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Música na tarde – A deusa da minha rua

Zélia Duncan e Hamilton de Holanda

A Deusa da Minha Rua
Jorge Faraj / Newton Teixeira

A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscarMinha rua é sem graça
Mas quando por ela passa
Seu vulto que me seduz
A ruazinha modesta
É uma paisagem de festa
É uma cascata de luz

Na rua uma poça d’água
Espelho da minha mágoa
Transporta o céu
Para o chão
Tal qual o chão de minha vida
A minh’alma comovida
O meu pobre coração

Espelho da minha mágoa
Meus olhos
São poças d’água
Sonhando com seu olhar
Ela é tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu
Ela é nobre
Não vale a pena sonhar

Para MA

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O homem, perante a noite, abate-se, ajoelha-se, prosterna-se, atira-se ao chão, arrasta-se para um covil ou busca asas. Quase sempre quer evitar a presença do desconhecido. Victor Hugo

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“Você acha que pobre tem hábito alimentar? Ele tem que dar graças a Deus”
João Prefake Dória sobre a ração processada que pretende servir aos pobres.

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Trabalho escravo,Brasil,Blog do Mesquita

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CCJ da Câmara opta por permanecer na lama.

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Lava jato serve para chantagens que protegem Temer

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB), e o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB), e o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer JOÉDSON ALVES EFE

No momento mais crítico da investigação, a Operação Lava Jato deixou de oferecer risco e virou uma oportunidade para o Congresso. Essa é a avaliação de especialistas entrevistados pelo EL PAÍS sobre a nova vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira, Temer obteve 39 votos favoráveis e 26 votos contrários ao relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), pelo arquivamento da segunda denúncia contra o presidente.

Parecia um momento grave. Pela primeira vez na história, um presidente da República foi denunciado no Brasil no exercício do cargo. Temer quebrou esse recorde duas vezes, com duas denúncias. Nesta segunda denúncia, Temer é acusado de obstrução de Justiça e de chefiar a organização criminosa composta pelo PMDB na Câmara dos Deputados.

Mas as denúncias contra Temer viraram apenas um atalho para parlamentares barganharem benesses do governo federal. Em troca da blindagem, com a rejeição da abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal durante o mandato presidencial, Temer concedeu diversas vantagens aos parlamentares. Nas últimas semanas, Temer afrouxou regras da fiscalização ao trabalho escravo por meio de uma portaria, negociou mais de 200 milhões de reais em emendas orçamentárias e se empenhou na derrubada das medidas cautelares contra o senador Aécio Neves (PSDB), de acordo com parlamentares de oposição.

Esse atalho ficou ainda mais fácil depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu na semana passada que quaisquer medidas cautelares da corte contra parlamentares, como o afastamento do mandato ou a prisão, precisam ser referendadas pelo Congresso.

O arquivamento da segunda denúncia contra Temer ainda precisa ser confirmado no plenário da Câmara. Mas a expectativa do governo é de vitória. A primeira denúncia foi arquivada por 41 votos a 24 na Comissão de Constituição e Justiça e, no plenário, por 263 votos favoráveis à blindagem de Temer contra 227 que defenderam a abertura de ação penal.

Tanto na primeira vitória de Temer como neste segundo triunfo, o custo da vitória de Temer deve recair para a população, seja pelo preço no uso do orçamento público para emendas e benesses do governo federal a parlamentares, como para a sociedade como um todo que volta algumas casas em avanços sociais conquistados nas últimas décadas.

Nas discussões dos parlamentares na Comissão de Constituição e Justiça, predominaram defesas de Temer como se essa blindagem ao presidente garantisse a recuperação da economia ou como se as denúncias não tivessem provas de crimes. Todos argumentos considerados falsos e rejeitados pela oposição. O deputado Alessandro Molon (REDE-RJ) foi um dos que defendeu a abertura de ação penal contra o presidente e seus aliados. “Temer e seus ministros precisam ser processados por seus crimes”, afirmou.

Mas integrantes da bancada na mira da Operação Lava Jato se juntaram à tropa de choque de Temer e a outros alvos de investigações. É o caso de Arthur Lira (PP-AL), réu na operação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, que votou pelo arquivamento da segunda denúncia, assim como Luiz Fernando Faria (PP-MG) (acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro), e também Paes Landim (PTB-PI), e Beto Mansur (PRB-SP), investigados pelo recebimento de doações irregulares. Todos eles votaram pelo arquivamento da denúncia.

Até o deputado Paulo Maluf (PP), condenado no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro e velho sobrevivente de escândalos de corrupção, deu o ar da graça, elogiando o relatório de Andrada que blindou Temer. “É um primor”, afirmou. Não faltou quem defendesse a blindagem de Temer pela “estabilidade” do país. “Querem destituir o presidente há um ano das eleições para causar mais caos, sofrimento e instabilidade no país. Mas o povo não aguenta mais”, afirmou o deputado Pastor Franklin (PP).

Discursos empolados, dois pesos e duas medidas, benesses negociadas pela salvação de Temer, nada difere da história do Brasil desde o período colonial, avalia a historiadora Adriana Romeiro, professora da Universidade Federal de Minas Gerais e autora do livro Corrupção e Poder no Brasil. “A impunidade sempre foi uma constante na história do Brasil. Nossas elites têm mais de 500 anos de aprendizado de ilegalidade e de impunidade. Vemos que práticas patrimonialistas ainda estão em vigor. A expectativa era que a Operação Lava Jato fosse um combate à corrupção”, afirmou.

Temer tinha alavancagem para se preservar da Operação Lava Jato com concessões a parlamentares, mas esse preço ficou cada vez caro. Depois das delações do doleiro Lúcio Funaro, antigo operador do PMDB, que também acusa Temer de envolvimento em crimes de corrupção, esse preço de sobrevida também aumentou. Para Christian Dunker, coordenador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da Universidade de São Paulo e estudioso das relações de poder, o preço para Temer se manter no poder ficou ainda maior pela falta de legitimidade que ele enfrenta no cargo.

