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Eros Grau – Frase do dia – 31/07/2015

“Pior que a ditadura das fardas é a ditadura das togas. Essas possuem a confiança do povo”
Eros Grau Ministro, aposentado do STF

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Matisse – Arte – Pinturas

Le Fenêtre, 1916 – Henri Matisse

Arte,Pinturas,Blog do Mesquita,Le Fenetre, 1916, Henri Matisse


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Matías Sosa é caixa noturno de uma loja de conveniência de um posto de combustíveis de Montevidéu, mas à meia-noite se converte numa espécie de fiscal da venda de vinho, cerveja e uísque.

BBC Mundo

Matías Sosa deve cumprir uma lei que proíbe comércios como o dele de vender bebidas alcoólicas à noite. O governo uruguaio quer ampliar a restrição.

Às 0h00 de cada dia, entra em vigor no Uruguai uma lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas até as 6h da manhã. E Sosa, de 30 anos, tem que cumprir a lei diante de clientes sedentos.

“Me choca um pouco ter que explicar (a lei) a cada pessoa que chega, mas está bem”, afirmou à BBC Mundo. “Há um pouco mais de ordem; a coisa estava um pouco descontrolada”.

Sosa conta que os clientes da sua loja, no bairro de classe média alta Parque Rodó, criticam o fato de o mesmo país ter legalizado a maconha, uma droga que em breve deverá ser vendida ao público em farmácias.

“Com esse assunto da maconha, todos estão sempre perguntando: Ah, não vende álcool mas a qualquer momento vai começar a vender maconha aqui?”, relata.

Tabaré Vázquez: o presidente uruguaio anunciou ações “muito fortes” contra o alcoolismo, como as que promoveu sobre o tabaco em seu primeiro mandato.

É provável que em poucos meses essa rotina de proibição e queixas comece mais cedo para Sosa: o governo anunciou um projeto de lei para estender o veto à venda de álcool das 22h de cada dia até 8h do dia seguinte.

A iniciativa — que excluiria bares, restaurantes e casas noturnas — integra uma batalha anunciada pelo presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, contra o consumo de álcool.

Neste país de 3,3 milhões de habitantes que nos últimos anos surpreendeu com leis liberais e permissivas sobre maconha, aborto e casamento gay, também há normas restritivas sobre o álcool, o sal e até sobre fantasias de Carnaval.

‘Tolerância zero’

Ao assumir a Presidência em março, sucedendo José Mujica, o médico oncologista Vázquez prometeu ações “muito fortes” contra o alcoolismo, parecidas com as que impulsionou contra o tabaco em seu primeiro mandato (2005-2010).

Por iniciativa dele, o Uruguai se tornou em 2006 o segundo país da América Latina — e o sexto do mundo — a proibir o fumo em espaços públicos fechados, um ano depois de Cuba.

Em 2009, o país determinou a cobertura de 80% dos maços de cigarro com alertas antitabagismo: “Se não parar de fumar por conta própria, pare por quem precisa de você”, afirma, por exemplo, um desses alertas, sobre a imagem de um menino triste encostado em um túmulo.

Também proibiu o uso nos maços de expressões como “light”, “mentolado” e “gold”.

Deste modo, o Uruguai se inseriu na vanguarda mundial desse tipo de política, que, segundo o governo, permitiu reduzir o consumo de tabaco e as doenças associadas ao uso.

Mas o país foi processado pela maior empresa internacional de cigarros, a Philip Morris, que alega que as restrições “vão mais além” das de outros países e violam um tratado de investimentos.

Já no segundo mandato, Vázquez enviou em maio ao Congresso um projeto de lei para impedir que motoristas de veículos ingiram uma quantidade mínima de álcool, baixando do atual 0,3 a 0,0 grama de álcool permitidos por litro de sangue.

O argumento para isso foi o de que há provas de que o consumo de álcool, inclusive em pequenas quantidades, aumenta o risco de acidentes de trânsito.

Mas parlamentares de oposição disseram que essa medida, inspirada em normas do Brasil e outros países, se aplicaria em um país que legalizou o mercado de maconha, e pediram também “tolerância zero” para o consumo da droga por motoristas.

O Uruguai legalizou a maconha, o aborto e o casamento gay, mas discute normas mais restritivas para o consumo de álcool.

