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Mia couto – Frase do dia – 16/12/2017

“A maior desgraça de um país pobre é que, em vez de produzir riquezas, produz ricos”
Mia Couto

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Jorge Sousa Braga – Versos na tarde – 15/12/2017

Turquesa e Lápis-Lazúli
Jorge Sousa Braga

Nas palmas da tua mão
todo o azul
do verão

¹ Jorge Sousa Braga
* Cervães, Vila Verde – Portugal, 23 de dezembro de 1957

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Fatos & Fotos – 15/12/2017

PF tem provas contra Aécio e Perrella. Só falta a convicção.Aécio,Perrela,Blog do Mesquita


Brasil; um país além do fundo do poço.
Para comprar os votos faltantes a favor da reforma da Previdência, o governo aguarda um relatório da Receita Federal com dados da arrecadação de novembro.Temer,Blog do Brasil 2


A exoneração do General Mourão é uma violência Constitucional. Não há direitos fundamentais absolutos. Certo!
Mas a liberdade de expressão é para todos. A Constituição é para todos, para civis e militares.


É preciso que tudo mude para que tudo permaneça como se encontre.
Temer igual a Dilma;
Jungmann igual a Aldo Rebelo;
Senador do PSDB igual ao do PT.


Nova “prisão” de Marcelo Odebrecht
Morumbi, SPMarcelo Odebrtch,Prisão,Mansão,Lava Jato,Blog do Mesquita

Uma desumana cela com exígüos 3Mil m². Onde estão os Direitos Humanos que não vêm isso?
Afinal o coitado tão somente superfaturou obras, corrompeu políticos, distribuiu bilhões em propinas, conseguiu obras com ditadores mundo afora, recebeu uma montanha de dinheiro do BNDES, que é do povo brasileiro.

Elementar, cristalino, cartesiano e medianamente lógico;

Eu em sendo réu em um processo judicial, e sendo inocente, quero que o julgamento se dê no menor prazo possível, ou seguindo Hegel; “O drama não é escolher entre o bem e o mal, mas entre o bem e o bem”Lógica,Blog do Mesquita

Lula conhece o público que o sustenta.
O primarismo dos discursos do Lula, seria de arrepiar, se não fosse proposital e de caso pensado.
Sem programa, sem projeto, eco elementar do imobilismo putrefato do idealismo messiânico em toda sua tautologia – retórica expressionista banal que replica a mesma ideia de formas diferentes, que define caminhos à sua própria lógica.
Não existe o “novo” na politicagem Tapuia. O que há é a permanência perversa da práxis da corrupção como meio “legítimo” para formatar novos pactos de assalto ao Estado.
Assim, se mais que 2% dos parlamentares se reelegerem nas eleições de 2018, estaremos sem discurso, e deveremos arquivar a indignação e a cidadania.
Soros não poderia ter escolhido melhor porta voz.

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Fatos & Fotos – 14/12/2017

Natal sem PartidoDuke,Humor,Natal sem partido,Blog do Mesquita


Qual o poder mais deletério, canalha e corrupto no Brasil de hoje.

 

“A lembrança é uma forma de encontro.”Khalil Gibran


Tom Jones – Blues – ‘Burning Hell’ Session


A 30 quilômetros de Ipanema, a vida passa com menos de três reais por dia

O lixo é a principal fonte de renda do Jardim Gramacho.

O lixo é a principal fonte de renda do Jardim Gramacho. ARIEL SUBIRÁ

O bairro de Jardim Gramacho se sustentou por três décadas com o maior lixão de América Latina. Após cinco anos do fechamento, seus moradores são a face da extrema pobreza.Em Jardim Gramacho não se vive, se sobrevive. A apenas 30 quilômetros da praia de Ipanema há pessoas morando em condições tão precárias como num pobre povoado da África. Jardim Gramacho, a comunidade que abrigou até 2012 o maior lixão de América Latina, famosa no mundo inteiro por um documentário do artista plástico Vik Muniz que chegou ao Oscar, poderia constituir um monumento dedicado ao descaso e a promessas descumpridas. Mas não há tempo para pensar nisso. O bairro, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, é um bolsão de pobreza extrema, a face dura e invisível da desigualdade do Brasil, do abandono do poder público, um lugar onde se vive, rodeado de cachorros sarnentos, com menos de três reais por dia.

Jardim Gramacho não tem água encanada, a eletricidade depende dos gatos e da aleatoriedade dos picos de energia que estouram os poucos eletrodomésticos que ainda funcionam. Aqui tampouco há rede de esgoto e, em algumas casas, nem banheiro. A higiene pessoal, para quem nem chuveiro tem, é feita numa laguna próxima e verde. As moradias construídas com portas de armários e chapas de madeira velha, servem para pouco nos dias de chuva. “Quando chove, cai mais água dentro do que fora”, ouve-se com frequência.

– Quando foi a última vez que você comeu carne? 

– Ah, pouco tempo, umas duas semanas atrás.

– E peixe?

– Ihhh, nem lembro.

– E fruta?

– Fruta? Isso aqui é um luxo.

Vanessa Dias, grávida do sexto filho aos 31 anos, está sentada no degrau da entrada da sua casa de madeira. Uma cerca improvisada com tábuas delimita um quintal cheio de entulho e lixo. A precária dieta da família de Vanessa, longe de qualquer recomendação do que seria uma alimentação saudável, é só mais um exemplo da sua exclusão. A mulher, com vários dentes a menos e aparentando 20 anos a mais, trabalhou no antigo lixão desde a adolescência e nunca teve carteira assinada. O marido, um pedreiro desempregado de 42 anos, há tempos que não consegue um biscate. Suas duas únicas fontes de renda são os 150 reais que recebe do Bolsa Família pelos três filhos que moram com ela e uns 200 reais que consegue vendendo desinfetante.

A renda de Vanessa Dias, de 31 anos, vem da venda de desinfetante.
A renda de Vanessa Dias, de 31 anos, vem da venda de desinfetante. ARIEL SUBIRÁ 

Se divididos esses 350 reais pelos cinco membros da família, os Dias vivem com uma renda de 2,3 reais por dia e por pessoa. O último cálculo do Banco Mundial para determinar a linha da pobreza extrema é de 1,90 dólares por dia, ou 6,18 reais. Os brasileiros que vivem abaixo deste patamar devem passar de 2,5 milhões a 3,6 milhões entre 2016 e o final deste ano, segundo a instituição.

