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Nuno Júdice – Versos na tarde – 22/11/2017

Pequeno-almoço na cama
Nuno Júdice¹

 
Tiro a alma do seu estojo de nuvem,
ponho-a no tabuleiro celeste,
e levo-a à cama, onde me esperas,
para um pequeno-almoço divino.
 
Com os teus dedos de ninfa,
destapas o lençol de relva,
e deitas-me ao teu lado,
na terra quente do quarto.
 
Dividimos a alma, um pedaço
para cada um, e bebemos
o leite de nuvem, ouvindo
um bater de asas invisíveis.
 
Depois, arrumamos o tabuleiro
voltamos a pôr a relva no sítio,
e esperamos que a alma nos
encha, ouvindo cair as aves.
 
¹Nuno Manuel Gonçalves Júdice Glória
*Mexilhoeira Grande, Portugal – 29 de abril de 1949
 
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Magistrados do Bananil continuam dando banana pra Constituição Federal.

A primeira prisão, e a nova prisão dos ladrões corruptos da ALERJ são Cristalinamente Inconstitucionais.
Repito; sem respeito à Constituição Federal não há Segurança Jurídica. Sem Segurança Jurídica agoniza o Estado Democrático de Direito.
O artigo 53, parágrafo 2º, da Constituição prevê a prisão de parlamentar quando houver “prática de crime inafiançável”.
O STF já pacificou a questão em 1991, quando decidiu que a prisão preventiva prevista no Código de Processo Penal não pode ser aplicada a deputados federais e senadores por expressa vedação constitucional.
As ex-celências deveriam ler a CF. Ao menos uma vez à cada década.


Impressionante como de repente não mais que de repente o Zimbabwe se torna o assunto principal da midiota nacional.
Eu quero é que o Zimbabwe se exploda. Com a porcaria do ditador junto.
Quero saber é do #GlobuDutoFIFA e o que fizeram até agora os intrépidos rapazes do MPF do PowerPoint.


Sr. Hawilla notório ator do submundo Globo/FIFA, aconselho-o evitar estações de trem. Sabem outros que se abrir a tampa do seu esgoto a Vênus Platinada não “se verá mais por aqui”.
reze fervorosamente para continuar “aos cuidados do FBI. Se possível em Guantánamo.


O Paladino nº1 Barbosão abandona as ovelhas nas mãos dos lobos devoradores …foge da cruz…e fica ao longe …filosofando.
“Não sei como PMDB, PSDB e PT têm coragem de lançar candidato”, diz Joaquim Barbosa.
Pois eu sei. Só não sei;
1. Só não sei como um juiz da Suprema Corte tem coragem de comprar apartamento em Miami com empresa laranja, e sede estatutária em apartamento pertencente ao serviço público.
2. Como tem babaca defendendo esses caras, seja azuis, vermelhos ou híbridos. Estes sim são os culpados por estarmos na m*rda. Enquanto tem gente pra bater palma pra louco isso nunca vai acabar.
3. A Marina Silva pode, ex-celência? Com jatinho cx2 e tudo?


Quem tiver dinheiro, só nós os merrecas porque os maganos saberão com antecedência, em conta corrente e/ou aplicações, os coloquem sob o colchão. Será mais seguro.
Meus “2 real” já viraram “Bitcoin”.


Assepsia com detergente TemerTemer,Blog do Brasil 2

Troca de meliantes, ops!, sinistros, ops!, ministros.
Futuro ministro das Cidades foi aliado de Cachoeira.

O Depufede Federoso Alexadre Baldy – esse em vez de mala, já vem com balde – é “figurita” na CPI dos Bingos como “parça” do impune Carlos Cachoeira. Gravações feitas pele PF durante a Operação Monte Carlo, Baldy foi classificado como colaborador “da organização criminosa”.


Bananil tem um terço dos magistrados que possui a Alemanha, mas gasta o dobro com a turma da toga.
Alemães abestados. Né não?


#ÉCoisadePreto
Benedito José Tobias – São Paulo/SP, 1894-1970/1963?
Retrato de um homem negro – Óleo sobre madeira – Sec.XXArte,Blog do Mesquita,Retrato
O artista é mais conhecido pelos pequenos retratos de negros e negras realizados a óleo sobre madeira ou a guache sobre papel, “com maestria e com uma certa tensão expressionista”, segundo avaliação de Emanoel Araujo. Tobias tem obra pouco pesquisada ainda, apesar da qualidade e do empenho do artista em desenvolver a técnica pictórica.


Brasil da série só dói quando eu rio, ou o que dá pra rir dá pra chorar.Humor,Blog do Mesquita,Duke,Fidelidade,Gilmar Mendes


“Portugueis nois sabe né?”… a culpa no corretor, né?Doria,Analfabeto,Blog do Mesquita


  • Deve haver, escondida nos subterrâneos do Congresso, uma escola de malandragens, golpes, perfídias e corrupção.
    Não é possível que tantos congressistas já nasçam com tanto conhecimento acumulado.


