Primeiro desce redondo. Numa boa. Depois humilha e mata!
…”o que dá pra rir dá pra chorar…”
3 razões para parar de beber
Primeiro desce redondo. Numa boa. Depois humilha e mata!
…”o que dá pra rir dá pra chorar…”
3 razões para parar de beber
José Serra, entre drogas e alucinações
Quando ministro da pasta da Saúde, o atual candidato José Serra jamais se preocupou com a questão das drogas ilícitas, no que tocava ao tratamento do dependente químico e psíquico e na formação dos agentes de saúde. Sua gestão, no particular, foi marcada pelo descaso e pelo desrespeito aos direitos humanos.
No ministério, ele se revelou incapaz de compreender que estava diante de um grave problema de saúde pública. E os aumentos relativos ao consumo e à oferta de drogas ilícitas causavam consequências sociossanitárias de grande monta. Apesar disso, fez de conta que o problema não existia.
Ao primeiro Fórum Nacional sobre drogas ilícitas e álcool, Serra virou as costas. Pela primeira vez realizado no Brasil, tratava-se de um fórum multidisciplinar e voltado a consultar e debater com a sociedade civil uma nova política sobre drogas proibidas, isso nos campos da repressão, da prevenção, do tratamento e da reinserção social. Serra não deu o “ar da graça”ou justificou a ausência, para um auditório de mil participantes.
Como ministro da Saúde, José Serra jamais compareceu às anuais Semanas Nacionais sobre Drogas (englobava o dia estabelecido pelas Nações Unidas para conscientização sobre o problema das drogas proibidas nas suas convenções).
O então ministro da Saúde adotava comportamento único, diverso dos que se envolviam: presidente FHC, ministro da Educação, chefes das casas Civil e de Segurança Institucional, secretário nacional de Direitos Humanos, senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, procurador-geral de Justiça, ministros do STJ, juízes, procuradores e promotores de Justiça, advogado-geral da União, sindicalistas, membros de ONGs, líderes empresariais.
Até a torcida do Flamengo, dos demais clubes, federações e confederações esportivas. Todos menos Serra.
Como candidato à Presidência, Serra sentiu-se, com relação às drogas ilícitas, legitimado a identificar traficantes internacionais. No dia 26 de maio deste ano, acusou o presidente boliviano Evo Morales de “cumplicidade” com o tráfico de cocaína para o Brasil. Para Serra, 90% da cocaína consumida no Brasil é boliviana e Morales não faz o “controle desse contrabando”(sic para contrabando).
Serra não sabe que para a elaboração do cloridrato de cocaína, a partir da folha de coca, são necessários insumos químicos: éter, acetona etc. A Bolívia não tem indústria química e o Brasil é o maior fornecedor de precursores químicos para os refinadores bolivianos de cocaína. A dupla via não é percebida por Serra, apesar de pagamentos de muitos “pedágios”.
Reza um ditado popular que “quem sai aos seus, não degenera”. O candidato Índio da Costa não degenerou. Seguiu Serra na indicação de traficantes internacionais. Só, trocou Evo Morales pelo PT. No fundo, uma alucinação de Índio, que se qualifica como candidato à condenação por autoria de crimes contra a honra e, no juízo civil, indenizações por danos morais a todos os filiados do PT.
Nem contumazes criadores de factoides, como as agências norte-americanas DEA e CIA, chegaram ao grau de irresponsabilidade de Índio da Costa, que mostrou a todos o quanto a sua cabeça é desmobiliada.
Por outro lado e no campo das drogas lícitas, Serra, à frente do Ministério da Saúde, deu à questão do alcoolismo um tratamento indigno, ou melhor, não fez nada. Quando prefeito da capital de São Paulo, autorizou o seu secretário de governo a construir obstáculos de modo a impedir que alcoolistas e mendigos continuassem a repousar debaixo dos viadutos e pontilhões. Sua meta era expulsar os carentes para conquistar as elites. Um “higienização”, à Hitler e Carlos Lacerda.
Ainda quando prefeito, Serra vestiu indumentária fundamentalista e populista antes envergada por Andrew Volstead, autor da chamada Lei Seca, que fez a fortuna da Cosa Nostra sículo-norte americana, e por Rudolph Giuliani, que perseguiu violentamente bebedores de cerveja, afrodescendentes e imigrantes.
Com a política de “tolerância zero”, Giuliani, depois do seu segundo mandato e quando se percebeu que desrespeitava direitos humanos, encerrou melancolicamente a carreira política: desistiu da candidatura ao Senado, pois não venceria Hillary Clinton.