Enquanto Vanessa fala da sua rotina, três dos seus filhos de nove, oito, e dois anos brincam com dois gatinhos recém nascidos entre os escombros. Os bichos miam ao caírem torpemente no chão. Estão lançando eles alto demais. Um dos meninos, que só neste ano já foi internado sete vezes por pneumonia, briga com o outro. A mãe põe ordem com apenas um par de gritos. As moscas pousam com insistência no rosto da mulher, mas ela nem se move. Dentro da residência, limpa na medida do possível, é ainda pior. No interior do quarto e sala, onde todos dormem, elas voam em nuvens. Por todas partes. Ela não reclama de quase nada, “apenas gostaria de que chegasse água”.

A miséria no Jardim Gramacho percebe-se não apenas na dieta dos seus 20.000 moradores, as cáries das crianças, a alta evasão escolar, o analfabetismo, ou os ratos, insetos e escorpiões que infestam o bairro. A miséria exclui, ela isola. O morador de Jardim Gramacho não sai de Jardim Gramacho. Vanessa puxa a média para baixo, mas o resto dos seus vizinhos não tem dinheiro nem para pagar uma passagem de ônibus para ir no médico.

Segundo um levantamento da ONG Teto, que atua no local construindo casas desde 2013, a renda média per capita dos moradores de Jardim Gramacho é de 331,96 reais, 11 reais por dia, praticamente o valor de duas passagens de metrô ou de trem. A renda para os que trabalham triplica-se, mas aqui cerca de 45% dos vizinhos não tem emprego (a taxa nacional de desemprego é de 12,4%), segundo essa pesquisa realizada com mais de 700 moradores. Não é falta de vontade. Dezenas de vizinhos estão doentes, não tem formação nenhuma, ninguém com quem deixar os filhos ou precisam cuidar da casa.

A história do bairro é também a historia do seu lixão, o maior de América Latina, de onde seus mais de 1.500 catadores oficiais retiravam duas toneladas diárias de materiais recicláveis. Aquela montanha de 60 metros de lixo fez o bairro crescer e inspirou os cenários de uma das tramas da novela Avenida Brasil. Não era o melhor dos empregos, mas servia de sustento a famílias inteiras. Quando o local foi fechado, em 2012, foi como tirar os jalecos salva-vidas de gente que não sabe nadar no meio de uma tempestade. Prometeram a eles, nos diferentes níveis do poder público, cursos profissionalizantes, urbanização do bairro, novas fontes de renda… Mas ninguém cumpriu. Os antigos catadores chegaram a receber uma indenização de cerca de 14.000 reais quando o aterro fechou. Muitos abriram uma conta de banco pela primeira vez, mas esse dinheiro há tempos que acabou.

“Jardim Gramacho tem a situação mais gritante onde já trabalhei”, afirma Carolina Thibau, coordenadora da Teto. “O fechamento do aterro foi uma ação do poder público que depois não deu a assistência que havia prometido. Não garantir os direitos básicos dos moradores é uma decisão política, não é falta de recursos”, lamenta Thibau, lembrando que o município de Duque de Caxias é o terceiro maior PIB do Estado e o 21º do Brasil, segundo dados do IBGE. “Não é por mero acaso essa situação que eles estão vivendo, e muito menos por opção. É por falta de oportunidade e respeito ao seus direitos. Essas pessoas não estão sendo ouvidas!”.

Rogério, sujo dos pés a cabeça, é um dos moradores que não tem banheiro. O vaso sanitário é o mato do fundo da residência.
Rogério, sujo dos pés a cabeça, é um dos moradores que não tem banheiro. O vaso sanitário é o mato do fundo da residência. ARIEL SUBIRÁ 

Rogério de Santos, de 56 anos, trabalhou um quarto de século no lixão que ocupou por mais de três décadas a região. O homem, castigado fisicamente e com um pequeno tumor no olho esquerdo, nunca deixou de ser catador. Hoje consegue uns 20 reais por dia recolhendo lixo dos depósitos ilegais que se multiplicaram no bairro. Rogério, sujo dos pés a cabeça, é um dos moradores que não tem banheiro. O vaso sanitário é o mato do fundo da residência. “Poxa, eu vivia mil vezes melhor antes do aterro fechar. Hoje não tenho nada. Meu almoço de hoje foi mingau puro”, lamenta na porta da casa-sala que divide com mais dois catadores e que fede a comida podre. “Não repare na sujeira”, pede com vergonha.

“Já morei muito pior, tinha só um par de havaianas”

A máquina de lavar está por fim funcionando do lado de fora da casa. As roupas batem numa água enegrecida, enquanto Fátima Catarina, de 33 anos, prepara o almoço familiar e o lixo queima no quintal. Maria Joaquina e Cirilo, dois porcos recém nascidos de estimação, ziguezagueiam pelos três espaços da residência: uma cozinha anexa ao banheiro, uma salinha com dos sofás onde dormem quatro crianças e um dormitório. Calças, camisetas e toalhas da família estão em todo lugar. Aqui, como em muitas outras casas, não há armários. A louça se lava no chão da rua, com baldes e água de chuva.

“Eu tinha sete anos quando me mudei do Recife para o Rio. Viemos aqui por conta do lixão. Trabalhei aí dos 13 aos 16 anos, até que fiquei grávida pela primeira vez”, relembra Fátima. “A gente catava, mas éramos felizes. Hoje, muitos dos que trabalhavam com a gente se envolveram com o tráfico. Não tem mais emprego”.

Fátima Catarina, de 33 anos, junto aos seus filhos na porta de casa.
Fátima Catarina, de 33 anos, junto aos seus filhos na porta de casa. ARIEL SUBIRÁ 

Cada um dos seis membros da família de Fátima conta com 5,8 reais por dia. “A gente se vira, mas nunca fizemos lanche, nem vamos no shopping. Este Natal, nem sei como vai ser. Eu não lembro a última vez que saí daqui”, explica a mãe que nunca mais voltou à sua cidade natal. Fátima não vai nem ao mercado. Muita da comida dos moradores de Jardim Gramacho vem do descarte dos supermercados. É comida fora da data de validade ou no seu limite que não pode ser mais vendida ao cliente oficial, mas que aqui tem saída a preço de saldo. “Carrefour é chique para nós”, diz Fátima. Ela, que reclama dos ratos e da falta de água como se fossem seus únicos problemas –“já morei muito pior, só tinha um par de havaianas”–, sim, sonha em se mudar. “Tenho que proteger meus filhos. Os traficantes já começam olhar minhas meninas desse jeito, sabe?”.

O tráfico que manda em tudo

As normas que regem a comunidade passam longe do poder público que, segundo os moradores, “só aparece na eleição”. Aqui manda o tráfico. Em tudo. Nos lixões clandestinos que servem de único sustento para muitos, nas brigas entre vizinhos, e na ordenação do território, na beira de um manguezal da Baia de Guanabara. É o chefe do tráfico quem decide quem, onde e quando alguém pode construir seu barraco. O local, embora nessas condições, atrai famílias em desespero.