“É um sistema de chantagens mútuas em que quem está governando não tem poder de manobra para alterar as regras pelas quais o poder é redistribuído. Temer precisa pagar um preço cada vez mais alto e mais caro para obter o mesmo efeito. Isso explica também a falta de constrangimento de apresentar propostas com 3% de aprovação nas pesquisas”, afirma Dunker.

Para Dunker, a blindagem a Temer no Congresso, com a rejeição de abertura de ações penais, é também uma demonstração de como a legislação pode ser corrompida em prol de interesses particulares.  “A lei tem uma finalidade interessante, mas é instrumentalizada para corrupção”, avalia.

Na prática, a proteção da Câmara, com a rejeição de abertura de ações penais, apenas adia que Temer seja processado. Essa blindagem permite que ele só seja processado criminalmente, pelas mesmas acusações, depois do término do mandato presidencial. Temer ganha tempo, pode inclusive ficar mais perto da prescrição dos crimes e de novos entendimentos da Justiça. Mas os parlamentares ganham muito mais.
Daniel Haidar/ElPais

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Bananil; onde aparência é realidade, e onde a metafísica, mesmo após Kant, persiste como fogo de monturo.Leitão,Globo,Blog do Mesquita

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Reunião de eletrodomésticos

Aécio,Ronaldo,Hulk,Blog do Mesquita

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Arte – Pinturas – Hugh Bolton Jones – Landscape,1927

Arte,Blog do Mesquita,Hugh Bolton Jones 20 Oct 1848–24 Sep 1927

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Bolsonaro,Corrupção,Brasil Eleições 2018,Blog do Mesquita

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Um ano depois do golpe na democracia podemos ver que o Brasil é pior e mais corrupto que nunca. Juízes que são militantes políticos, um congresso corrupto, um povo provinciano, classe média que ama o regime de castas e injustiça social fazem do Brasil um antro de cinismo, fascismo e atraso.Foto,Blog do Mesquita

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Noam Chomsky,Blog do Mesquita

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Eleições 2018 – Fotos que não permito que criem poeira.Aécio,Marina,Blog do Mesquita,Eleições 2018

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Aécio Neves e os 44 cúmplices do bordel.
E ninguém faz nada; ninguém reage. O que está acontecendo no Bananil?Aécio,Brasil,Políticos,Corrupção,Impunidade,Blog do Mesquita

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CCJ,Temer,Blog do Mesquita,Brasil,Corrupção

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Hoje uma foto dessa é mais rara que retrato de sogra em carteira de genro.
Hoje uma foto dessa é mais rara que retrato de sogra em carteira de genro,Blog do Mesquita

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PT, PMDB e PSDB, terão uma surpresa bastante desagradável nas próximas eleições, a não ser que os brasileiros não tenham vergonha na cara.Vomitar,Blog do Mesquita,Corrupção,Eleições 2018,PT,PMDB,PSDB

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Música para enlevar – 18/10/2017

Ensemble l’Arpeggiata et Christina Pluhar
Maria – Barbara Furtuna

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Onze magistrados (sic), 500 picaretas e 54 milhões de patos revolucionários das rede.

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Aspirado 44 entenderam o recado né?

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação.”

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Corrupção,Brasil,Blog do Mesquita

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Transparência no Bananil é assim.
Proibido noticiar comparecimento de ratos nos porões do Jaburu.

(Des) governo decreta sigilo em informações sobre visitas a Temer no Palácio do Jaburu.

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Exemplo clássico de socialização de prejuízo aplicado criminosamente pelo capitalismo ao povo.
Enquanto o Aspirador recebe salvo conduto pra roubar o país a Câmara vai salvando bancos.
“Governo ameniza multa de acordo de leniência para bancos; Câmara aprova urgência para votar projeto” Estadão.
Botafogo
“Como estamos tendo a CCJ (sessão da Comissão de Constituição e Justiça) e como a prioridade hoje (terça-feira) é a continuação dos trabalhos lá, para que a gente possa votar (a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer) nesta semana lá e semana que vem no plenário, vou votar hoje (terça-feira) só a urgência do projeto”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao abrir os trabalhos.”
“Melhor que roubar um Banco é fundar um.”
Bertolt Brecht
Enquanto o Aspirador recebe salvo conduto pra roubar o país a Câmara vai salvando bancos.
“Governo ameniza multa de acordo de leniência para bancos; Câmara aprova urgência para votar projeto” Estadão.
Botafogo;Blog do Mesquita,Financiamento,Campanhas Políticas,Brasil
“Como estamos tendo a CCJ (sessão da Comissão de Constituição e Justiça) e como a prioridade hoje (terça-feira) é a continuação dos trabalhos lá, para que a gente possa votar (a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer) nesta semana lá e semana que vem no plenário, vou votar hoje (terça-feira) só a urgência do projeto”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao abrir os trabalhos.”
“Melhor que roubar um Banco é fundar um.”

Bertolt Brecht

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Como é difícil suportar algumas pessoas desse país.

Inacreditável inadmissível indecente imoral um acinte contra todos nós, temos que nos livrar de toda essa corja em 2018.

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Reunião de Eletrodomésticos.Aécio,Ronaldo,Hulk,Blog do Mesquita

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Você é linda como uma flor
Vinícius de Moraes

Como uma jovem rosa, a minha amada…
Morena, linda, esgalga, penumbrosa
Parece a flor colhida, ainda orvalhada
Justo no instante de tornar-se rosa.