A culpa do déficit das contas públicas são os privilégios dos trabalhadores.
Então tá.
“Presidente do TJ de Minas assume o governo e pressiona por aumento de salários do Judiciário”


Pois é né?Emprego,Temer,Blog do Mesquita


Todas as democracias da Antiga Atenas à República Romana, às cidades Estado da Renascença, terminaram da mesma forma. Como uma aliança corrupta da extrema riqueza e poder concentrado. Cidadãos privados de liberdade. O que é deles por direito lhes é tirado. Seus filhos são enviados para morrer nas guerras dos ricos.


Brasil da série só dói quando eu rio, ou o que dá pra rir dá pra chorar.

Humor,Polícia Federal,Malas,Blog do Mesquita,Loures


 Haha! Que “Tartufa”. “Fruta que Partiu”

Um tal de Catanhede da Globo/Fifa dando o “currículo” do Ruque; ele é filho do pai dele; filho da mãe dele;e, pasmem panacas, casado com a mulher dele; cunhado da cunhada dele; irmão do irmão dele e neto do avô dele. Fantástico!
Que homem! Que macho alfa! Que currículo impressionante! É do Cascalho. Né não?Hulk,Currículo,Blog do Mesquita


 

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Google, GMail e Hackers

Google revela métodos preferidos dos hackers para invadir contas do Gmail

Google

Ferramentas do Google podem tornar mais eficiente o Gmail UNSPLASH

Maior risco é o mesmo da década passada: entregar a senha sem perceber que está num site falso. 

A pegada digital dos usuários da Internet abrange redes sociais, registros financeiros e informações de caráter sensível, como fotos, guardadas em serviços de armazenamento na nuvem. Frequentemente, um endereço de email é o único respaldo de tudo isso. Encontrando a senha ou as perguntas de segurança para a sua recuperação, hackers podem baixar todos os dados da vítima, limpar sua conta bancária e apagar as cópias de segurança.

Personalidades como o presidente da França, Emmanuel Macron, a política norte-americana Sarah Palin e a agência de notícias Associated Press, dos EUA, já sofreram o sequestro de suas contas on-line. Mesmo assim, apesar da crescente preocupação dos usuários com a segurança, as recomendações dos especialistas continuam voltadas para medidas preventivas que as vítimas poderiam adotar, e poucas vezes para a raiz do problema: como se dão as grandes violações da segurança digital, onde os delinquentes compram as listas de senhas roubadas e quais são os métodos preferidos dos hackers.

Partindo dessa premissa, o Google, em colaboração com a Universidade da Califórnia em Berkeley, analisou durante um ano o ecossistema de roubos e de compra e venda de senhas nos mercados negros da Deep Web, identificando 788.000 vítimas potenciais dos keyloggers, programas que capturam o que o usuário tecla ou o que ele vê na tela, enviando esses dados a um servidor externo controlado pelo hacker. Há também 12,4 milhões de vítimas potenciais dos kits de phishing, a prática de enganar o usuário para que ele digite sua senha em sites falsos controlados pelos bandidos, e 1,9 bilhão de senhas expostas por falhas de segurança que são vendidas nos mercados negros.

Classificados por seu risco, detectamos que o ‘phishing’ é a maior ameaça, seguida pelos ‘keyloggers’ e as violações de segurança em serviços de terceiros

Segundo os investigadores, entre 12% e 25% dos ataques de phishing e keylogger resultaram na obtenção de uma senha válida para acessar a conta da vítima no Google. Mas os deliquentes cibernéticos vão além e usam ferramentas cada vez mais sofisticadas para tentar obter o número de telefone, a direção IP e a geolocalização do usuário, a fim de burlar as medidas de segurança que os sites adotam.

“Classificados por seu risco, detectamos que o phishing é a maior ameaça, seguida pelos keyloggers e as falhas de segurança em serviços de terceiros”, concluiu o Google em seu estudo. As violações dos sistemas de segurança, como a sofrida pelo Yahoo, afetam diretamente a segurança das contas do Gmail e de outros serviços. Segundo o estudo, entre 7% e 25% das senhas obtidas coincidem com a estabelecida no Gmail, porque os usuários tendem a reutilizar as mesmas combinações.

O Brasil está entre os 10 países mais afetados pelas grandes falhas de segurança, sendo líder mundial nos ataques de keyloggers (18,3% do total de vítimas), segundo a investigação.

A educação do usuário é a melhor iniciativa para aumentar a sua segurança

A autenticação em dois passos e as medidas de segurança adicionais incorporadas por serviços como Gmail podem evitar o sequestro imediato das contas quando os hackers obtêm a senha, mas nem sempre isso é suficiente. Os delinquentes podem contar com ferramentas para interceptar os SMSs de verificação em dois passos ou a geolocalização do dispositivo. É preferível empregar métodos de autenticação exclusivos, como o Google Authenticator ou a verificação através de aplicativo oferecida pelo Twitter em iOS e Android.

Embora a verificação em dois passos seja a solução mais eficaz e imediata, o Google detectou que apenas 3,1% das vítimas que recuperaram sua conta habilitaram essa proteção contra futuros sequestros. “A educação do usuário é a melhor iniciativa para aumentar sua segurança”, dizem os investigadores.