A família de Manuel Oliveira da Silva, de 35 anos, recebeu um ultimato duas semanas atrás: eles têm que deixar o apartamento onde moram porque não conseguem mais pagar os 450 reais do aluguel. Estão na rua. De novo. “Sou pedreiro, mas estou desempregado há um ano e meio”. A família cata material nas ruas junto aos seus filhos de quatro e cinco anos, que ficaram fora da escola por falta de vaga, e um bebê. Recebem um real pelo quilo de garrafas pet – umas 36 garrafas.

A família, sem ter onde ir, recebeu permissão para se instalar num terreno de uns 20 metros quadrados do Jardim Gramacho. Eles vão ter um máximo de 90 dias para construir uma casa, e se instalar. Manuel mostra seu novo lar que já tem quatro paredes erguidas. “Não repare na bagunça que sou pobre”, diz com sarcasmo. “Você acha que eu queria estar com minha esposa fazendo um barraco desses? Mas quando a gente é honesto é assim. Depois daqui vamos catar a madrugada toda para comprar o leite do bebê. Não temos nem para isso”.

A família de Manuel Oliveira da Silva, de 35 anos, prepara seu novo lar em Jardim Gramacho.
A família de Manuel Oliveira da Silva, de 35 anos, prepara seu novo lar em Jardim Gramacho. ARIEL SUBIRÁ 

No processo de capinar o local, coberto de entulho e lixo, uma senhora apareceu reclamando seu pedaço de terra. Levava semanas construindo um lugar para o filho morar. Mas demorou mais do acordado. Em pleno conflito por quem ficaria com essas quatro paredes, a mulher perdeu. Poderá ficar com outro terreno, mas terá que levantar tudo do zero. “As regras são as regras”, lembra para ela Henrique Portela, uma espécie de síndico do local que começou a trabalhar no lixão aos sete anos e só parou aos 30, quando fechou. A lógica, como a vida no bairro, é esmagadora: “Não entrou [no terreno], não quer”.
Maria Martín/ElPais


Yanko Design – Form Beyond FunctionDesign,Motociletas,Yanko Design - Form Beyond Function,Blog do Mesquita


Ah!, os idiotas da objetividade!Dostoievski,Literatura,O Idiota,Blog do Mesquita

Sinistro do PlanejaAumento, Dyogo Oliveira:
“Arrecadação de novembro veio acima do previsto.”
Claro idiota! Pensas que somos todos imbecis aritméticos?
Aumentou o preço da gasolina e do gás de cozinha 10 vezes o percentual da inflação, claro que vai aumentar a arrecadação.
Como escreveu Benjamin, o Franklin:
“É falta de educação calarmos um idiota, e crueldade deixá-lo prosseguir”.
Aos livros, farsante.Dostoievski,Literatura,O Idiota,Blog do Mesquita

No STFdoG:Comportamento,Blog do Mesquita,COrdeiro,Lobo
Na 2ª Turma do STF, Edson Fachin votou para receber denúncia e transformar em réu o senador Benedito de Lira (PP) e seu filho, o deputado Arthur Lira por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O julgamento teve pedido de vista de Dias Toffoli. Toffoli né? Só aprendeu isso no Curso de Direito. Nada estranho a quem foi reprovado três vezes para juiz.
O Boca Mole ganhou um aliado na missão de salvar os amigos corruptos. São sempre os postos nos HCs e proteção a bandidos de foro, Toffoli, Lewandowski, Gilmar Mendes, Alexandre de Morais e Marco Aurélio de Mello. Tipo “é minha vez depois você” para postergar e livrar os canalhas políticos.
E o petista será o próximo, argh!, presidente daquilo.


A Língua Portuguesa é um encanto. Para quem a conhece.Camões,Blog do Mesquita

– Cretino é um adjunto adnominal, quando a frase for: “Conheci um político cretino”;
– Caso seja a frase: “O político é um cretino”, aí é um predicativo;
– Contudo, se a frase for: “Esse cretino é um político”, é sujeito;
– Porém, se um cara aponta uma arma para a testa de um político e diz: “Agora nega o roubo,cretino!” – aí é vocativo;
– Finalmente, mas não por último, se a frase for: “O Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aquele cretino, desviou dinheiro para a Suíça”, é aposto.
Fascinante é a “Última Flor do Lácio inculta e Bela”…
Quando estiver escrito: “Não ganhou a eleição e se acha Presidente”, o cretino é sujeito oculto.

Arte – Grafite – BanksyBlog do Mesquita,Pinturas,Artes Plásticas,Grafite,Banksy


Arte – Pintura de Lucia Merli, Conversazione al TelefonoPedro Mexia,Arte,Pinturas,Lucia Merli, Conversazione al Telefono

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Alice Vieira – Versos na tarde – 13/12/2017

Devagar no Centro do Fogo
Alice Vieira ¹
 
é tão fácil amar lugares
que não existem
 
recordar praças e pontes e travessas
onde nunca morremos por ninguém
 
quartos na penumbra de estores corridos
sobre a sonolência dos gatos em Agosto
onde nunca chegámos atrasados
 
o tampo de mármore de mesas de café
onde as nossas mãos não se esconderam
por alguém ter entrado antes de nós
 
é tão fácil lembrar nomes e rostos e destinos
e colocá-los em nossos ombros e festejar com eles
as luminosas horas em que a vida
nos rodeava a cintura como um amante possessivo
e nós repetíamos o nome das cidades onde nada tinha acontecido
 
é tão fácil assim
dizer adeus
sabendo que Deus nem sequer assiste
à despedida
 
¹Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca
*Lisboa, Portugal – 20 de março 1943
 
 
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Carpe Diem – Erasmo Carlos e Fernanda Takai
Do fundo do meu coração

 


Quem paga imposto?Imposto,Brasil,Blog do Mesquita


Agrotóxico é PopAgrotoxico,Blog do Mesquita


Como Isaac Newton perdeu milhões com ações apostando que faria fortuna na América do Sul 

Isaac NewtonDireito de imagem GETTY IMAGES
O cientista Isaac Newton perdeu dinheiro investindo na companhia Mares do Sul

“Posso calcular o movimento das estrelas, mas não a loucura dos homens”, disse Isaac Newton (1643-1727) após perder sua fortuna na bolha financeira criada pela especulação em torno da Companhia dos Mares do Sul- uma companhia público-privada britânica que detinha, na época, os direitos exclusivos de comercialização com a América do Sul.

A aposta no comércio com as colônias espanholas arruinou, em 1720, muitos investidores, como Newton, e deu origem ao termo “bolha”.

