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Bill Gates: Quem sofrerá mais as consequências da mudança climática? terça-feira, 8 de setembro de 2015

Fotografia de Bill Gates - Personalidades - Tecnologia - MicrosoftFilantropo fala dos desafios que devem ser superados nas regiões mais pobres do planeta.

O filantropo americano Bill Gates, fundador da Microsoft, publicou um artigo na Project Syndicate sobre as mudanças climáticas e os desafios para combater a pobreza. Há alguns anos, Melinda e eu visitamos um grupo de produtores de arroz em Bihar (Índia), uma das regiões do país mais propensas a sofrer de inundações. Eles eram extremamente pobres e dependentes do cultivo de arroz para alimentar e sustentar suas famílias.

Todos os anos, quando chegavam as chuvas das monções, os rios experimentaram uma inundação e ameaçaram inundar suas fazendas e arruinar suas culturas. Ainda assim, eles estavam dispostos a apostar tudo na possibilidade de que sua exploração fosse travada.

Uma aposta que muitas vezes foi perdida. Com as colheitas arruinadas, eles fugiram para as cidades em busca de empregos estranhos para alimentar suas famílias. No entanto, eles estão retornando no ano seguinte, com frequência mais pobres do que quando tinham marchado – prontos para replantar.

A nossa visita foi uma poderosa lembrança de que os agricultores mais pobres do mundo vivem em uma corda bamba sem redes de segurança. Eles não têm acesso a sementes melhoradas, fertilizantes, irrigação e outras tecnologias benéficas, como os agricultores dos países ricos, nem ter segurado as suas culturas para proteger contra perdas.

Um único golpe de má sorte – a seca, inundações ou doença é o suficiente para fazê-los cair ainda mais na pobreza e na fome.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Agora a mudança climática irá adicionar um novo tipo de risco para suas vidas. O aumento das temperaturas nas próximas décadas vai causar grandes perturbações na agricultura, especialmente nos trópicos. Culturas não vão florescer por causa da escassez de água ou o excesso dela. Com um clima mais quente, pragas prosperam e destruir as culturas.

Também os agricultores dos países mais ricos vão experimentar mudanças, mas tem as ferramentas e suporte para administrar esses riscos. Agricultores mais pobres do mundo vêm para trabalhar todos os dias e na maioria dos casos com as mãos vazias.

Essa é a razão por que, de todas as pessoas que sofrem as consequências das alterações climáticas, é provável que mais sofram.

Estou otimista, no sentido de que, se agirmos agora, poderemos evitar os piores impactos da mudança climática e alimentar o mundo. Há uma necessidade urgente de os governos a investir em novas inovações em energia limpa, reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e frear altas temperaturas.

Ao mesmo tempo, temos de reconhecer que é tarde demais para parar todos os efeitos de temperaturas mais elevadas. Mesmo que o mundo descobrisse na próxima semana uma fonte de energia limpa e barata, que levaria tempo para abandonar os hábitos de uso de combustíveis fósseis e mover-se para um futuro livre de carbono.

É por isso que é fundamental que o mundo investir em medidas para ajudar os mais pobres a se adaptar.

Na carta anual deste ano, Melinda e eu apostamos que a África poderá se alimentar nos próximos quinze anos. Mesmo com os riscos da mudança climática, é uma aposta que eu mantenho.

Sim, os agricultores pobres têm um tempo difícil. Suas vidas são quebra-cabeça com muitas peças para encaixar corretamente: a partir do plantio das sementes corretas e do uso de fertilizantes até a formação adequada e um lugar para vender sua colheita. Se uma parte falhar, suas vidas podem desmoronar.

Eu sei que o mundo tem o que é preciso para ajudar a colocar as peças no lugar e enfrentar as ameaças às quais eles estão atualmente expostos e terão de enfrentar no futuro. A coisa mais importante é que eu sei que os agricultores também o têm”.
JB

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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