Juan Andrés Roballo, secretário da Presidência uruguaia, afirma que as ações referentes a álcool têm origem numa comissão que Vázquez criou com representantes políticos e sociais, e nega que tenham “espírito proibicionista ou de guerra às drogas”.

“O consumo social de um copo de uísque, vinho (…) ou o que seja não está proibido”, afirmou Roballo à BBC Mundo. “O que está proibido é juntá-lo com outras atividades, como dirigir”.

‘Combinação original’

Iniciativas como as que envolvem o álcool estão longe de ser novidade no Uruguai, onde segundo dados oficiais há 260 mil pessoas afetadas pelo uso problemático da bebida.

O governo de Mujica, que como Vázquez pertence à coalizão de esquerda Frente Ampla, propôs um projeto de lei para proibir em discotecas, pubs e bares o “open bar” (consumo ilimitado de álcool depois de pagar uma entrada) e os happy hours (duas bebidas pelo preço de uma).

Mas esse projeto naufragou no Congresso, enquanto avançavam iniciativas que fizeram do Uruguai o primeiro país do mundo a ter um mercado legal de maconha ou o segundo da região que permitiu o aborto quase sem restrições, depois de Cuba.

Roballo afirma que essas medidas e as iniciativas sobre o álcool têm em comum um ímpeto de “regulação” por parte do Estado, mas alguns as encaram como uma mistura atípica.

Bares e restaurantes de Montevidéu não podem colocar saleiros nas mesas sem que os clientes peçam, e os cardápios devem trazer advertências como esta.

“Por um lado é uma combinação ao menos original entre aquelas leis, normas ou disposições do arsenal mais liberal e, por outro lado, essas regulações muito fortes”, avalia o historiador uruguaio José Rilla.

O Uruguai cultivou uma tradição liberal desde o início do século 20, quando consagrou o Estado laico e aprovou leis pioneiras na região sobre temas sociais como o divórcio por iniciativa da mulher e o voto feminino.

Rilla lembra, no entanto, que nessa época também surgiu “um Estado sanitarista que distingue e define bem o saudável e o doente, o bom e o mau, onde colocar os loucos e os doentes, como tratá-los e o que é uma vida saudável”.

E afirma que a evolução mais recente disso coincide com uma tendência mais global e com o mandato de um presidente como Vázquez, “que baseia uma parte de sua força e prestígio perante a opinião pública em sua condição de médico”.

Mas isso não é um reflexo exclusivo da Presidência.

Montevidéu, a capital que abriga 40% da população uruguaia, proibiu no ano passado restaurantes, bares e outros pontos de venda de comida de colocar sal ou potes de maionese nas mesas sem que os clientes peçam, para resguardar a saúde deles.

BBC Mundo

Agustín Rovira não conseguiu comprar a cerveja que foi buscar, apesar de seu relógio apontar que ainda faltavam dois minutos para a “lei seca”.

Também há restrições por motivos de segurança.

No Carnaval deste ano, por exemplo, a polícia indicou que estavam proibidos “fantasias ou estandartes que satirizem ideias religiosas, políticas, filosóficas ou étnicas”, assim como brincadeiras com água e queima de foguetes.

Apesar de os uruguaios encararem essas limitações com tranquilidade, alguns não escondem a irritação.

Um deles é Agustín Rovira, estudante de contabilidade de 27 anos que foi comprar uma cerveja na loja de Sosa e foi informado que o veto havia começado – ainda que seu relógio estivesse marcando dois minutos para a meia-noite.

“Bancamos os liberais de primeiro mundo ao liberar a maconha e tudo isso, e depois nos impõem restrições como crianças, como no caso do álcool, que supostamente sempre foi legal”, afirmou, antes de ir embora com as mãos vazias.
Gerardo Lissardy/BBC

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Acordei hoje com minha alma sentindo que vivemos um clima já de feriado ou de vésperas de grande decisão de Copa do Mundo…

Golpe de Estado,USA,CIA,, Blog do Mesquita

Pelo visto o golpe vai acabar ocorrendo e derrubarão Dilma, assumindo o vice, e acabei lendo dois textos que explicariam exatamente o que estaria em curso, algo muito maior do que pensamos como meros pobres mortais.