A Companhia dos Mares do Sul (SSC, na sigla em inglês) foi fundada em 1711, supondo-se que a Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1714) terminaria com um tratado que permitiria intercâmbios comerciais com as colônias espanholas no Novo Mundo. Até aquela época, a Espanha impedia trocas comerciais entre as colônias na América Latina e outros países.

Do total de ações da SSC, 22,5% foram destinados à rainha britânica na época, Ana (1665-1714). Os papéis da empresa, com juros garantidos de 6%, venderam bem graças à promessa de imensas riquezas nos territórios sul-americanos.

Gravura de uma mina de prata em Potosí, na Bolívia
A prata e o ouro das colônias espanholas na América faziam os europeus sonharem | Foto: Wellcome Images

Todo mundo havia escutado falar das minas de ouro do Peru e do México, consideradas inesgotáveis. Circulou, inclusive, um informe que assegurava que a Espanha estava disposta a conceder quatro portos nas costas chilenas e peruanas, o que aumentou a confiança no negócio.

Mas o rei espanhol Felipe 5º (1683-1746) nunca teve a intenção de admitir os ingleses em seus portos na América, e o Tratado de Utrecht, celebrado no fim da guerra, em 1713, foi menos favorável do que o esperado.

O documento dava ao Reino Unido o direito de ser o único provedor de escravos das colônias espanholas na América do Sul por 30 anos, impunha um imposto anual sobre os escravos importados e somente permitia à empresa enviar um barco por ano para comercializar com México, Peru e Chile. Mesmo assim, a popularidade das ações da empresa continuou em alta.

Quando a rainha morreu em 1714, George 1º (1660-1727) assumiu, herdou suas ações e comprou mais. Seu filho, o príncipe de Gales, não apenas foi investidor como também assumiu o comando da SSC em 1715. Com esse respaldo, além de aristocratas, políticos e comerciantes, os servos destas pessoas também puderam investir na companhia.

Primeira viagem

Ilustração de George 1ºDireito de imagem GETTY IMAGES
O rei George 1º investiu na Companhia dos Mares do Sul

A primeira viagem comercial à América aconteceu em 1717 e teve êxito moderado, mas, após uma disputa familiar com o príncipe de Gales, o rei passou a comandar a SSC em 1718, gerando confiança na empresa.

Em 1720, o valor das ações da empresa disparou como resultado da proposta que apresentou ao Parlamento de se encarregar da dívida nacional, e com os rumores sobre as riquezas produzidas nas minas de Potosí, na Bolívia, e de que tratados entre Inglaterra e Espanha autorizariam o livre comércio em todas as colônias da Coroa espanhola.

Além disso, dizia-se que os moradores do México esvaziariam suas minas de ouro em troca de produtos feitos com algodão e lã, algo que os britânicos podiam prover com abundância. Em resumo, os mercadores da SSC se tornariam os mais ricos da história.

Na Câmara dos Comuns do Parlamento britânico, apenas um membro se manifestou contra essas ideias e, mesmo que na Câmara dos Lordes vários tenham também tenham se posicionado assim, eles foram comparados à figura mitológica de Cassandra, aquela que tinha o dom da predição, mas a maldição de não acreditarem nela.

O pesadelo de Newton

Newton era reconhecido como o principal cientista da época e admirado por haver definido as leis da gravidade, além de ser o chefe da Casa da Moeda britânica. Mas, pelo visto, ser um gênio não é uma garantia de sucesso na bolsa.

Ele saiu-se bem com seus investimentos inicialmente. Comprou ações da SSC em fevereiro de 1720, quando seu valor era de cerca de 175 libras (atualmente, 24.170 libras) e as vendeu em maio por quase o dobro. Se tivesse ficando com os lucros, estaria entre os que enriqueceram com a bolha.

Mas ele se deixou levar pela onda produzida por uma campanha de marketing extremamente efetiva impulsionada pelo fato de que o governo queria trocar a dívida soberana por ações da SSC. Os detentores de títulos do governo se converteram em acionistas da companhia, e esse nomes da elite conferiram à ela uma aparente legitimidade que atraiu muitos outros compradores.

A ambição cegou o público e ocultou a realidade. Em questão de meses, o preço da ação passou de 100 libras para mil libras, apesar de isso não se refletir nos ganhos da companhia: a única ação razão da alta era que alguém estava disposto a pagar mais pelos papéis.

Fim de festa

Caricatura
Caricatura de William Hogarth mostra à direita o monumento “em memória da destruição da cidade pela Mares do Sul em 1720, com a roda da fortuna ao centro| Foto: Reprodução

Em setembro daquele ano, o mercado entrou em colapsou, e as ações da SSC caíram, levando muitos investidores à ruína e provocando estragos na fortuna de Newton. A Câmara dos Comuns ordenou uma investigação que mostrou que ao menos três ministros haviam aceitado suborno para especular e inflar o preço dos papéis.

A SSC sobreviveu até 1853, depois de vender a maioria de seus direitos ao governo espanhol, em 1750. Entre 1715 e 1731, foi responsável pelo transporte de aproximadamente 64 mil escravos africanos, para se ter uma dimensão de suas atividades.

Mas claro que nem todos investidores saíram perdendo. O compositor anglo-alemão George Handel, que passou a maior parte da vida em Londres, está entre os que tiveram sucesso. Ele comprou ações em 1716, mas as vendeu a tempo


Humor – André FrançoisHumor,André François,Cartuns,Blog do Mesquita


Tarsila do Amaral,1928

Aos “Bosominios” incrédulos informe que a “fac simile” da entrevista que postei ontem na qual o “Loudspeaker.svg Schutzstaffel” afirma ser Chaves a “salvação da América Latina”, e que “…na verdade, não há nada mais próximo do comunista do que o meio militar”, foi dada ao Jornal O Estado de São Paulo, em 1999.
Com adulto, parlamentar e ex-capitão do exército, não cabe agora aliviarem a insanidade do Bolivariano Chavista. Quem se faz público, há que ser absolutamente responsável por atos e palavras.
As serpentes já foram geradas, e circulam livre e impunemente entre nós.
Pintura de Tarsila do Amaral,1928

Um governo que dá R$4.00,00 de auxílio moradia para juízes e retira R$10,00 do salário mínimo merece que se enfie o cabo da panela aonde?Paneleiro,Panelas,Corrupção,Brasil,Blog do Mesquita


“Era raiva não. Era dor” – Adélia Prado


O PSDB agoniza, e em frangalhos, a convenção termina com sopapos, cuspida e cadeiradas. Aí eles elegem para presidente do partido um sorvete de chuchu, cujo discurso é o mesmo do Doria; o anti-Lula, que já provou ser um fracasso. O discurso concentrador no “eu” do “Santo” na convenção dos emplumados impunes, é a evidência que caíram do poleiro durante a mudança.

