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Arte – Pintura – Raimundo Cela

Foto -Ricardo Schimmit
Pescador – Raimundo Cela¹
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¹Raimundo Brandão Cela
* Sobral, CE - 19 de Julho de 1890 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ – novembro de 1954 d.C

Era o filho mais velho de José Maria Cela e Maria Carolina Brandão Cela. Em 1910, foi para o Rio de Janeiro estudar na Escola Politécnica para satisfazer a vontade do pai, mas sua grande paixão sempre foi a pintura. Por isso, ao mesmo tempo do curso de engenharia, ele também foi aluno livre da Escola Normal de Belas Artes.

Estudou desenho de modelo-vivo com Zeferino da Costa e pintura com Eliseu Visconti e, em seguida, com Batista da Costa. Ainda cursou engenharia até o terceiro ano, titulando-se engenheiro-geógrafo, mas precisou deixar o curso porque não deu para conciliar as duas faculdades e o trabalho como desenhista nas oficinas de Trajano Medeiros. Optou, então, pela Escola de Belas Artes.

Cela concorreu no Salão Nacional de Belas Artes (RJ) pela primeira vez em 1916, já conquistando medalha de prata. Em 1917, conquistou o prêmio “Viagem ao Exterior” no mesmo Salão, com a tela “O Último Diálogo de Sócrates”, fato que contribuiu para sua ida ao exterior. O artista morou cinco anos na França, inclusive realizando exposição em Paris, no “Salon des Artistes Français” e viajando para países como Itália e Inglaterra. Um aneurisma cerebral fez com que Raimundo Cela voltasse para o Brasil em 1923. Ele, então, fixou-se em Camocim para ficar em tratamento ao lado da família. Nessa época, o artista pintou vários quadros, pois Camocim era uma das cidades com a qual ele tinha mais proximidade, desde a infância.

Em 1938, o artista veio morar em Fortaleza, cidade na qual produziu diversas obras, como o painel “Abolição dos Escravos no Porto de Fortaleza”, para o Palácio do Governo do Ceará, o mural “Ceia Larga”, para o refeitório dos Oficiais da Base Aérea de Fortaleza, além de vários quadros. Ele também deu seu apoio para a fundação do Centro Cultural de Belas Artes, mais tarde Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Na década de 40, o artista se muda para Niterói, no Rio de Janeiro, realizando exposição em locais como Museu Nacional de Belas Artes (RJ) e Salão Fluminense de Belas Artes.

Recebeu medalha de ouro no Salão Fluminense e no Salão Paulista de Belas Artes. A partir daí, foi professor de gravura em metal na Escola Nacional de Belas Artes e também na Escola Fluminense de Belas Artes. O artista faleceu em novembro de 1954, no Rio de Janeiro, deixando um importante acervo de obras que mostram muito do nordestino, em especial do Ceará. Não é sem razão que ainda hoje são realizadas exposições no Brasil e no mundo sobre Raimundo Cela, que conquistou o respeito de críticos de arte conceituados, além de artistas, escritores e historiadores.

