“Silêncio ë a mais perfeita expressão de desdém.”
Bernard Shaw
Soneto
Gregório de Matos ¹
Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.
O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ousadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.
Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.
O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo, mar de enganos,
Ser louco c’os demais, que só, sisudo.
¹ Gregório de Matos e Guerra
* Salvador, BA. – 1636 d.C
+ Salvador, BA. – 1695 d.C
09:44:35
Cuba com Dona Dilma atravessada na garganta.
Ótimo sinal para Dona Dilma. Os genocidas decrépitos, Fidel e Raul Castro, não engoliram o fato do Itamaraty, a mando da presidente brasileira, ter concedido, com urgência máxima, o visto diplomático para ingresso no Brasil da censuradíssima blogueira cubana Yoani Sánchez.
A paleolítica e mofada ditadura que inferniza o povo cubano há mais de 50 anos, pretende retaliar retardando o visto a alguns jornalistas brasileiros que acompanharão Dilma Rousseff na visita que fará, na próxima terça feira, 31 – pra fazer o quê? – ao “paraíso” da censura e do “paredon”.
Fico com a impressão que os carniceiros Castro querem que seja mínimo a permanência de jornalistas “bisbilhotando” a mazelas do ‘Éden’ caribenho.
12:34:58
Pizza no CNJ
Em reunião “secreta” na tarde desta quinta-feira (26), o Conselho Nacional de Justiça rejeitou o parecer do promotor Gilberto Valente Martins, integrante do CNJ, determinando o cancelamento de licitação que gerou contrato de R$ 68,6 milhões com o consórcio de empresas de informática CDS/NTC, ligadas à multinacional Oracle.
Segundo nota divulgada há pouco pelo CNJ, os membros do Conselho “declaram não ter dúvidas em relação à legalidade e/ou regularidade do processo licitatório”, que foi colocado sob suspeita desde que o diretor de Informática do CNJ, Declieux Dantas, foi demitido por discordar da compra, que considerou desnecessária. A licitação foi realizada e concluída em apenas nove dias, um recorde. O CNJ só não explicou por que, se tudo foi correto, os vencedores da licitação tentaram subornar jornalistas da rádio BandNews FM para cessarem as críticas ao negócio. O assédio foi gravado. A diretora-geral Helena Azuma também teria sido afastada do CNJ pelo mesmo motivo.
Um projeto da diretoria de Dantas para ampliar a base de dados do CNJ foi estimado em R$ 5 milhões, mas, com a licitação, acabou custando R$ 68,6 milhões. Quando esta coluna e a rádio BandNews FM começaram a divulgar informações questionando a licitação, um “consultor” procurou um repórter da emissora com proposta de suborno para calar as críticas, inclusive desta coluna. Após ser denunciado publicamente, Geraldo Tavares Jr, o “consultor”, foi desautorizado pelo escritório de advocacia e pela empresa NTC, vencedora da licitação.
Mas é pouco provável que a proposta obscena fosse apresentada sem que o portador estivesse autorizado.
Coluna Claudio Humberto
A web pode ter seu lado escuro, mas, na teoria, toda pessoa que dispõe de banda larga tem o potencial de começar uma empresa on-line, fazer cursos superiores ou iluminar o mundo com um blog inovador.
Algumas poderiam até decidir começar uma revolução.
Países como França e Estônia declararam o acesso à internet um direito humano básico.
E a ONU aderiu no ano passado, declarando a internet “uma ferramenta indispensável para realizar uma série de direitos humanos”.
Como escreveu o “Times” em editorial no ano passado, “ninguém deve ser barrado da internet. É uma ferramenta fundamental para permitir a livre expressão”. Isso foi logo depois que líderes do Oriente Médio, como Hosni Mubarak, do Egito, haviam tentado –sem sucesso– conter a maré da Primavera Árabe cortando o acesso de suas populações inquietas à rede.
Esse florescimento da liberdade foi espontâneo, sem forma definida e sem líderes, e possibilitado pelas redes sociais e a tecnologia de celular.