Pergunta de ENEM; Qual dos dois tem o esgar mais falso?Alckmin,Doria,PSDB,Blog do Mesquita.


Aécio foi à convenção do PSDBdoPT visitar as ruínas do partido que desmontou. Pelo menos dessa vez, fez algo útil; aniquilou o tucanato murista. Hoje é um zumbi da democracia.Aécio 45


Alô? É da “Grobu”? Olha, ficou muito boa a matéria dizendo que cozinhar na lenha é mais gostoso.Temer,Telefone,Blog do Mesquita
Agora façam outra dizendo que é saudável trocar o carro por um jumento – hã? Não um de vocês não, um com mais duas
patas – trocar a lâmpada pela lamparina e que se aposentar com 100 anos é pros fortes. Ééééé! Issoooooooooo!Depois libero mais verba pra publicidade.

Os teus pés
Pablo Neruda¹

Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
 
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
 
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
 
Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
 
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
 
¹Neftalí Ricardo Reyes
* Parral, Chile – 12 de Julho de 1904
+ Santiago, Chile – 23 de Setembro de 1973Pegadas, Areia,Pés,Blog do Mesquita

É uma vergonha o contracheque de “anistiado” do LulaLula,Extrato,Pagamento,Anistiado,Blog do Mesquita

Já não basta o que recebe, já que foi “aluno bolsista” do IADESIL (Instituto Americano de Desenvolvimento do Sindicalismo Livre), escola de doutrinação mantida desde 1963 em São Paulo e interligada com a AFL-CIO(American Federation of Labor-Congress of Industrial Organizations), que foi acusada de financiar movimentos sindicais que apoiaram golpes militares, e que doutrinou, treinou e catequizou o Lula para ser de “esquerda”?
Lula é um sujeito tão “escorregadio e mistificado”, que passou somente 30 dias presos – pode sair para o sepultamento da mãe. Ditadura boazinha, né? – e recebe por 30 anos a “bolsa anistia”.

Ééééééééégua!

luva de formigas,Tucandeira

Quem deu a entrevista não fui eu!
Bastou revelar um fato, para os Bolsonopatas me desejarem um forjo repleto de formigas Tucandeiras, e justificativas amarelas. Já tenho o couro curtido, também pelos saudosos de 64, e o magote de Bolsominios, Luletes e Caiados.
É assim essa democracia. Contra só a favor.


Fotografia – A melhor PlateiaA melhor plateia,Fotografia,Blog do Mesquita


Arte – ChagalChagal,Arte,Pinturas,Blog do Mesquita

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Mia Couto – Versos na tarde – 12/12/2017

Beijo
Mia Couto¹
 
Não quero o primeiro beijo:
Basta-me
O instante antes do beijo.
 
Quero-me
Corpo ante abismo,
Terra no rasgão do sismo.
 
O lábio ardendo
Entre tremor e temor,
O escurecer da luz
No desaguar dos corpos:
O amor
Não tem depois.
 
Quero o vulcão
Que na terra não toca:
O beijo antes de ser boca.
 
¹Antônio Emílio Leite Couto
*Beira, Moçambique – 5 de Julho de 1955
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Frase do dia – 12/12/2017

É o inesperado que muda nossas vidas

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Pedro Mexia – Versos na tarde – 11/12/2017

Eu amo
Pedro Mexia¹

Eu amo o teu gravador de chamadas.
Ele não me abandona
e repete vezes sem conta
a tua voz.

¹Pedro de Magalhães Mexia Bigotte
*Lisboa, Portugal – 5 de dezembro de 1972

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Vou às cores. Ao atelier trabalhar. Afinal, viver sem pintar e sem arte é imprudência.
Fui.José Mesquita,Acrílica e colagem sopre tela2017,#178ABS32,50x50cm,Preto,Black,Cinza,Gray L PL


Às panelas. Vamos?
Sinistro, ops!, mini$tro Odebrecht da Saúde vai pra casa todo fim de semana em jatinho da FAB.


“TCE dá prazo para Alckmin explicar concorrência de barragem com água imprópria para consumo․”
Seria pra fazer uma xepa com a ração do Doria?

Alckmin Geraldo,Blog do Mesquita


PSDBdoPT faz convenção e joga a candidatura do Lula – minha nossa. De novo nãããããão – no colo do PT.
“Ô povin burro sô!”


Sonho de consumo nesse Natal.

Brasil,Temer,Economia,Gás de cozinha,Blog do Mesquita


Trabuco, que nominho mais apropriado, minha nossa, presidente do Bradesco – esse banco deve “apenas” R$ 465 milhões à previdência, e a culpa do rombo é dos Tapuias – cotado para vice de Lula. Perfeito. Trabuco, tiro no pé.
Mas que suruba de m*rda é o Bananil.

General na ativa e em posto de comando critica o Temer.

Passo a ser Temer desde criancinha. O Temer foi eleito.
Contudo, expressa a Constituição Federal:
A Constituição Federal prevê no seu Art 5º, inciso IV que ” é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”.
Pelo no dispositivo acima mencionado, o General é um cidadão brasileiro que tem o direito de expressar seu pensamento sobre o que acha como brasileiro. Ele não procedeu no anonimato, ele expressou o que sentiu como brasileiro.
Vou mais além, fez o que devia fazer, e muito mais por ser uma autoridade dentro de uma área de segurança estratégica do país, a qual tem grande responsabilidade.
A Lei nº 7524/86 é anterior a Constituição Federal e está aquém dela, até porque estamos velejando num país democrático, não podendo existir cabrestos.
Deu pra entender né?


Na insônia contumaz estava lendo o Sigmund, o Freud:
“Seriamos melhores se não pretendêssemos sermos tão bons.”


Às panelas. “Vambora”? Zumbis do Planato atacando.
1. Estão disponibilizando – meu Deus. A praga dos verbos terminados em “zar” – cinco ambulâncias para cada deputado que votar pela deforma da previdência;
2. R$500 milhões para as Centrais Sindicais que aderirem;
3. E quem não aceitar a negociata do MiShell nas bancadas de negócios do Congresso, perderá cargos;
4. Os “infiéis” serão expulsos dos partidos dos quais são cúmplices.


Frajola sem Piu Piu…
Eu vi um juiz, ora se vi!jUSTIÇA,bLOG DO mESQUITA

“Não aceito delações vinda de ursos. Essa é uma corte imparcial”

Estácio: Demissão em massa sem acordo com sindicato.