Os leitores de impressões digitais e o inovador sistema de reconhecimento facial incorporado no novo iPhone X são as melhores opções para implementar uma segunda verificação forte, única e dificilmente violável pelos hackers. Além disso, não exige uma conscientização e instrução prévia do usuário, porque é programado para aparecer assim que o celular é ligado.

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Só dói quando eu rio

 

O que dá pra rir dá pra chorarHumor,Blog do Mesquita,Propina,Mala,Polícia Federal,Temer,Segóvia

 
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Música para encantar o dia

Roberta Sá e Ney Matogrosso – “Peito Vazio”
Composição de Cartola e Elton Medeiros

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Viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixi!
FIVADuto: Assassinado homem chave do esquema na Televisa do México.
A Televisa juntamente com a Globo faz parte dos grandes conglomerados de empresas de comunicação envolvidas no escândalo das Copas de Futebol.


Millor sobre o Congresso nacional:
“Isto sim é que é Congresso eficiente! Ele mesmo rouba, ele mesmo investiga, ele mesmo absolve.”
Vivo fosse trocaria Congresso por “G****”.
Só que agora dessa a “Vênus Platinada” não escapa, porque quando atinge o âmbito internacional, fica difícil de manipular.


Para provocar pesadelo.
MiShell “3%” Temer “cogita” ser candidato à reeleição em 2018.Temer,Blog do Brasil 3


CPI da Globo vai sair no Congresso

O k-suco ferveu para o lado da Globo, segundo a Veja.

De acordo com a publicação da Abril, o pagamento de propina para a Fifa visando a obtenção do direito de transmissão exclusiva de jogos renderá uma CPI no Congresso.Globo,Fifa,Blog do Mesquita


“Também há naus que não chegam mesmo sem ter naufragado.” Jorge de Lima


Dilma Rousseff, Globo e a Copa

Dessa a Dilma é inocente. Quem comprou a Copa de 2014 foi a GloboGlobo,Copa,2014


Agora na Av. Santos Dumont, Fortaleza,Ce., deu-me vontade de descer do meu carro e me dirigir ao carro da frente parado no semáforo – não fora o medo de levar um tiro – e dizer ao motorista, conforme adesivos, fã do “Reichfurer Br”;
Quer um Brasil sem corrupção?
1. Não jogue lixo na rua.
2. Ligue a p***a da seta.
Fiquei quietinho alimentando meu pessimismo crônico.


Só dói quando eu rioHumor,Blog do Mesquita,Duke,Fidelidade,Gilmar Mendes


A da vez:
O filho pergunta para a mãe:
– Mamãe, lá na Rio, ladrão rouba desde Garotinho?
– Não, meu filho. Rouba desde Cabral.
– Então eles têm mão grande?
– Não, meu filho!
– Tem Pezão ……


À moda do Bilac, o Olavo.
“Ora (direis) uma mala! Certo,
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para servir de prova, somente se forem baús inúmeros.”


Corrupção é pop;
Copa é pop;
Propina é pop. Tá na Globo!


“Não é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena”
Saramago,Blog do Mesquita

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Maria do Rosário – Versos na tarde – 20/11/2017

A Invenção das Clarabóias
Maria do Rosário Pedreira¹

No princípio, aprenderam a ter medo e protegerem-se.
Construíram casas de pedra e lama, pequenos refúgios
onde não tardaram a sentir-se cada vez mais sós.

Sonharam que, um dia, um feixe de luz haveria
de afagá-los. E, fascinados pelo céu, desenharam
óculos pelos telhados.

Tiveram, desde logo, a companhia das estrelas.
Hoje os deuses ainda passam os olhos pelas casas
todas as noites, antes de adormecerem.

in A Casa e o Cheiro dos Livros, 2007
 
¹Maria do Rosário Pedreira
*1959, Lisboa, Portugal
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O discurso do ódio que está envenenando o Brasil

Um jovem protesta contra a feminista Judith Butler, o dia 8 de novembro passado em São Paulo.

A caça às bruxas de grupos radicais contra artistas, professores, feministas e jornalistas se estende pelo país. Mas as pesquisas dizem que os brasileiros não são mais conservadores

Artistas e feministas fomentam a pedofilia. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o bilionário norte-americano George Soros patrocinam o comunismo. As escolas públicas, a universidade e a maioria dos meios de comunicação estão dominados por uma “patrulha ideológica” de inspiração bolivariana. Até o nazismo foi invenção da esquerda. Bem-vindos ao Brasil, segunda década do século XXI, um país onde um candidato a presidente que faz com que Donald Trump até pareça moderado tem 20% das intenções de voto.

 

No Brasil de hoje mensagens assim martelam diariamente as redes sociais e mobilizam exaltados como os que tentaram agredir em São Paulo a filósofa feminista Judith Butler, ao grito de “queimem a bruxa”. Neste país sacudido pela corrupção e a crise política, que começa a sair da depressão econômica, é perfeitamente possível que a polícia se apresente em um museu para apreender uma obra. Ou que o curador de uma exposição espere a chegada da PF para conduzi-lo a depor forçado ante uma comissão parlamentar que investiga os maus-tratos à infância.