Ilusão se pensam que o golpe vai ocorrer apenas devido a extrema direita golpista no Congresso, e na mídia, PSDB, FHC, Globo, Veja, a classe média furibunda babando ódio e raiva ou uivando contra Lula, o PT e Dilma…

E a depender desta gente Dilma continuaria no governo até o final do mandato, mas o buraco é muito mais embaixo ou muito maior do que pensam os pobres coitados alienados ou manipulados, hipnotizados ou ludibriados, ou meros bonecos ou fantoches como sempre foram, bodes expiatórios…

Vamos ver mais uma vez a armação golpista que fabricaram por ocasião da morte de Tancredo, com a choradeira toda somente para encobrir ou justificar a posse do vice, Sarney, sem que o titular tivesse tomado posse…a lavagem cerebral enorme que sempre rolou desde o golpe de 64 até hoje…

E quando em meio a farra do plano cruzado, que durou somente mais seis dias após as eleições, espertamente foram eleitos como constituintes, na Constituinte Congressual que fabricaram, e rascunharem a Constituição golpista atual dando continuidade ao mesmo regime desde 64…

E ainda na festa alienada dos caras pintadas fabricados pelas mídias golpistas de sempre derrubando Collor somente para impedir que Brizola pudesse ser o próximo presidente do Brasil, depois de Collor, em golpe claro, mas contando com a adesão do pt e da esquerda social democrata inaugurando os últimos vinte anos de roubalheira e entreguismo completo.

A orquestração golpista atual é enorme e profunda, séria, teleguiada pelos interesses americanos claramente ou das grandes corporações americanas e globais e elas mandam em tudo até nos EUA, com o Obama sendo apenas outro fantoche ou boneco… tudo pelos negócios apenas…

Um dos textos que chamaram nossa atenção revelando as causas prováveis do golpismo de uma forma irrefutável foi:

“O desespero da oposição tem fundamento (por Alberto Kopittke)”.

O desespero da oposição e das elites corruptas de sempre decorre devido ao fato do projeto nacional desenvolvimentista do PT acabar dando certo a partir do segundo semestre de 2016 e então eles não podem esperar mais e precisam interromper agora os governos do PT antes que nunca mais tenham chances eleitorais de vencerem alguma eleição.

Mas precisam destroçar ou liquidar inclusive com o Lula de forma que ele não possa mais ser candidato na próxima eleição…

O Brasil realmente sairia da crise a partir do segundo semestre do ano que vem e os frutos de grandes obras começariam a aparecer e o sucesso do PT e Lula seria completo.

Se a crise atual é psicológica em grande parte, de 60 a 70 %, ou fabricada com fins golpistas, resta saber se a crise real não acabara explodindo depois, após a derrubada de Dilma e o banimento do PT e Lula, com o feitiço voltando-se contra os feiticeiros de plantão…

E vão destroçar inclusive o Eduardo Cunha, e ele deve ser destronado como presidente da Câmara, para não atrapalhar o vice, Michel Temer, que curiosamente esteve nos EUA dias depois que a Dilma esteve lá, parece que recebendo as bênçãos do império…

FHC e Lula estiveram lá também antes de tomarem posse nos seus governos…

Tais elites e seus donos não aceitam o descolamento do PT do modelo neoliberal sendo imposto desde o golpe derrubando Collor para evitar Brizola, com os governos do PSDB e do PT até agora, ou até começarem este rumo nacional desenvolvimentista, e querem deter a todo custo já este rumo do PT e seus governos.

O outro texto revelador do golpe é “O BRASIL E OS TELHADOS DE VIDRO DE SEUS REPRESENTANTES”, da Profa. Guilhermina Coimbra, publicado aqui na Tribuna da Imprensa Online, em POLÍTICA, o link para ser copiado ou compartilhado nas redes sociais é:
https://www.facebook.com/tribunadaimprensaonline/posts/1655183668050112:0

O coração deste projeto nacional desenvolvimentista está sendo atingido pela operação Lava Jato da PF e por Moro, teleguiados pela CIA, e realmente tentam destroçar os projetos nacionais maiores tanto da PETROBRAS e do pré sal, quanto da energia nuclear, como o de uma empresa brasileira, a ODEBRECHT, ousando produzir armas ou trabalhando para o exército brasileiro a caminho de uma independência em tais setores, do petróleo, de armas e de energia nuclear, e os EUA não querem o Brasil voando por conta própria em tais áreas estratégicas para eles.

Somente os militares poderiam deter o golpe sustentando Dilma e o projeto nacional desenvolvimentista que de certa forma repete Getúlio Vargas, Jango e Brizola, todos destroçados pela CIA e pelas elites corruptas e golpistas de sempre, ou intervindo diretamente assumindo novamente o governo num contra golpe.