Ps. Não importa qual seu cargo e função. Caso você não seja patrão, você está na fila. Só questão de tempo e lugar.
Lembre-se para reensaiar a dancinha e comprar novas panelas.


Sem humor não dá para agüentar o tranco desse hospício.,Blog do Mesquita,Mentira,Temer,economia,Henrique Meirelles


Sinistro Embassaí do PSDBdoPT pede para “andar” e sai do governo.
Voto para a Desforma da Previdência na Câmara dos Depufedes Federosos está pagando mais.Zé Golfado o vomitador,Blog do Mesquita


Sou mesmo um abestado contumazEvo Morales,Michel Temer Adriano Machado,Reuters,Blog do Mesquita

Pois não é que eu pensava que o concubinato com “Ditadores” Bolivarianos fosse coisa do Lula e da Dilma?
Ou será que o MiShell está cancelando os negócios em torno do acordo do gasoduto construído pela Petrobras para trazer o gás boliviano pros Tapuias?
Aí sussurra um diabinho – Soros? – na parte posterior do meu pavilhão auditivo. Viram que erudição? Hahaha – “é a economia, estúpido!” E é? Então tá!

A silenciosa tomada de poder do ativismo digital

A silenciosa tomada de poder do ativismo digitalGetty Images

As redes sociais desencadearam a Primavera Árabe e deram origem ao fenômeno Trump. O escritor Oscar Howell-Fernández analisa em ‘A mão emergente’ os padrões do quinto poder

Adam Smith popularizou o termo mão invisível em sua obra-prima A riqueza das nações (1776). A teoria clássica recorre desde então a essa expressão para falar da suposta capacidade do mercado de se autorregular. Dois séculos depois, em A mão visível (1977), de Alfred D. Chandler, afirmava-se que a complexidade das organizações exigia uma hierarquia profissional e bem-estruturada.

O empreendedor e consultor Oscar Howell-Fernández (San José da Costa Rica, 1964) acaba de publicar um livro cujo título dá continuidade ao jogo de Smith e Chandler. Em A mão emergente (La mano emergente, no original em espanhol), o autor desenvolve o conceito homônimo. O termo faz alusão a esse tipo de ativismo digital cotidiano gerado pelo uso da Internet, que às vezes faz eclodir grandes mobilizações públicas (como a Primavera Árabe) e em outras se limita ao linchamento público de uma empresa ou pessoa cuja atuação não agradou determinado grupo.

A mão emergente, que bebe na efervescência das redes sociais, vem e vai. “Eu as comparo com os vagalumes, que têm um comportamento coordenado”, explica o autor. “O baile de luzes é disparado por certos sinais que alguns deles fazem, há um momento em que chegam a um ponto máximo e então se apagam”.

Uma luta pelo poder

A ilusão de progresso e riqueza criada por um enfoque no laissez-fairedesenfreado da economia e da política, diz o livro, junto com o surgimento de micropoderes e ativistas digitais no mundo online, deram lugar a uma situação de fim da autoridade que afeta multinacionais, governos e ONGs ao mesmo tempo. Isso mudou as regras do jogo político e empresarial de forma substancial. “A irrupção das redes sociais trouxe consigo a capacidade de chegar a milhares ou milhões de leitores a um custo muito baixo. Isso criou uma certa utopia da comunicação, segundo a qual o indivíduo não está restrito às 20 pessoas com quem consegue falar em um dia, mas tem muito mais possibilidades de ganhar presença também na esfera pública”, explica Howell-Fernández.

Assim nascem os micropoderes. “O poder na sociedade é compartilhado, e se você faz parte dele quer dizer que está tirando-o das empresas ou dos governos. Então há uma disputa para ver até onde se pode chegar como indivíduo. O uso de ferramentas digitais pelos governos é parte da estratégia para tentar recuperar terreno nessa discussão”, afirma. “As empresas estavam muito acostumadas a ter muito domínio da comunicação. Agora um grupo de ativistas pode gerar graves problemas de marca de forma relativamente fácil, e por isso perderam poder de influência. Uma forma de recuperar esse terreno é participar, fazer parte da conversa e compreender o que está ocorrendo”, explica.

Ativismo diário

O ativismo digital, afirma o autor, é uma forma poderosa de expressão e de ação social. “É uma representação mais ou menos exata de nossas preferências e de nossa atividade social que se desenvolve de maneira constante e diária online, diante de instituições públicas ou privadas, governamentais ou comerciais”, afirma em seu livro. Cada clique, cada comentários, cada like é um tipo de voto. Às vezes, esse magma de opiniões eclode em forma de protesto; no resto do tempo é uma fonte incrível de informação para os cientistas de dados.

O problema é que, apesar de o poder da mão emergente poder ser demolidor (as redes sociais acabaram com carreiras profissionais e causaram estragos em empresas), é pouco constante no tempo. Seu ímpeto acaba esgotando-se, como se acalmam as águas depois de uma tormenta. “Yochai Benkler diz em A riqueza das redes (Icaria, 2006) que, para que um projeto para o bem comum de Internet tenha sucesso, deve ter motivação e granularidade. A primeira é clara: se vejo que há um problema, me preocupo em solucioná-lo e participo. Mas a chave está na segunda: o tempo de investimento exigido nisso tem de ser suficientemente pequeno para que você não tenha a percepção de que está dando mais do que recebe. Essa sensação de que você dá muito é o que faz com que essas multidões e grupos de pressão entrem em colapso, porque sempre chega o momento em que a motivação ou a percepção de recompensa falham”, argumenta Howell-Fernández.

O ativismo digital está substituindo o convencional? Que a solidariedade de classe está caindo é um fato que qualquer sindicato pode corroborar. “A participação online não vai substituí-la, porque estamos falando de multidões anônimas com as quais é muito difícil construir um movimento social ou laços que perdurem. É preciso ter permanência, liderança, programa… As relações sociais online são tão frágeis que podem entrar em colapso a qualquer momento”, reflete o autor. 

O terremoto Trump

A Primavera Árabe demonstrou aos governos de todo o mundo que as redes sociais não são uma ferramenta a se menosprezar. Comprovaram que podem ser usadas para influenciar a opinião pública. E que funcionam. Para Howell-Fernández, ninguém foi tão longe no uso da desinformação (ele prefere este termo a pós-verdade) quanto Donald Trump, tanto durante a campanha eleitoral que o colocou na Casa Branca como já no comando dos EUA.

Barack Obama foi o primeiro candidato a se dar conta do poder das redes sociais. Usou-as para ganhar apoio e motivar doações de um ou dois dólares, e com isso obteve fundos impressionantes. “Trump mudou o foco: se as redes sociais têm esse poder, por que não usá-las para disseminar desinformação? De fato, acredita-se que a metade dos seguidores de Trump que retuitam tudo que diz são bots”, diz Howell-Fernández, em referência aos programas de computadores utilizados para simular reações humanas.

