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Adélia Prado – Versos na tarde – 12/12/2015

A Paciência e seus limites
Adélia Prado¹

Dá a entender que me ama,
mas não se declara.
Fica mastigando grama,
rodando no dedo sua penca de chaves,
como qualquer bobo.
Não me engana a desculpa amarela:
‘Quero discutir minha lírica com você’.
Que enfado! Desembucha, homem,
tenho outro pretendente
e mais vale para mim vê-lo cuspir no rio
que esse seu verso doente.

¹ Adélia Luzia Prado Freitas
* Divinópolis, MG. – 13 de Dezembro de 1935 d.C


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