Posteriormente, não conseguiu se habilitar para concorrer à Presidência.
Serra, à época de sua Lei Seca, ignorou ensinamentos fundamentais, ou seja, o de que a prevenção ao alcoolismo começa nas escolas, públicas (municipais e estaduais) e privadas.
Mais ainda, não entendeu necessários programas informativos e de tratamento médico nas fábricas e demais locais de trabalho.
Na visão canhestra de Serra, a “lei seca” paulista serviria para baixar os índices de criminalidade.
Serra demonstrou desconhecer as verdadeiras causas sociais de aumento da criminalidade: desemprego, desigualdade, discriminação, má distribuição de renda, baixa escolaridade.
Coluna Linha de Frente – por Walter Fanganiello Maierovich – Carta Capital n˚ 606
Documento do Itamaraty enviado à Câmara dos Deputados mostra que o aumento da oferta de cocaína no Brasil é consequencia do crescimento da produção durante o governo de Evo Morales.
A Bolívia, segundo o relatório, ao mesmo tempo que aumenta a repressão ao tráfico, paradoxalmente, estimula a produção de folha de coca.
O pré-candidato acusou o governo boliviano, na última quarta-feira, de ser “cúmplice” dos traficantes que enviam cocaína para o Brasil.
Em reação, a rival petista Dilma Rousseff disse que Serra “demoniza” a Bolívia.
Dados colecionados pelo governo, porém, avalizam a versão do tucano.
Sob condição de anonimato, uma autoridade da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Polícia Federal falou à Folha que, segundo relatórios oficiais da PF, 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia -a maior parte na forma de “pasta”.
O refino é feito no Brasil.
Para a PF, a evolução do tráfico revela que há “leniência” do país vizinho.
Serra usara uma expressão análoga: “corpo mole”.
A PF atribui o fenômeno a aspectos culturais, pois o cultivo da folha de coca é legal na Bolívia.
O produto é usado de rituais indígenas à produção de medicamentos. Seu excedente abastece o tráfico
Num documento endereçado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2007, o Itamaraty disse que, “entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares”.
Folha de S.Paulo
Evo Morales, sabe-se lá por quais razões, ao romper com a DEA — sigla em inglês para Departamento Anti-Drogas dos Estados Unidos — , Lula protestou contra as sanções impostas pelos USA à Bolívia. Frise-se que além do Brasil ficaram ao lado de Evo Morales, Venezuela, até aí nenhuma surpresa e, pasmem a Espanha. Esse é o tipo de apoio que deixa o mundo perplexo, pois o combate às drogas é uma unanimidade global, independente de cores ideológica.
Com esse apoio, Lula, com o Brasil controlado pelo narcotráfico, abriu um flanco para que José Serra possa bater em uma questão crucial que incomoda toda a sociedade brasileira. Pode-se dizer que Lula pode transformar em pó — com trocadilhos, por favor — boa parte do percentual de aprovação ao seu (dele) governo. Serra, nas entrelinhas, deixa a indagação: será que os interesses políticos de Lula estão acima da proteção aos jovens do Brasil? Acredito que com a sociedade brasileira seriamente preocupada com o avanço do consumo de drogas, principalmente pelo devastador “crack”, subproduto da cocaína, Serra tem um excelente tema para o palanque eleitoral. Dificilmente se encontra um eleitor que não apoie o combate às droga.
Sábado, em Cuiabá, Serra voltou a acusar Lula, pela falta de segurança pública, e a Bolívia pela entrada de cocaína no território brasileiro: “O presidente da República é o culpado pela falta de segurança, porque ele é o corresponsável”.
E completou: “Noventa por cento da cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia”.
Serra não é nenhum neófito. Bater na Bolívia é como bater penalty sem goleiro.
O Editor
Para ela, não se pode fazer generalizações neste caso.
Nos últimos dois dias, Serra acusou o governo boliviano de ser cúmplice do narcotráfico e de fazer “corpo mole” para resolver o problema.
- Não é assim que se trata um país irmão. Acho que a gente tem que ter muito cuidado na relação com os países e, sobretudo, com nossos vizinhos para não fazermos generalizações.
Os problemas que são enfrentados em relação ao narcotráfico na Bolívia talvez não sejam diferentes dos de outros países e até mesmo daqui – declarou.
Marina citou um caso típico brasileiro, que, na visão dela, também não deve ser tratado de forma genérica, sob o riso de se cometer injustiças.
