“O politicamente correto não é só uma forma de censura. Também é uma manifestação de burrice.”
Reinaldo Azevedo

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Décima elegia
Fabrício Carpinejar ¹

Só na velhice o vento não ressuscita.
A água dos olhos entra na surdez da neve
e escuta a oração do estômago, dos rins, do pulmão.

O sono desce com a marcha dos ratos no assoalho.
Tudo foi julgado e devemos durar nas escolhas.

Só na velhice os grilos denunciam o meio-dia.
O exílio é na carne.

Esmorece o esforço de conciliar a verdade
com a realidade.
A neblina nos enterra vivos.

Só na velhice o pó atravessa a parede da brasa,
o riso atravessa o osso.
Deciframos a descendência do vinho.

Os segredos não são contados
porque ninguém quer ouvi-los.
O lume raso do aposento é apanhado pela ave
a pousar o bule das penas na estante do mar.

Só na velhice acomodo a bagagem nos bolsos do casaco.
O suspiro é mais audível que o clamor.

Recusamos o excesso, basta uma escova e uma toalha.

Só na velhice os músculos são armas engatilhadas.
O nome passa a me carregar.

É penoso subir os andares da voz,
nos abrigamos no térreo de um assobio.
Pedimos desculpa às cadeiras e licença ao pão.

O ódio esquece sua vingança.
Amamos o que não temos.

Só na velhice digo bom-dia e recebo
a resposta de noite.
Convém dispor da cautela e se despedir aos poucos.

Só na velhice quantos sofrem à toa
para narrar em detalhes seu sofrimento.

O pesadelo impõe dois turnos de trabalho.
Investigo-me a ponto de ser meu inimigo.

Sustentamos o atrito com o céu, plagiando
com as pálpebras o voo anzolado, céreo, das borboletas.

Só na velhice há o receio em folhear edições raras
e rasgar uma página gasta do manuseio.
Embalo a espuma como um neto.

Confundimos a ordem do sinal da cruz.
O luto não é trégua e descanso, mas a pior luta.

Só na velhice a forma está na força do sopro.
Respeito Lázaro, que a custo de um milagre
faleceu duas vezes.

O medo é de dormir na luz.
Lamento ter sido indiscreto
com minha dor e discreto com minha alegria.

Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.
Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.
Creio na cerração das manhãs.
Conforto-me em ser apenas homem.

Envelheci,
tenho muita infância pela frente.

¹ Fabrício (Carpi Nejar) Carpinejar
* Caxias do Sul, RS. – 23 de outubro de 1972 d.C


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Quase 70 anos depois, descubram como os aliados pintavam o mundo fascista e, em especial, os nazis e reparem como é difícil de imaginar o mesmo tipo de propaganda nos dias de hoje. Ou será que não é assim tão difícil?


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O que suas ex-celências fazem, Tupiniquins, com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho.

Sobrinha do Senador Álvaro Dias, ocupante contumaz da Tribuna do Senado em apontar o dedão acusatório contra malfeitos de adversários, Valéria Dias, perdeu o cargo no Senado por vínculos de parentesco.

Nada de choro por causa de uma bobagem dessas. Né?

Agora é gerente de projetos do Ministério do Esporte, no Rio.

Negócios na África

A sobrinha de Álvaro Dias esteve pelo Brasil em uma feira de negócios do futebol na África do Sul, segundo revelou o Blog do Cruz.

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A pintura de Catherine Abel

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Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Novo Honda City brasileiro, preço de envergonhar…

O novo Honda city Brasileiro e vendido no México com preço inicial de R$ 25.800,00 se é fabricado no Brasil, como e possível?

No México já vem na versão mais básica com freios abs e airbags, enquanto que no Brasil a versão de entrada sem abs tem preço inicial de R$56.210,00!!!

Se o carro é fabricado em Sumaré/SP como pode ser vendido por menos da metade do preço em outro país e ainda dar lucros???

É só entrar no site americano da Toyota, Mitsubishi, Honda, e etc., que perceberá a diferença de preços.

Um Honda Civic custa lá fora 16 mil dólares, e aqui no Brasil custa 67 mil reais.

Como pode uma coisa dessas?

Tem uma explicação lógica.

Com o dinheiro desses impostos que são pagos aos políticos, pois para sustentar UM deputado federal é necessário 10.4 milhões de reais por ano.

Agora você faça a multiplicação por 513 (que é o número de deputados federais), e se quiser ir em frente, pegue o número de deputados estaduais, senadores, ministros, mais de 40 mil vereadores, e milhões de assessores.

O Brasil tem o congresso mais caro do mundo, e para sustentar tudo isso, essa vagabundagem toda, o brasileiro tem que pagar mais impostos…

Não é revoltante?