“Isto era impensável até três anos atrás. Nem na ditadura aconteceu isto.” Depois de uma vida dedicada a organizar exposições artísticas, Gaudêncio Fidelis, de 53 anos, se viu estigmatizado quase como um delinquente. Seu crime foi organizar em Porto Alegre a exposição QueerMuseu, na qual artistas conhecidos apresentaram obras que convidavam à reflexão sobre o sexo. Nas redes sociais se organizou tal alvoroço durante dias, com o argumento de que era uma apologia à pedofilia e à zoofilia, que o patrocinador, o Banco Santander, ante a ameaça de um boicote de clientes, decidiu fechá-la. “Não conheço outro caso no mundo de uma exposição destas dimensões que tenha sido encerrada”, diz Fidelis.

O calvário do curador da QueerMuseu não terminou com a suspensão da mostra. O senador Magno Malta (PR-ES), pastor evangélico conhecido por suas reações espalhafatosas e posições extremistas, decidiu convocá-lo para depor na CPI que investiga os abusos contra criança. Gaudêncio se recusou em um primeiro momento e entrou com um pedido de habeas corpus no STF que foi parcialmente deferido. Magno Malta emitiu então à Polícia Federal um mandado de condução coercitiva do curador. Gaudêncio se mostrou disposto a comparecer, embora entendesse que, mais que como testemunha, pretendiam levá-lo ao Senado como investigado. Ao mesmo tempo, entrou com um novo pedido de habeas corpus no Supremo para frear o mandado de conduçãocoercitiva. A solicitação foi indeferida na sexta-feira passada pelo ministro Alexandre de Moraes. Portanto, a qualquer momento Gaudêncio espera a chegada da PF para levá-lo à força para Brasília.

“O senador Magno Malta recorre a expedientes típicos de terrorismo de Estado como meio de continuar criminalizando a produção artística e os artistas”, denuncia o curador. Ele também tem palavras muito duras para Alexandre de Moraes, até há alguns meses ministro da Justiça do Governo Michel Temer, por lhe negar o último pedido de habeas corpus: “A decisão do ministro consolida mais um ato autoritário de um estado de exceção que estamos vivendo e deve ser vista como um sinal de extrema gravidade”. Fidelis lembra que o próprio Ministério Público de Porto Alegre certificou que a exposição não continha nenhum elemento que incitasse à pedofilia e que até recomendou sua reabertura.

Entre as pessoas chamadas à CPI do Senado também estão o diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo e o artista que protagonizou ali uma performance em que aparecia nu. Foi dias depois do fechamento do QueerMuseu e os grupos ultraconservadores voltaram a organizar um escândalo nas redes, difundindo as imagens de uma menina, que estava entre o público com sua mãe e que tocou no pé do artista. “Pedofilia”, bramaram de novo. O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito e o próprio prefeito da cidade, João Doria (PSDB), se uniu às vozes escandalizadas.

Se não há nenhum fato da atualidade que justifique esse tipo de campanha, os guardiões da moral remontam a muitos anos atrás. Assim aconteceu com Caetano Veloso, de quem se desenterrou um velho episódio para recordar que havia começado um relacionamento com a que depois foi sua esposa, Paula Lavigne, quando ela ainda era menor de idade. “#CaetanoPedofilo” se tornou trending topic. Mas neste caso a Justiça amparou o músico baiano e ordenou que parassem com os ataques.

A atividade de grupos radicais evangélicos e de sua poderosa bancada parlamentar (198 deputados e 4 senadores, segundo o registro do próprio Congresso) para desencadear esse tipo de campanha já vem de muito tempo. São provavelmente os mesmos que fizeram pichações recentes no Rio de Janeiro com o slogan “Bíblia sim, Constituição, não”. Mas o verdadeiramente novo é o aparecimento de um “conservadorismo laico”, como o define Pablo Ortellado, filósofo e professor de Gestão de Políticas Públicas da USP. Porque os principais instigadores da campanha contra o Queermuseu não tinham nada a ver com a religião. O protagonismo, como em muitos outros casos, foi assumido por aquele grupo na faixa dos 20 anos que há um ano, durante as maciças mobilizações para pedir a destituição da presidenta Dilma Rousseff, conseguiu deslumbrar boa parte do país.

Com sua desenvoltura juvenil e seu ar pop, os rapazes do Movimento Brasil Livre(MBL) pareciam representar a cara de um país novo que rejeitava a corrupção e defendia o liberalismo econômico. Da noite para o dia se transformaram em figuras nacionais. Em pouco mais de um ano seu rosto mudou por completo. O que se apresentava como um movimento de regeneração democrática é agora um potente maquinário que explora sua habilidade nas redes para difundir campanhas contra artistas, hostilizar jornalistas e professores apontados como de extrema esquerda ou defender a venda de armas. No intervalo de poucos dias o MBL busca um alvo novo e o repisa sem parar. O mais recente é o jornalista Guga Chacra, da TV Globo, agora também  classificada de “extrema esquerda”. O repórter é vítima de uma campanha por se atrever a desqualificar -em termos muito parecidos aos empregados pela maioria dos meios de comunicação de todo o mundo-, 20.000 ultradireitistas poloneses que há alguns dias se manifestaram na capital do pais exigindo uma “Europa branca e católica”.