Wael Ghonim, um executivo do Google baseado em Dubai que começou a página do Facebook que ajudou a fomentar a revolução, escreveu no “Times”: “Tenho consciência das opiniões de que esse foi um lado negativo da revolução –que ela não teve liderança para assumir depois que Mubarak saiu. Somente a história vai julgar. De qualquer modo, muitos egípcios hoje têm mais poder”.

Foto Rajash Bose N.Y.Times
Poder com a ajuda da tecnologia. Mas isso transforma a tecnologia em um direito humano?
Vinton G. Cerf, engenheiro do Google e um dos fundadores da internet, escreveu no “Times” que “a tecnologia é um facilitador de direitos e não um direito em si.
Existe um alto padrão para que algo seja considerado um direito humano.
Colocado vagamente, deve estar entre as coisas de que nós humanos precisamos para levar vidas saudáveis e significativas, como a ausência de tortura ou a liberdade de consciência. É um engano colocar qualquer tecnologia particular nessa categoria elevada”.
Direito humano ou não, a divisão digital persiste até em países avançados e democráticos como os Estados Unidos.
Em um artigo de opinião no “Times”, Susan P. Crawford, professora na Escola de Direito Benjamin N. Cardozo, em Nova York, descreveu os EUA como “um país em que somente os ricos urbanos e suburbanos têm realmente acesso à internet em alta velocidade”.
Ela acrescentou: “Enquanto nossos empregos, política e até o atendimento à saúde se tornam on-line, milhões correm o risco de ficar para trás”.
Embora países como Finlândia e Coreia do Sul se gabem de velocidades de download muito altas e de conectividade em quase qualquer lugar –graças a uma mistura de incentivos do governo e investimento privado na estrutura da web–, os EUA ficaram em 25° lugar em estudo de velocidade da internet no ano passado.
Enquanto isso, em muitas partes do mundo a banda larga hoje é essencial.
“Você muitas vezes ouve as pessoas falarem sobre banda larga de uma perspectiva de desenvolvimento empresarial”, disse Brian Depew, diretor assistente do Centro para Assuntos Rurais, um grupo de pesquisa de Lyons, Nebraska.
“Mas é muito mais importante do que isso. Tem a ver com a possibilidade de as comunidades rurais participarem da sociedade democrática.”
Com acesso em banda larga, algumas podem até começar sua própria revolução.
Kevin Delaney/NY Times
Nos anos 30 do século passado, a fotografia passou por uma revolução até então sem comparação, com a introdução das câmeras “rangefinders” (ou telemétricas).
Confira seleção de apps de fotografia; veja outros abaixo
Introduzidas por gigantes como a recém-quebrada Kodak e a alemã Leica, tinham como principais características a portabilidade e a capacidade de produzir ótimas fotos com discrição e agilidade em um mundo acostumado a trambolhos.
Hoje a revolução das câmeras digitais em dispositivos móveis é “giga” vezes maior e evolui de maneira sem precedentes.
O primeiro celular com câmera surgiu “ontem”, no ano 2000.
O grande destaque do momento já não são os aparelhos que fotografam, e sim os aplicativos, ou apps, que transformam o clique digital em arte viral.
A Folha escolheu alguns aplicativos para usar com uma foto simples, feita dentro da própria Redação.
A maior parte desses apps é gratuita ou custa em média US$ 1, e muitos são compatíveis com iOS e Android.
Os maiores pontos em comum entre todos são a aplicação de filtros e a possibilidade de compartilhar suas fotos em redes sociais.

Arte/Folhapress
Alguns, é claro, têm, além disso, a sua própria rede social, como é o caso do Instagram, o mais popular, que tem sido usado por artistas e até empresas em estratégias de marketing.
O Snapseed e o picfx têm destaque na aplicação de texturas sobre a imagem original, que pode deixar a foto com cara enferrujada ou de papel amassado.
A aplicação de múltiplos filtros, como o HDR (High Dynamic Range), que sobrepõe as altas e baixas luzes, e o tilt-shift, que manipula a profundidade de campo e simula miniaturas, é destaque no Camera+ e no Big Lens.
O tratamento da imagem é feito de maneira intuitiva, em um clique nos filtros ou no deslizar do dedo sobre a foto.
Os preferidos dos fotojornalistas e dos aficionados são o FilterStorm e o Hipstamatic, que apresentam recursos mais profissionais, como controles de nitidez e de curvas.
