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Vinícius de Moraes – Versos na tarde – 03/01/2017

A que há de vir Vinícius de Moraes ¹ Aquela que dormirá comigo todas as luas É a desejada de minha alma. Ela me dará o amor do seu coração E me dará o amor da sua carne. Ela abandonará pai, mãe, filho, esposo E virá a mim com os peitos e virá a mim […]

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O rei dos olhos fechados Rui Pires Cabral ¹ Fazes entrar em Fevereiro o rei dos olhos fechados, o das escadas rolantes. Quanta luz desperdiçada, quanto desconsolo nas grandes superfícies da memória. Ouves o vinho rolar nos ouvidos, a realidade defenderá até à morte os seus mistérios. Fazes uma vênia ao rei destituído e morto, […]

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O outro lado Mariana Ianelli¹ Aqui se fica para sempre, Tem-se os pés gelados. Dorme-se à vontade, As unhas crescem como garras. Deixa-se um rastro para trás, Mas a memória não supõe A estrada percorrida E o rastro se dissolve. Não se canta mais, já não se evoca. A poesia está muda, Nobremente sepultada no […]

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Yeats – Versos na tarde – 13/11/2016

A canção do delirante Aengus Yeats¹ Eu fui para uma floresta de nogueiras, Porque minha mente estava inquieta, Eu colhi e limpei algumas nozes, E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo; E, quando as claras mariposas estavam voando, Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas, Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho E capturei […]

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Arentino – Versos na tarde – 04/01/2017

Soneto Pietro Arentino¹ Amemo-nos sem termo nem medida, pois que só para o amor temos nascido… Vive por nosso amor! – é o meu pedido, pois sem tal bem, que valeria a vida? E se depois da vida já perdida ainda se amasse. . . Eu, tendo já morrido pediria outro amor – o bem […]

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Shakespeare Eterno

Saiu mais uma biografia de Shakespeare, ela vem juntar-se as milhares de obras, livros e teses escritas sobre ele e seu teatro, todos os anos, em praticamente todos os idiomas e lugares da terra onde se lê e escreve. Não sabemos precisar quantas biografias de Shakespeare já foram escritas, tantos são os que se dedicam […]

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Aprendiz do Espanto Thiago de Mello¹ Não deflorei ninguém. A primeira mulher que eu vi desnuda (ela era adulta de alma e de cabelos) foi a primeira a me mostrar os astros, mas não fui o primeiro a quem mostrou. Eu vi o resplendor de suas nádegas de costas para mim, era morena, mas quando […]

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A Noite Paul Eluard¹ Acaricia o horizonte da noite, busca o coração de azeviche que a aurora recobre de carne. Ele te porá nos olhos pensamentos inocentes, chamas, asas e verduras que o sol ainda não inventou. Não é a noite que te falta, mas o seu poder. ¹Eugène Émile Paul Grindel * Saint-Denis, França […]

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Os 400 anos da morte de Cervantes e Shakespeare

Com biografias bem distintas, a data nominal de morte une os dois gênios da literatura ocidental – apesar do choque de calendários. Mas uma questão central também fascina a ambos: o que é sonho, o que é realidade? William Shakespeare (esq.) e Miguel de Cervantes Saavedra: biografias e gênios literários distintos numa mesma época Dois […]

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Os Reinos e as Vestes Walmir Ayala¹ Deixei o sal do amor naquela concha que as águas guardam num cioso enleio; águas hoje salgadas deste excesso de amor que é meio e fim, que é retaguarda estando sempre à frente, amor que é lama onde a concha se espoja semovente como em leito ultrajado onde […]

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Alvenaria Virgílio Maia¹ Sobre pedras se eleva este soneto, em trabalhosa faina alevantado, as linhas definidas no traçado da perfeição do prumo e nível reto. Dentre tantos eleito, põe-se ereto rima por rima, embora recatado; ao martelar do metro faz-se alado, opondo ao som a luz deste quarteto. Sobre andaime de verso e de ciência […]

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Soneto VII Claudio Manoel da Costa¹ Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço. Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado: Ali em vale um monte está mudado: Quanto pode dos anos o progresso! […]

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