BIOGRAFIA
1890 – 19 de julho – Nasceu em Sobral, Ceará, Raimundo Brandão Cela. Foram seus pais: José Maria Cela (espanhol, mecânico de profissão), e Maria Carolina Brandão Cela (cearense, professora normalista estadual), que tiveram dois casais de filhos, sendo ele o mais velho.
1894 – Mudou-se para Camocim-CE (cidade litorânea), onde o pai devia assumir a direção das oficinas da estrada de ferro (Camocim-Ipu?) e sua mãe foi transferida para uma escola primária onde Raimundo Cela aprendeu as primeiras letras, desde cedo, manifestando forte tendência para o desenho.
1906 – Foi enviado a Fortaleza (CE), para cursar os exames preparatórios no Liceu Cearense.
1908 – Concluiu o curso superior, bacharelando-se em Ciências e Letras.
1910 – Foi para o Rio de Janeiro, aluno livre da Escola Normal de Belas Artes. Aluno de desenho de modelo-vivo de Zeferino da Costa e de pintura, primeiro de Eliseu Visconti, depois de Batista da Costa.
1911 – Cursou também a Escola Politécnica, pois seu pai alimentava o desejo de vê-lo engenheiro-civil. Cursou até o terceiro ano titulando-se como engenheiro-geógrafo. Deixou o curso porque, vendo-se obrigado a estudar em duas faculdades ao mesmo tempo, além de trabalhar na sua própria subsistência com desenhista nas oficinas de Trajano Medeiros, não pode manter por muito tempo tal acúmulo de atividades. Optou, então, pela Escola de Belas Artes. Trabalhou, também na fase inicial da Comissão Rondon, como desenhista.
1916 – Concorreu pela primeira vez ao Salão Nacional de Belas artes (RJ) conquistando a pequena medalha de prata.
1917 – Conquistou no mesmo Salão o prêmio “Viagem ao Exterior” (Europa) com a tela “O Último Diálogo de Sócrates”, um trabalho acadêmico, dentro dos padrões clássicos da pintura.
(?) – Com o prêmio de viagem obtido seguiu para a França, onde se demorou cinco anos, visitando também outros países (Itália e Inglaterra).
1922 – Realizou exposição em Paris no “Salon des Artistes Français”. Na Europa estudou gravura em metal com gravador com o gravador inglês Frank Brangwyn. Cela adoeceu em Paris, vitimado por grave doença que necessitava de maiores cuidados médicos.
1923 – Regressou ao Brasil, fixando-se em Camocim-CE, ficando ao lado da família, em tratamento de saúde.
1932 – Em Camocim-CE, a comunidade se reuniu e fundou a Cia. Força e Luz de Camocim. O administrador da Usina era Raimundo Cela que mandou buscar na Alemanha um motor que funcionava a gasogênio. A luz se acendia às 18 horas e se apagava á meia-noite. Veio porém, a desilusão engendrada pela politicagem reinante, que não lhe vislumbrou o mérito e, muito menos, o desvelo pela obra levada a cabo. Desgostoso, resolveu encerrar sua carreira de engenheiro.
1933 – Desse ano até 1937, em Camocim-CE, os temas de suas produções foram as praias, os caboclos e os jangadeiros. Essas obras datam de um período em que esteve completamente afastado dos meios artísticos de arte do Brasil. Quem o “descobriu” novamente foi Mário Baratta, um homem que despertou artistas artistas da época para uma necessidade de aglutinação a fim de tornarem-se mis representativos nos meios sócio-culturais. Do primeiro encontro entre os dois ficou selada uma amizade que durou enquanto Cela viveu.
1938 – Veio para Fortaleza-CE – já casado – com Eunice Medeiros Cela, onde executou um painel “Libertação dos Escravos no Porto de Fortaleza”, para o Palácio do Governo do Ceará. O Governo do Estado permitiu-lhe utilizar o “foyer” do Teatro José de Alencar como ateliê,o que atraiu para lá dezenas de pessoa ávidas para conhecê-lo e vê-lo trabalhando.
1941 – Fundado em Fortaleza o Centro Cultural de Belas Artes, mais tarde sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), que contava com a participação dos artistas mais jovens. Raimundo Cela deu seu apoio a fundação dessa entidade.
1942 – Abril – Mostra individual em Fortaleza. Lecionou desenho no Colégio Floriano (atualmente Colégio Militar de Fortaleza). Executou o mural “Ceia Larga” para o refeitório dos Oficiais da Base Aérea de Fortaleza.
1943 – Ensinou Geometria Descritiva na Escola de Agronomia de Fortaleza.
1944 – Recebeu o patrocínio dos artistas que compunham a CCBA no III Salão Cearense de Pintura e nele foram homenageados Raimundo Cela, além de Vicente Leite e Gerson Farias. Agosto (?) – Sob o patrocínio da “Revista Contemporânea” aconteceu na Casa Juvenal Galeno uma exposição de Raimundo Cela que durou 10 (dez) dias.
1945 – Realizou uma exposição no Museu Nacional de Belas Artes (RJ).
1947 – Realizou exposição no Palácio do Cultura (RJ)
(?) – Recebeu medalha de ouro no Salão Fluminense de Belas Artes e no Salão Paulista de Belas Artes. A partir daí, foi professor de gravura em metal na Escola Nacional de Belas Artes e também na Escola Fluminense de Belas Artes. 1952 – Encerrou sua carreira de Gravador.
1954 – Participou da exposição “A Europa na Arte Brasileira” com cinco águas-fortes. Em 06 de novembro faleceu em Niterói.
1956 – Exposição Póstuma organizada por Chrysanto Moreira da Rocha, Ernesto Xavier de Prado, Moisés Nogueira da Silva e pelo escultor Almir Nestor de Aguiar Pinto no Museu de Belas Artes (RJ).
1957 – “Exposição Retrospectiva de Pintura” de Raimundo Cela e Vicente Leite, patrocinada pela Universidade Federal do Ceará.
1960 – Julho – Exposição de Raimundo Cela no Museu Nacional de Belas Artes (RJ).
1961 – (26 de outubro a 19 de novembro). Exposição de gravura e desenho de Raimundo Cela no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará – MAUC.
1965 – Instalação da Casa de Cultura Raimundo Cela, no antigo Palácio da Luz – Fortaleza – CE.
1979 – Instalação da Sala Raimundo cela (Coleção de pinturas, gravuras e desenhos do artista), no Museu da Universidade Federal do Ceará – MAUC.
1988 – Exposições coletivas promovidas pelo Museu de Arte da UFC, quando do Projeto de Interiorização da Universidade, nas cidades de Tamboril, Pacoti e Baturité, no Ceará.
Lançamento do livro “Contribuição ao Re-conhecimento de Raimundo Cela” (Edições Tukano – Fortaleza – CE) por Estrigas (Nilo Firmeza). Maio – Julho – Exposição de Pinturas e Gravuras de Raimundo Cela – Galeria Multiarte – Fortaleza -CE.

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6 Comentários até o momento. Faça o seu também!

  1. ola b noite ,,estou a procura de obras deste artista,vc tem alguma?luiz 011 98358746

  2. vc tem alguma obra deste artista,estou a procura ..luiz 01198358746

  3. Algumas obras de Raimundo Cela podem ser encontradas em Fortaleza no Museu de Arte da Universidade do Ceará, Av. da Universidade esq. com Av. 13 de Maio, e a maior de todas, em dimensões, está na Academia Cearense de Letras na Rua do Rosário, centro.As demais estão em coleções particulares.

  4. me fale nome de obras suas 8633****

  5. Ola, navegando pelo googlee achei este site> cresci ouvindo minha familia dizer que meu avò, patenteou o gasogenio no Brasil, atravez da Ford, do qual era mecanico no interior de São Paulo, ganhou até uma medalha.O nome dele era Antonio Rama. Gostaria de saber algum detalhe sobre isso.Ele ja faleceu há 15 anos com 81 anos. Era um mecanico muito conceituado na epoca.Aguardo alguma noticia.Obrigada. Regina Poliselli

  6. Regina Poliselli em 1 de agosto de 2011 às 12:23

    ALGUEM TEM ALGO PARA ME DIZER!!!!!!

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