Ah, porque não a deixas intocada
Poeta, tu que es pai, na misteriosa
Fragrância do seu ser, feito de cada
Coisa tão frágil que perfaz a rosa…

Mas (diz-me a Voz) por que deixá-la em haste
Agora que ela é rosa comovida
De ser na tua vida o que buscaste

Tão dolorosamente pela vida ?
Ela é rosa, poeta… assim se chama…
Sente bem seu perfume… Ela te ama…

José Mesquita,Pinturas,Flores,2017,Acrílica sobre tela,030 x 034 cm,Ref.1704FLW26José Mesquita, Flores, 2017
Acrílica s/cartão – 021 x 029.3 cm – Disponível
José Mesquita Art Gallery

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Design Hot RoadDesign,Hot Roads,Blog do Mesquita

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Bom dia.

“O amor sendo cego, os enamorados não podem ver as loucuras que cometem.”
Shakespeare

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STF impedirá a prisão de Lula?

Prisão em segunda instância, do jeito que está a justiça, é cometer injustiças todos os dias. Prisão está clara na constituição, é só em trânsito em julgado. Contudo é evidente que a impunidade “faz parte do projeto” de justiça no Brasil.

O problema não é ‘só’ o STF… Amigos, nós vivemos numa republiqueta de 5ª categoria…não sejam tolos em defender uma ideologia(esquerda, direita, social democrata e e outras besteiras) nesse paizeco. Isso funciona em países desenvolvidos e com população culta. O que nós temos aqui são gangues que querem chegar ao poder e roubar o máximo possível. São ladões que usam uma nomenclatura para enganar você, bobinho.

Hoje está mais do que evidente o papel dos três poderes: desviar verbas, legislar em causa própria e se auto proteger.

A realidade é uma só. Ou a população se une e mostra nas ruas sua força ou infelizmente seguiremos com esta impunidade e privilégio da classe elitizada. Este STF que hoje temos é uma vergonha e já foi composto com este objetivo. Só não enxerga isso quem não quer.

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Fechem a porcaria do DNOCS e entreguem às FFAA
Exército Brasileiro conseguiu encontrar água ao perfurar um poço em Caicó,RN. A água jorrou com força e foi encontrada em um terreno onde atualmente funcionam várias creches que são abastecidas por carros pipas.

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Há muito tempo o STF testa a paciência dos brasileiros.

Não há como acreditar um corte que muda a jurisprudência conforme o réu. Em uma democracia o Judiciário não faz nem modifica leis, só executa as que o Legislativo escreve e aprova. Se o Brasil quiser reformar-se democraticamente, o único caminho para fazê-lo é através do Legislativo.

Pois é, Eike Batista ganhou as ruas já, Adriana Ancelmo está em seu amplo apartamento, Aécio pleiteando a liberdade, Renan, Jucá, Sarney livres, leves, soltos, Lula xingando Moro nas ruas, Temer na presidência… Brasil parado! O que teria tudo isso a ver com os mais de 16% de analfabetismo no Nordeste? Alagoas, com mais de 20%??? Essa corja acaba com o país, inclusive o STF!

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Artes – FotografiasArte,Fotografia,Blog do Mesquita,Kevin McKenzie,Barbara McKenzie,American Ballet Theatre

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Ao permitir censura, Brasil tropeça na desinformação

Por Ricardo Resende Campos

A reforma política encaminhada para sanção presidencial tratou de vários temas entre eles propaganda na internet, regras sobre debates na televisão entre outras. Porém o mais polêmico o Art. 57 B § 6 dizia respeito a obrigatoriedade de exclusão de comentários ofensivos, notícias falsas e ofensas diretas a candidatos ou siglas pelas redes sociais. A regra em questão foi vetada pelo presidente, de forma acertada. Entretanto a real questão por detrás da polêmica é ainda pouco enfrentada no Brasil.

Certo é que os meios eletrônicos e sua utilização em massa têm causado transformações em quase todos os âmbitos da vida social. Eles transformam a forma como comunicamos, a forma como nos informamos, como consumimos, como somos diagnosticados, como nos relacionamos afetivamente etc.

Assim como a tecnologia e cultura da impressão moldou os tempos das grandes codificações e constituições do século XIX, o novo mundo digital também dará outros contornos à sociedade, forçando o direito a se adaptar às novas circunstâncias.

Tomemos o direito do trabalho como exemplo. Os meios digitais criaram novas categorias e instituições como a crowdsourcing. Trata-se de uma plataforma digital onde um problema é colocado à disposição para ser solucionado de forma competitiva ou colaborativa mediante remuneração.

Duas grandes diferenças para o mundo do trabalho offline: a relação de desempenho é anônima e o mercado alcançado não é nacional mas global, ou seja, não ficando limitada a certa jurisdição ou país. Nessa conjuntura os crowdworkers não são nem empregados, nem trabalhadores autônomos no sentido tradicional. Banco Mundial estima que já existiam somente nos Estados Unidos 54 milhões de crowdworkers e mais de 2.300 plataformas crowdsourcing com tendência crescente.

O impacto do novo mundo digital é ainda mais profundo na constituição da esfera pública e em seus âmbitos correlatos como eleições democráticas. E isso somente passou a ficar claro nas últimas eleições americanas.

Se até o início do novo milênio, a esfera pública e a forma com que as pessoas se informavam era centrada ou “filtrada” por grandes organizações – seja jornais ou canais de televisão -, a nova esfera pública digital decentraliza o papel das organizações colocando novos atores e novas técnicas em jogo, as das redes sociais. Facebook, Twitter, WhatsApp e Youtube viraram o epicentro onde informações são geradas e compartilhadas, ou seja, onde são de fato lidas e acessadas.

Essa profunda mudança tem sido levada a sério por países como Estados Unidos e Alemanha. Desde o início de setembro deste ano, empresas americanas como Facebook, Google, Twitter têm enfrentado forte pressão pelas comissões de inteligência do senado americano devido às manipulações e influência não transparente na esfera pública.

