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Arentino – Versos na tarde – 04/01/2017

Soneto
Pietro Arentino¹

Amemo-nos sem termo nem medida,
pois que só para o amor temos nascido…
Vive por nosso amor! – é o meu pedido,
pois sem tal bem, que valeria a vida?

E se depois da vida já perdida
ainda se amasse. . . Eu, tendo já morrido
pediria outro amor – o bem querido –
para poder seguir gozando a vida.

Gozemos pois, tal como certamente
o primeiro casal no éden, ao ser
aconselhado assim pela serpente.

Que nos perdemos por amar se diz…
Tolice! Outra é a verdade, podes crer:
Só quem não ama sente-se infeliz!
Trad. de J. G. de Araújo Jorge

¹Pietro Aretino
* 1492 – + 1557 d.C

Compôs sonetos, embora mais festejado como autor das Cartas” (6 vols.) e dos “Diálogos”.
De Veneza, dominou príncipes, fidalgos, imperadores, cardeais e papas, que precisavam comprar, com ouro, o seu silêncio.
Além de livros de prosa satírica, escreveu “Sonnetti lussuriosi” (“Sonetos voluptuosos”), com 16 produções licenciosas (1525), compostos para os desenhos pornográficos de Giulio Romano.
Seu, cinismo e seu talento fizeram com que fosse chamado, ora o infame, ora o “Flagelo dos Príncipes”, ora “o divino Aretino”.


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