seu início. Ali, os fiéis colocavam suas dúvidas, sugestões e críticas, sem edição. A experiência deu tão certo que rendeu até um senador para a igreja universal, no Rio de Janeiro. Daqui para frente veremos cada vez mais a TV buscando a participação do telespectador.

No jornal, bem, o jornal parece era mais dificuldades para sobreviver. Assim sinaliza o mercado. Mais a frente veremos o porquê.

Leia mais…

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Esta semana (7-11/9), um tribunal norte-americano vai decidir quem ganha a primeira escaramuça de uma guerra econômica e cultural que vai durar algum tempo e promete lances dignos de um filme policial de Hollywood.

É uma luta entre gigantes quase da mesma estatura, com poder de fogo equivalente e um mesmo objetivo: controlar o mercado de livros digitalizados e publicados na internet, um negócio que muitos estimam em mais de cinco bilhões de dólares.

O juiz Denny Chin vai decidir se é legal o acordo firmado entre a empresa Google e a Associação Norte-americana de Editores, a Associação de Autores de Livros e cerca de 20 mil escritores, livreiros e editores independentes, para digitalização de livros e publicação na internet.

O acordo foi firmado em outubro de 2008, depois de uma disputa jurídica que durou três anos onde os editores e autores acusavam a Google Books de violar os direitos autorais ao anunciar sua decisão de disponibilizar textos de livros pela internet.

A decisão está sendo acompanhada nos mínimos detalhes pela Open Book Alliance, um projeto interado por 11 organizações de escritores, editores e livreiros, patrocinado por três pesos pesados na internet mundial, a Microsoft, a livraria virtual Amazon e a empresa Yahoo.

A Open Book Alliance , criada há menos de dois anos, tenta ocupar espaços num mercado que a Google vem cortejando desde 2002, quando foi lançado o projeto Google Books. A mega corporação de buscas na Web já gastou, até agora, cerca de 5 milhões de dólares em pesquisa sobre digitalização de livros, novos e antigos, publicação do conteúdo na página do Google Books e comercialização online.

Caso o juiz Denny considere o acordo legal, estará dado o primeiro passo para que a Google e seus parceiros criem a maior biblioteca da história da humanidade, um projeto que provoca divisões até mesmo fora dos Estados Unidos. Os governos da Alemanha e da França já se manifestaram contra o projeto da Google, enquanto a União Européia simpatiza com a idéia.

Os integrantes da Open Book Alliance prometem levar a guerra com a Google para dentro das universidades envolvendo também os grandes grupos da mídia convencional, como jornais, editoras, revistas e grandes cadeias de livrarias. O sindicato dos jornalistas dos Estados Unidos é contra a iniciativa da Google, enquanto a poderosa Associação Norte Americana de Deficientes Físicos e Mentais é a favor.

A batalha de Golias em torno da digitalização de livros tem a ver também com os interesses da Amazon e da Sony na venda dos leitores eletrônicos. A Amazon tem o Kindle, o mais vendido e com maior acervo de textos digitalizados. Já a Sony, uma aliada de Google, produz o eBook Reader. Todas estão de olho no futuro mercado do livro eletrônico, qualificado com outra “mina de ouro digital”.

Observatótio da Imprensa – Carlos Castilho

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