O Facebook, por exemplo, foi obrigado a revelar ao congresso mais de 3.000 mil anúncios políticos comprados pela Rússia durante as eleições, apagou espontaneamente algumas dezenas de milhares de contas falsas antes das eleições alemãs ocorridas no dia 25 de setembro deste ano. Twitter revelou aos congressistas as 200 contas russas para interferir nas eleições americanas. Devido à má experiência com as últimas eleições, os Estados Unidos se preparam para adaptar seus institutos jurídicos às novas condições da sociedade em redes para o novo pleito eleitoral de 2018.

O primeiro país a dar um passo consciente foi a Alemanha. A partir desse mês de outubro entrou em vigor a “Netzwerkdurchsetzungsgesetz – NetzDG”. Nela as empresas de redes sociais devem montar um setor de compliance, onde as mesmas devem estabelecer um procedimento transparente para lidar com as reclamações e exclusão de comentários de ódio e notícias falsas.

Caso as redes sociais não o façam dentro de 24 horas a multa é de 50 milhões de euros. Diferentemente do marco civil da internet brasileiro de 2012, a nova lei alemã reconhece a dinamicidade intrínseca do mundo online no qual resposta rápida e eficaz somente pode ser dada pela rede social, que detém dos meios técnicos para tal, o que não exclui a posteriori a apreciação judicial. Não se trata assim de privatização da justiça ou da função do poder judiciário, apenas de adequação do direito às novas condições tecnológicas.

O projeto de lei brasileiro encaminhado ao presidente nem de perto chegou a colocar em discussão a profunda transformação com o advento do mundo digital. Foi mesmo um casuísmo perigo cunhado na calada da noite para tentar domar um âmbito ainda desconhecido que é a dinâmica de comunicação em redes. Entretanto, a persistente tendência de redução de temas complexos à respostas simplórias, no nosso caso à censura, revela mesmo o triste e pobre cenário brasileiro de debate.

Enquanto a Alemanha já tomou um passo firme com a promulgação de uma nova lei e os Estados Unidos caminham incessantemente nesse sentido, o Brasil vem e tropeça na própria falta de informação. Que nossa a liberdade de expressão não se torne liberdade de agressão, e que a liberdade de informação não se torne um mar de desinformação.

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Ricardo Resende Campos é advogado, assistente de docência (“Wissenschaftlicher Mitarbeiter”) na cátedra de direito público, teoria dos meios de comunicação e direito público da Goethe Universität Frankfurt am Main, Alemanha.

O  Supremo mais medíocre da história!

A ministra sucumbiu aos mandos dos coronéis quadrilheiros enviados a BSB por cada estado. Se nada for feito por nós, o povo, deve-se admitir a existência de Ditadura da Corrupção como regime de governo do país. As ruas esperam nossa voz de repúdio aos ladrões e seus protetores togados.

Esse Supremo talvez seja o mais medíocre da história, pois foi formado a partir da indicação de quadrilheiros. E por falar nisso, Carmen foi indicada por Lula. Seria esperar demais que viesse boa coisa dessa indicação.

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Temer X Rodrigo Maia
Canalha em plena autofagia
Brasil,Corrupção,Humor,Temer,Brasil,Políticos,Blog do Mesquita,Rodrigo Maia

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Trabalho Escravo,Ministério do Trabalho,Brasil,Blog do MesquitaTrabalho Escravo – Miriam Leitão
Hã? “Portaria do Ministro do Trabalho deixa o Agronegócio se representar pelas forças do atraso”.
É isso mesmo? Puuuuuuuuuuuuuuuuuxaaaaaaaaaaaaaaaa!

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AmazôniaBlog do Mesquita,Amazônia,Mineração,Temer,Brasil

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Hoje na Praça do Podres Poderes;
Agora que os amadores foram afastados, ninguém mexerá com os profissionais.

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Típico da calhordice que impera no Bananil.
De repente onze senadores em viagens oficiais(SIC), para fora do Brasil. Senador Pintado que cai de si mesmo. Narizinho e mais uma cambada fazendo turismo na Rússia e Dubai.
De uma hora para outra, o que apareceu de senador doente…
Agora, basta saber se haverá sessão ainda hoje para votação do caso Aécio. Os idiotas da aldeia nada percebem.Blog do Mesquita,Crítica,Economia,Mídia

 

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A Marcha da Insensatez – Somália
Atentado terrorista: 230 mortosBlog do Mesquita,Terrorismo,Somália,A Marcha da insensatez

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Livro de Tacla Duran revela os subterrâneos da delação premiada na Lava Jato. Sra. Justiceiro é protagonista chave.

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FALANDO EM DINHEIRO, perguntamos para a Polícia Federal, para o supremo e para o Moro, “afinal de onde veio o dinheiro do Geddel?. De qual bando veio odinheiro do Geddel?. O dinheiro do Geddel era para quem?. Esconderam tudo e não dizem ao Brasil. Isto cheira coisa podre, por isto que escondem.

Uma país fraudulento.
Imagine um país cujo presidente é derrubado por um criminoso que cobrou dinheiro para dar seguimento a um processo fraudulento.

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Pinturas Clássicas,Rembrandt
Lição de Anatomia,1632,DetalheArte,Blog do Mesquita,Pinturas Clássicas,Rembrandt,Lição de Anatomia,1632,Detalhe,1632

Çocorro! Açacinaru indioma purtuquesAnalfabeto,Blog do Mesquita

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Hana Blažiková – Philippe Herreweghe
Blute nur, du liebes Herz Straus

St. Matthew Passion, BWV 244: Part I: Blute nur, du liebes Herz (Soprano)” por Das Kleine Konzert, Monika Frimmer, Hermann Max & Veronika Winter

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Eduardo Cunha tem Porsche em nome de Jesus.com

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Mafalda não perdoaMafalda,Blog do Mesquita

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Adoro aquele som que você faz quando cala a boca.