No entanto dificilmente farão isto sem forte apoio popular interno e sem apoio internacional, e da ONU, e dos EUA, até porque sempre agiram afinados com os americanos desde o golpe de 64 orquestrado pela CIA.

É bem provável que lavem as mãos e fingindo-se de mortos…

Preparem-se todos para vivermos novamente o clima festivo ou de oba oba como se os brasileiros tivessem ganhos mais uma Copa do Mundo, com novos caras pintadas e a bandeira nacional, alienados ou hipnotizados como sempre foram desde 64.

Os espertos, os cabritos, somente conseguem tomar conta da horta graças a uma enorme maioria de otários ou beatos e fanáticos dominados pelas ideologias, primeiro as religiosas, e depois as políticas, mas também as ideologias econômicas ou do consumismo, das drogas, do futebol, das mídias, da música, das bebidas, etc., e quase nada mudou desde os militares.

Completamos 51 anos sem uma Constituição legítima ou oriunda de uma Constituinte Soberana e Independente, e com isto sem democracia de fato.

E a coisa pode ficar ainda pior com a extrema direita golpista que já acabou regularizando a terceirização detonando a CLT de GETÚLIO VARGAS…trevas puras vindas pela frente?

Veremos.
Por:João Luiz Garrucino

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Alguém está me enganando

Sanidade Blog do MesquitaSei não! Estou confuso e preocupado com minha sanidade.

Há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Muito desmonte de pessoas, instituições e empresas.

Conexões complexas e intrigantes para que meus parcos neurônios as consigam absorver.

Como tantos fatos hibernaram tanto tempo para acordarem agora?


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Arte – Fotografias – Caras Ionute

Fotografia de Caras Ionut
Clique sobre a imagem para ampliá-la.

Arte,Fotografia,Blog do Mesquita,Caras Ionut


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“[…] é preciso estar atento e forte…”
Caetano Veloso

Sinal Radioatividade,Blog do Mesquita

Ontem, em mais um episódio relacionado à Operação Lava Jato, foi decretada, pelo juiz Sérgio Moro, a prisão do vice-almirante da reserva Othon Luiz Pinheiro da Silva, pois, segundo um delator, ele teria se beneficiado pelo recebimento de propina.

Esta prisão, ao contrário da maioria das anteriores, acende uma “luz amarela” que parece alertar que pode haver muito mais interesses envolvidos nessa mega-operação da Polícia Federal do que aqueles que supomos.

Em primeiro lugar, e para que eu não seja mal interpretado, que fique bem claro: todo e qualquer cidadão comprovadamente envolvido em corrupção deve ser penalizado conforme determina a lei – seja ele agente político (e não importa a qual partido pertença ou a qual partido esteja vinculado: devem cumprir pena, caso condenados, os políticos do PT, bem como seus homens de confiança, assim como políticos e agentes de qualquer outro partido) ou particular interessado.

Não é possível compactuar com a corrupção ou relativizar seus efeitos.

A luta contra a corrupção deve ser contínua.

O motivo, porém, que faz acender a tal “luz amarela”: o vice-almirante preso ontem foi o responsável pelo início e pela continuidade do desenvolvimento da tecnologia nuclear brasileira. A questão, aparentemente, começa a extrapolar o universo da corrupção e, ao que tudo indica, já esbarra na própria soberania nacional.

O programa nuclear brasileiro (e isso não é sabido pela maioria dos cidadãos) é de excelência ímpar, e já há muito tempo despertou o interesse de potências estrangeiras.

As ultracentrífugas para enriquecimento de urânio desenvolvidas no Brasil pelo programa conduzido pelo Vice-Almirante Othon são muito mais eficientes, em termos energéticos, do que as mais modernas centrífugas em utilização na Europa ou nos EUA.

Segundo o almirante Alan Arthou, diretor do Centro Tecnológico da Marinha, o Brasil foi o único país a desenvolver ultracentrífugas por levitação magnética, tecnologia que proporciona esse desempenho energético significativamente maior. Quem conhece efetivamente o ramo assegura que as centrífugas brasileiras só encontram concorrência naquelas desenvolvidas no Irã (o que, se confirmado, explicaria muita coisa que ocorreu nos últimos anos).