Desde que chegou ao poder, o republicano está encontrando obstáculos para implementar suas políticas. “Então o que faz é tentar pressionar a partir de seu apoio nas redes. É como quando um político que não consegue o que quer leva as pessoas à rua para dizer que tem apoio popular. Isso é o mesmo. Mas o que acontece se boa parte desse apoio não é real? Ou sequer é dos EUA?”
ElPais


Minha nossa! Anda fumando coentro estragado. Só pode.
Pede uma erva da boa ao Mujica “cunpaêro.”
“Lula critica investigações sobre corrupção e chega a colocar em xeque acusações contra Cabral e Garotinho”


Brasil da série só dói quando eu rio, ou, o que dá pra rir dá pra chorar.,Blog do Mesquita,Mentira,Temer,economia,Reformas

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Fakes e comportamento de manadas

Como ‘comportamento de manada’ permite manipulação da opinião pública por fakes

Ilustração reproduz efeito de comportamento de manada
Usuários reais estão sujeitos à manipulação de perfis falsos nas redes sociais | Ilustração: Kako Abraham/BBC

A estratégia que vem sendo usada por perfis falsos no Brasil e no mundo para influenciar a opinião pública nas redes sociais se aproveita de uma característica psicológica conhecida como “comportamento de manada”.

O conceito faz referência ao comportamento de animais que se juntam para se proteger ou fugir de um predador. Aplicado aos seres humanos, refere-se à tendência das pessoas de seguirem um grande influenciador ou mesmo um determinado grupo, sem que a decisão passe, necessariamente, por uma reflexão individual.

“Se muitas pessoas compartilham uma ideia, outras tendem a segui-la. É semelhante à escolha de um restaurante quando você não tem informação. Você vê que um está vazio e que outro tem três casais. Escolhe qual? O que tem gente. Você escolhe porque acredita que, se outros já escolheram, deve ter algum fundamento nisso”, diz Fabrício Benevenuto, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a atuação de usuários nas redes sociais.

Ele estuda desinformação nas redes e testou sua teoria com um experimento: controlou quais comentários apareciam em um vídeo do YouTube e monitorou a reação de diferentes pessoas.

Quanto mais elas eram expostas só a comentários negativos, mais tendiam a ter uma reação negativa em relação àquele vídeo, e vice-versa.

“Um vai com a opinião do outro”, conclui Benevenuto. Em seu experimento, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a influência estava também ligada a níveis de escolaridade: quanto menor o nível, mais fácil era ser influenciado.

Exército de fakes

Captura de tela de perfil identificado como falso no FacebookUsuária identificada como falsa, com foto de perfil de banco de dados, tem 2.426 amigos | Foto: Reprodução/Facebook
Evidências reunidas por uma investigação da BBC Brasil ao longo de três meses, que deram origem à série Democracia Ciborgue, da qual esta reportagem faz parte, sugerem que uma espécie de exército virtual de fakes foi usado por uma empresa com base no Rio de Janeiro para manipular a opinião pública, principalmente, no pleito de 2014. E há indícios de que os mais de 100 perfis detectados no Twitter e no Facebook sejam apenas a ponta do iceberg de uma problema muito mais amplo no Brasil.

A estratégia de influenciar usuários nas redes incluía ação conjunta para tentar “bombar” uma hashtag (símbolo que agrupa um assunto que está sendo falado nas redes sociais), retuítes de políticos, curtidas em suas postagens, comentários elogiosos, ataques coordenados a adversários e até mesmo falsos “debates” entre os fakes.

Alguns dos usuários identificados como fakes tinham mais de 2 mil amigos no Facebook. Os perfis publicavam constantemente mensagens a favor de políticos como Aécio Neves (PSDB) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), além de outros 11 políticos brasileiros.

Eles negam ter contratado qualquer serviço de divulgação nas redes sociais por meio de perfis falsos. A investigação da BBC Brasil não descobriu evidências de que os políticos soubessem do expediente supostamente usado.

Eduardo Trevisan, dono da Facemedia, empresa que seria especializada em criar e gerir perfis falsos, nega ter produzido fakes. “A gente nunca criou perfil falso. Não é esse nosso trabalho. Nós fazemos monitoramento e rastreamento de redes sociais”, disse à BBC Brasil.

Personas

As pessoas que afirmam ser ex-funcionárias da Facemedia entrevistadas pela BBC Brasil disseram que, ao começar na empresa, recebiam uma espécie de “pacote” com diferentes perfis falsos, que chamavam de “personas”. Esses perfis simulavam pessoas comuns em detalhes: profissão, história familiar, hobbies. As mensagens que elas publicavam refletiam as características criadas.

“As pessoas estão mais abertas a confiar numa opinião de um igual do que na opinião de uma marca, de um político”, disse um dos entrevistados.

“Ou vencíamos pelo volume, já que a nossa quantidade de posts era muito maior do que o público em geral conseguia contra-argumentar, ou conseguíamos estimular pessoas reais, militâncias, a comprarem nossa briga. Criávamos uma noção de maioria”, diz um ex-funcionário.

Para Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, da Universidade Harvard, nos EUA, e mentora do projeto Serenata de Amor, que busca identificar indícios de práticas de gestão fraudulentas envolvendo recursos públicos no Brasil, “a internet só replica a importância que se dá à opinião das pessoas ao redor na vida real”.

“Se três amigos seus falam que um carro de uma determinada marca não é bom, aquilo entra na sua cabeça como um conhecimento”, diz ela.

Ilustração de mãos tentando alcançar símbolos de likesDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEspecialista vê prática como fator que afeta a confiança da socieade na democracia

Confiança abalada

Para Lee Foster, da FireEye, empresa americana de segurança cibernética que identificou alguns perfis fakes criados por russos nas eleições americanas, essa tentativa de manipulação pode não fazer as pessoas mudarem seus votos. “Mas podem passar a ver o processo eleitoral todo como mais corrupto, diminuindo sua confiança na democracia”, afirma.

“As redes sociais estão permitindo cada vez mais coisas avançadas em termos de manipulação nas eleições”, diz Benevenuto, citando as propagandas direcionadas do Facebook. “Estamos entrando em um caminho capaz de aniquilar democracias.”

A solução proposta por pesquisadores para o problema dos perfis falsos e robôs em redes sociais vai da transparência das plataformas ao esforço político de “despolarizar” a sociedade.

Córdova diz que não se deve pensar em “derrubar todos os robôs” – que não são necessariamente maliciosos, são mecanismos que automatizam determinadas tarefas e podem ser usadas para o bem e para o mal nas redes sociais.