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Apesar de 0bter 47% dos votos na eleição pa Presidente da República em pesquisa da Falha de SP, somente apareceram 27 eleitores que confessaram ter votado no “Eletroluquis das Alterososas”

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Saramago,Pornografia,Blog do Mesquita

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Ah!, como eu gostaria de ser uma pato. E desmemoriado. Lembram né?
“Associação de aéreas: com cobrança de bagagem preço deve cair. Avaliação é que desregulamentação feita pela Anac aumenta a concorrência”
O Globo; 14/12/2016
Ps. Segundo o IBGE, entre junho e setembro de 2017, a alta das passagens chegou a 35,9%.

ANCA,Malas,Passagens aéreas,Brasil,Blog do Mesquita

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Piores que intervenção militar são as viúvas da ditadura, e piores que elas são os jovens conservadores que faltaram às aulas de história.

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Agrotóxicos, Alimentos &Meio AmbienteBlog do Mesquita,Agrotóxicos,Alimentos,Meio Ambiente

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Assistimos impassíveis o aumento exponencial de ratos e baratas saindo dos esconderijos e do esgoto e o povo só observando, será a paralisia estado de choque? Haverá susto?

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Gambiarras – SofáGambiarras,Blog do Mesquita,Sofá

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Esse é realmente, e infelizmente, um país de cabeça pra baixo.Cabeça pra baixo,Brasil,Blog do MesquitaEm qualquer outro país minimamente democrático, com ao menos 1% de políticos honestos – sem uma população de patos inertes e revolucionários de panelas – com essa delação do Funaro, o povo já estaria aos “zilhões” nas ruas e o Congresso já teria feito uma Sessão Extraordinária e “impinchado” esse rato postiço da presidência do Bananil – “a negativa de um acusado de corrupção, quase sempre, é o maior indício de que ele é culpado”.
Aí me sussurra aqui ao pé do ouvido, um diabinho;
“mas delação não é prova”! Hã? Como assim? O ladrão da OAS delatou o outro ladrão de São Bernardo no rolo do Triplex, e mesmo sem provas materiais, mas com a “jurisprudência” inovadora do “eu tenho convicção”, a excelência sapecou 9,5 anos de prisão no lombo do “lunfa” de nove dedos.
Parafraseando Montesquieu – sim, sou pretensioso sim! – “A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus eleitores.”
Temos o perverso hábito de sermos parvos ante a corrupção e à preguiça cívica.

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Constato a nova articulação para desmentir notícias de corrupção no governo do Postiço; Eles já aprenderam a lidar com isso. Falam que é “Fake news” e seguem relinchando.Cavalo,Blog do Mesquita

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Apenas R$ 2,979 milhões pagos, pelo Senac, a jornalistas, comentaristas e analistas, todos ligados à Globo. Quando tais elementos escreverão ou dirão algo que não seja do agrado do SENAC? Repito; essa é uma imprensa de m*rda.Merval,Senac,Blog do Mesquita

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Cunha, o dono de “Jesus” na internet.

O Corrupto tem 212 domínios de cunho religioso na internet, 154 com “Jesus”

Cunha no plenário da Câmara.Cunha no plenário da Câmara. LUIS MACEDO CÂMARA DOS DEPUTADOS

Pense em qualquer variação de um domínio de internet .br que misture as palavras “facebook” e “jesus”. Nenhum deles leva a qualquer conteúdo, mas todos pertencem ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “jesusfacebook.com.br”, “facebookjesus.com.br”, “facejesusbook.com.br” e “portaljesusfacebook.com.br” estão entre os 287 endereços para sites registrados no nome de Cunha, como expôs no início deste mês o site Pastebin (os dados são públicos e revelados por uma simples pesquisa por CPF). Do total, 212 têm cunho religioso — 154 deles mencionam “Jesus”.

A militância religiosa do evangélico Eduardo Cunha não é segredo para ninguém. O deputado peemedebista frequenta com assiduidade cultos religiosos, suas redes sociais publicam com frequência mensagens bíblicas e seus críticos condenam posições como a oposição à liberação do aborto, de base religiosa, mas o grande número de domínios ligados ao tema chamou a atenção e virou notícia. Questionado sobre o assunto pelo EL PAÍS por meio de sua assessoria de imprensa, Cunha não se manifestou até 

A posse de um domínio custa 30 reais por ano (se o dono fechar 10 anos de uma vez, o preço total fica 273 reais). O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) não tem informações sobre a quantidade de domínios religiosos registrados no país, explica Frederico Neves, diretor de Serviços e Tecnologia do NIC.br. Portanto, não é possível ter uma ideia da representatividade dos endereços detidos por Cunha. Mas uma conversa com quem atua na área pode ajudar a esclarecer os motivos de tantos domínios.

Diretor de internet na Rede Novo Tempo de Comunicação, Carlos Magalhães explica que a primeira preocupação de uma instituição religiosa ou de uma empresa é conseguir garantir seu nome em um domínio. A maioria das igrejas evangélicas até incentiva seus fiéis a comprar os endereços, como forma de colaboração, para partilhar custos — segundo Magalhães, apenas grupos como os mórmons ou as testemunhas de Jeová tendem a concentrar entre os membros da cúpula da igreja a responsabilidade por preservar o nome na internet.

Outra preocupação é evitar que terceiros façam uso inadequado de nomes que aludam à entidade. Mas há também quem mantenha domínios inativos à espera de quem queira comprá-los. A Rede Novo Tempo, por exemplo, teria de pagar 80.000 dólares se quisesse publicar seu site em espanhol, com o endereço nuevotiempo.com. É o preço que o dono desse domínio registrado na Espanha cobraria se a Novo Tempo quisesse utilizar a terminação .com. Para evitar o gasto, ele utiliza um domínio com a terminação .net (nuevotiempo.net).