É de se ressaltar que, além do aspecto estratégico do tema e de sua evidente vinculação ao futuro da soberania nacional, o mercado do enriquecimento de urânio, segundo estimativas, movimenta cerca de 20 bilhões de dólares por ano. Além disso, sob a batuta do Vice-Almirante está sendo desenvolvido o primeiro submarino nacional movido a energia nuclear, fundamental se considerados os aparentemente intermináveis campos de petróleo do Pré-Sal localizados em mar aberto na costa brasileira.

Segundo a agência de notícias Defesanet, especializada em defesa, estratégia e inteligência e segurança, a prisão do Vice-Almirante Othon pode incentivar o ataque ao único projeto estratégico brasileiro que realmente eleva a nação a um patamar vários níveis acima. Nas entrelinhas: não seria o Vice-Almirante o alvo, e sim a Eletronuclear e toda a estratégia nuclear brasileira.

Abstraídos o prejuízo causado pelas ações da Lava Jato no desenvolvimento da infraestrutura nacional e seus efeitos negativos no próprio crescimento do PIB, e mais uma vez deixando claro que ninguém em sã consciência pode ser contrário ao combate à corrupção e respectiva penalização de seja lá quem for (almirante, político, bilionário, governador ou presidente), é necessária muito mais cautela na análise dos desdobramentos (e, especialmente, da motivação) das ações da Polícia Federal e das decisões do juiz Sérgio Moro.

É possível, em última análise, que não se trate apenas da corrupção, e que interesses geopolíticos, industriais e comerciais estejam atuando nos bastidores. É possível que o nosso futuro esteja sendo desconstruído sem que tenhamos consciência disso.
por: Ronaldo Del Dotore

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Ramón Vargas – Ária: Una furtiva lagrima, da Ópera Elixir do Amor de Gaetano Donizetti


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Dialética
Vinicius de Moraes¹

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz

Mas acontece que eu sou triste…

¹ Marcus Vinicius de Mello Moraes
* Rio de Janeiro, RJ. – 19 de Outubro de 1913 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 09 de Julho de 1980 d.C


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Ontem o Globo deu mais uma de suas manchetes contra Dilma.
Era mais ou menos isso: “Agora Dilma culpa a Lava Jato pela crise econômica”.

William Bonner,Rede Globo,Jornal Nacional,Blog do Mesquita

Bonner será visto cada vez menos no JN

É que Dilma dissera que a Lava Jato estava cobrando um preço sobre a economia do país, com o cerco prolongado – e para muitos exagerado – a grandes empresas nacionais.

Tudo isso posto, seria interessante saber como o Globo daria na manchete o rebaixamento de sua nota pela agência de avaliação S&P, uma das maiores referências para grandes investidores de todo o mundo. Bancos também consultam a S&P quando examinam o pedido de empréstimo de uma corporação para minimizar o risco de calote.

Tenho a convicção de que o Globo terceirizaria a culpa, no mesmo estilo que o jornal criticou tão brutalmente em Dilma.

“Instabilidade na economia brasileira faz nota da Globo baixar”: seria mais ou menos esta a manchete.

E seria a linha seguida pelos comentaristas econômicos da casa, de Míriam Leitão a Sardenberg.

A Globo foi vítima, portanto.

Tudo bem, não fosse isso um sensacional autoengano.

Não que a turbulência do momento na economia não possa ter tido algum peso. Mas o grande fator do rebaixamento está na própria Globo.

A Globo opera num setor – a mídia – que passa por um processo que vai além de transformação. Estamos diante de uma disrupção. Ou, para usar um célebre conceito de Schumpeter, presenciamos na mídia uma “destruição criativa”.

Morre um mundo, aquele em que a Globo parecia inexpugnável, e ergue-se outro em que a empresa é mais um na multidão.

A internet está fazendo com as companhias tradicionais de jornalismo o que os automóveis fizeram com as carruagens há pouco mais de cem anos.

Sabia-se, faz tempo, que a mídia impressa estava frita. Mas se imaginava que a televisão poderia escapar da internet. Não. Os sinais são claros de que o destino da tevê como a conhecemos – aberta ou paga – é o mesmo de jornais e revistas.

A internet está engolindo a televisão. Em seus tablets ou celulares, as pessoas vêm vídeos como querem, na hora em que querem – e sem precisar de emissoras de tevê.

A Reuters acaba de lançar um serviço de vídeo cujo slogan diz tudo: “O canal de notícias para quem não vê mais televisão”.