Além de sua milícia de internautas, o MBL conta com alguns apoios de renome. Na política, os prefeitos de São Paulo, João Doria, e de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., assim como o até há pouco ministro das Cidades, Bruno Araújo, os três do PSDB. No âmbito intelectual, filósofos que se consideram liberais, como Luiz Felipe Pondé. Entre os empresários, o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, que se somou aos ataques contra os artistas com um artigo na Folha de S. Paulo no qual afirmava que esse tipo de exposição faz parte de um “plano urdido nas esferas mais sofisticadas do esquerdismo”. O objetivo seria conquistar a “hegemonia cultural como meio de chegar ao comunismo”, uma estratégia diante da qual “Lenin e companhia parecem um tanto ingênuos”, segundo escreveu Rocha em um artigo intitulado O comunista está nu.

“Não é algo específico do Brasil”, observa o professor Pablo Ortellado. “Este tipo de guerras culturais está ocorrendo em todo o mundo, sobretudo nos EUA, embora aqui tenha cores próprias”. Um desses elementos peculiares é que parte desses grupos, como o MBL, se alimentou das mobilizações pelo impeachment e agora “aproveita os canais de comunicação então criados, sobretudo no Facebook”, explica Ortellado. “A mobilização pelo impeachment foi transversal à sociedade brasileira, só a esquerda ficou à margem. Mas agora, surfando nessa onda, criou-se um novo movimento conservador com um discurso antiestablishment e muito oportunista, porque nem eles mesmos acreditam em muitas das coisas que dizem”. A pauta inicial, a luta contra a corrupção, foi abandonada “tendo em vista de que o atual governo é tão ou mais corrupto que o anterior”. Então se buscaram temas novos, desde a condenação do Estatuto do Desarmamento às campanhas morais, que estavam completamente ausentes no início de grupos como o MBL e que estão criando um clima envenenado no país. “É extremamente preocupante. Tenho 43 anos e nunca tinha vivido uma coisa assim”, confessa Ortellado. “Nem sequer no final da ditadura se produziu algo parecido. Naquele momento, o povo brasileiro estava unido.”

O estranho é que a intensidade desses escândalos está oferecendo uma imagem enganosa do que na realidade pensa o conjunto dos brasileiros. Porque, apesar desse ruído ensurdecedor, as pesquisas desmentem a impressão de que o país tenha sucumbido a uma onda de ultraconservadorismo. Um estudo do instituto Ideia Big Data, encomendado pelo Movimento Agora! e publicado pelo jornal Valor Econômico, revela que a maioria dos brasileiros, em cifras acima dos 60%, defendem os direitos humanos, inclusive para bandidos, o casamento gay com opção de adotar crianças e o aborto. “Em questões comportamentais, nada indica que os brasileiros tenham se tornado mais conservadores”, reafirma Mauro Paulino, diretor do Datafolha. Os dados de seu instituto também são claros: os brasileiros que apoiam os direitos dos gays cresceram nos últimos quatro anos de 67% para 74%. Paulino explica que “sempre houve um setor da classe média em posições conservadoras” e que agora “se tornou mais barulhento”.

As investigações do Datafolha só detectaram um deslocamento para posições mais conservadoras em um aspecto: segurança. “Aí sim há uma tendência que se alimenta do medo crescente que se instalou em parte da sociedade”, afirma Paulino. Aos quase 60.000 assassinatos ao ano se somam 60% de pessoas que confessam viver em um território sob controle de alguma facção criminosa. Em quatro anos, os que defendem o direito à posse de armas cresceu de forma notória, de 30% a 43%. É esse medo o que impulsiona o sucesso de um candidato extremista como Jair Bolsonaro, que promete pulso firme sem contemplações contra a delinquência.

Causou muito impacto a revelação de que 60% dos potenciais eleitores de Bolsonaro têm menos de 34 anos, segundo os estudos do instituto de opinião. Apesar de que esse dado também deve ser ponderado: nessa mesma faixa etária, Lula continua sendo o preferido, inclusive com uma porcentagem maior (39%) do que a média da população (35%). “Os jovens de classe média apoiam Bolsonaro, e os pobres, Lula”, conclui Paulino. Diante da imagem de um país muito ideologizado, a maioria dos eleitores se move na verdade “pelo pragmatismo, seja apoiando os que lhe prometem segurança ou em alguém no que acreditam que lhes vai garantir que não perderão direitos sociais”.

Apesar de tudo, a ofensiva ultraconservadora está conseguindo mudar o clima do país e alguns setores se dizem intimidados. “O profundo avanço do fundamentalismo está criando um Brasil completamente diferente”, afirma Gaudêncio Fidelis. “Muita gente está assustada e impressionada.” Um clima muito carregado no qual, em um ano, os brasileiros deverão escolher novo presidente. O professor Ortellado teme que tudo piore “com uma campanha violenta em um país superpolarizado”.