Cunha mantém um portal cristão na internet, chamado “Fé em Jesus”, e detém vários domínios alusivos a essa expressão, além de endereços de cunho político e empresarial, como da rádio Melodia FM. Em 2012, quando muitos desses registros foram feitos, aproveitando a mobilização de uma Marcha para Jesus, o deputado explicou à revista Época a iniciativa. “Disponibilizaremos contas de e-mails, teremos um buscador, recolheremos doações para igrejas, transmitiremos cultos, comercializaremos produtos cristãos, teremos uma rede social, em suma, é uma internet só para cristãos”, disse à coluna de Felipe Patury. À Folha de S.Paulo, Cunha declarou à época que mirava a “maior audiência evangélica do país”.

Entre os serviços oferecidos pelo portal está o Jesus Tube, canal de vídeos que reúne conteúdo religioso — Cunha detém o domínio alternativo jesustube.net.br, que não leva a nenhum conteúdo. Mas a lista do deputado também tem nomes que não aludem diretamente ao portal, como os já mencionados domínios com referência ao Facebook e a outras empresas, como ‘jesusyahoo.com.br’, ‘messengerfeemjesus.com.br’ e ‘youtubejesus.com.br’.

Segundo o advogado especializado em tecnologia da informação Omar Kaminski, a utilização de uma marca registrada em domínio pode render condenação por concorrência desleal ou ato ilícito, desde que configurada a má-fé na utilização do nome. “Na ausência de legislação específica, é válida uma resolução de 2008 do Comitê Gestor da Internet no Brasil, e as decisões judiciais vêm equiparando domínios a marcas registradas”, explica Kaminski.
ElPais

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“A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.” Freud

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Pintura de Jarek PuczelPintura de Jarek Puczel ,Artes Plásticas,Blog do Mesquita

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O terrorista Battisti e o Asilo Político na legislação Brasileira.

Por que o Ministro Fux mandou a detenção de Batistti para a 1ª Turma do STF?
Ele não quis ficar mal sozinho com os esquerdinhas. Há que realmente determinar se o assassino estava transpondo a fronteira, o que quebraria o acordo, safado, de asilo político que o Lula deu a esse elemento. Embora o STF decida, a palavra final é do presidente da República, que goza dessa prerrogativa nos casos de asilos políticos. Creio que, como da vez anterior, o STF determinará a extradição, uma vez que a doutrina já pacificou que:

“O asilado que desejar se ausentar do país e nele, posteriormente, reingressar, sem renúncia de sua condição, deverá solicitar autorização prévia do Ministro da Justiça. Igualmente, compete ao Ministro da Justiça a prorrogação dos prazos de estada do asilado.”

O Asilo Político é conceito firmado como Direito das Gentes. Heródoto em seus “Nove Livros da História” narra que Dario da Pérsia já concedia asilo aos espartanos prisioneiros após a conquista de Esparta.
Artigo 13°1. da Declaração Universal dos Direitos do Homem, do qual o Brasil é signatário:
“Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.”
Na CF:
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
X: concessão de asilo político.
Ps. Não Confundir “Asilo Político” com “Refúgio”

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Tudo que a “mundiça” que se apresenta como canditato à presidência do Bananil quer, é palanque. Portando metáfora para os identificar nas postagens, nem nada de fotos das caratonhas.
Tudo que a “mundiça” que se apresenta candidatura à presidência do Bananil quer, é palanque. É uma trentativa para escapar da tesoura da censura e driblar algoritmos.
Eu, d’agora em diante agirei assim.
O “Reichsführer-Br” recusado pela corpos discentes e docentes para fazer campanha em universidades acima do Grande Rio.

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Frases,Blog do Mesquita

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Só dói quando eu rioHumor,Duke,Brasil,Intervenção Militar,Ditadura,Blog do Mesquiq

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De que adianta esse tal de Funaro delatar o Postiço e gangue, se o PSDB, aboletado em ministérios, salva toda bandidagem nas votações no congresso?

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A disputa política por influência digital vem ganhando escala no Brasil desde as eleições de 2014 e já prepara terreno para a batalha do próximo ano.

Ilustração com balão de quadrinhosDireito de imagemNIHATDURSUN/GETTY CREATIVE
Ferramentas que estreiam no Brasil na disputa do próximo ano traçam perfil psicológico dos eleitores a partir das redes sociais

O arsenal virá de empresas como a Stilingue, que varre a internet com um software de inteligência artificial capaz de ler textos em português – já usado para fazer previsões sobre as votações no Congresso -, e da Cambridge Analytica, a polêmica consultoria que trabalhou na campanha de Donald Trump e que desembarca no Brasil neste ano.

Companhias como essas processam toneladas de informação que vêm da rede e de bancos de dados para, por exemplo, mapear os perfis de eleitores. A prática é uma estratégia antiga dos marqueteiros, que sabem que a recepção de conteúdo pelos seres humanos é seletiva – pessoas com orientação progressista dificilmente dão atenção a discursos autoritários, por exemplo – e que, por isso, precisam adaptar o discurso de seus candidatos para elevar seu alcance e, em última instância, conseguir votos.

A diferença é que agora é possível ir além da divisão demográfica e ideológica, da direita e esquerda, e agrupar os brasileiros usando como critérios seus sentimentos – medos, desejos e ambições.

Aprendendo português

Jovens com celular na frente do rostoDireito de imagemGETTY IMAGES

Análise de redes sociais permite traçar perfil psicológico dos eleitores e separá-los em grupos que vão além de direita e esquerdaBatizado de War Room, o software da Stilingue vem sendo construído há quatro anos através do que a ciência da computação chama de “processamento de linguagem natural”. Em Ouro Preto (MG), o time de 35 desenvolvedores alimenta o computador com textos em português para ensiná-lo a entender e interpretar a língua, identificando padrões comuns.

