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Brexit & Face Book quarta-feira, 28 de março de 2018

Pivô do caso Facebook acusa manipulação no BrexitChristopher Wylie, ex-funcionário da Cambridge Analytica, durante depoimento no Parlamento britãnico

Cambridge Analytica teve “papel crucial” no referendo britânico, diz denunciante Christopher Wylie. Colaboração com firma canadense teria permitido à campanha pela saída da UE burlar limite de gasto previsto por lei.

Christopher Wylie, ex-funcionário da Cambridge Analytica, durante depoimento no Parlamento britãnico

A Cambridge Analytica, acusada de usar para fins políticos os dados privados de 50 milhões de usuários do Facebook, desempenhou um “papel crucial” na votação para o Brexit, segundo Christopher Wylie, ex-funcionário e denunciante da empresa britânica, em entrevista publicada nesta terça-feira (27/03) por diversos jornais europeus.

Para ele, os britânicos jamais teriam aprovado o Brexit em 2016 sem a Cambridge Analytica. “Ela desempenhou um papel crucial, tenho certeza”, disse o ex-diretor de pesquisa da Cambridge Analytica, em comentários publicados pelo jornal francês Libération, que entrevistou Wylie juntamente com outros periódicos, incluindo Le MondeDie WeltEl Pais e La Repubblica.

Wylie acusa a campanha pelo Brexit de investir no referendo de 2016 muito mais em análise de dados e propaganda do que o permitido pela legislação britânica para campanhas políticas. Segundo ele, foram pagos cerca de 700 mil euros, de forma encoberta, à AggregateIQ, empresa canadense relacionada à Cambridge Analytica. Assim contornou-se o limite de gastos imposto pela lei do país. O denunciante acredita que sem a AggregateIQ (AIQ), a campanha pró-Brexit “não teria tido sucesso no referendo” que venceu por poucos pontos percentuais.

De acordo com o Le Monde, o ex-funcionário da Cambridge Analytica também acredita que é preciso “consertar o Facebook, não eliminá-lo”, rejeitando campanhas para deixar a rede social. “Tornou-se impossível viver sem essas plataformas, mas devemos monitorá-las”, defende Wylie.

Em depoimento nesta terça-feira no Parlamento britânico Christopher Wylie afirmou que a AggregateIQ criou um software, chamado Ripon, usado para identificar eleitores do Partido Republicano na campanha presidencial americana de 2016.

“Existe agora uma prova tangível no domínio público de que a AIQ realmente fez o Ripon, que é o software que utilizou os algoritmos dos dados do Facebook”, disse aos deputados da comissão digital, de cultura, mídia e esporte do Parlamento britânico. Wylie foi quem deu partida ao escândalo sobre o papel do Facebook nas eleições que colocaram Donald Trump na Casa Branca.

MD/afp/rtr

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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