     

 

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Cesário Verde – Versos na tarde – 19/11/2017

Deslumbramentos
Cesário Verde ¹ 

Milady, é perigoso contemplá-la
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.
 
Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, senguindo-lhes as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!…
 
Em si tudo me atrai como um tesoiro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de oiro
E o seu nevado e lúcido perfil!
 
Ah! Como me estonteia e me fascina…
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!…
 
Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!
 
O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pelo dum regalo!
 
Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.
 
E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como a um brilhante.
 
Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão-de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.
 
E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos – as rainhas!
 
¹ José Joaquim Cesário Verde
* Lisboa, Portugal – 25 de Fevereiro de 1855
+ Lumiar, Portugal – 19 de Julho de 1886
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Levando as galinhas às raposas

O Brasil é um país ao contrário.
Restaurantes em favelas de SP atraem clientela de shoppings de luxo vizinhos.
Resturante em favela

Restaurante do Silvio, na favela Panorama, zona sul de São Paulo, recebe publicitários e gerentes de empresas da região (Foto: Diego Padgurschi)

Na cadeira do restaurante de José Silvane Almeida, o Restaurante do Silvio, quem olha para cima vê os prédios espelhados de multinacionais e de um dos shoppings centers mais luxuosos de São Paulo. À frente enxerga os barracos de madeira e de alvenaria sem pintura, cenário típico de bairros de periferia.

Moradores da favela Panorama, em Cidade Jardim – bairro nobre na zona sul paulistana -, dividem as mesas com publicitários e gerentes de grandes empresas. O encontro entre a classe média e a baixa ocorre diariamente dentro da favela a partir do meio-dia. Por quê?

Ninguém quer gastar muito dinheiro para almoçar, afinal. No self-service de Almeida, a refeição completa sai por R$ 22 – come-se à vontade. A poucos metros dali, no Shopping Cidade Jardim, um prato executivo não custa menos de R$ 35, segundo quem trabalha nas redondezas. Em alguns restaurantes, o preço passa de R$ 80.

O shopping de luxo era a única opção de almoço para funcionários de um prédio comercial vizinho ao shopping. Foi então que, quatro anos atrás, Almeida abriu seu ponto na favela. O foco, diz ele, era nos trabalhadores que não têm condições de pagar todos os dias a alimentação no Cidade Jardim, mas acabou atraindo também quem tem dinheiro mas prefere economizar.

Fila em restaurante na favela
Por causa do preço baixo, filas se formam na frente do restaurante (Foto: Diego Padgurschi)

Almeida credita o sucesso de seu restaurante, que tem até fila para entrar, a seu tempero de “comida caseira” e ao seu empreendedorismo, mas também à oportunidade que a crise econômica lhe deu. “Se meus clientes almoçam no shopping, gastam o VR (vale-refeição) em 15 dias. Aqui, dura o mês inteiro. As pessoas querem economizar”, diz.

O publicitário Guilherme Linares, de 26 anos, comia, como entrada, uma porção de batatas fritas e tomava um refrigerante sentado a uma mesa do lado de fora, na viela – o cardápio do dia tinha como pratos principais filé de merluza, moqueca de cação e costela com molho barbecue.

“Recebo R$ 30 de alimentação por dia. Se eu comer no shopping, o VR dura 10 dias. Lá, a comida é cara e industrial. Aqui é comida caseira”, diz Guilherme Linares, de 26 anos, publicitário de uma agência de propaganda.

Talita Feba, publicitária de 27 anos, afirma que amigos e parentes estranham quando ela conta que almoça diariamente em uma favela. “Dizem: ‘mas não é perigoso?’ Eu respondo que não, é tranquilo, bom e barato”, diz.

Revertendo uma tendência de alta nos últimos anos, os preços de alimentos e bebidas acompanhados pelo IPCA – índice de inflação calculado pelo IBGE – tiveram queda de 2% de janeiro a outubro. O item “alimentação fora do domicílio” também vem cedendo, mas em ritmo mais lento. Nos últimos 12 meses, a inflação agregada no Brasil desacelerou para 2,2%, ante alta de 10,67% em 2016.

interior do restaurante
No Restaurante do Silvio, refeição completa custa R$ 22; no shopping ao lado, preço mais barato é R$ 35 (Foto: Diego Padgurschi)

‘Achava que era perigoso almoçar na favela’

A favela Panorama sobreviveu à transformação de um terreno ao lado em um dos shoppings mais caros da cidade – no mesmo complexo há condomínios de apartamentos milionários. Parte da área da comunidade é usada como estacionamento para carros cujos donos também trabalham em empresas da região.

O cozinheiro Almeida, de 46 anos, nem mora ali: vive em Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo. Ele nasceu em Araioses, no Maranhão, e migrou para São Paulo em 1991.

Trabalhou anos como encanador, até abrir seu primeiro negócio na favela Real Parque, também na zona sul. Vendia 3 mil pães por dia em sua padaria, mas, em 2011, a loja foi consumida pelo fogo em um incêndio que destruiu parte da comunidade.