Com a tecnologia, eles monitoram redes sociais – Facebook, Twitter, Instagram -, influenciadores e fazem análise do que é publicado na imprensa.

Para a política, as aplicações dessa vigilância robotizada vão desde gestão de imagem do candidato (a ferramenta consegue inclusive fazer reconhecimento facial para identificar memes, que à priori não são capturados nas leituras textuais) a psicometria – a análise de personalidade dos eleitores, útil na formulação do discurso político -, e ao chamado “community management”.

Neste último caso, como o programa consegue identificar aqueles que são a favor e contra determinado tema, os candidatos teriam chance de fazer um “corpo a corpo” virtual para tentar, por exemplo, convencer os indecisos.

A empresa tem dois clientes pré-candidatos a cargos do Executivo, que contrataram o “pacote completo”, conta seu presidente, Rodrigo Helcer, sem dar maiores detalhes. Com formação na área de administração, o paulistano é sócio de dois mineiros com experiência em computação.

Resultado da votação da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara
Análise da atividade dos deputados na rede permitiu previsão da votação da reforma da Previdência na Comissão Especial | Crédito: Agência Brasil

“A inteligência artificial permite que a gente automatize um trabalho que antes era bastante operacional em uma escala muito maior. A mudança é comparável com a invenção do microscópio, que permitiu a descoberta de um mundo completamente novo, que antes era invisível”, ele afirma.

Esse tipo de tecnologia vem sendo usada em diversos países – e campanhas políticas – há alguns anos, mas o número de softwares capazes de ler em português, segundo Helcer, ainda é pequeno.

A empresa conta com 50 funcionários em Ouro Preto e dez em São Paulo, cidade que concentra as atividades administrativas. Além da equipe robusta de desenvolvedores, a companhia tem uma relação próxima com polos tecnológicos como o da Universidade de São Paulo (USP), do campus da USP em São Carlos, da PUC do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Lavras.

Monitor do Congresso

Um dos serviços já prestados aos clientes, que vão da indústria de bens de consumo às assessorias de comunicação, é o monitoramento do Congresso. O acompanhamento diário das atividades virtuais dos 513 deputados federais tem função, por exemplo, de prever resultados de votações na Câmara.

Exemplo recente nesse sentido foi a tramitação da reforma da Previdência na Comissão Especial da Casa. A análise feita a partir da interpretação de entrevistas e manifestações nas redes sociais dos 37 membros acertou o resultado com erro de dois votos.

Reportagem veiculada um dia antes em um jornal de São Paulo, diz Helcer, baseada nas declarações dadas pelos próprios parlamentares aos repórteres por telefone e por e-mail, errou quatro votos.

Brasileiros em 12 versões

Colocar os eleitores no divã é uma das especialidades da Cambridge Analytica. Com escritórios em Londres, Washington, Nova York e, mais recentemente, México, Malásia e Brasil, a empresa de ‘big data’ por trás da campanha de Donald Trump à Casa Branca no ano passado tem entre os investidores o bilionário Robert Mercer, que apoiou a candidatura do republicano.

A parceria com a brasileira A Ponte Estratégia foi anunciada em março e tem como foco a transferência e a “tropicalização” da metodologia de segmentação psicográfica, que traça o perfil psicológico dos eleitores, diz o marqueteiro André Torretta, à frente da empresa, rebatizada de CA-Ponte.

Esse tipo de análise, ele explica, é diferente do perfil demográfico, que divide os indivíduos por classe social ou grau de instrução, por exemplo, e do perfil ideológico, que posiciona os eleitores no espectro de direita a esquerda.

Trata-se de saber do que as pessoas têm medo, o que as inspira, quais temas rejeitam e quais apoiam para adaptar a mensagem do candidato ao público – estratégia usada por Trump no ano passado.

“O cara pode ser um medroso de direita ou um medroso de esquerda. Com qualquer um desses dois eu vou poder conversar sobre armamento, por exemplo, sobre controle de fronteira”, explica Torretta, que espera dividir os brasileiros entre seis e 12 perfis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpDireito de imagemREUTERS
A campanha de Trump usou ‘big data’ e psicologia para segmentar os americanos

Questionado sobre seus clientes, ele diz apenas que, “como empresário, vai onde o dinheiro está”. “Em 2018 vamos ter umas 60 boas campanhas para governo de Estado e cinco ou sete para presidente.”

Zap

O marqueteiro prefere Facebook e Twitter como fontes de informação sobre os eleitores a usá-los como plataformas de comunicação, meios para fazer a mensagem chegar a quem a campanha quer influenciar. A razão disso é, em parte, a própria legislação eleitoral brasileira, que impede que os candidatos paguem por exposição nas redes sociais. “Você é muito mais receptivo que ativo”.

Assim, o meio alternativo à TV e ao rádio nas eleições de 2018, ele afirma, será o WhatsApp . “Ele é a grande rede social no Brasil”.

Para a cientista política Luciana Veiga, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), o WhatsApp é uma plataforma mais eficiente do que as demais redes para falar aos indecisos, por exemplo. Em sua avaliação, ele passa a sensação de que é mais privado, mais “leve” e de ser um espaço em que se pode compartilhar conteúdo sem necessariamente se posicionar.

“As pessoas buscam estabilidade nas emoções. Muita gente se distancia das redes porque não está disposta a brigar. Os eleitores mais neutros acabam não sendo atingidos pelo Facebook, por exemplo”, avalia a professora.

Poluição virtual

A atmosfera mais pesada que frequentemente paira sobre as redes sociais é criada muitas vezes de forma proposital, com o objetivo de manipular opinião, dizem especialistas da área.