“É impossível proibi-los. A saída democrática é ter transparência para outros eleitores”, afirma. Se “robôs políticos” existem e estão voluntariamente cedendo seus perfis para reproduzir conteúdo de um político, eles devem estar marcados como tal, como, por exemplo, “pertencente ao ‘exército’ do candidato X”.

Transparência

Defensora do direito à privacidade e da liberdade de expressão, a pesquisadora Joana Varon, fundadora do projeto Coding Rights (“direitos de programação”), também defende a transparência como melhor via. “Anonimato e privacidade existem para proteger humanos. Bots (robôs de internet) feitos para campanha eleitoral precisam ser identificáveis e registrados, para não enganar o eleitor”, afirma.

Mas como aplicar essa lógica para os perfis falsos controlados por pessoas que prestariam serviço secretamente para políticos, como os identificados pela BBC Brasil?

Para Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), deve haver maior transparência e regulação em plataformas como o Facebook, que deve começar a agir “como se fosse um Estado, já que virou a nova esfera pública”, onde acontecem discussões e interações. Ou seja, a plataforma deve começar a se autorregular, se não quiser ser regulada pelos Estados.

Uma de suas tarefas, diz ele, deve ser excluir esses perfis falsos da rede – algo que a própria empresa diz, sem dar detalhes, que pretende fazer no Brasil antes das eleições de 2018.

Mulher passa mural com a marca do FacebookDireito de imagemPA
Facebook diz que está aperfeiçoando seus sistemas para ‘detectar e remover’ conteúdos ligados a fakes

“Mas o grande desafio mesmo é desarmar a sociedade, que está muito polarizada e sendo estimulada nos dois campos. Sem essa polarização, cai a efetividade dos perfis falsos”, diz Ortellado.

Córdova defende que os usuários sejam educados sobre o que são robôs e que mais pessoas os estudem. “O remédio contra esses exércitos de robôs é um exército de pessoas que entendam a natureza dessas entidades na internet.”

Além disso, diz, a tendência é que as plataformas deixem as pessoas controlarem seus próprios feeds e que existam cada vez mais empresas de checagem de notícias, já que outra preocupação em 2018 são as “fake news” (notícias falsas). “Não tem solução mágica. É um ecossistema que está sendo criado.”

À BBC Brasil, o Twitter informou que “a falsa identidade é uma violação” de suas regras e que contas que representem “outra pessoa de maneira confusa ou enganosa poderão ser permanentemente suspensas”.

O Facebook diz que suas políticas não permitem perfis falsos e que está aperfeiçoando seus sistemas para “detectar e remover essas contas e todo o conteúdo relacionado a elas”. “Estamos eliminando contas falsas em todo o mundo e cooperando com autoridades eleitorais sobre temas relacionados à segurança online, e esperamos tomar medidas também no Brasil antes das eleições de 2018.”

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Lázaro Ramos,Thais Araújo & Lea T
O Beijo, Klimt – Nascimento de Vênus, BotticelliRevistas,Blog do Mesquita,Lázaro Ramos,Thais Araújo,O Beijo,Klimt,Lea T,Nascimento de Venus,Botticelli


Hahahahaha. Até parece que algo irá acontecer.

 Baixem o fogo!
“Ministro quebra sigilos fiscal e bancário de Aécio desde 2014
A quebra de sigilo se estende a outros investigados na Operação Patmos – suposta¹ propina de R$ 2 milhões da JBS para o senador.”
¹Sou apaixonado por esse substantivo feminino – nesse caso é substantivo, e não, adjetivo. Independente do gênero.

O ministro do STFdoG Marco Aurélio Mello:
– Soltou o goleiro Bruno;
– Votou a favor de soltar Cunha em fevereiro;
– Devolveu o mandato do senador Aécio Neves em junho;
– E agora revogou a prisão domiciliar de Andrea Neves, irmã de Aécio.


STFdoG revoga prisão domiciliar da irmã de Aécio Never e do primo maleiro.

Ambos agora estão livres leves e soltos para mais traquinagens. É obrigação do exercício da cidadania, desobedecer uma justiça injusta, parcial, podre e corrupta.
Esqueçam esse olhar maniqueísta e catequizado, ou à direita ou à esquerda. O Estado Brasileiro nos esmaga de cima para baixo.


De volta aos tempos da lenhaHumor,Panelas,Temer,Impeachment,Brasil,Blog do Mesquita

Desde agosto, o gás de cozinha já subiu 67,8%.
Ps. Para o MPF, governo Dilma cometia “crime” ao manter gás e gasolina baratos. Ministério Público Federal no Rio acusou a gestão Dilma de improbidade administrativa o então Conselho da Petrobras por política de preço. Aumentos abusivos de Temer são considerados normais. E é? Então tá?


“Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles.”
Schopenhauer

Não choro por ti Tiririca

Você não passa de um covarde. Ficou silente quando não havia mordaças. Cospe no prato que lambeu. Desonra à memória do Chaplin, do Carequinha, do Arrelia, das Colombinas e Arlequins. Não aproveitou a oportunidade que o eleitor lhe concedeu para lutar pelo povo de onde você brotou, e não fez nada por essa gente. Ao contrário; ferrou os pobres!
1. Votou a favor da PEC que congelou investimentos em saúde e educação por 20 anos;
2. Votou a favor da entrega do pré-sal às petroleiras estrangeiras;
3. Votou a favor da reforma que retira garantias sociais do trabalhador.
Um povo que segue um pato pedindo a retirada das próprias conquistas lhe merece.
“Non piangere pagliaccio. Veste la giubba.”


Janot alega sigilo profissional e foge da CPI da JBS.
Hahaha. Pai Janot é soda!


“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano


Boooom diaaaaaa otimiiiiiiiistas.
Marcelo Odebrecht saírá da cadeia, terá milhões de dólares devolvidos e voltará para casa de jatinho para passar o Natal; o meliante corrupto foi condenado a 19 anos de prisão.
Ps. Quem foi mesmo que disse que não compensa?

“Aécio escreve carta dizendo ser inocente e que seu grupo vai voltar a governar o país”.
O tempo irá provar; será absolvido por prescrição, ou por obra do Barattão no STFdoG, como todos políticos do PSDB.Aécio,Blog do Mesquita Gargalhada 01


Alexander Jansson – Her Only Friend The MoonAlexander Jansson,Her Only Friend The Moon,Blog do Mesquita


Revelada a razão pela qual o palhaço Tiririca resolveu abandonar a política; há muita concorrência.

Humor,Alckmin,PSDB,Brasil,Blog do Mesquita,Eleições 2018


A vida como não deveria serFome,Blog do Mesquita

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