O Hipstamatic foi o único dos testados pela Folha que não manipula a foto criada anteriormente.
Ele é sua própria câmera e possui diversos filmes, flashes e lentes disponíveis para o fotógrafo optar como quer conceber a sua foto.
Ou seja, é preciso prever o resultado final, como se fazia com filtros coloridos em filmes de película tradicionais.
Talvez seja esse o motivo de ele ser o preferido dos puristas e o maior sinal de que, mesmo com o avanço da tecnologia, sempre é possível voltar ao passado e resgatar as caraterísticas originais da arte da fotografia.
Gustavo Roth/Folha de S.Paulo
“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio, e lembre-se que alto deve ser o valor de suas idéias, não o volume de sua voz.”
George Herbert
Em abandono e desamparo
D. H. Lawrence ¹
A casa em silêncio, tarde da noite, eu sozinho;
…………… Do balcão
…….. Ouço o borborinho do Isar,
…….. Vejo a clara greta
Misteriosa do rio entre os pinhos, sob um céu de pedra.
Nas ondas do ar voam alguns minúsculos
……………Vagalumes
……..E me pergunto até onde
Vai essa escuridão que me consome.
(tradução de Aíla de Oliveira Gomes)
¹ David Herbert Lawrence
* Nottingham, Inglaterra – 11 de Setembro de 1885 d.C
+ Vence, Inglaterra – 2 de Março de 1930 d.C
Eduardo Flores também é conhecido como Bayo.
É desenhista auto didata e publicitário, trabalho sobre o imaginário coletivo. Diz readequar o real de acordo com a individualidade de cada pessoa. O objetivo de seu trabalho é denunciar a autodestruição causada pelo ego.
Suas gravuras frequentam as estruturas sociais, no que o aproxima tanto de Bansky, como das fotografias de Ben Heine.

Eduardo Flores, "The Tea Pot"
Corte Suprema lidera bloco dos órgãos que mais aumentaram despesas no ano passado
O Supremo Tribunal Federal aumentou em 41% as despesas com diárias de ministros e funcionários no ano passado, à frente de um aumento desse tipo de gasto promovido por outros órgãos do Judiciário e pelo Ministério Público.
No mesmo período, os gastos gerais com viagens da União caíram 35% em relação a 2010.
Veja também:
Dossiê sobre licitação suspeita no CNJ constrange Peluso
RELEMBRE: CNJ fez compra no valor de R$ 8,69 milhões
O Supremo, com 11 ministros, foi o que mais aumentou, proporcionalmente, as despesas com diárias.
Os gastos saltaram de R$ 707 mil para pouco mais de R$ 1 milhão em 2011.
Questionado, o STF informou que o dinheiro atendeu a pedidos de ministros e servidores, em suas atividades de trabalho, além de deslocamento de juízes auxiliares para ouvir testemunhas.
Em família. Em maio, o presidente do STF, Cezar Peluso, levou a mulher, Lúcia, para acompanhá-lo em viagem oficial a Washington.
Peluso e outros três ministros do STF viajaram aos Estados Unidos – todos de primeira classe, com passagens pagas pelo contribuinte – para participar de encontro com integrantes do Judiciário norte-americano.
Uma resolução do STF prevê o pagamento de passagem aérea para acompanhantes dos ministros em viagens de caráter protocolar ou cerimonial, quando a presença for considerada “indispensável”, informou a assessoria do tribunal.
“Foi o caso da esposa do ministro Peluso, que o acompanhou em viagem a Washington porque eles teriam de participar de evento realizado na embaixada do Brasil com a participação de ministros da Suprema Corte americana acompanhados de suas esposas.”
O STF não detalhou os gastos com passagens.
Na mesma viagem aos EUA, em maio, embarcaram Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie, com diárias de US$ 485.
O STF lidera o bloco dos órgãos que aumentaram gastos em 2011. Desse grupo, faz parte um único ministério: o do Esporte.