Mas o povinho esta mais preocupado com o futebol, pagode, samba, carnaval, BBB e outros lixos.

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Paris em preto e branco

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Scott Brown, o republicano eleito na terça-feira para a vaga do senador Ted Kennedy , era um desconhecido senador estadual até a semana passada. Brown era famoso só entre um grupo seleto de leitoras assíduas da revista feminina Cosmopolitan, editada no Brasil como Nova. Ele foi “o homem mais sexy” da Cosmopolitan de 1982, e estampou a edição com fotos sensuais, semi-nu.

O republicano conquistou o eleitorado de Massachusetts, Estado democrata até a raiz dos cabelos, com seu tipão popular – fazia propagando de jeans, camisa, mostrando sua caminhonete (veículo vetado por liberais ecologicamente conscientes). Como disse o comediante Jon Stewart ontem: “O legado dos Kennedy vai para um cara pelado que é dono de uma caminhonete”. Ele é triatleta e acorda todo dia às 5 da manhã para nadar. Sua mulher, Gail Huff, é estrela da TV em Boston e uma de suas filhas, Ayla, foi finalista no American Idol.

Brown teve uma candidatura anti-establishment, contestando o direito natural dos democratas à vaga ocupada por 46 anos por Ted Kennedy. E fez campanha contra a lei de reforma de saúde – considerada a principal bandeira de Kennedy.

Está certo que ele teve uma granda ajuda da campanha inepta da democrata Martha Coakley, ruim de voto. Martha disse que o arremessador Curt Schilling, um ídolo do time local Red Sox, torcia para os Yankees, de NY – uma gafe semelhante a dizer que o Ronaldo joga no São Paulo, em vez do Corinthians. Para completar, em resposta a um repórter do Boston Globe, que perguntou se ela não tinha sido passiva demais em sua campanha: “Por que, eu deveria ter ficado em Fenway Park, nesse frio, apertando mão de eleitor?”!

Não que Brown tenha passado incólume no quesito gafes. No discurso de vitória, deixou suas duas filhas, Arianna e Ayla, roxas de vergonha. “Queria agradecer muito as minhas filhas, que me ajudaram na campanha…e só por acaso, se alguém estiver se perguntando ao redor do país, sim, as duas estão disponíveis”. Ai.

blog Patricia Campos Mello

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Brasil: da série “só dói quando eu rio”!

Os siameses, mais uma vez, mostram que “somos todos iguais nessa noite”, sombria e Valeriana. Todo o discurso de moralidade e da cantilena da “transparência” sai da sarjeta para defender o indefensável. Suas ex-celências se unem para o indefensável. O velho caixa 2 vai continuar financiando, como sempre o fez, as campanhas de todos os partidos e candidatos.

Tremei Tupiniquins!

O Editor


PT se une a PSDB e DEM no lobby contra proibição a doações ocultas

Em documento encaminhado ao TSE, partidos pedem até fim de punição para quem receber contribuições vetadas

Uma iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acabar com as chamadas doações ocultas nas campanhas eleitorais colocou do mesmo lado três dos principais partidos do País. PT, PSDB e DEM comandam o lobby para tentar modificar a minuta de resolução do TSE que regulamenta a prestação de contas nas eleições de 2010.

Representantes dos três partidos protocolaram no tribunal, na última quinta-feira, uma petição conjunta para tentar eliminar o veto às doações ocultas – modalidade em que as empresas fazem contribuições aos partidos, e não aos candidatos, o que impede o mapeamento de vínculos entre financiadores e financiados.

PT, PSDB e DEM também pediram a exclusão do parágrafo que prevê a desaprovação das contas de campanha caso o partido ou o candidato receba doações de fontes proibidas – como instituições estrangeiras, igrejas, sindicatos, órgãos do governo e concessionárias de serviços públicos. Se o pedido for atendido, não haverá punição para quem receber doações dessas fontes.

O TSE terá até 5 de março para votar as novas regras. O ministro Arnaldo Versiani, relator da minuta que será votada por seus seis colegas, busca eliminar a brecha na legislação que permite aos partidos repassar recursos aos candidatos sem identificar a fonte. Na prestação de contas do candidato, o dinheiro aparece apenas como “doação partidária”.

Se o texto for aprovado com a redação atual, as legendas serão obrigadas a relacionar a fonte ao destino do dinheiro arrecadado. O entendimento geral é de que as novas restrições – que, segundo o TSE, têm por objetivo aumentar a transparência – devem dificultar doações de empresas que não querem se ver diretamente relacionadas aos candidatos.

Nas eleições de 2008 para a Prefeitura de São Paulo, o então candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) recebeu cerca de 95% de seus recursos como doações ocultas – o dinheiro doado por empresas apareceu na prestação de contas como oriundo de seu partido.

