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Carlos Costa – Poesia

Todas as mulheres do mundo.
Carlos Costa

Penso-as como dunas
quando aquela areia fina paira
sobre elas e assenta
delicada como véu em seu dorso nu.

É tarde, quase amanhã novamente
deixo seu perfume tomar conta
dos meus sentidos e vejo-a
e sei que é quase um sonho
mas é um sonho feliz e reside em mim.
Sorrio para ela
alguém intimo que nem preciso
abrir a boca para ser compreendido.

É meu caro, elas são reais e
terão de estar sempre por perto.

Digo, las chicas, hombre!
Como se poderia pensar
num mundo sem elas?
Seria um pesadelo sem retorno!

Eu não saberia viver sem tocar-lhes a presença.
Acho-as intensas suficientes e necessárias

Te completam,
como a um quebra-cabeças
onde se encaixam
e fazem com que façamos
sentido para nós mesmos.

E isso é muito, muito bom.

É tão bom quanto vê-las
passeando displicentes
concha a concha pela praia,
mergulhando sob as ondas,
apontando e sumindo aos poucos,
com as nádegas,
pernas e pezinhos.

Elas tomando sorvete com gula,
(competência e predileção),
fazendo café e tomando com você
sentadas frente a frente,
ou retocando o batom ,
mostrando as unhas bem feitas,
mãos de dedos entrelaçados.

A surpresa de vê-las chegando
quando menos se espera
ou quando a espera já nos angustia
e do nada aparece aquela
lindinha por inteiro.

A ausência sempre madrasta e dolorida.

A impressão de tê-las visto passar
mil vezes e não as ter notado ainda,
até a surpresa daquele exato instante.

Elas com ou sem calcinhas,
com ou sem sutiãs,
seios e quadris de todas as formas
e cadências de balançar, ou não.

O sexo e seus, mais de quatrocentos apelidos
Sempre se possível, atendendo ao apelo;
com legítimos pêlos e cheiros.
Dispensando maiores artifícios
para que não se tornem tudo o que não são ,
digo; rosto imberbe, barba aparada e bigode.
Masculinos.

E o mais importante
na lista das importâncias
são as palavras com que nos confortam,
revoltam-nos porque nos fazem pensar
e repensar para tentarmos
sermos melhores ainda.

Isto, sem pensar nas mil tentativas
que fazem para te amarem sempre,
incondicionalmente, ficando
cada vez mais ainda apaixonadas,
donas absolutas da paixão
ou de algo insondável,
bem maior ainda, que pode
até matá-las por dentro, por fora,
sob os trilhos, pulando da ponte,
e tudo apenas para nos dizerem
que somos tudo para elas e que
sem nós não há, não existe nada ,
nem você nem ela nem o mundo
com o firmamento junto,
nada, nada, nada.

É, eu não saberia mesmo,
nem gostaria de aprender,
(o que não teria serventia para nada)
Que seria o viver sem elas.

Pois quero vê-las sempre
sorrindo com os olhos, com a boca
com o sexo, (sempre afeto),
com abraços para te receber
e te fazer perceber que aquele lugar
naquele instante para ela
e para você, é, aonde e quando
tudo pode e vai acontecer.
Até morrer.

Nem que seja
só um pouquinho.

Carlinhos Costa, Meireles, 2007.

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