Marta Salomon/O Estado de S.Paulo

Lula e D. Dilma na posse do "versátil" Mercadante, agora transmudado em "educador". Um prodígio
Existem Papai Noel, Mula sem Cabeça, Caipora, leitores do Paulo Coelho, quem acredite que o Sarney é escritor, e os completos beócios que são capazes de jurar por todos os abestados que Dona Dilma é independente do Lula.
Conheço gente que até “sobe nos tamancos” para garantir a ausência total e absoluta de vínculos entre o criador vindo do agreste e a dama da faxina oriunda dos pampas.
Essa turma encarna o que de mais abjeto prolifera do fascismo, do arrivismo, e do oportunismo.
Existem os que transbordam efeitos de lavagem cerebral, má-fé e/ou ingenuidade na produção de loas.
Leiam um exemplo abaixo.
José Mesquita – Editor
Difícil dizer quem estava mais feliz na festa em que se transformou a troca de ministros no Palácio do Planalto na terça-feira: se o criador Lula, a criatura Dilma ou Fernando Haddad, o símbolo da bem sucedida parceria entre o ex-presidente e a presidente, lançado candidato a prefeito de São Paulo.
A cerimônia marcou a emocionante volta de Lula à cena política, depois de quase três meses recluso para tratar de um câncer na laringe, e mostrou que errou feio quem apostou em jogar um contra o outro para enfraquecer o governo e apagar a imagem do ex-presidente, que deixou o governo com mais de 80% de aprovação.
Dilma, que foi recepcionar Lula na garagem do Planalto, estava feliz em reencontrar o velho amigo, ainda comemorando os 59% de aprovação registrados pelo último Datafolha, um recorde em primeiro ano de governo desde que a pesquisa é feita.
E Lula não poderia ter escolhido momento melhor para voltar ao palácio.
De terno e chapéu pretos, levou um tempão para subir ao gabinete presidencial do terceiro andar, que foi seu por longos oito anos, parado todo o momento para dar autógrafos, receber um abraço ou tirar fotos.
Foi uma choradeira geral, como disse Dilma em seu discurso de improviso.
Quando os dois desceram a rampa que leva ao Salão Nobre no segundo andar, foi a consagração da parceria Lula-Dilma e de uma política de governo que deu certo. Foi bonito.
Fernando Haddad, levado por Lula para o Ministério da Educação e mantido por Dilma, deixou o cargo depois de sete anos para Aloizio Mercadante, outro velho amigo e parceiro do ex-presidente desde a fundação do PT.
Depois da cerimônia, Lula e Dilma ainda conversaram por mais de uma hora no gabinete presidencial, certamente acertando os ponteiros para a campanha que agora começa para valer.
Lula só deverá ter alta em março, mas desde já está assumindo o comando da campanha de Haddad, um candidato que nunca havia disputado uma eleição, assim como Dilma.
Vencer a eleição na cidade de São Paulo transformou-se no principal desafio para Lula neste momento.
Político movido a desafios desde que nos conhecemos no ABC paulista faz mais de trinta anos, Lula quer conquistar a capital com Haddad para reunir forças e entrar forte na disputa pelo governo do Estado em 2014 _ último reduto tucano onde o PT nunca venceu uma eleição.
Para esta tarefa já está sendo preparado o ministro da Saúde Alexandre Padilha, outra cria nova do PT paulista que cresce sob as bênçãos de Lula e Dilma.
Na última década, praticamente só Marta Suplicy e Mercadante disputaram todas as eleições pelo PT em São Paulo, tanto na cidade como no Estado. Agora, chegou a vez da nova geração e a candidatura de Fernando Haddad é o símbolo destes novos tempos.
A festa só não foi completa porque Marta Suplicy, magoada por não conseguir ser candidata de novo, fez questão de não aparecer. Sua participação é importante na campanha de Haddad, mas se ela continuar fazendo biquinho vai acabar isolada no partido. Ganha o que com isso? Faltou grandeza à ex-prefeita, que tem mais sete anos de mandato no Senado pela frente.
Com os tucanos se bicando no poleiro, sem um adversário forte até o momento e tendo o apoio vigoroso de Lula e Dilma, o ex-ministro da Educação entra forte na campanha.
Só falta conquistar o apoio do PT velho de guerra, o único que pode derrotá-lo.
Ricardo Kotscho/R7

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