“Eu tinha investido R$ 300 mil na padaria, todo o dinheiro que guardei. Fiquei lelé da cabeça”, conta. “Abri o restaurante aqui (na Panorama) para os operários do shopping, depois vieram os seguranças. O boca a boca aumentou e os funcionários das empresas começaram a vir também”. Hoje, o estabelecimento, que surgiu em uma garagem, tem três andares e mesas dispostas na frente, em uma viela.

José Silvane Almeida
O ex-encanador José Silvane Almeida hoje tem oito funcionárias para conseguir atender seus clientes no restaurante (Foto: Diego Padgurschi)

O restaurante tem outros oito funcionários e serve em média 150 refeições por dia. O sucesso do local entusiasmou outros restaurantes da favela – já existem outros três restaurantes populares, que ficam cheios a ponto de surgirem filas do lado de fora.

A analista de estratégia Fernanda Andrade, de 29 anos, conta que, inicialmente, ficou com receio de sair do escritório para almoçar na favela. “Eu tinha um pouco de preconceito, achava que era perigoso. Hoje, na minha empresa, a maioria das pessoas vem comer aqui”, conta ela, que trabalha em uma multinacional ao lado.

Quentinhas por R$ 13

O restaurante na comunidade Panorama não é o único com esse perfil em São Paulo. Em Paraisópolis, por exemplo, vizinha ao bairro do Morumbi, existe o Café & Bistrô Mãos de Maria, que funciona em uma laje da favela. Criado por uma associação de mulheres, o restaurante serve almoço por até R$ 25 e tem shows de música para frequentadores da região e também de fora.

Bar na favela Coliseu
Bar e restaurante de Regina Alves dos Santos, na favela Coliseu, recebe funcionários de empresas da Vila Olímpia (Foto: Diego Padgurschi)

Já na favela do Coliseu, na Vila Olímpia – bairro comercial na zona oeste paulistana -, a cozinheira Regina Alves dos Santos, de 55 anos, produz suas marmitas dentro de um barraco de madeira. Ao lado, ela administra um boteco cujo happy hour recebe funcionários de grandes empresas da região.

A comunidade é vizinha do shopping de luxo JK Iguatemi e dos prédios espelhados da construtora Camargo Corrêa, onde Santos entrega suas “quentinhas” diariamente – elas saem por R$ 13. “Pessoal da Camargo Corrêa vem aqui para o happy hour. Até meu cliente do Bradesco aparece”, diz ela. “Pessoal vem amuado, com medo de ser assaltado, mas depois vê que é tranquilo, que a comida é boa e a cerveja é gelada.”

Santos é pernambucana de Araripina e migrou para São Paulo no final dos anos 1970 para casar e melhorar de vida. Por uma década trabalhou como metalúrgica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde viveu o período de greves comandadas pelo então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva.

Cozinheira Regina Alves dos Santos
O bar da cozinheira Regina Alves dos Santos faz sucesso entre engravatados que trabalham na Vila Olímpia (Foto: Diego Padgurschi)

Já nos 1990, abriu seu bar na comunidade do Coliseu, quando a maioria dos prédios da região ainda não existia e a favela era bem maior. Hoje, a Coliseu vive espremida entre os prédios espelhados.

Assim como o colega da Panorama, ela também sofreu com um incêndio. Há quatro anos, alguns barracos da favela pegaram fogo. Ela não se lembra como se salvou: quando as chamas começaram, correu para o andar de cima do bar. “Acordei na rua, com os bombeiros me atendendo. Meu rosto e minhas mãos ficaram queimados. Dias depois, eu voltei a trabalhar”.

Com o dinheiro que ganha no bar e vendendo marmitas, a cozinheira conseguiu comprar quatro carros – uma de suas paixões.

‘O shopping é que incomoda a gente’

A prefeitura promete há décadas que vai construir habitações sociais na área da Coliseu. A líder comunitária Rosana Maria dos Santos, de 47 anos, ainda tem esperança. “Os prédios apareceram e engoliram a comunidade, que existe há 70 anos. Mas parece que agora a construção das moradias vai começar”, diz.

Cozinheira Regina Alves dos Santos
Marmitas da cozinheira Regina Alves dos Santos custam R$ 13 e são vendidas em diversas empresas de São Paulo (Foto: Diego Padgurschi)
amigos bebendo em bar de favela
Happy hour em bar na favela Coliseu atrai funcionários de empresas vizinhas (Foto: Diego Padgurschi)

Nascida na área, a líder comunitária diz que a favela, que fica em uma terreno nobre, sofre com especulação imobiliária. “O shopping fica incomodado com a favela. Mas estamos aqui antes deles, quando ninguém queria morar aqui. Eles é que incomodam a gente”, diz.

Já a cozinheira Regina Alves dos Santos fica feliz quando vê seu bar cheio de moradores da Coliseu e de gente de outras classes sociais mais elevadas. “Quando vejo o pessoal das empresas aqui, nem acredito. Mas fecho os olhos e digo: a vida é assim mesmo, pobre aqui e o rico do lado. Todo mundo junto”, diz.