Na carta protocolada no TSE, os três partidos afirmam que mapear a origem e o destino exato dado aos recursos de campanha é uma missão “ingrata e impossível”. Argumentam que o dinheiro de diferentes doações se soma no caixa, não sendo possível determinar o destino dado a cada doação individualmente.

As regras em análise no TSE determinam, ainda, que as legendas terão de prestar contas no mesmo dia dos candidatos e comitês de campanha – até 2 de novembro. Antes, os partidos apresentavam suas contas apenas no ano seguinte às eleições.

A minuta determina que as contas deverão ser apresentadas na circunscrição do candidato que recebeu as doações. Se o partido financiar campanhas em mais de um Estado, terá de prestar contas em cada um dos tribunais regionais.

Na nova resolução, são estendidas aos partidos a maioria das obrigações que antes se aplicavam apenas aos candidatos e comitês. A nova Lei Eleitoral, aprovada pelo Congresso no ano passado, afirma que as legendas também podem fazer gastos de campanha. Na interpretação do TSE, isso implica que os partidos devem prestar contas à Justiça Eleitoral. Os líderes partidários, contudo, defendem a tese de que apenas comitês e candidatos podem fazer a gestão financeira da campanha – portanto, somente eles deveriam prestar contas em ano de eleição.

Além de tentar acabar com as doações ocultas, a nova minuta de prestação de contas é mais rigorosa em muitos outros pontos. Candidatos a vice e a suplente de senador deverão prestar as próprias contas – antes, isso poderia ser feito por meio dos cabeças de chapa. O texto veta, ainda, a doação de pessoas jurídicas criadas em 2010 e proíbe os partidos de repassar recursos arrecadados em anos anteriores.

A despeito das tentativas de endurecimento por parte do TSE, ainda haverá brechas para doações ocultas. Os partidos poderão usar doações de empresas para os gastos internos e repassar para os candidatos os recursos recebidos do fundo partidário. Também é possível que a doação seja feita por meio de associações e entidades de classe. Para impedir essas formas de contribuição, seria necessário mudar a lei.

Lucas de Abreu Maia e Daniel Bramatti/Estadão

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Esculturas em espaços públicos – Amsterdam


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Um espertalhão, sem conhecimento da legislação que rege o registro de domínios na internet, registrou diversos endereços na web com o nome de José Serra e outras variáveis.

Vai ganhar fácil se entrar na justiça! Acredito que o próprio Comitê Gestor da Internet, no Brasil, pode resolver a pendenga.

Há jurisprudência pacificada a esse respeito. No caso de pessoas jurídicas, o CGI, decide que o domínio pertence ao dono do CNPJ correspondente. Por analogia, acredito que o CGI agirá da mesma forma em relação às pessoas físicas. Não fosse assim, enfrentaríamos o paradoxo de uma pessoa não ter a propriedade do próprio nome.

Cito o advogado Wilson Silveira ¹

[...]“O nome de domínio é a representação virtual da pessoa física ou jurídica. É a marca da pessoa jurídica (ou seu nome empresarial) ou o nome da pessoa física colocado à disposição de seu público.”

[...]“No caso de domínios com.br, de ilegítimo titular brasileiro, cabe a propositura de ação judicial, buscando a anulação do registro, ou a adjudicação ao legítimo interessado.”
¹ (
Wilson Silveira, formado em Direito pela Universidade de São Paulo. Especializado na área de marcas, dirige os departamentos de marcas e contencioso da CRUZEIRO/NEWMARC.  – http://www.newmarc.com.br/novo/index.asp)

O Editor

PS. Pra quem almeja a Presidência da República, caberia ter uma assessoria jurídica razoavelmente competente.


O grão-tucano José Serra convive com um dissabor inusitado. Está impedido de abrir um sítio com seu próprio nome na internet.

O presidenciável da oposição perdeu para terceiros, veja você, o domínio eletrônico de seu nome.

Em resposta a um leitor, Serra informou no twitter: “Não tenho nenhum site [...]. Um espertalhão registrou meu nome. E só na Justiça para recuperá-lo”.

Noutra mensagem, Serra deu nome ao boi que cruzou as suas fronteiras digitais: “Uma tal Associação dos Missionários Evangélicos registrou joseserra.com.br”.

Num terceiro texto, Serra esclareceu que seu “avatar cibernético” fez barba cabelo e bigode:

“Não é meu nem o ‘joseserra.com.br’ nem o ‘joseserra.org.br’. O mesmo sujeito registrou os dois domínios. Aí, só na Justiça”.

Como se vê, são mesmo traiçoeiros os meandros da internet. Serra teve o nome pirateado por uma associação que se diz evangélica. Perdendo na Justiça, não lhe restará senão dirigir uma prece ao Senhor.

blog do Josias de Souza

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