- Imagine se a gente fosse generalizar a violência que acontece nas favelas, como se isso fosse com a conivência do governo – afirmou.
Segundo ela, não se pode atribuir a entrada de drogas da Bolívia no Brasil exclusivamente a uma omissão do governo vizinho.
- Sabemos que temos graves problemas na fronteira com o Acre com o tráfico de drogas, mas longe de mim em querer atribuir isso a uma ação deliberada do governo.
O povo boliviano não merece esse tipo de generalização – disse.
Sílvia Amorim/O Globo
Primeiro desce redondo. Numa boa. Depois humilha e mata!

…”o que dá pra rir dá pra chorar…”
Brasil: da série “relembrar é preciso”!
Na tragédia narrada abaixo, pode-se perceber o quanto de demagogia, falácia e irresponsabilidade habita a mente distorcida de um esquerdista de “boutique”. Tais personagens, verdadeiras ‘personas’ de tragédia grega, ainda se arvoram na desfaçatez de elaborar planos de direitos humanos. O apedrejamento moral é o mínimo que deve ser aplicado a tão nefasta figura que habita o círculo mais próximo do chefe dos Tupiniquins.
“O tempora, o mores”!
O Editor
Em 2007, o país se estarreceu com a história de uma adolescente presa por 24 dias em uma cela masculina no Pará.
Torturada e seviciada pelos detentos, ela foi incluída no programa de proteção a testemunhas e enviada a Brasília, onde deveria ser protegida pela Secretaria dos Direitos Humanos, do ministro Paulo Vannuchi, que anda muito empenhado em criar mecanismos para censurar a imprensa.
Na capital, ela mendigou e passou a usar crack. Resgatada por uma ONG, foi alojada em um quarto com rapazes drogados.
Agora, está internada em uma clínica para se recuperar do vício.
De Felipe Patury/Veja
Primeiro desce redondo. Numa boa. Depois humilha e mata!
[...] “o que dá pra rir dá pra chorar”[...]
Paris Hilton – Chegando(?) ao hotel no Rio de Janeiro – Carnaval
Foto: Felipe Panfili e Philippe Lima Ag/News
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…”o que dá pra rir dá pra chorar…”
Primeiro desce redondo. Numa boa. Depois humilha e mata!

…”o que dá pra rir dá pra chorar…”
Por Wálter Fanganiello Maierovitch ¹
Como pagar os traficantes de drogas proibidas?
Esse é um velho problema. Atinge a maioria dos dependentes químicos e psicológicos de cocaína que não querem se tratar.
Richard Crawford, 41 anos, diretor do setor de luta às fraudes bancárias do banco britânico HSBC, desviou, em oito meses, 170 mil libras esterlinas (cerca de R$ 650.000) de contas correntes para pagar os seus fornecedores de cocaína e bebidas alcoólicas.
O dinheiro subtraído era transferido, on-line, para os que lhe vendiam a crédito cocaína e bebidas alcoólicas. Crawford tinha acesso a dados bancários sensíveis, diante de sua função como chefe do setor de luta contra fraudes.
Para não ser descoberto, analisava as contas cujos correntistas não dispensavam atenção permanente.
Crawford ganhava mensalmente no banco 65 mil libras (mais de R$ 24.000).
O divórcio da esposa foi usado por ele para justificar sua mudança de comportamento e o ingresso abusivo no mundo da cocaína e do álcool.
Antes de se tornar dependente de drogas, o ex-dirigente bancário era considerado funcionário exemplar.
Trabalhava há mais de 20 anos no HSBC e chegou, por mérito, à chefia de um setor importante da atividade do banco: luta contra as fraudes bancárias. Por evidente, usou desse conhecimento para trapacear.
Crawford acaba de ser condenado pela Justiça britânica à pena de 3 anos e 8 meses de prisão. Tal condenação serve para mostrar os erros das políticas criminalizantes do Reino Unido.
Em outras palavras, um dependente químico, em vez de ser tratado, vai para cadeia por prática de crime conexo (subtração de valores para pagar fornecedores).
¹ Wálter Fanganiello Maierovitch, 60 anos, é comentarista da CBN, colunista da revista Carta Capital e colaborador da revista italiana Narco-Mafie. Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, é também professor de pós-graduação em direito penal e processual penal, além de professor-visitante da Universidade de Georgetown (Washington-EUA). É conselheiro da Associação Brasileira dos Constitucionalistas-Instituto Pimenta Bueno da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretário nacional antidrogas da Presidência da República, titular da cadeira 28 da Academia Paulista de História.
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