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Para iluminar o domingo – 19/11/2017

Elsa Armengou – When you’re smiling
Sant Andreu Jazz Band

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Arquitetura – Louvre Abu Dabi

Arquiteto: Jean Nouvel

Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita aInterior de uma das salas do museu Louvre de Abu Dhabi. Apelidado como “o primeiro museu universal do mundo árabe”, se situa na baixa Saadiyat Island, um centro de turismo e cultura em desenvolvimento a 500 metros da costa da capital dos Emirados Árabes Unidos.


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Imagem de diversas lápides cristãs, judias e muçulmanas no museu do Louvre de Abu Dhabi. O acordo de concessão de 30 anos que assinaram com o Louvre da França, prevê que o país europeu fornecerá a experiência, obras de arte e exibições temporárias a mudança a mais de mil milhões de euros.


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‘Fonte de luz’, do artista chinês Ai Weiwei, no Louvre de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Aproximadamente 5% do museu está dedicado a arte moderna e contemporânea.


 

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Um servidor público dos Emirados Árabes Unidos caminha baixo a cúpula do Louvre de Abu Dhabi. A majestosa cúpula de 180 metros de diâmetro e 7.500 toneladas que cobre o complexo está perfurada por estrelas de formas irregulares, que deixam entrar o sol criando reflexos caprichosos no pátio nos entornos do o museu.


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Uma mulher observa uma estátua exposta em uma galeria do Louvre de Abu Dhabi durante uma coletiva de imprensa. O percurso, composto por uns 600 objetos (a metade, empréstimos franceses e a outra metade, da incipiente coleção permanente), tem início no ano 6.500 a. C.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita fUma mulher posa em frente a uma série de painéis titulados ‘Untitled I-IX’, do pintor norte-americano Cy Twembly, no museu Louvre de Abu Dhabi.


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Vista da cúpula do museu do Louvre de Abu Dhabi. Dois terços do museu está coberto por uma cúpula de 180 metros de diâmetro que proporciona uma agradável sombra para fugir do sol abrasador do Golfo. O efeito buscado é o “de uma ágora”, segundo explicou o arquiteto Jean Nouvel.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita hVista exterior do museu do Louvre de Abu Dhabi, desenhado pelo arquiteto francês Jean Nouvel. O arquiteto inspirou-se na posição da ilha “entre a areia e o mar, a sombra e a luz”, segundo a página site do museu.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita iRestauradores do museu consertam a escultura ‘O homem que caminha, sobre uma coluna’, de Rodin, feito em 2006 por Fonderie Coubertin, no museu do Louvre de Abu Dhabi.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita jDuas mulheres passam em frente a uma tapeçaria medieval de ‘Daniel e Nebuchadnezzar’. Jack Lang, ex-ministro de cultura francês, declarou que o Louvre de Abu Dhabi será bem mais universal que o de Paris. “É uma oportunidade para abrir a ideia de um museu a diferentes continentes e civilizações”.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita kUm trabalhador limpa uma janela sob a cúpula do museu Louvre de Abu Dhabi. “Quero pensar no conjunto como em uma medina árabe, com suas ruas estreitas que separam as casas”, disse o arquiteto Jean Nouvel, que defende como estratégia a junção com as tradições construtivas do local em frente aos edifícios que caem como “paraquedistas”.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita lUma empregada varre o chão perto do quadro ‘Napoleão cruzando os Alpes’, do francês Jacques-Louis David, no Louvre de Abu Dhabi. Treze museus franceses, incluídos o Museu D’Orsay e o Palácio de Versalles doarão também até 300 obras durante o primeiro ano, entre as que se incluem ‘A Belle Ferronière’, de Leonardo dá Vinci e um autorretrato de Vincent Vão Gogh.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita mUm homem caminha por uma galeria do Louvre de Abu Dhabi. Será o primeiro de três museus que abrirão suas portas ao público em Saadiyat Island, onde os Emirados Árabaes Unidos planejam abrir o Guggenheim Abu Dhabi, desenhado por Frank Gehry, e o Museu Nacional Zayed, desenhado por Norman Foster.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita nNo recinto estão expostas mais de 250 obras de arte da coleção Emirati, incluindo obras do francês Edouard Manet, do holandês Piet Mondrian ou do turco Osman Hamdi Bey.


Arquitetura,Museo del Louvre, Louvre Abu Dabi, Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos, Museus, Oriente médio ,História arte, Instituições culturais, Ásia Arte ,Cultura,Blog do Mesquita oVista noturna do museu do Louvre de Abu Dhabi. O arquiteto Jean Nouvel declarou que para ele o melhor da arquitetura árabe é unir a geometria e a luz, por isso o “sol se filtra pela cúpula como uma chuva de luz delicada e protetora refletindo a interação constante de luzes e sombras no país”.


Fotografias de KAMRAN JEBREILI/AP – SATISH KUMAR/REUTERS – GIUSEPPE CACACE/AFP 
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