Eles alertam, por exemplo, para a disseminação silenciosa dos social bots, perfis controlados por inteligência artificial que se manifestam politicamente e interagem com seres humanos nas redes.

“Muitos são criados para gerar a impressão de que todo mundo fala sobre determinado tópico”, diz o professor do curso de ciência da computação da UFMG Fabricio Benevenuto, que alerta para o uso desse tipo de instrumento para espalhar notícias falsas.

Em 2013, seu grupo de pesquisa criou 120 contas-robôs no Facebook e no Twitter. Uma fração pequena foi bloqueada e alguns ganharam destaque a ponto de bater celebridades como Justin Bieber em medidores de influência como o Twitalyzer.

Teclado de computador com a inscrição Direito de imagemGETTY IMAGES
A disseminação de notícias falsas vem sendo observada em eleições de diversos países

“Nossa preocupação é prover cada vez mais transparência, monitorar o espaço online”, diz ele, que está atualmente no Instituto Max Planck, na Alemanha. Benevenuto é também consultor da Stilingue, onde desenvolve o núcleo dedicado a detectar e filtrar os bots – que, segundo ele, já foram usados nas eleições de 2014 e de 2016.

Outra zona cinzenta e que também vem protagonizando polêmicas em eleições pelo mundo, diz o pesquisador da Universidade de Washington Daniel Arnaudo, é a coleta, compra e venda de dados pessoais na internet. Na falta de uma lei que regulamente essa prática, muitas empresas negociam informações de usuários que não fazem ideia, quando aceitam seus termos e condições, de que sua privacidade poderia ser compartilhada com outras empresas.

“Existem as informações públicas, que estão nas redes sociais, e tem esse lado ‘escuro'”, diz o americano, que estuda as leis de cibersegurança brasileiras e também está ligado ao Instituto Igarapé. A proteção de dados pessoais é tema do Projeto de Lei (PL) 5.276, que está parado na Câmara.

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Hot Roads

Design – Hot RoadsDesign,Hot Roads,Blog do Mesquita Design,Hot Roads,Blog do Mesquita Design,Hot Roads,Blog do Mesquita Design,Hot Roads,Blog do Mesquita Design,Hot Roads,Blog do Mesquita

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A evolução do Parasita

Melhor que roubar um banco é fundar umBanco,Economia,Capitalismo

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Página ligada ao MBL “mineirava criptomoedas” às custas do processador de sua máquina.

Poucos dias depois de propor incendiários boicotes à arte, o site Jornalivre, mantido por simpatizantes do MBL e constantemente replicado pelo grupo, começou a apresentar problemas para quem o acessava. O motivo? Por meio de um script, o site está usando o computador alheio para minerar moedas virtuais.

O script é o mesmo que foi encontrado na última quarta-feira (4) no site da D-Link e pertence a uma empresa chamada Coinhive, conhecida por oferecer um arquivo .js para minerar a criptomoeda Monero.

Assim que abrimos o site, caso não usemos um antivírus que avise sobre o malware, a utilização de CPU do computador vai às alturas, o que indica que o script está usando recursos do seu computador para render uma verba a alguém. (Não são todos os antivírus que reconhecem o script como malware. O Kaspersky, por exemplo, não; Avast, sim.)

Em uma simples olhada dentro do código-fonte da página, podemos ver que, além de fazer o scr do script, que basicamente é a forma de carregar um arquivo de javascript dentro de uma página web, alguém configurou o script para rodar dentro do site para o usuário do Coinhive com a key jDZBZnZTPKAA7OHq40uuC80DASwwmsJv.

As maiores probabilidades são duas: 1) o administrador do site Jornalivre está usando a ferramenta para cunhar umas moedas virtuais às custas das nossas máquinas ou 2) o site foi hackeado por um terceiro que está no controle da ferramenta.

Há também uma terceira hipótese, menos provável: poderia existir um script da Coinhive dentro de um plugin do próprio WordPress, plataforma no qual o Jornalivre é feito.

Procurados pelo Motherboard, os responsáveis pelo Jornalivre não responderam o contato.

COMO FUNCIONA A MINERAÇÃO VIA SCRIPT

E como eles lucram? Bem, o processo funciona da seguinte maneira: em dados momentos, que são controlados por um programa que está administrando o sistema e distribuído por todos os nós (cada um dos computadores que entraram no Jornalivre), um hash (uma sequência de bits gerada por um algoritmo responsável pela encriptação do conteúdo) é emitido. Todos os nós dessa rede tentam quebrar a criptografia para chegar no valor guardado dentro desse hash. Quem conseguir, leva o valor em criptomoeda.

O esquema de mineração da moeda suga os recursos do seu computador porque ele precisa resolver uma operação matemática complexa. O que o script usado no site Jornalivre faz é “terceirizar” esse trabalho, ou seja, o processador do visitante é usado para fazer essa operação

É aí que mora o problema: o Jornalivre (ou, vá lá, a pessoa que botou esse script lá) está usando a capacidade do computador do usuário que entra no site para fazer a operação e ficar com a grana da criptomoeda. Por consequência, o visitante de suas enviesadas notícias pode ter o computador travando e gastando mais energia.

Ainda não há crime para essa função prevista em lei, mas, caso queira manter distância dessas armadilhas mineradoras, há algumas opções de defesa. Alguns dos bloqueadores de anúncio tradicionais, como o AdBlock, já estão adicionando atualizações que não permitem a execução do script de mineração. Além deles estão começando a aparecer plugins voltados especificamente para esse fim, como o NoCoin e o minerBlock.

Mas vale ficar atento: os próprios mineradores estão lançando anti-anti-blocks. Ao que parece, a briga irá longe.

Após a publicação da matéria, o script foi retirado.

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Na titela

É dessa maneiraComportamento,Aparências

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