Bem-vindo ao Novo Mundo.

Nele, os protagonistas serão empresas como Netflix, e não Globo ou qualquer outra emissora.

Como esquecer um depoimento recente de Silvio Santos, ao vivo, no qual ele disse não ver televisão? SS afirmou que gasta seu tempo com a Netflix, e recomendou aos espectadores que fizessem o mesmo.

Quanto tempo até os anunciantes fazerem, no Brasil, o mesmo percurso dos consumidores e irem para a internet?

No Reino Unido, a internet em 2015 responderá por metade do bolo publicitário. No Brasil, o pedaço digital está ainda na casa dos 15%.

Todas as audiências da Globo, do jornalismo às novelas, despencam sob o impacto da internet.

O Jornal Nacional se esforça para não cair abaixo dos 20 pontos, e novelas em horário nobre, como Babilônia, descem a abismos jamais vistos na história da emissora.

O público se retirou, e quando os anunciantes fizerem o mesmo, o que afinal é inevitável, a Globo estará em apuros sérios, como é o caso, hoje, da Abril.

Na internet, a Globo jamais conseguirá reproduzir a dominância que tem na tevê – e muito menos os padrões multimilionários de receitas publicitárias.

Tudo isso pesou na avaliação da S&P.

A Globo tenderá a justificar seu rebaixamento colocando a culpa em Dilma, mas o problema está nela mesma.

Sobra a piada que a Globo usou contra Dilma.

“Dilma é culpada até pelo rebaixamento da Globo.”
Por Paulo Nogueira Batista

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Elbert Hubbard – Frase do dia – 30/07/2015

“É bem difícil descobrir o que gera a felicidade; pobreza e riqueza falharam nisso.”
Elbert Hubbard

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Sitiada por cinco adversários incômodos — a impopularidade, o isolamento, o TCU, a Lava Jato e Eduardo Cunha —, Dilma Rousseff conduz o seu governo para o pantanoso território do tudo-ou-nada.

Dilma Rousseff,Eduardo Cunha, Blog do Mesquita

A presidente continua rendida à máxima segundo a qual não se faz uma omelete sem quebrar os ovos. A diferença é que Dilma já não se preocupa em abafar o barulhinho das cascas se quebrando. Tomou gosto pelo crec-crec.

Adepta da moral utilitária, Dilma migrou da condição de apolítica para a de política tradicional. Nesta segunda-feira (27), reuniu 12 de seus ministros partidários para recordar-lhes, com outras palavras, que não integram um gabinete de notáveis. Estão na Esplanada graças à suposição de que são politicamente rentáveis.

Dilma lembrou aos ministros que eles precisam garantir que seus partidos votem alinhados com o governo no Congresso. Todo mundo sabe que as relações do Executivo com o Legislativo baseiam-se na chantagem.

Mas na época em que as cascas se rompiam em silêncio, fingia-se que o fisiologismo ainda não havia se tornado um princípio de Estado. O “efeito Cunha” trouxe para defronte dos refletores o banquete em que são servidos pedaços do Estado.

Mais cedo, após participar de reunião da coordenação política do governo com Dilma, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), que encosta a barriga no balcão em nome do vice-presidente e articulador político Michel Temer, quebrara outros ovos diante das câmeras. Ele anunciara aos quatro ventos que o governo deseja concluir até meados de agosto o rateio dos cargos entre seus aliados.

“A nossa pretensão é liquidar esse assunto, na pior das hipóteses, até o meio do mês de agosto”, disse Padilha. Crec-crec. “A nossa capacidade de diálogo aumenta na medida em que a gente consiga atender aos interesses, que são republicanos.” Crec-crec.

O ministro queixou-se da incompreensão da imprensa, incapaz de entender que a distribuição de cadeiras é normal. Ocorre em “qualquer país republicano democrático.” Os aliados não querem senão “ajudar a governar”.

Tanto patriotismo costuma resultar em escândalos como esse que sugou pelo menos R$ 19 bilhões da Petrobras. Na reunião vespertina, com seus ministros-reféns, Dilma queixou-se da Lava Jato. Disse que a operação já roeu um ponto percentual do PIB de 2015.

Não explicou como foi feita a conta. E se absteve de recordar que a PF e a Procuradoria esquarinham os roubos na Petrobras porque sua administração e a de Lula permitiram que os ladrões entrassem nos cofres da estatal.
Blog Josias de Souza

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